O Espelho Mágico

11 Apoie Cedrico Diggory



No dia seguinte, Hydra escreveu uma carta explicando todos os acontecimentos para Peter e desceu para o café, chegando no salão principal, não viu sinal de Harry Potter, se sentou ao lado de Gabrielle e Gisele.

— Madame Maxime está furiosa!– Disse Gisele comendo um brioche.

— Ela acha que Hogwarts está roubando, que não é justo – Completou Gabrielle –, para ser sincera eu também acho, se fosse para ter dois campeões, nós também teríamos que ter esse direito.

— Harry jura que não colocou o nome na taça, eu sinceramente não vejo como ele poderia, além disso, acho que Dumbledore jamais faria algo desonesto desse jeito para favorecer a escola, eu acredito nele – Disse Hydra firme.

— Se eles já começaram roubando desse jeito, imagina o que não vão fazer mais para frente! – Gritava Fleur, em francês, de modo que ninguém da Corvinal entendia o que ela falava, somente as pessoas da Beauxbatons.

Hydra ia se manifestar, mas as corujas chegaram e ela pegou sua carta diária do Peter e enviou a nova depois de ler.

— Alguma novidade? – Perguntou Gabrielle.

— Não, só coisas do trabalho, ele parece estar gostando muito.

— Eu nunca pensei em te ver assim, apaixonada por um garoto ao ponto de ficar com ele mesmo sem estar perto... – Disse Gisele.

— Nem eu para ser sincera, mas eu realmente amo o Peter, eu sinto tanta saudade que chega a doer... – Disse Hydra triste.

— Eu lembro dele no seu aniversário, realmente um homem daquele eu também sentiria – Brincou Gisele e Gabrielle e Hydra riram.

Nesse momento, Jeniffer passava pela mesa e Hydra a chamou para conhecer suas amigas.

— Essa é Jeniffer, ela irmã do Peter, essas são Gabrielle e Gisele – Disse Hydra apresentando as três enquanto Jeniffer se sentava ao lado de Gisele.

— Enchanté! – Responderam Gisele e Gabrielle.

— Inglês meninas, por favor... – Disse Hydra.

— Eu sei, é um prazer conhecer você Jennifer, mas nos vimos no aniversário de Hydra, certo? A Desiré tinha te achado super simpática, ela falou com a gente – Perguntou Gabrielle.

— O prazer é meu, sim, nos vimos sim e eu amei a Desiré também, todas vocês na verdade. – Disse Jeniffer simpática – E também a Hydra falou muito de vocês nas férias.

— Ela contou tudo sobre você e sua família nas cartas que nos enviou também! – Disse Gisele que tinha o inglês um pouco melhor – Pessoas maravilhosas pelo que ela disse.

— Hydra que é ótima, uma cunhada maravilhosa, deixou meu irmão doidinho!– Brincou Jeniffer, rindo com as meninas.

— Seu irmão e tantos outros... – Gisele disse e Hydra deu uma cotovelada em seu braço – Mas é claro que com ele parece ser muito diferente – Completou ela.

— Jeniffer namora um homem mais velho, trabalha no Ministério da Magia – Disse Hydra querendo mudar de assunto.

— Muito bom, homens mais velhos são fascinantes! – Disse Gisele empolgada.

— Sim, ele tem 21 anos, é uma pessoa maravilhosa, assim como Hydra eu sei bem o que é namorar sem poder ver a pessoa sempre – Disse Jennifer triste.

Hydra sentiu vontade de contar para ela sobre a passagem secreta, mas sabia que não podia sem a permissão dos gêmeos, iria pedir se Jeniffer também podia compartilhar do segredo.

O domingo correu rápido, Hydra, Gisele e Gabrielle passaram muito tempo na biblioteca, Hydra tentava colocar as meninas a par de toda lição que foi dada até ali já que elas assistiriam aulas juntas.

— Nós vamos fazer nossas provas esse ano, se lembra? – Disse Gabrielle nervosa – Como vou aprender tudo que preciso se não entendo o idioma direito?

— Calma, eu vou ajudar vocês, eu fiz meus N.O.M.s ano passado e ano que vem temos os N.I.E.M.s, eu vou ajudar vocês a estudarem para os seus exames e vocês se quiserem podem me ajudar com os encantamentos não verbais.

— Fechado! – Disseram as duas.

Os dias seguintes foram dificeis para Harry Potter pelo que Hydra pode ver, fora da Grifinória praticamente ninguém o apoiava e a Lufa-Lufa parecia irada.

Hydra notou um dia a caminho da aula que Draco e alguns alunos usavam um distintivo no peito.

— Draco, o que é isso? – Disse ela parando o menino e vendo o distintivo que dizia em letras luminosas vermelhas.

Apoie CEDRICO DIGGORY –o VERDADEIRO campeão de Hogwarts.

— Gostou? Olha só – Disse ele e apertou o distintivo contra o peito, a mensagem desapareceu e foi substituída por outra, que emitia uma luz verde:

POTTER FEDE

— Que coisa ridícula e infantil – Disse Gisele que estava perto. Draco parecia que iria se desfazer de tanta vergonha, ficou extremamente corado.

A aula de poção estava bem complicada para os demais alunos, que foram pedidos para preparar antídotos para diversas poções, apenas Hydra e mais uma aluna da Corvinal conseguiram se sair bem.

— Lamentável, o que vocês estão fazendo nas aulas de N.I.E.M.s? – Disse Snape se dirigindo ao resto da turma.

O que animava Hydra era a perspectiva de ver Peter em breve.

— Eu preciso arrumar um jeito seguro de entrar e sair da passagem secreta – Disse Hydra para Fred e Jorge na sentada em uma poltrona na sala comunal da Grifinória.

— Eu e Jorge usávamos um mapa, mas não temos mais ele. – Disse Fred.

— Eu pesquisei na biblioteca, tem um feitiço que me diz se tem pessoas ao redor de onde eu lançar ele, mas eu nunca usei antes e eu preciso testar, então preciso que vocês me ajudem – Disse Hydra falando baixinho com os dois.

— Sem problemas – Responderam os dois.

— Outra coisa, a Jeniffer, ela...

— Pode parando ai Hydra, eu sinto muito mas não podemos contar para mais ninguém dos nossos segredos, você prometeu – Disse Jorge sério.

— Ok, ok, é só que eu fiquei com pena, ela quase não vê o namorado.

— Não dá Hydra, se isso se espalhar vamos perder nossa vantagem dentro dessa escola, você entende, né?

— Entendo Fred... – Respondeu Hydra desanimada.

Os três seguiram para o corredor do terceiro andar e Hydra entrou pela passagem secreta enquanto os rapazes ficariam perto do corredor para ela testar o feitiço.

— Circum – Disse Hydra apontando a varinha em direção a estátua já no interior da passagem, uma luz verde saiu da ponta dela e virou uma espécie de fumaça, Hydra sabia que pelo que leu, a luz se tornaria vermelha caso alguém estivesse ao redor e branca caso não e exatamente isso aconteceu, a luz se tornou vermelha. Hydra saiu pela passagem e pediu então que os meninos se afastassem do corredor e voltou a entrar na passagem e testar o feitiço, de novo funcionou e a fumaça dessa vez ficou branca.

— Eu acho que isso vai resolver, apesar de eu não saber como sair do porão da Dedosdemel sem ninguém ver – Disse Hydra saindo da passagem e encontrando os meninos no outro corredor.

— Bem, é só você sair de fininho, tem como, acredite, fizemos isso por anos – Disse Fred.

— Você precisa usar vestes normais e não da escola também se for sair da loja – Complementou Jorge.

— Eu sei, eu já pensei nisso, eu vou usar uma veste por baixo da escola e deixar a de cima na passagem, vou usar um chapéu e um lenço também para que ninguém me reconheça.

Hydra na verdade estava morrendo de medo de que seu plano não desse certo, mas valia a pena tentar, não sabia quando teria a oportunidade de ver Peter se não fosse desse jeito.

Os três voltaram para a sala comunal e Hydra sentou para fazer a lição enquanto Fred e Jorge planejavam o que fazer a seguir com Ludo Bagman. Hydra viu Fred observando Angelina que tinha acabado de entrar na sala comunal e subido para o quarto.

— Você já decidiu o que vai fazer em relação ao que Angelina sente? — Perguntou Hydra.

— Ainda não, eu não sei, eu acho que sim, mas não... – Disse Fred parecendo realmente confuso.

— Bem, eu acho que vocês seriam um casal incrível.

— Eu também acho – Disse Jorge.

— Vamos ver... – Disse Fred ainda parecendo confuso.

Peter tinha enviado uma carta dizendo que poderia ver Hydra no Sábado, a deixando extremamente feliz e animada com a ideia de vê-lo novamente finalmente.

Hydra acordou animada naquele sábado, eles haviam combinado de se encontrar às 10 da manhã em frente à Casa de Chá Madame Puddifoot. Hydra desceu para tomar café ainda bem cedo, sentou ao lado de suas amigas francesas já que seus amigos da Grifinória ainda dormiam.

— Mande lembranças nossas para o Peter! – Disse Gabrielle animada.

— Eu nem acredito que depois de dois meses eu vou vê-lo, eu era acostumada a ter ele todos os dias por aqui, tem sido difícil.

— Eu não acredito é que você pode ficar com um cara só que você nem vê direito – Disse Gisele rindo.

— Ah, Gisele, um dia eu acho que ainda vou te ver casada e com filhos – Brincou Gabriele.

— HÁ! – Riu alto Gisele – Não acho, uma pessoa só para o resto da minha vida? Não sei se quero isso mesmo.

— Poxa, achei que você seria minha cunhada! – Disse Hydra rindo.

As três olharam para a mesa da Sonserina, aonde Draco e Pansy Parkison conversavam.

— Eu acho que ele está namorando essa garotinha ali. – Disse Hydra desgostosa – É uma pena porque eu acho ela insuportável.

— Quer que eu dê um jeito nisso? – Perguntou Gisele gargalhando.

— NÃO! Deixa meu irmão em paz, eu falei só brincando de você ser minha cunhada – Gisele, Gabrielle e Hydra riam e os outros alunos da Beauxbatons pareciam não achar aquele comportamento certo.

"Eu esqueci como na Beauxbatons eles são certinhos" – Pensou Hydra

— Bom-dia Hydra! – Disse Pierre se sentando ao seu lado.

— Bom-dia Pierre! – Respondeu Hydra seca.

— Pensei que hoje você poderia me mostrar o castelo, o que acha? – Disse ele para Hydra enquanto se servia de bacon.

— Tenho outros planos... – Respondeu Hydra de modo seco sem olhar para ele.

— Quais?

— Não te interessa, meninas, eu vou indo. – Disse ela se levantando e deixando os três para trás.

Hydra subiu até o corredor da estátua da bruxa de um olho só, procurou ver se não tinha ninguém ao redor.

— "Dissendium" – Disse ela apontando a varinha. A passagem estreita se abriu e ela passou por ela, chegando no túnel ela apontou sua varinha e disse – "LUMOS" – Uma luz se acendeu na ponta da varinha, ela então tirou suas vestes de Hogwarts e as deixou ali, estava com uma veste azul marinho por baixo, enrolou um lenço em seus cabelos e colocou um chapéu também azul. Ela seguiu pelo túnel por muito tempo, ela não tinha nem certeza do quanto até finalmente chegar até uma enorme escada, subiu de novo por muito tempo até chegar a um alçapão, ela então usou o feitiço para saber se tinha alguém ao redor, a fumaça ficou vermelha, esperou mais alguns minutos e usou de novo e de novo vermelha, começou a se sentir nervosa, então finalmente a fumaça ficou branca, ela abriu o alçapão e se viu no porão da Dedosdemel.

A adega da loja era cheia de caixas e caixas de madeira, com um piso muito empoeirado e uma grande escada de madeira que leva até a loja principal. No porão, podia-se ouvir a abertura e fechamento da porta loja de doces, bem como o tilintar do sino acima dele.

Hydra saiu do alçapão com cuidado e subiu a escada até o interior da loja discretamente, sempre olhando se tinha alguém ao redor, conseguiu finalmente sair da loja, depois de ver que a mesma estava vazia.

Seu coração batia forte cada vez que alguém a olhava nas ruas de Hogsmeade, ela sempre achava que alguém iria a reconhecer, finalmente ela chegou até o lugar combinado e viu Peter parado esperando usando uma linda veste preta.

— Peter! – Disse ela chegando perto dele e o beijou intensamente, esqueceu completamente que estava ali escondida e que não deveria chamar atenção, naquele momento só o que importava era finalmente reencontrar Peter. Depois de se beijarem e abraçarem por algum tempo, eles se afastaram e perceberam algumas pessoas olhando – Que saudades meu amor, não fica mais tanto tempo longe de mim assim, vai...

Peter parecia não resistir direito aqueles beijos, a saudades dele parecia tão grande quanto a dela.

— Não quero ficar tanto tempo sem você nunca mais! Venha, eu tenho uma surpresa para você – Disse Peter e Hydra o seguiu pela rua principal, os dois foram se afastando cada vez mais dela e entrando em pequenas ruas apertadas do vilarejo, então pararam em frente a uma pequena casa de madeira, ela parecia simples e antiga.

— De quem é? – Perguntou Hydra.

— Nossa. – Disse ele sorrindo – Mais ou menos na verdade, eu aluguei ela para toda vez que nos encontrarmos aqui termos um lugar.

Hydra ficou olhando de boca aberta, não acreditava que Peter tinha feito isso para ela.

— É sério? – Disse ela ainda chocada.

— Sim, é simples, bem simples na verdade, estava vazia já tinha muitos anos, não foi difícil alugar, eu dei um jeito lá dentro.

— Eu não me importo que seja simples, é nossa! – Disse ela sorrindo e o beijando mais uma vez.

Hydra e Peter passaram pelo pequeno portão de madeira e entraram na casa, parecia um pequeno chalé, tinha apenas dois cômodos, um banheiro e um grande cômodo onde tinha uma pequena cozinha com um balcão e três cadeiras e no outro lado uma cama e um pequeno armário.

— É maravilhosa! – Sorriu Hydra.

Os dois passaram horas ali, Peter tinha comprado comida e eles almoçaram e conversaram, pareciam as melhores horas que Hydra já passaram em muito tempo, sorria, namorara, ela sentia muita saudades de Peter mesmo, mais do que ela podia imaginar antes.

— Como está Hogwarts? – Perguntou Peter sentado ao lado de Hydra na confortável cama da pequena casa.

— Bom, diferente, as aulas de N.I.E.M.s são realmente bem diferentes e ter alunos de outras escolas por lá tem sido uma experiência legal.

— Eu queria muito que isso tivesse acontecido ano passado, eu ia querer participar do torneio com certeza.

— Eu também queria que fosse ano passado, você ia poder conhecer as minhas amigas.

— Mas eu conheço elas, esqueceu? – Disse Peter se referindo a festa de Hydra do ano anterior onde ele conheceu Gisele e Gabrielle, além de Desiré, que não foi para Hogwarts com as meninas por ser menor de idade como Hydra e não poder participar do torneio.

— Eu sei, mas não muito bem, elas são tão divertidas, acho que você realmente ia gostar delas.

— Eu vi no jornal sobre os campeões, é uma pena que nenhuma das duas ganhou para ser a campeã da Beauxbatons e eu fiquei chocado quando vi o Potter.

— Pois é, o pobrezinho está tendo que aguentar a escola quase inteira odiando ele por isso – Disse Hydra com pena de verdade do Bruxo, ela acreditava que não era culpa dele.

— Por quê? – Perguntou Peter surpreso.

— Porque eles acham que o Cedrico que é o verdadeiro campeão e não ele.

— Cedrico tem mais a pinta de campeão da escola mesmo, mas eu acho o Potter um bom candidato, ele só é muito novo realmente.

— Eu acho que ele tem grandes chances de ganhar, olha tudo que ele já fez com tão pouca idade – Disse Hydra.

— É, você tem razão... – Disse Peter pensativo – Bem, como não tem ninguém da Corvinal e eu até gosto o pouco que conheci do Potter, fora da história dele, vou torcer para ele.

— Desde que você não torça para a Fleur, por mim tudo bem! – Disse Hydra irritada.

— A menina da Beauxbatons? Você não gosta dela?

— NÃO MUITO! – Respondeu incisiva – Eu nunca gostei muito dela.

— Mas por quê? – Perguntou Peter rindo.

— Porque ela é arrogante e metida E POR FAVOR AMOR, NÃO VENHA FALAR QUE EU SOU TAMBÉM! – Respondeu Hydra irritada e Peter gargalhou.

— Eu não te acho arrogante e nem metida, você só tem um certo porte e esse porte pode ser confundido com arrogância, mas você sempre foi muito simpática com todos, meus pais gostam muito de você, minha irmã também. – Disse ele sorrindo e Hydra se acalmou.

— Eu sei, não é minha culpa eu parecer assim, eu juro que nunca tinha percebido isso até me falarem, eu estou tentando ser menos, bem, ter menos pose como diz você, acho que ser uma Malfoy deve ter me afetado de alguma forma... – Disse ela desanimada.

— Nenhuma que me incomode, te acho maravilhosa, você sabe disso – Disse Peter a abraçando.

— Mais bonita que a Fleur? – Perguntou Hydra olhando para Peter.

— Muito mais, não tem nem comparação! – Respondeu ele, rindo e a beijando.

O dia com Peter renovou completamente os ânimos de Hydra, foi extremamente difícil se despedir dele no final do dia, mas ele prometeu que iriam se ver com mais frequência do que estavam agora e que realmente o treinamento no St. Mungo's estava sendo exaustivo e durava muitas horas do dia, por isso ele realmente não tinha tido nenhum outro fim de semana para vê-la, já que também não aguentava direito de saudades quando estava longe dele.

Hydra voltou para Hogwarts pouco antes da hora do jantar do mesmo jeito que veio, distraiu o dono da Dedosdemel para descer até o porão então seguiu na passagem secreta até a estátua da Bruxa de um olho só, colocou as vestes da escola e usou o feitiço para ver se não tinha ninguém ao redor, na primeira tentativa a fumaça saiu branca, ela saiu e a passagem secreta se fechou, então seguiu para a torre da Grifinória, aonde tirou as vestes de baixo e desceu para o jantar.

— Aonde você se meteu o dia inteiro? – Perguntou Angelina quando Hydra se sentou entre Jorge e Fred no jantar. Hydra não podia contar a verdade para ela e revelar o segredo dos gêmeos.

— Estava estudando, tenho aula hoje com o Snape, estava me preparando... – Mentiu Hydra, piscando discretamente para os gêmeos.

— Eu sinceramente não entendo como você pode querer ter aulas além do que precisa com aquele cara – Disse Alicia olhando para Snape na mesa dos professores.

— Ele é um ótimo professor, apesar de todo o jeito com alguns alunos e tal, a maioria talvez... – Respondeu Hydra.

Gabrielle e Gisele se juntaram ao grupo depois de um tempo, agora que Gisele não se atirava mais em Fred, Angelina se sentia muito mais confortável com a visita das meninas.

— O que está achando de Hogwarts? – Perguntou Angelina para Gabrielle.

— Muito bom, só estou tendo problemas em entender algumas aulas, mas Hydra tem me ajudado – Respondeu a menina em um forte sotaque francês.

— Vocês jogam quadribol lá na sua escola? – Perguntou Katie para Gabrielle e Gisele.

— Pas! E estragar meu rosto com uma daquelas bolas malucas? Nem pensar! – Respondeu Gisele e Angelina, Alicia e Katie a olharam com um certo desprezo.

— Eu tentei, mas não sou muito boa, a Hydra e a Desiré que eram as esportistas do grupo. — Respondeu Gabrielle mais simpática.

— A minha antiga capitã não ajudava muito, ela fazia Olívio parecer um fofo... – Disse Hydra rindo.

— Eu nem quero imaginar como ela era então! – Disse Fred.

— Olívio é aquele seu ex petit ami? – Perguntou Gisele

— Sim, meu ex namorado – Respondeu Hydra.

— Vocês o conheceram? – Perguntou Lino curioso (por sinal, Lino e Gisele tinham sumido juntos no dia anterior e ele parecia muito sorridente depois disso).

— Não, só por fotos, bonito ele. – Respondeu Gisele, comendo um pedaço de carne cozida – Mas o Peter é mais.

— Os dois são bonitos e os dois são boas pessoas, isso que importa – Cortou Hydra, antes que Angelina dissesse algo (ela estava com cara de quem ia).

Pouco antes das oito da noite, Hydra desceu até o escritório de Snape, depois que ele a deixou entrar, ela ficou parada alguns minutos enquanto ele falava sobre como continuariam a poção veritaserum.

— Professor Snape, será que quando eu terminar o que tenho que fazer por hoje para a Poção, eu poderia aprender uma outra coisa?

Snape pareceu extremamente surpreso com o pedido, fez uma cara feia, como se não tivesse gostado, mas depois respondeu:

— E o que seria?

— Eu queria aprender a me defender do feitiço Imperius.

Snape ficou ainda mais surpreso, seus olhos se arregalaram discretamente.

— E por quê isso?

Hydra explicou sobre a aula do professor Moody e disse como queria saber se defender de tudo aquilo. Snape ficou pensativo por vários motivos, se sentou em sua cadeira e Hydra esperou paciente sentada olhando para a mesa.

— Tudo bem, mas não irei ensinar só isso – Disse ele finalmente de maneira fria, deixando Hydra muito intrigada.

— O que mais? – Perguntou ela.

— Oclumência – Respondeu ele friamente ainda sentado na sua cadeira.

— A defesa mágica da mente contra invasões externa? – Perguntou Hydra surpresa.

— Sua tia Bellatrix é muito experiente nessa arte, mas entendo que com ela em Azkaban você não tenha aprendido. – Disse ele ainda com o mesmo tom sério e Hydra ficou parada surpresa dele saber essa informação.

— E a Legilimência? – Perguntou Hydra

— Irei ensinar o que achar apropriado no tempo apropriado! – Snape parecia nervoso e Hydra decidiu se calar — Muito bem, vamos trabalhar primeiro na poção e depois iremos praticar a defesa contra o feitiço Imperius.

Hydra e Snape trabalharam na poção por mais uma ou duas horas e então Snape começou a treiná-la em como resistir a maldição Imperius.

— Imperius – Disse ele apontando a varinha para ela.

De novo ela foi imudanda pela sensação da primeira vez, de cabeça leve. Snape a pediu para andar em círculos pela sala, Hydra fez.

Depois de retirar a maldição, Snape a advertiu que era preciso que ela lutasse contra, que pensasse que não precisa fazer o que ele manda.

Foram precisas mais oito tentativas e quase três horas para que finalmente Hydra conseguisse resistir a maldição pensando no porquê tinha que obedecer aquela ordem.

— Muito bem, demorou menos do que esperava, mas pelo menos conseguiu... – Disse Snape sendo quase simpático. Hydra ainda se sentia tonta e cambaleando. – Não é fácil resistir a maldição, alguns bruxos nunca conseguem.

— Obrigada por me ajudar! – Disse ela ainda incerta de como conseguia estar em pé.

— Não agradeça, iremos praticar mais semana que vem e começaremos nossas aulas de Oclumência, esteja preparada, não é algo fácil e nem agradável e eu não aceito falhas ou falta de vontade – Disse Snape no tom frio e seco que sempre tinha.

— Tudo bem professor.

Hydra se retirou ainda cambaleando e teve dificuldade para subir até a torre da Grifinória aonde foi direto para a cama, exausta, afinal já se passava estava bem tarde e as tentativas de resistir a maldição a deixou meio tonta e fora de si.