O Especialista

10 Resquícios do Passado


Notas iniciais
Peço perdão pela demora, mas a faculdade tá puxada ultimamente. Mas mesmo demorando um pouquinho as vezes, a história vai prosseguir, isso eu garanto! Espero que gostem! Cheers!

Playground


Após a descoberta sobre o significado dos símbolos alienígenas, as atenções do time principal de Coulson se voltaram para a tentativa de identificar a cidade misteriosa, enquanto o resto dos agentes estavam responsáveis pela monitoração de atividades da HYDRA e a busca pelo paradeiro de Grant Ward.


A manhã estava sendo tranquila, com Leon, Skye e Tripp trabalhando na sala de comunicações atrás de pistas sobre a cidade. Embora estivessem focados no trabalho, os três conversavam de maneira descontraída e casual, até serem interrompidos pelo toque do celular de Skye. A agente percebeu que a chamada era de um numero desconhecido e atendeu com um simples “Alô?”, e logo depois disso seus companheiros puderam perceber o quanto a expressão de Skye se tornara tensa e ao mesmo tempo que ela colocava o telefone no viva-voz, seus dedos corriam rápidos pelas teclas de seu computador, enquanto ela falava:


“Ward. O que você quer?”


Leon e Tripp se levantaram, se colocando ao lado de Skye e acompanhando a hacker, que tentava rastrear a ligação.


“Quanta frieza com seu velho SO, Skye. Bom, eu só estou ligando para dizer que estou deixando um presente, na minha localização. Alias, eu sei que deve estar rastreando a ligação nesse momento. Ótimo, faça isso.”


“Vou avisar Coulson.” Disse Tripp, saindo da sala com passos rápidos.


“Aquele era o Tripp? Pena ele ter saído tão rápido, eu estava com saudades dele! Eu acredito também que o agente Kennedy esteja aí com você, certo? Você pode aprender algumas coisas com ele, Skye, até que ele é bom. Falando nisso, Kennedy, lembra que eu disse que deixaria um presente pro Coulson? Então, considere esse o primeiro de muitos que vou deixar...”


“Leon é um parceiro bem melhor que você Ward, pode apostar. E não precisamos que nos deixe presentes, como um gato trazendo aves mortas. Só precisamos de você atrás das grades.” Respondeu Skye, com desprezo na voz.


“Acho que já deve ter sido tempo suficiente para me rastrear, certo? Bom, queridos agentes, eu preciso ir agora. Tenho assuntos pessoais para cuidar. Nos veremos em breve, pode apostar.” E dizendo isso a ligação foi cortada, deixando os dois agentes no silêncio.


Coulson designou Leon e Bobbi para checar o endereço de onde Ward havia ligado, e dentro de um galpão escuro e abandonado encontraram Sunil Bakshi, o qual Bobbi reconheceu como a mão direita de Whitehall e um membro de grande influência da HYDRA. De fato, gostando ou não disso, Ward havia deixado para os agentes da S.H.I.E.L.D um grande presente.


Horas Depois, de volta ao Playground


Ao voltarem, Coulson encarregou Bobbi de cuidar do interrogatório de Bakshi, já que a agente era excelente em montar perfis psicológicos (ela também tinha um doutorado em biologia e ainda era extremamente habilidosa em combate. A S.H.I.E.L.D não brincava em serviço ao recrutar seus agentes.) e depois rumou para o Havaí com Skye, Tripp e Fitz para uma missão relacionada à procura da cidade misteriosa.


Leon e Mack observavam pelos monitores enquanto Bobbi interrogava Bakshi, que dizia:


“Crescemos mais fortes a cada dia, enquanto a S.H.I.E.L.D se agarra desesperadamente a um mundo que ela não entende e nem se encaixa mais.”


“É é...eu já li o panfleto da HYDRA. Por que não me diz algo que eu não sei?” Respondeu Bobbi, enquanto se levantava, andando pela sala.


Mack se aproximou de Leon, olhando com preocupação para ele enquanto perguntava:


“Sei que você conhece o Diretor há muito tempo. Mas o que você acha que aconteceu com ele na semana passada? Ele estava bem violento. Descontrolado. Você conversou com ele sobre isso?”


Leon tirou os olhos da tela, se voltando na direção de Mack enquanto cruzava os braços e dizia:


“Ele tá bem Mack. Não se preocupe. Eu sei que foi bizarro, mas nós conseguimos a informação que precisávamos, e tiramos o assassino das ruas. É o que importa.”


Parecia que Mack estava prestes a retrucar quando Jemma entrou na sala, observando também o interrogatório pelas câmeras.


“Hey Jemma!” Leon sorriu, aproveitando a distração. A verdade é que o comportamento de Coulson realmente fora descontrolado e violento. Mas acreditava na palavra do Diretor quando o mesmo dizia já estar bem. Tinha todas as razões para confiar em Phil Coulson. Sempre teve, e não iria mudar agora.


“O Sr.Bakshi quase me matou algumas vezes..” Disse Jemma, num tom desgostoso enquanto puxava uma cadeira e sentava ao lado de Leon.


“Tô surpresa dela estar sendo tão..civilizada.” Continuou Jemma.


“Queria ver ele tomando uma surra?” Perguntou Mack com as sobrancelhas levantadas.


“Não seria tão errado, seria? Mas eu não conseguiria estar ali na frente dele, tão calma.” Respondeu Jemma.


“É uma dentre várias técnicas de interrogatório. Ela tá tentando entrar na cabeça dele. Faze-lo falar.” Disse Leon, se voltando para os monitores.


“Mas um homem tão importante como Bakshi não vai falar alguma informação importante assim...pelo menos eu acho que não.” Disse Jemma, num tom inseguro.


“Bobbi não quer que ele fale alguma coisa importante. Quer dizer, ela quer induzir ele a falar alguma coisa. Algo que ele possa deixar escapar e que possamos usar. O segredo está nos detalhes...claro, se tudo isso falhar eu posso dar uma surra nele e ver o que acontece. Não é como se ele não merecesse.” Respondeu Leon enquanto o trio voltava a prestar atenção no interrogatório.


“Sério. Você podia ser um vilão no estilo James Bond. Por que seguir Whitehall? Por que não liderar?” perguntou Bobbi, apertando o olhar enquanto voltava a sentar de frente para Bakshi, que respondeu:


“Meu tempo...ainda vai chegar. Assim como Whitehall, eu me preocupo com o bem maior.”


“Hmm...e eu me preocupo com o fato de que talvez você tenha sofrido lavagem cerebral. Eu já vi a HYDRA usando disso nos laboratórios. Como você pode garantir que não aconteceu com você?” Bobbi perguntou, batendo o dedo no próprio queixo levemente.


“Eu não sou um daqueles fanáticos que a HYDRA controla! O Dr.Whitehall é um discípulo do grande Caveira Vermelha! O fundador da HYDRA, ele compartilha da sua visão! Eu sou parte da história!”


Bobbi então balançou a cabeça e se levantou, saindo da sala e atravessando o corredor em direção a sala onde se encontravam seus companheiros.


“Acha que Bakshi realmente sofreu lavagem cerebral?” perguntou Mack, dando a agente uma garrafa de água.


“Não. Mas deixa ele pensar isso. Na verdade, tem algo que ele disse..que não me pareceu muito correto. Ele chamou Whitehall de discípulo do Caveira Vermelha. A impressão que dava era como se Whitehall fosse contemporâneo do Caveira. Isso não faz muito sentido. Mas decididamente tem uma ligação entre eles...” respondeu Bobbi, depois de tomar um gole da água, ao mesmo tempo que May também adentrava a sala.


“Bom...o Caveira Vermelha morreu mais ou menos na época que o Obelisco foi recuperado pela R.C.E, a agência que deu origem a S.H.I.E.L.D. Aqui era uma das antigas bases da R.C.E antes do Fury restaura-la, deve estar cheia de arquivos!” disse Jemma, num tom animado de voz.


“Então vamos procurar. É como Coulson diz: conheça seus inimigos. Mack, Simmons, vocês vem comigo. Bobbi pode continuar com o interrogatório. Caso você ache necessário um pouco mais de força, é com você Leon.” Comandou May, indo com Mack e Jemma para a sala de arquivos.


O interrogatório continuou por mais algumas horas, com Bobbi dando espaços entre as sessões para poder pensar e tentar deixar Bakshi inseguro. Leon havia saído para informar Coulson de algumas informações que tinham descoberto, e quando voltou viu Bobbi sozinha na sala onde estavam antes, girando seus bastões de combate com uma expressão pensativa.


Leon fechou a porta e se aproximou da agente, colocando as mãos em sua cintura e a trazendo para perto de si, enquanto falava:


“Tentando entender Bakshi? Se quiser eu posso entrar lá e bancar o policial malvado um pouco...”


Bobbi riu, dando um rápido beijo nos lábios de Leon enquanto respondia:


“Na verdade esse interrogatório já me permitiu montar o perfil psicológico dele. Cresceu nas ruas...provavelmente Southall, Londres. Trabalha duro pra esconder o sotaque, mas ainda luta contra a letra “t”, pais ausentes, provavelmente alguns crimes menores na ficha até se alistar, onde deve ter ido razoavelmente bem, até que os militares perceberam alguma coisa errada nele, e o dispensaram.”


“E foi assim que ele deve ter ido parar no ramo de segurança privada, certo?” perguntou Leon.


“Uhum. De alguma forma, Whitehall deu a Bakshi uma espécie de segunda chance. O transtorno de personalidade faz com que ele valorize suas relações, agradeça aos pais ausentes por isso. No fim, não foi difícil pro Whitehall conseguir a lealdade dele. O quebra-cabeças aqui é Whitehall. Tem algo nele que Bakshi vê, e nós não.” Disse Bobbi, fazendo uma leve careta.


“Ok. Você é realmente boa. Eu não sei como ainda me surpreendo com você...” Leon riu, roubando um beijo de Bobbi, que também sorriu enquanto respondia:


“Hmm..mas eu ainda acho que posso te surpreender bastante. Eu poderia...” E ela colocou os lábios perto do ouvido de Leon, falando algo enquanto sorria de maneira sensual e depois se afastando, mordendo levemente o lábio inferior.


“Ok, como você espera que eu me concentre o resto do meu dia de serviço depois de você me dizer isso? Isso é muito cruel, agente Morse...” Leon disse sorrindo enquanto os dois agentes se beijavam mais uma vez e depois se afastavam, com Bobbi voltando a ler a ficha de Bakshi e Leon o observando pela tela, tentando notar sinais em seu comportamento.


Foi neste momento que Jemma, May e Mack voltaram até a sala, com expressões animadas (menos May, é claro.), que diziam que tinham descoberto algo importante.


“Me digam que essa cara de felicidade é porque descobriram algo que a Bobbi possa usar contra ele....ou que vocês estão me dando autorização pra entrar lá e dar uns sustos no filho da mãe. Eu fico feliz com qualquer uma das alternativas.” Disse Leon, enquanto Jemma se aproximava com uma pasta de arquivos nas mãos.


“Nós, meu querido amigo americano. – Quase todos nós aqui somos americanos, Jemma (emendou Leon)- descobrimos a identidade de Whitehall! O nome dele era Werner Reinhardt. Ele foi um dos comandantes do Caveira Vermelha, na Segunda Guerra Mundial.”


Leon abriu o arquivo e nele estava a foto de Whitehall, com a mesma aparência dos dias atuais. O nome na foto era Werner Reinhardt e datava de 1945. Leon entregou o arquivo para Bobbi, que logo perguntou, com as sobrancelhas cerradas:


“Espera. Eu vi Whitehall nos olhos, e ele tinha a mesma aparência que nessa foto. É impossível que ele não tenha envelhecido! Podem explicar?”


“Na verdade, ele envelheceu sim. Reinhardt foi capturado pelos aliados em 1945, e permaneceu em custódia da S.H.I.E.L.D até 1989, quando ele recebeu liberdade médica, já que estava morrendo.” Respondeu Jemma enquanto May mostrava a Leon e Bobbi uma foto de Whitehall nos anos 80, com uma aparência envelhecida que estaria coerente com a foto dos anos 40, mas não com a fisionomia que ele possuía agora.


“Ele é...asgardiano? Alien? Achou a lâmpada mágica de Alladin? Descobriu a fonte da juventude?” Perguntou Leon enquanto cruzava os braços.


“Isso nós não sabemos. Os registros de Reinhardt sumiram depois de 1989. Ele mudou de nome, escondeu o sotaque alemão e pronto.” Disse Mack, também com uma expressão curiosa.


“Os primeiros registros sobre Daniel Whitehall surgiram nos anos 90, segundos os arquivos. A linha temporal bate, exceto pela parte que ele rejuvenesce 40 anos.” Completou May.


Leon se levantou, entregando o arquivo Reinhardt para Bobbi, com um leve sorriso, enquanto dizia:


“O que ele fez, podemos descobrir depois. Mas esses arquivos tem a chave pra quebrar o Bakshi. É com você, Bobbi.”


Minutos depois, Bobbi já havia retornado a sala de interrogatório e estava frente a frente com Bakshi novamente, enquanto Leon e os outros assistiam pelas câmeras.


“Me diz...sua devoção ao Whitehall é baseada em medo ou respeito?” Perguntou Bobbi, num tom mais frio do que anteriormente, folheando um arquivo, mas tendo certeza de que Bakshi não conseguia ver o que era.


“Minha devoção vai muito além de respeito.” Bakshi respondeu, num tom calmo.


“Medo vai além de respeito, caso tenha esquecido. Melhor ser temido, do que respeitado, já dizia Maquiavel.” Bobbi completou com um pequeno sorriso, voltando os olhos para a ficha.


“Não foi o que eu quis dizer...” Bakshi continuou, mas foi interrompido por Bobbi:


“Do que tem tanto medo que Whitehall faça com você?”


Bakshi engoliu em seco, antes de juntar as mãos sobre a mesa e olhar fundo nos olhos de Bobbi, dizendo com um sorriso:


“Eu imagino...se seus amigos sabem do que você é capaz. Se eles imaginam as coisas que você teve de fazer pra subir nos ranks da HYDRA? Tem medo do julgamento deles sobre as coisas que fez?”


“Medo do julgamento. Você não poderia ser mais preciso. Você não tem medo do Whitehall, em si. Tem medo de desaponta-lo, não é?” Perguntou Bobbi, sorrindo e usando o tom de voz calmo, como se tivesse ignorado o que Bakshi disse antes, e então continuou: “E eu sei que ele vai ficar desapontado quando descobrir que você o entregou...”


“Eu não entreguei ninguém.” Respondeu Bakshi, cruzando os braços com uma expressão de triunfo.


Au contraire....você nos deu tudo, Bakshi. O nome dele, as aventuras dele com o Caveira na Segunda Guerra, sua idade. Sabia que ele é hipertenso? Nós sim.” Bobbi sorriu, triunfante enquanto jogava a pasta sobre a mesa, abrindo exatamente na página que mostrava a foto de Reinhardt.


Bobbi então se levantou, andando para perto da cadeira de Bakshi, enquanto se recostava na mesa e continuava a falar:


“Ele lhe deu uma segunda chance no passado, mas você acha mesmo que ele vai lhe dar uma terceira, depois de saber que você nos disse exatamente como mata-lo? Você falhou com seu chefe, Bakshi. Nós já sabemos quem é Whitehall. A questão que sobra é...que tipo de homem é você?” Bobbi dizia enquanto se inclinava, sorrindo de modo confiante, enquanto Bakshi mantinha uma expressão de tensão, com o suor escorrendo pela sua testa, até que ele olhou para Bobbi, dando um sorriso e fraco e simplesmente dizendo:


“Um homem leal.”


E Bakshi pareceu trincar os dentes e segundos depois caiu no chão tremendo e levou alguns segundos para Bobbi perceber que ele provavelmente mordeu alguma cápsula de veneno escondida. Truque clássico de espiões. No momento em que Leon e Jemma entraram na sala, Bakshi já estava espumando pela boca, enquanto Bobbi estava abaixada ao seu lado, ainda desconcertada.


“Acho que ele levou sua sugestão sobre ser um vilão do James Bond muito a sério! Como deixamos passar essa cápsula de cianeto? Os dentes dele estavam limpos!" Disse Leon, abrindo caminho para Jemma e logo em seguida um grupo de agentes que vinha prestar socorro.


“Cápsula embutida na bochecha. Seu filho da mãe, você não vai sair dessa tão fácil assim!” Disse Bobbi, com um tom de raiva enquanto Jemma e os outros agentes começavam a remover Bakshi da cela.


Algumas horas se passaram e Bakshi conseguiu ser estabilizado. Jemma disse a Leon e Bobbi que ele iria sobreviver, mas não tinha certeza de quanto tempo ele levaria pra acordar. Os dois agentes estavam parados em frente a enfermaria, observando Bakshi pelo vidro. Leon quebrou o silêncio perguntando:


“Você tá ok?”


“Eu to bem...eu só calculei mal. Eu tinha certeza que ele ia falar. Eu estraguei tudo.” Bobbi respondeu, balançando levemente a cabeça e se afastando da enfermaria, pelos corredores em direção aos dormitórios, com Leon ao seu lado.


“Não foi culpa sua. Eu não sei se havia algum jeito dele falar. De qualquer forma...eu sinto muito.” Disse Leon, segurando uma das mãos de Bobbi, enquanto a mesma se encostava na porta do quarto do agente.


“Pelo que?” Bobbi perguntou, apertando carinhosamente a mão de Leon enquanto o olhava nos olhos.


“Pelas coisas que teve de fazer enquanto estava infiltrada na HYDRA. Eu imagino que não deve ter sido agradável, mas as vezes precisamos fazer sacrifícios pelo bem maior. Eu sei como é. Não exatamente dessa forma, mas eu sei...” Leon se aproximou enquanto falava, colocando sua mão livre no rosto de Bobbi, numa leve carícia. “Nunca é fácil. Mas é por isso que você é tão boa. Você faz o que deve ser feito, as vezes dá certo, as vezes não, mas provavelmente ninguém teria se saído melhor do que você hoje, no interrogatório.”


Bobbi então iniciou um beijo que logo se transformou em um segundo, terceiro e logo os dois agentes adentraram o quarto de Leon enquanto roupas eram jogadas para todos os lados.


Ao terminarem, os dois agentes ainda estavam abraçados na cama, com Bobbi descansando a cabeça no peito de Leon, que afagava seus cabelos. A agente sorriu enquanto dizia:


“Sabe, eu queria que tivesse aceitado a proposta de Coulson há mais tempo. Assim a gente teria se conhecido antes...”


Leon também sorriu, beijando a cabeça de Bobbi e a envolvendo ainda mais em seus braços enquanto respondia: “Eu também, pra ser sincero. Mas o que passou, passou. Eu creio que ainda temos muito tempo pela frente...”


Embora Bobbi tenha concordado com a cabeça, seu coração doía nesse momento. Sabia que não devia ter se aproximado novamente de Leon. Alías, ela já tinha passado do ponto de “aproximação” há muito tempo. Bobbi reconhecia que estava se apaixonando pelo agente, e o que mais doía era saber que provavelmente depois que Leon descobrisse porque Bobbi aceitara o convite de Coulson para se juntar à sua equipe, ele provavelmente iria odia-la pra sempre.