Notas iniciais
Sim, mais um. x)
Assim que Amy chegou em casa, bateu rapidamente na porta, e assim que viu que ninguém abriu, entrou. Talvez Garret tivesse saído para comprar comida ou algo do tipo. Então, sem ter mais o que fazer, Amy resolveu ir se deitar no quarto em que havia acordado antes. Caminhando pelo longo corredor em direção ao quarto, Amy encontrou uma porta semi-aberta, e percebeu que de lá, podia se ouvir vozes. Era a voz de Garret, com certeza, mas havia mais alguém com ele. Era outra voz masculina, e estranhamente familiar. Depois de prestar atenção na conversa, Amy viu que o assunto principal era ela. Não conseguindo se conter, Amy entrou no quarto, nervosa. E o que viu não ajudou a acalma-lá nem um pouco. O garoto que ela havia encontrado na praça estava ali, sentado, conversando com Garret. Assim que a viu entrar, Garret virou-se bruscamente para ela, e sorriu.
– Bem vinda de volta, querida. – ele se virou para o garoto, que a olhava com uma expressão diferente, talvez assustada. – Esse é Chuck, meu filho. E Chuck, essa é Amy, a garota da qual eu estava falando. Você deve se lembrar dela, já que vocês brincavam juntos quando pequenos. – Garret sorriu de novo, dessa vez um sorriso caloroso, como se estivesse revivendo esses momentos. Mas Chuck ainda estava aparentemente chocado, e Amy não estava diferente. “O garoto que encontrei antes.. Era o meu primo? E por que estou sentindo essa coisa estranha no estômago...?” – Amy pensou, consigo mesma.
– Ahn, acho que já nos conhecemos, Garret. – foi a única coisa que ela conseguiu falar. Chuck confirmou com um aceno de cabeça e se levantou, indo em direção a Amy.
– É um prazer reve-la. – Ele disse, apertando a mão de Amy, quase que formalmente. Ele não tinha mais aquele calor e conforto nos olhos, agora ele parecia com medo.
“Ele realmente está com medo de mim?” Depois dos cumprimentos estranhamente formais, Garret saiu do quarto para preparar o almoço, e aproveitando a oportunidade Amy saiu também, voltando para o outro quarto. Ela estava exausta, precisava tomar um banho e dormir. Abriu os armários procurando toalhas e sabonetes, o que encontrou rapidamente. Depois de pegar o que precisava, ela foi até o banheiro, para um longo e demorado banho.
Assim que sai do banheiro e anda um pouco pela casa a procura de Garret, ela vê que ele ainda não voltou, então vai até a sala descansar um pouco. Ao chegar na porta da sala Amy vê Chuck, com o peito apoiado sobre a janela, com um olhar pensativo. Antes de parar pra pensar se deveria ou não ir até ele, Amy anda a passos lentos até a janela, e se senta na beira do sofá. Chuck a encara com um olhar duvidoso.
– Ei, você está bem? – ela pergunta, com um meio sorriso – Você parecia bem confiante e alegre da última vez que nos vimos. Toda aquela positividade era uma farsa então? – Amy sorriu, irônica.
Chuck tentou sorrir, e se virou para Amy, evitando olha-la nos olhos. Ora, por que ele estava assim? Não é tão ruim ter uma prima Onírica.
– Não é que eu tenha sido uma farsa, e estou realmente feliz por termos nos encontrado de novo. Mesmo que eu me lembre bem pouco, éramos bons amigos na infância e isso não tem como esquecer. Mas saber que agora você é uma, ahn, pessoa perigosa e que provavelmente está correndo riscos, me deixa meio preocupado, ou com medo de algo acontecer com você, ou com o meu pai. É estranho.
“Certo, eu não fazia a mínima idéia de que era isso, pensei que fosse só frescura de garotos humanos e normais” – Amy pensou, sorrindo para si mesma. Então ela se levantou e foi até Chuck, que agora a olhava profundamente. Ela se encostou na parede junto a ele e entrelaçou seus dedos nos dele, o fazendo corar.
– Olha, você não devia se importar com isso. Mesmo que eu não me lembre de muita coisa, vou fazer o máximo pra voltar a ser sua prima divertida e... normal. E prometo não colocar mais ninguém em perigo.
Então ambos sorriram, e Amy se surpreendeu ao perceber que seu rosto estava quente e provavelmente corado. Não é que mesmo ela não sendo humana, Amy podia ter sentimentos de verdade? E, aos poucos, ela começou a perceber que todo o seu instinto violento que ela vinha tendo desde que acordou podia esconder por trás apenas um enorme medo de ficar sozinha. E que agora, com um amigo por perto, talvez ela pudesse voltar a ser quem ela era antes de se tornar uma criança agressiva e triste.
Notas finais
aaawn, acho a Amy tão fofinha com o Chuck. e então, gostaram do capítulo? reviews. :3
Fale com o autor