O Espaço Entre Nós

3 Signos, guardiões e confusão mental


—Olha só, acho que devemos deixar a Pan explicar sozinha. – Disse Ann. – Vamos subir.

Ela saiu arrastando eles me deixando sozinho com a Pan. Acho até melhor, muita gente falando só iria me confundir. Mas admito que ainda seja meio constrangedor ficar sozinho com ela.

—Queria que tivesse uma maneira fácil de contar isso, mas não tem. – Ela parecia chateada. – Vou tentar explicar do jeito mais simples. Bom... Você conhece o signo Serpentário?

—Já ouvi falar.

— Tem um casal, os quais denominaram Serpentário. E esse casal tem 12 filhos, cada um de um signo. Essas 12 pessoas tem a missão de cuidar de uma Galáxia, cuidar da ordem planetária. Até ai tudo bem. Tem um planeta chamado Eliteon, onde o chefe da guarda tomou o controle do governo. Infelizmente não percebemos nada; ele arquitetou tudo muito bem. Tanto que nem sabemos o que acontece lá, já que ele tem usado de magias que desconhecemos. Ele destruiu o Serpentário e a maioria dos meus irmãos. Tudo o que sabemos é que ele busca a Pedra da Passagem.

—WOW!

Isso foi tudo o que consegui dizer. Depois de um tempo viajando no nada imaginando coisas, perguntei:

—Digamos que isso tudo seja verdade, porque o Serpentário fica justo na Via Láctea?

—Cada galáxia tem seu próprio Serpentário e Os 12. De maior poder que eles, apenas o Guardião, que habita a Galáxia Central, localizada no centro do universo.

—E o que eu tenho haver com tudo isso?

—Você tem a Pedra da Galáxia, esse seu pingente. Você está destinado a nos ajudar a pegar a Pedra de Passagem.

—Quantas pedras!

—São quatro.

—São quatro o que?

—A Pedra de Passagem foi dividida em quatro partes e essas quatro partes foram escondidas em quatro pirâmides por uma pessoa de extrema importância no passado do planeta Terra. Estamos atrás delas.

—Ok, entendi. – Falei.

—Depois de tudo o que eu te disse, você só tem isso a dizer? – Quase gritou.

Ué.

—Você quer que eu diga o que? “É legal saber a verdade, mas tudo o que eu sabia estava errado”? Chega a ser doloroso pensar nisso. – Admiti.

Eu não estava conseguindo pensar nisso, como se parte de mim se negasse a acreditar.

— Me desculpa, eu deveria ser mais compreensiva. – Ela parecia incomodada. – Bom... é mais ou menos isso. Tem alguma dúvida?

—Milhares.

Ela sorriu, mas o sorriso não chegou a seus olhos. Fiz algumas perguntas (bestas, bem bestas) que eu tinha e logo os outros voltaram para comer. Comemos todos juntos ali, como se fosse à coisa mais normal do mundo. Mas dava para ver em nossas caras que todos estávamos pouco a vontade. A situação era no mínimo muito estranha. Logo que pude escapei para meu quarto.

Deitado na cama toda aquela informação voava pela minha cabeça a ponto de doer. Como ninguém sabe de nada? Por que minha mãe não me avisou? Porque eu fui o escolhido? Como tudo isso aconteceu? Mas que droga! Eu não sabia o que fazer.

Tentei de todas as maneiras me distrair, ate mandei uma mensagem para minha mãe, mas não tinha jeito. Para dormir foi pior ainda, porque toda essa historia me assombrou. Revirei-me tanto na cama que até o lençol foi parar no chão. Minha cabeça doía e eu já estava em um estado de letargia sem estar dormindo nem acordado. E foi assim até Lya bater na minha porta me mandando me arrumar. Era 4 da manhã. Lavei o rosto sem nem sequer perguntar por que acordar essa hora, eu só não queria ficar sozinho com meus pensamentos. Quando sai do quarto todos estavam me esperando com mochilas nas costas.

—Está pronto? – Perguntou Levi. – Porque é melhor você ser útil.

Eu queria socar a cara dele e dormir ali no chão.

Fomos para fora do hotel onde não tinha uma alma viva sequer a não serem animais fazendo barulho. Quando avisaram que iriamos a pé ate uma cidade arqueológica ali perto eu coloquei minha melhor cara de “estou com sono quero matar todos vocês” e os segui. Nos distanciamos um pouco da rua adentro a mata para não sermos vistos (então íamos fazer algo perigoso e proibido, obviamente). A única coisa que se via em milhares de metros eram as nossas lanternas. Eu me sentia indo para uma emboscada. Não se enxergava nada e a única coisa que eu sentia além de sono eram os insetos me picando. Depois de um bom tempo caminhando, mas nada muito cansativo, eu podia ver algo a distancia.

—Apaguem suas lanternas. – Mandou Levi.

Sem as lanternas demorou um bocado até eu me acostumar com a escuridão; até que a Lua iluminava um pouco. Estávamos bem perto do tal parque, que devia estar fechado já que não havia uma luz sequer em lugar nenhum.

—Vamos ter que invadir. – Disse ele.

Oi?