O Especialista
1 Flashback : Parte 1
Notas iniciais
Agents of S.H.I.E.L.D & Resident Evil Crossover : O Especialista
Flashback I
Aero Porta Aviões da S.H.I.E.L.D — 2011
O Coronel Nicholas “Nick” Fury se encontrava sentado em sua mesa, na sala principal do Aero Porta-Aviões da S.H.I.E.L.D com uma expressão carrancuda, enquanto observava uma série de pastas e relatórios que continham fotos de uma suposta base de pesquisas e algumas criaturas, geneticamente criadas em laboratórios como armas de guerra (desde 1998, com o escândalo da corporação Umbrella em Raccoon City, estas criaturas eram chamadas de B.O.W, Armas Bio-Orgânicas) que, na opinião de Fury, pareciam ter vindo da cabeça de alguém doente como Hitler.
“Me lembre de novo porquê a B.S.A.A não pode resolver esse caso?"
Fury usou um tom de voz baixo. Sabia a resposta de sua pergunta, mas esperava ser convencido com mais ênfase, ainda mais se fosse arriscar a vida de seus agentes.
“Primeiro porque a B.S.A.A não faz operações secretas” Respondeu seu braço direito, a Agente Maria Hill, que continuou: “Todas as operações anti-terrorismo biológico tem de ser sancionadas e contarem com o aval do país em questão, e das nações unidas, e no momento, Edonia não está autorizando nenhuma operação da B.S.A.A ou de qualquer agência em seu país, devido aos tumultos internos.”
“O que inclui nós” completou o “braço esquerdo” de Fury, o agente Phillip “Phil” Coulson: “ademais, essas armas biológicas tem conexões com o projeto Centopéia, embora não tenhamos certeza se a base realmente pertence a eles. De qualquer forma, acho que seria de bom tom, que fossemos nós a recuperar os dados de pesquisa.”
“E mandar aquela merda toda pelos ares depois” emendou Fury, já convencido. Delegou a Hill a função de montar uma equipe que possa fazer a infiltração, mas antes de a dispensar, tamborilou os dedos sobre a mesa enquanto acrescentava: “Não temos nenhum especialista em combate anti-biológico na S.H.I.E.L.D...não quero meus rapazes entrando no escuro numa missão como essa. Precisamos de um consultor.”
Coulson sorriu, balançando levemente a cabeça enquanto se levantava: “Pode ajustar a equipe para o briefing, eu acho que conheço a pessoa ideal pra esse trabalho.”
2 Horas Depois
A agente Barbara “Bobbi” Morse e um de seus melhores amigos, o também agente (e engenheiro-chefe) Alphonso “Mack” Mackenzie estavam sentados numa grande sala de conferência, junto com outros seis agentes, além de Hill e Coulson, que após uma ligação de celular, deixara a sala. Todos eles faziam parte da equipe tática que foi montada para invadir, recuperar informações e destruir uma base terrorista no Leste Europeu. Seria mais um dia de trabalho, se a base em questão não trabalhasse com experimentos biológicos, provavelmente com vírus e materiais comprados no mercado negro, através de empresas como as falecidas Umbrella e TriCell.
Mack quebrou o silêncio com um cochicho: “Hey Bobbi, leu as informações que passaram pra gente, não é? É provável que o lugar esteja cheio de experimentos e tal. Você sabe que há o risco de infecção né? Pode ter algum vírus, ou algo assim...tipo Raccoon...eu não to gostando disso.”
Bobbi, ponderou por alguns segundos, antes de responder: “Bom...mais uma razão pra estarmos lá. Deixar a área segura e aprender o que pudermos. E sobre as B.O.W’s, eu ouvi dizer que eles iam chamar um consultor ou algo assim.”
“Dizem que o cara foi recrutado pelo Coulson, na época que ele estava no Serviço Secreto, nos anos 90.” Disse um dos agentes, tomando parte na conversa, que continuou por alguns minutos até que a porta foi aberta e passaram por ela Coulson e um outro homem, que Bobbi julgou ser o consultor em questão.
O homem tinha mais ou menos a altura de Bobbi, talvez pouca coisa mais alto. Usava calças e camisa próprias para missões de campo, pretas, e uma jaqueta também escura, além de luvas e um coldre na perna, onde carregava uma pistola. Usava óculos escuros e tinha os cabelos relativamente grandes, que desciam pelo rosto até as bochechas. Instintivamente, Bobbi levantou uma das sobrancelhas enquanto acompanhava o homem e Coulson com o olhar até seus respectivos lugares. Quando olhou de volta para Mack, o mesmo o encarava com os olhos apertados e um sorriso no rosto.
“Só de olho em você, Morse.” Bobbi respondeu com uma leve careta a provocação de Mack e se voltou para Coulson, que começara a falar:
“Este é o agente Leon Kennedy, do Serviço Secreto dos Estados Unidos, e vai ser o nosso agente especialista nesta missão. Agente Kennedy, essa é a equipe que vai acompanha-lo.”
Leon retirou os óculos escuros e passou os olhos nos agentes, um por um, e depois aumentou um pouco a voz para que todos pudessem ouvir: “É um prazer conhecer todos vocês. Tenho certeza que são ótimos em seu trabalho, e muito capacitados...mas não vai ter a mínima chance dessa missão ser realizada com nove pessoas.”
“Porque diz isso, agente Kennedy?” protestou Hill, com um tom de voz um tanto impaciente. Bobbi concordou com o tom, eram todos ótimos agentes, o que mais ele queria?
“Porque vamos nos infiltrar numa área com um alto risco de contaminação biológica, a julgar pelos experimentos envolvendo B.O.W’s que eu vi nos relatórios. Nesse tipo de missão, quanto mais gente levarmos, mais gente tem chance de ser exposta e contaminada. Tenho certeza que nenhum de vocês quer atirar nos seus companheiros, certo? Eu quero seu melhor agente de campo, e alguém que consiga pilotar um helicóptero e com algum entendimento eletrônico. Nós três faremos isso. E é o suficiente.”
Coulson acenou positivamente antes que Hill pudesse intervir. Conhecia Leon Kennedy desde 1998, desde que, junto com seu então parceiro, o agente da Segurança Nacional (e agora presidente dos EUA) Adam Bendford, recrutaram o jovem ex-policial e sobrevivente do desastre biológico que varreu a cidade de Raccoon do mapa. Por muitos anos, Coulson continuou em contato com Leon, e já pensara várias vezes em oferecer um lugar na S.H.I.E.L.D ao agente. A agência precisava de um especialista em bio-terrorismo, e Leon era, provavelmente, um dos mais capazes do mundo. Não só graças ao seu conhecimento referente a B.O.W’s, mas sua habilidade em geral. Coulson tinha absoluta certeza que se Leon enfrentasse alguém como Natasha Romanoff, Clint Barton ou Melinda May, as chances seriam de 50/50 para qualquer um deles.
Coulson voltou seu olhar para Hill, que também balançou a cabeça positivamente, enquanto se voltava para os demais: “Agentes Morse e McKenzie, peço que fiquem e juntem-se a nós na sala de briefing. O resto de vocês está dispensado”.
Bobbi e Mack se levantaram e esperaram a maioria dos agentes saírem, entre burburinhos e seguiram pelo corredor até a sala de briefing, logo atrás da que estavam. Era uma sala pequena uma mesa, cadeiras e uma tela onde iam ser exibidas as informações da missão em questão. Antes que pudessem se sentar, Leon, Hill e Coulson se juntaram a eles.
“Esta é a agente Barbara Morse, nossa especialista de campo, e esse é o agente Alphonso McKenzie, nosso engenheiro chefe, além de ser um bom agente de campo, se necessário”, disse Coulson, enquanto Leon apertou a mão dos dois rapidamente e o briefing se iniciou.
O objetivo da missão era se infiltrarem na base. Um dos contatos infiltrados da S.H.I.E.L.D iria facilitar a entrada dos agentes, remotamente. Uma vez lá dentro, deveriam chegar até o centro de comando, onde deveriam conseguir o maior número de informações sobre as pesquisas lá desenvolvidas. Feito isso, deveriam então plantar cargas explosivas em áreas estratégicas da base, e extrair o contato da S.H.I.E.L.D de dentro, enquanto escapavam. O monitoramento de comunicações da missão seria feito por um dos contatos de Leon no Serviço Secreto, que hackearia o sistema de segurança da base e faria o monitoramento da missão usando as próprias câmeras do complexo.
Terminado o briefing, os três agentes se encontravam no arsenal do Aero Porta-Aviões, preparando seus equipamentos. Bobbi vestia uma roupa de combate de peça única, de cor preta, com pequenos detalhes azuis que, o qual Leon pode notar que valorizava muito a sua...figura. Havia também coldres de perna para as duas pistolas da agente, e um coldre maior, em suas costas, que Leon ficou se perguntando por alguns segundos para que exatamente, serviam, até que a agente pegou de um armário dois bastões de metal e o girou nas mãos alguns segundos, até perceber o olhar inquisitivo do agente do Serviço Secreto.
“São bastões de combate...são leves, fortes e podem derrubar um homem fácil.” a agente sorriu, balançando levemente a cabeça e bateu os bastões um no outro, causando a passagem de uma corrente elétrica e um pequenos estalo “seja com uma pancada, ou um choque.” Bobbi girou os bastões novamente e encaixou no coldre em suas costas, enquanto Leon emendou, colocando seu colete de combate:
“Cheia de surpresas. Nada mal.” Ele retribuiu o sorriso de Bobbi e depois voltou a colocar a veste. Leon havia substituído a jaqueta pelo colete de combate, que também era preto, com um espaço especial para uma faca e uma pistola, além de vários bolsos para munições e outros equipamentos, e um pequeno kit médico nas costas. Mack também já havia terminado de se preparar, utilizando um traje semelhante ao de Leon, mas com um colete diferente, onde se podiam ver alguns pequenos aparelhos e ferramentas eletrônicas, além da bolsa de explosivos, na qual Mack ficaria encarregado.
Já armados e preparados, os três seguiam pela pista do Aero Porta-Aviões em direção a um helicóptero, onde Hill e Coulson aguardavam. Enquanto se dirigiam, Mack virou o rosto para Leon e perguntou baixo, tentando manter uma expressão calma: “Já fez isso muitas vezes, não é? Infiltraçoes, B.O.W’s e essa coisa de espião, certo?” Leon suspirou, emendando num tom que pareceu, ao menos para Bobbi, cansado:
“Mais vezes do que eu gostaria...”
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