O Escorpião E A Rosa
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Agora vá, para compensar a demora desse cap, fiz ele bem grandinho para vocês ^^^
BOA LEITURA POTTERHEADS @
Sabe quando você faz uma coisa muito errada mas quer repetir? E você sente uma onda de culpa enorme porque sabe que o que fez não deveria ter sido feito? Pois Rose estava assim. Enquanto ela ia com o passo apressado em direcção a torre da Grifnoria, ela ia se martirizando mentalmente e falando sozinha.
- Droga, o que foi aquilo? Porque fiz aquilo? E porque quero repetir? Que vergonha, como é que vou encarar o Scorpius amanhã?
‘’Foi um erro’’ era tudo o que Rose conseguia pensar, um erro terrível e que não podia se repetir. Então porque ela tinha gostado tanto? Porque ela queria experimentar os lábios dele de novo.
Já Scorpius tinha ficado no Lago Negro, meio entorpecido, meio assustado. Andava de um lado para o outro, perguntando-se a si mesmo o que significaria aquele beijo. E porque ela fugiu logo depois? Sua mente estava uma confusão, embora agora visse mais claramente, o que ele sentia por Rose era mais do que uma simples amizade. E isso o assustava de uma maneira inexplicável. Aquele sentimento era errado, seu pai era capaz de ter um enfarto se soubesse o que tinha acabado de acontecer. Mas a pergunta que mais rondava a mente de Scorpius era se Rose sentia o mesmo, ou se aquele beijo tinha sido apenas um impulso dela. Deu por si desejando que não fosse só um impulso. No dia seguinte tinha que falar com ela.
**
Rose finalmente chegou a sala comunal da Grifinoria, sua cabeça estava a mil.
- Rose! – Disse Lilly vindo na sua direcção. – Então? Eu estava certa, ele te convidou?
- Não. – Ela disse indo directamente para as escadas do dormitório.
- Ainda bem! – Disse Hugo. – Era o cumulo se ele fizesse isso, imagina a cara do papai.
- Vou dormir. – Disse Rose ignorando o que o irmão disse.
- Ei! – Disse Lilly segurando o braço dela. – O que você tem?
- Sono. – Disse Rose fingindo não perceber o verdadeiro significado daquela pergunta. E subiu antes que os primos fizessem mais perguntas.
- Ihhh. – Disse Hugo. – Ninguém fale com ela nas próximas horas senão…
- Será que ela ficou assim porque ele não a convidou para o baile? – perguntou Victoire.
- Espero bem que não! – Disse Hugo. – Já viu a loucura que é? Se a sua teoria estiver certa, significa que ela gosta dele, e isso ia ser pior que um crucio para o meu pai!
- Ai Hugo… ia ser só um namorico de Hogwarts. – Disse Lilly. – Seu pai nem precisaria saber.
Mal Rose entrou no dormitório, Dominique quase saltou da cama.
- Rose! Ainda bem que você chegou! Preciso muito de você!
- O que foi Dom? – Ao ver a aflição da prima, Rose permitiu-se ignorar os seus problemas por uns minutos e dar atenção ao que ela queria dizer.
- Rose, estou perdida! Você nem sabe o quanto! Estou feita ao bife, sou uma aberração.
- Calma Dominique, quer me explicar o que está acontecendo?
Dominique se sentou na cama de Rose, com as pernas cruzadas, fez sinal para que a prima fizesse o mesmo.
- Desembucha logo. – Disse Rose ao sentar-se me frente a Dominique que inspirou e expirou várias vezes, procurando a maneira certa de dizer o que tinha a dizer. Conhecia Rose e sabia que ela ia surtar, mas no fim lhe daria conselhos sábios.
- Então…você sabe como é, gostar da pessoa errada? – Rose se segurou para não dizer ‘’Oh se sei!’’
- Como assim? Que conversa é essa, me explica.
- Eu gosto de um garoto, mas eu não devia gostar! Eu não sei o que fazer!
- Oh Dominique! – Rose suspirou. – Escolheu a pessoa errada para te dar conselhos nesse campo.
- Claro que não! Você é a única pessoa que sabe sempre a coisa certa a dizer e a se fazer!
- Mas, porque é que esse tal garoto que você gosta é a pessoa errada?
- Bem… é porque… não é suposto eu gostar dele, não dessa maneira.
- Até aí já percebi Dominique…- Rose parou de falar e arregalou os olhos olhando para a prima. — Não me diga que ele tem namorada!
- Não! – Ele mesmo tinha dito que Melanie era só uma ficante.
- Então? Quem é?
- Promete não surtar?
- Não sei Dominique…
- Promete?
- Ta bom! Desembucha de uma vez!
- Eu… gosto do James. – Disse Dominique, em voz baixa. Tão baixa que Rose nem sequer ouviu.
- Quê?
- Gosto do James.
Rose abriu e fechou a boca várias vezes antes de digerir bem aquela informação. Olhou para a prima esperando o momento em que ela gritaria ‘’ Estava brincando.’’ Mas ao ver a cara de Dominique, soube que era muito serio.
- Dominique! Você tá louca? Isso é mais que errado! – Ela disse andando de um lado para o outro. – Vocês são primos! Entendeu? PRIMOS!
- Eu sei! – Disse Dominique parecendo assustada. Rose ia abrir a boca para gritar um pouco mais com a prima, mas ao ver a cara dela desistiu. Quem era ela para julgar Dominique, quando ela mesmo estava gostando de quem não devia? Mesmo que Scorpius não fosse seu primo, era quase tão errado gostar dele, como Dominique gostar de James. Rose suspirou novamente, se virando de costas para Dominique enquanto olhava para o lago negro, através da janela do dormitório. Não viu Scorpius lá, ele provavelmente teria voltado para o salão da Sonserina.
- Eu beijei o Scorpius. – Ela disse de uma vez, ainda de costas para a prima, com os olhos presos no Lago Negro.
- Você o quê?! – Exclamou Dominique com os olhos arregalados.
- Isso mesmo que você ouviu. – Disse Rose se virando para a prima. – Como você vê, eu não sou a pessoa mais indicada para pedir conselhos sobre gostar da pessoa errada. Porque tal como você, eu não faço a mínima do que fazer!
- Merlin Rose, isso é… — Dominique sequer conseguia terminar a frase. – Seu pai vai surtar!
- Pensa que eu não sei? – Disse Rose voltando a andar de um lado para o outro. – Sei perfeitamente que se o meu pai souber disso, ele sente um treco!
Ficaram as duas por uns minutos em silencio, cada uma com os seus pensamentos. Dominique, por fim, falou.
- O que vamos fazer?
- Não sei. Acho que… temos que sentar e esperar.
-Como assim?
- Sentar e esperar que esse sentimento passe.
Dominique a olhou duvidando que isso fosse resultar.
- Tem certeza que essa é a melhor escolha?
- O que mais podemos fazer? Vamos ignorar eles, não falar com eles mais que o necessário… nada dessas coisas.
- Rose! – Disse Dominique a encarando com um pouco de cepticismo. – Isso é uma tarefa meio impossível.
- Impossivel porquê?
- No meu caso, o James é meu primo, ele está sempre connosco, vejo-o a toda a hora, ele está sempre falando pelos cotovelos, e então, se eu ignorar ele… todo o mundo ia perceber e ficar desconfiado. No seu caso, o Scorpius é seu parceiro, está com você em todas as aulas, e você mal tem como escapar dele.
- Você tem ideia melhor?
- Não, mas…
- Então pronto! É essa a solução que temos, é essa a que vamos usar!
- Solução para quê? – Perguntou Victoire que tinha acabado de chegar ao quarto junto com Lilly.
- Ah… para… — disse Rose tentando arranjar uma desculpa. – Para um trabalho de… aritmancia.
- Nossa Rose, tendo problemas com deveres? Estranho! – Disse Lilly.
- É. – Disse Rose. – Bom, eu vou dormir, estou muito cansada.
**
A semana foi passando e Rose foi mantendo o seu plano de ‘’ignorar o Scorpius’’ em pratica. O garoto tentou, por diversas vezes falar com ela, mas não conseguia nada mais do que respostas vagas. Ela aparecia nas salas de aula segundos antes de a aula começar, e saia assim que os professores os liberavam. O que não dava a Scorpius muito tempo para falar com ela. Aquilo estava deixando-o maluco, ele queria imenso falar sobre o beijo, sobre o que sentia, mas ela estava o evitando, o que tornava a sua tentativa de conversar, meio impossível. Na manhã de sexta-feira, após Rose novamente fugir dele logo que a aula de Herbologia terminou, ele desanimou totalmente, pensando que nem ao menos conseguiria reatar a breve amizade que eles tiveram.
- Problemas com a ruivinha? – Perguntou Clint ao alcança-lo perto da Torre da Sonserina.
- Agora não Clint.
- Você parece deprimido. Ela rejeitou o seu pedido para ir ao baile?
- Ela nem ao menos me dá a chance de convida-la! – Ele disse chateado, e logo depois olhou para Clint, surpreso. – Como você sabe que eu pretendia convida-la?
- Ta na cara! – Ele disse. – Você sabe que o seu pai…
- Bla bla bla ia surtar! Eu sei! – Interrompeu-o Scorpius. – Toda a minha vida, agi pensando nas reacções do meu pai. Fui o tipo de filho que ele sempre quis… como por exemplo, nunca falei com Grifinórios ou…
- Não, isso não é bem assim! – Disse Clint. – Você nunca participou nas provas de Quadribol, seu pai amaria se você fosse apanhador, você nunca azarou um aluno pelos corredores, nunca xingou nenhum dos Grifinórios…
- Você fala como se azarar e xingar outras pessoas fosse o exemplo de comportamento correcto!
- Não é correcto. – Disse Clint, e depois sorriu. – Mas é o típico comportamento de um Sonserino. E todos os Sonserinos já fizeram isso, veja o Jonh, por exemplo. O que ele fez com o Potter, foi o máximo. Eu mesmo já azarei vários Grifinórios por aí. Você não, nem parece um Sonserino.
- Então talvez eu tenha caído na casa errada! – Disse Scorpiu chateado e deixando Clint para trás entrou no salão comunal da Sonserina e subiu directamente para o dormitório. Clint não o seguiu, Scorpius, normalmente era uma pessoa muito calma. Ele raramente se exaltava, mesmo quando recebia olhares indiscretos dos alunos de Hogwarts, ou ouvia comentários do tipo ‘’Ele é filho de um ex-comensal’’, ele conseguia manter a calma e não ligar muito, embora por dentro fervesse de raiva. Por isso, Clint sabia que quando Scorpius se chateava seriamente, como naquele momento, o melhor era deixa-lo sozinho, para se acalmar. E era precisamente isso que Scorpius estava tentando fazer naquele momento, enquanto estava deitado na sua cama olhando para o teto, se acalmar. Mas isso era tarefa impossível, ela não saia da cabeça dele. Rose, era só nela que ele conseguia pensar, fechou os olhos relembrando o beijo. Era errado, ele sabia, seu pai ia entrar em negação quando soubesse, mas ele não conseguia não sorrir, quando relembrava aquele beijo. Passou as mãos pelos lábios suspirando, antes podia mentir a sim mesmo, dizer que não gostava dela mais do que como amiga, mas agora não conseguia negar, porque tudo o que ele queria fazer, era repetir aquele beijo. Queria que ela lhe desse só uma oportunidade, para conseguir falar com ela, para perceber se ela gostava dele, ou se aquele beijo foi só um impulso. Como falar com ela? Ela nem o deixava dizer mais do que duas palavras e já saia correndo, sem o deixar falar. Ia ser muito complicado conseguir ter uma conversa com Rose, muito mesmo.
**
Naquele mesmo dia, James saiu finalmente da enfermaria. Estava aliviado e muito feliz, não só porque já estava farto dos cuidados da Madame Pomfrey, mas também porque conseguiu sair a tempo de ir ao baile do dia das Bruxas. Respirou fundo quando entrou salão da Grifnória, demonstrando toda a saudade que sentia.
- Lar doce lar! – Ele disse se sentando num dos sofás enquanto observava tudo a sua volta.
- Finalmente vai voltar as aulas. – Disse Rose, como uma boa prima preocupada que é. – É que você já perdeu muita matéria, esteve quase um mês sem ir as aulas…
- Rose! Por favor, esse pormenor é o único que eu não gosto, voltar as aulas! Então não me lembre disso.
- Mas você devia estar preocupado por ter perdido tanta matéria! Ou esqueceu que você esse ano tem N.O.M’s e N.P.F’s! É um ano complicado ta? Eu vi alunos do seu ano quase chorando de tantos trabalhos que eles têm, você sabe perfeitamente que vai ter que estudar muito para conseguir…
- Ok ok! Já entendi, mas dá para você parar de me lembrar de coisas tristes agora e celebrar minha volta priminha? – Disse James se levantando e abraçando Rose, que acabou por sorrir.
- Você tem que estudar, eu já estou preparando uns dossiês para estudar no próximo ano e…
- ROSE! – Gritou Victoire. – Para de falar de estudos! Já bastam o professores, só de pensar que no próximo ano tenho N.I.E.M’s e E.F.B.E’s já fico com a cabeça em água, só eu sei o que eu sofri para conseguir passar nos exames do quinto ano.
- É, Rose, vamos curtir a volta do meu irmão! – Disse Lilly.
Dominique não dizia nada, apenas observava os primos, fazia de tudo para não olhar para James, ou então todos perceberiam o seu interesse nele.
- Ei Dom! – James chamou-a estalando os dedos a frente dela. Ela piscou algumas vezes antes de o encarar. – Ta tudo bem?
- S-Sim… — Dominique se azarou mentalmente, tinha mesmo que gaguejar? – Porque não estaria?
- Não sei, você está meio aérea.
- Ih, nem adianta perguntar James. – Disse Victoire. – Ela está assim há mais de duas semanas, e nós já nem sequer perguntamos o que ela tem…
- Pois é. – Disse Lilly olhando para Dominique. – Isso incomoda a Dona susceptível!
- Sempre que perguntamos o que ela tem, ela se irrita connosco como se a tivéssemos ofendido da pior maneira possível. – Disse Hugo se encostando para trás no sofá.
- Apenas fico irritada por ter que repetir vezes sem conta que eu não tenho nada! – Disse Dominique se levantando e se preparando para sair, mas James segurou o braço dela.
- Ei Dom, espera! Não precisa ficar chateada, se não quer dizer o que você tem, tudo bem. Mas fica aqui connosco, vai dizer que não tinha saudades da minha presença aqui no grupo? – Ele disse, e piscou sorrindo para ela, sem ter qualquer noção do que aquele sorriso provocava nela. Ela sentiu um arrepio na espinha e perdeu-se nos olhos azuis dele, ficou sem fala. Droga, ela estava muito ferrada mesmo.
- Claro que ela fica! – Foi a voz de Rose que se fez ouvir, agarrou o braço de Dominique puxando-a para longe de James que nem ao menos tinha percebido a apatia de Dominique. Rose, percebeu que se não fizesse algo Dominique ficaria encarando James daquela maneira por todo tempo que a deixassem, e isso ficaria muito estranho para os outros. Decidiu salva-la, sentaram-se as duas no sofá e Rose disse baixinho no ouvido da prima. – Vê se disfarça ta?
- Ei, que segredinhos são esses? – Disse Lily olhando para elas com o sobrolho levantado, de repente todos os primos olhavam para elas.
- É verdade! – Disse Victoire. – Vocês duas ultimamente andam assim, sempre com segredinhos por aí, disfarçam quando chegamos… o que andam tramando?
- Está com ciúmes maninha? – Dominique disfarçou.
- Quê? Ficou louca? Não sou assim tão infantil!
- É sim. – Victoire se surpreendeu quando percebeu que não foi Dominique quem disse aquilo, mas sim Ted.
- O quê? Ted, eu não acredito!
- Vic, você com ciúmes, é a pessoa mais infantil do mundo!
- Eu não tenho ciúmes de ninguém!
- E eu sou a reencarnação do Voldemort! – Dessa vez foi Alvo quem falou.
Ela olhou para eles incrédula.
- E podem me dar um exemplo do meu ciúme e da minha infantilidade?
- Quando éramos pequenas e eu estava doente com catapora e mamãe estava cuidando de mim, você comeu cugumelos venenosos de propósito para poder ter a atenção dela também. – Disse Dominique.
- Eu tinha 6 anos. – Defendeu-se Victoire.
- Quando o vovo me disse que era eu quem tinha herdado o sangue veela da mamãe porque todas as meninas na rua suspiravam para mim mesmo eu tendo só 8 anos. E você tingiu os cabelos de loiro como a mamãe e perguntou o vovo se estava parecida com ela. – Foi a vez de Louis dizer.
- Eu sempre quis ter os cabelos loiros, mas infelizmente eu puxei o lado do papai e aí acabei sendo ruiva.
- Algum problema com ruivos? – Perguntou Albus com o sobrolho levantado. Ele, Lilly, Rose, Hugo, e Louis eram os ruivos de plantão defendendo a cor dos seus cabelos enquanto Ted, divertido mudou seus cabelos de castanhos para ruivos.
-Não é isso, eu gosto dos meus cabelos ruivos, mas gostava mais de ser loira, só que foi a Dominique quem teve essa sorte. Enfim, isso não interessa, eu só estava dizendo que não sou ciumenta nem infantil. – Todos a encararam em silencio, e ela, muito escandalizada perguntou. — Vocês acham mesmo que eu sou ciumenta e infantil?
- Ciumenta sim. – Observou Lilly
- Infantil quando está com ciúmes. – Completou James.
- Não! Os argumentos que vocês usaram não são validos, eu era uma criança quando comi os cogumelos envenenados, e tinha só 13 anos quando pintei meu cabelo de loiro! Hoje sou uma pessoa muito madura e não sou ciumenta, nem infantil!
- Alice Derwent. – Disse James colocando a mão a frente da boca e fingindo tossir. Victoire corou até a raiz dos cabelos.
- Isso foi um caso a parte.
- Você azarou ela! – Observou Dominique.
- E ela só perguntou ao Ted de quem ele herdou o poder da metamorfose! – Completou Alvo. Victoire abriu e fechou a boca várias vezes, a verdade é que a garota passou uma semana na enfermaria e Victoire, como castigo teve que limpar a sala dos troféus toda sem magia.
- Mas qual era o interesse dela em saber isso? – Ela disse emburrada.
- Ora, não é como se a metamorfose fosse um poder muito comum! Esse poder já é por si só, muito interessante. – Disse Rose.
- O Ted devia me agradecer por eu ter livrado ele dela, ela tem dentes de coelho. – Ted gargalhou divertido e logo depois substituiu os seus dentes por uns dentes de coelho, fazendo todos rirem imenso. O poder que ele herdou da mãe permitia-lhe não só mudar a cor dos seus cabelos, como também a forma de algumas partes do seu corpo. Por vezes, durante as aulas, quando os professores estavam de costas ele substituía o seu nariz por um nariz de porco quando os professores estavam de costas, arrancando gargalhadas dos alunos, e quando os professores olhavam para trás vendo o que estava acontecendo, já ele tinha o seu nariz normal novamente.
- Não interessa Victoire. – Disse Lilly. – Você é ciumenta e infantil.
- Mais que o próprio Louis. – Disse Hugo.
- EI! – Reclamou Louis. – Eu não sou infantil.
- Você tem 11 anos, obvio que é infantil! – Disse James olhando divertido para o olhar furioso do primo.
- Não sou nada!
- Ora você é um moleque ainda!
- Pois fique sabendo que posso ter só onze anos, mas sou muito mais maduro que muitos de vocês aqui! Principalmente você! – Disse Louis chateado, e subiu as escadas do dormitório dizendo que ia ter com os seus amigos do primeiro ano que não o achavam infantil só por ele ter onze anos. James só pode rir.
**
Nessa mesma tarde, após a aula de Adivinhação, Rose ia de novo sair correndo para que Scorpius não falasse com ela, mas dessa vez ele foi mais rápido, ela estava saindo quando deu de caras com ele a frente dela.
- Que susto Scorpius! – Ela disse evitando olhar para ele. — Que e isso? Aprendeu a aparatar foi?
- Não, descobri que quando se trata de você eu tenho que correr mais do que em uma maratona! – Ela olhou para ele a fim de o azarar por ele estar brincando com a situação,
- Pois, e eu também tenho que correr agora mais do que em uma maratona, estou atrasadíssima! – Ela disse tentando sair, mas Scorpius deu um passo para o lado não a deixando passar, estava disposto a conversar com ela nem que tivesse que a amarrar.
- Essa desculpa não vai colar, você não esta atrasado para coisa nenhuma, nós não temos mais aulas por hoje!
- Pois mas eu tenho uma coisa importantíssima para fazer! – Ela disse saindo da frente dele e começando a andar, mas ele não ia desistir tão fácil assim, segurou o braço dela fazendo-a olhar para ele. Ela tremeu só com o toque dele, sentiu as pernas bambas, e estava sentindo que se ele continuasse olhando para ela daquela maneira, a qualquer momento ela ia sucumbir e voltar a fazer uma loucura, porque estava com muita vontade de beija-lo novamente. – S-Scorpius… eu estou com muita pressa!
- Já disse que essa desculpa não vai colar! – Ele disse, contendo a vontade de puxa-la para si ali mesmo e tascar um beijo nela.
- S-Scorpius… — Ele segurou no outro braço dela olhando directamente nos olhos dela.
- Você vai falar comigo ou tenho que te lançar um império? – Ela o olhou preocupada, era agora, não tinha mais volta.
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