O Espadachim
1 Kiedo Zama
Em uma época de guerra, existiam pessoas cruéis. Uma dessas pessoas se chamava O Espadachim que matava cada pessoa que aparecece em sua frente. Diziam que era frio e que não tinha emoções. Dois anos se passaram e O Espadachim havia sumido. Ninguém sabia o certo: se ele tinha morrido ou se tinha se escondido. Uma garota chamada Neku Nadara (se pronuncia Nekú Nadára) estava indo para casa quando, de repente, se deparou com um ladrão:
— Me passe essa sua carteira aí! — disse o ladrão.
— Não! — exclamou Neku.
Neku saiu correndo em direção à uma esquina quando caiu em cima de um homem, não muito adulto, cabelos castanhos e olhos pretos. Eles se levantaram, mas o ladrão alcançou-os:
— Me dê a menina! — avisou o ladrão.
— O quê você quer com ela? — questinou o homem.
— Isto não é da sua conta! Me dê ela e ninguém irá se ferir aqui.
O homem empurrou a menina para trás e pegou uma espada. O ladrão retirou uma arma e disse:
— Acha que vai me matar, nessa distância, com uma arma?
— Acho. — respondeu o homem.
— Ah! Vo acabar com você primeiro, depois a menina. — falou o ladrão.
— Acho que quem vai se acabar aqui... é você!
O ladrão, nervoso, estava começando a puxar o gatilho quando, de repente, a arma estava em pedaços. O homem havia cortado com sua espada. Foi falar com a menina, mas já estava desmaiada. Quando Neku havia acordado estava em casa, em sua cama. Foi a janela e viu aquele homem preparando comida. Neku perguntou ao homem qual era seu nome e ele disse:
— Kiedo Zama. — disse com clareza — Mas pode me chamar de Kiedo.
— Ok Kiedo. Meu nome é Neku Nadara. — disse-lhe.
— Quantos anos você tem?
— 22. — respondeu Neku.
— Hum... e onde você estava indo naquela hora que te salvei?
— Estava voltando de uma loja. — respondeu.
— Qual é o seu emprego?
— Ei! Vai querer saber tudo sobre mim? Se é assim você também tem que me dizer tudo sobre você! — disse, olhando com uma cara de nervosa — Mas mesmo assim... Bem, eu trabalhava num mercado, até antes de...
— Antes de? — questinou Kiedo.
— Antes de meu pai morrer. — respondeu Neku, com uma cara de angústia.
— Que triste... mas é a vida! — avisou-lhe.
— É a vida nada! Você fica falando coisas sem sentido! Meu pai era um homem muito honrado, viu? — disse balançando forte a cabeça de Kiedo.
— Mas, você não procurou outro emprego?
— Não, pois meu pai é que decidia qual emprego era mais seguro para mim.
— Que dependência! Mas...
— Mas nada! Agora é a minha vez! — disse puxando seus cabelos castanhos — Quantos anos você tem?
— 25! — respondeu.
— E do quê você trabalha?
— B-Bom... eu...
— Bom o quê? — questionou.
— Olha chegou uma carta! — disse, mudando de assunto e apontando para uma carta.
A menina abriu a carta e logo entrou dentro da casa, se arrumando e desesperada. Kiedo ficou observando e perguntou:
— O que é que aconteceu?
— Houve um incêndio na fábrica de meu irmão! — respondeu Neku, saindo de sua casa.
Neku deixou Kiedo e foi correndo para a fábrica de seu irmão. Chegando lá, seu irmão ainda estava dentro na fábrica, rodeado por chamas, e com cinco homens em volta. Um dizia que era O Espadachim e outras quatro, eram apenas ajudantes. O homem, O Espadachim, retirou uma espada e pediu dinheiro ao irmão de Neku. Ele disse que não tinha, mas o homem não gostou e foi tentar te matar, quando, de repente, Kiedo apareceu e impediu o ataque. O homem disse que era O Espadachim mesmo, pois tinha seus olhos vermelhos e sua vontade de matar alguém com a técnica Urso Sangrento. Kiedo disse-lhe que na verdade a técnica era outra chamada Águia Flamejante. O Homem, irritado, disse-lhe:
— Quem é você para me dizer isto?
— Apenas Kiedo Zama, O Espadachim.
Todos que estavam presentes ficaram assustados, mas o homem não se assustou tanto:
— Mas cadê seus olhos vermelhos?
— Aqueles olhos são dados à cada pessoa que mata outras cem em duas semanas. Eles permitem ver os movimentos dos adversários e se retiram depois que a pessoa para de matar outras. Mas eu consegui guardá-lo, sem matar, nem sequer, mais uma pessoa. Mas não preciso ativá-lo... Está atrás destes meus olhos. — explicou-lhe.
— Mas O Espadachim não irá me impedir agora!
Em segundos, seus braços estavam cortados em pedaços:
— Tigre Cortante! — disse Kiedo.
— Não! Meus braços! Maldito! — disse, raivoso, o homem — Cancelar missão!
Os cinco homens saíram e Kiedo levou para fora da fábrica, o irmão de Neku. Os bombeiros chegaram e apagaram o fogo. Neku abraçou o irmão e agradeceu a Kiedo. Eles saíram e foram indo para a casa de Neku.
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