Notas iniciais
Vou postar outro hoje mesmo, digam se não sou boazinha?
Boa leitura Potterheads

Rose decidiu que falaria com Scorpius no final da aula porque a poção de Amortência que estavam preparando estava dando muito trabalho. Enquanto eles preparavam a poção lendo com atenção as instruções escritas no quarto, o professor ia fazendo perguntas sobre a poção.

- Alguém sabe me dizer qual é o cheiro da Amortência?

Rose pôs imediatamente o dedo no ar, Scorpius olhou para ela pela primeira vez naquela aula, seria possível que ela soubesse tudo?

- Sim senhorita Weasley?

- O cheiro varia de pessoa para pessoa, dependo do que mais as atrai.

- Correcto, 5 pontos para Griffindor.

Rose sorriu satisfeita consigo mesma, enquanto preparava o acônito para meter no caldeirão. Scorpius por sua vez preparava o bezoar.

- Acho que já podemos apagar o lume a pele de Ararambóia parece estar no ponto- Disse ele tentando evitar aquele silêncio constrangedor enquanto quase enfiava a cabeça dentro do caldeirão..

- Não. — disse ela calmamente.- tem que ficar no caldeirão durante 20 minutos.

- Ah, ta bom. -Disse ele.

Do outro lado da sala Alvo se esforçava por dizer algo sem que Wendy o fuzilasse com o olhar.

- Bem... temos que cortar o bezoar bem pequenino não é?

- É, está no quadro escrito, você não sabe ler?! — disse ela.

-Sei ler sim! — Disse ele subitamente irritado. — Você é que não tem nenhuma formação Cívica e é mais azeda que um limão!

Ela ficou estática olhando para ele, não acreditara no que tinha acabado de ouvir, chateada, ela não voltou a falar com ele. Ele nem se importou, não importava o que ele fizesse, ou dissesse, ela sempre tinha uma critica a apontar. Ele estava começando a ficar farto daquela garota, ele não tinha culpa se seu pai não quis a mãe dela. Decidiu que agora iria responder na mesma moeda, se ela era azeda com ele, ele seria assim com ela também.

- Apaga o lume. — disse ele tentando pelo menos ter uma boa nota naquela poção. Ela assim o fez sem dizer uma única palavra. Nesse momento o professor veio para a mesa deles abanando a cabeça.

-Já estragaram tudo! Vocês tinham que deixar a pele de araraboia durante 20 minutos! Não é tão difícil assim, estava escrito no quadro, acaso não sabem ler?

Alvo voltou a meter a pele de Araraboia no caldeirão e reacendeu o lume irritado por ouvir o mesmo comentários em menos de 1 minuto.

Dominique não parava de bocejar, aqueles deveres da Lily tinham tirado a ela umas boas horas de sono, nem prestava atenção no que estava fazendo, só conseguia pensar na sua cama, a hora de almoço ia dormir um pouquinho. Pegou o acônito e meteu dentro do caldeirão.

- O que você está fazendo sua idiota?! — Perguntou Clint.

Ela se assustou, estava quase dormindo, a escuridão da masmorra e o vapor saindo do caldeirão eram propícios a isso.

- Idiota é sua avó ! — disse ela se exaltando.

-Não era para meter o acônito agora, era só quando a gente apagasse o caldeirão! Agora você estragou a poção!

Ela olhou para o quadro e leu as instruções.

1- Pique a pele de araramboia e meta no caldeirão.

2- Deixe ferver durante 20 minutos.

3- Apague o lume e coloque acônito e mexa no sentido dos ponteiros do relógio.

4- Volte a colocar lume no caldeirão, coloque o bezoar e deixe ferver durante 30 minutos.

5- Apague o lume e coloque o segundo acônito e mexa no sentido contrário do relógio.

Ela suspirou irritada, tinha colocado o primeiro acônito antes do tempo.

- Ta... foi mal.

- Foi péssimo, vou ter má nota por sua causa!

No final da aula quando já todos tinham apagado os caldeirões, o professor começou a rondar mesa por mesa começando a avaliar as poções.

-Muito bem! — Disse ele olhando para a poção de Rose e Scorpius que tinha uma cor azul escura e deitava um fumo que subia em espiral. — Está perfeito. 10 pontos para cada um. Aproximem-se todos deste caldeirão, quero ver se aprenderam o que deviam.

Alvo teve a leve impressão que o professor estava olhando para ele, a sua poção estava verde, o que indicava que não era das mais perfeitas, mas pelo menos não estava amarela como a de Dominique. Todos se aproximaram do caldeirão de Rose e Scorpius.

- Então amortência é uma poção de amor muito poderosa, arrisco a dizer que é a mais poderosa do mundo e também perigosa alguém sabe porquê? — perguntou.

- Porque ela não cria amor verdadeiro, ela cria uma espécie de paixão desmedida e obsessiva, e pode levar quem o tomou a fazer loucuras pela pessoa que pensa que ama. — Disse Rose quase sem respirar.

- Muito bem, alguém sabe se há algum antídoto para isso?

- Sim. — Disse Scorpius. — Chama-se o Antídoto para o Amor, ela demora cerca de 3 dias a fazer efeito total, a pessoa começa a voltar lentamente a realidade a ter sentimentos verdadeiros.

-Exatamente. Bem, está na hora da aula terminar, coloquem amostras dessa poção aqui poções nos frascos que estão na vossa mesa- disse apontando para o caldeirão de Rose e Scorpius.- e levem para avaliar a reacção das pessoas ao cheiro do antídoto, quero que na próxima aula me tragam um pregaminho de 30 centimetros sobre os efeitos da Amortência.

Quando todos pegaram uma amostra e começaram a sair.

-Como é que você sabia aquilo? — Perguntou Rose a Scorpius.

- O quê?

- Aquilo do antídoto.

- Não é só você que é uma sabe tudo irritante.- disse ele se dirigindo para a saída. Mas Rose se lembrou que tinha que falar com ele.

- Malfoy... espera! — Disse ela indo atrás dele.

- Lembra que no dia do banquete eu te falei que a gente ia só tolerar a presença um do outro nas aulas e nada mais que isso? — perguntou ele sem parar de andar. — Bom, eu estava falando sério, você não vai querer ficar de conversa por aí com um Sonserino que ainda por cima é filho de Draco Malfoy né?

Ele realmente achava que ela julgava ele pelas razões erradas. Rose prendeu a respiração para segurar aquela raiva dele que estava voltando, ela estava fazendo uma figura ridicula correndo atrás dele pelos corredores. Parou de repente e falou alto.

- Bem... eu queria falar com você... sobre, sobre ontem...

Ele parou de andar.

- Fala...- disse ele encarando-a com os seus olhos azuis acinzentados directamente pousados nos azuis claro dela.

- Bem...eu fiquei com a leve impressão de que... aquela frase que você disse ontem antes de se ir embora... que ela era sobre mim.

- Como? — Perguntou ele arqueando a sombrancelha...

- É... aquilo que você falou sobre ser julgado por causa da sua família...

- Não era sobre você. — disse ele interrompendo-a.

- É que não vejo qual a ligação que pode ter com o envenenamento da sua coruja.

- Mas o que isso interessa? Já te falei que não quero falar disso com você.

Rose fitou-o boquiaberta, ele estava sendo grosso e idiota, toda a raiva que tinha tido dele nos dias anteriores voltou.

- Não estou pedindo que você fale disso comigo, só vim aqui para te falar que não te julgo por você ser filho de quem é!

- Ah tá... conta outra.- disse ele rindo irónico.- e toda aquela história no inicio do ano sobre ... papai não vai gostar nada disso... quando soube que eu era seu parceiro?

- Foi só porque tive medo da reacção dele.

- Ora por eu ser sonserino e filho de Draco Malfoy!

- Não! Você sabe perfeitamente que eles não se suportam! Foi só por isso. E eu nunca te julguei por essas razões aí não, você está errado.

Ele sorriu irónico, deu meia volta para recomeçar a andar. Ela teve vontade de pular no pescoço dele. Ele estava virando as costas para ela, aquele idiota quem é que ele pensa que é?

- Ainda não acabei não...

- Tem certeza que quer continuar falando comigo? Pode pegar mal e se seu pai sabe que você andou falando com o filho de Draco Malfoy é capaz de ele ter um ataque cardíaco.

- Escuta aqui seu... — ela não acabou a frase.

- Seu quê? — Perguntou ele. — Eu sei o que você ia falar. ''Seu sonserino nojento''. E ainda tem coragem de vir me dizer que não me julga.

E foi embora, ela ficou parada no lugar fervendo de raiva, ela ia falar outra coisa, se interrompeu apenas porque não queria ofender a mãe dele.