O Espelho De Almas

1 1° Parte - 1° Capítulo (parte do capítulo)


Era meio dia... Já ia o dia ensolarado que tive... Pelo menos, o único dia ensolarado do mês, pois não parava de chover, todos os dias vinha chuva... Estava cansada demais e meio nervosa, pelo fato de estar procurando um emprego, e achei numa fábrica de espelhos...

Eles faziam espelhos de todos os tamanhos, tipos e formas. Quando entrei na fábrica, vi uns espelhos provençais, e admirei muito meu trabalho: cuidar de todos os espelhos novos e ver se todos estavam em perfeitos modos para coloca-los a venda.

Hoje foi meu primeiro dia na fábrica, que, no caso, tive que aprender e conhecer cada detalhe da fábrica. E como a fábrica era a maior do estado, um guia profissional estava me guiando a cada sala... Só não sei como iria me virar para achar as salas nos próximos dias. A fábrica deveria ter uns 20.000 m² o que não era agradável para uma iniciante...

O guia se chamava Charlie. Ele era alto, deveria ter uns 1,80m de altura, tinha cabelos pretos e com moicano para o lado, os olhos eram verdes claros e puxados — afirmo, sim, ele era bonito, mas não gostei muito dele.

Hoje, numa segunda-feira, o dia foi lento, lento até demais. Estava frio e quente ao mesmo tempo, no caso, não parava de tirar e botar meu casaco, e isso me dispersava na hora de ver a fábrica.

- E por fim, seu lugar de trabalho, Sunny – avisou Charlie quando acabara de mostrar a fábrica, durante 1h e 30...

- Obrigada, Charlie, acho que vou me adaptar rápido a esta sala – avisei tentando puxar assunto – Se você quiser, pode ficar aqui comigo para mim me acostumar antes?

- Não, desculpe Sunny, mas sabes que tenho trabalho a fazer – Afirmou ele.

- Áh é? E que tipo de trabalho o senhor tens? – perguntei tentando puxar assunto para que ele ficasse mais.

- Tenho que cuidar dos espelhos novos e ver se possuem defeitos ou não para coloca-los a venda em estoque – respondeu ele.

- Áh, sério? – empolgada, perguntei – Eu também tenho esse trabalho! Mas você não é guia da fábrica?

- Sim – afirmou ele – Mas não trabalho somente com isso, como você pôde perceber.

- Claro né... Bom... Então eu acho que vou começando meu novo trabalho, obrigada Charlie – afirmei e logo me despedi.

Naquele dia fiquei com ele o tempo todo na cabeça. Será que ele ia gostar de me ter como aprendiz? Será que meu emprego ia ser fixo... Ou se eu fizesse alguma besteira, ele ia reclamar para o nosso chefe? (Como visto, nós dois temos o mesmo chefe, o nome dele é Carlos, que não é muito legal).

Um dia inteiro revisando espelhos, indo e vindo da sala de estoque e nem um minuto parando de pensar do Charlie... Até que percebi a sua falta. Charlie não estava mais lá, havia sumido desde que me despedi dele em minha sala de trabalho (que não usava). Então fui pedir para meu chefe onde estava Charlie. Um susto arrepiou meu corpo inteiro. Carlos havia dito que também não sabia onde Charlie estava. Ninguém sabia onde Charlie estava.

Como Charlie havia me explicado, tinha uma sala que eu nunca poderia entrar, até mesmo na porta havia: “NÃO ENTRE”. O que me deixou curiosa, é que eu sabia para que direção ficava aquela sala a partir de meu escritório, e ele foi exatamente para aquela direção...