Notas iniciais
Gente, aqui está o epilogo! Mas quero deixar já aqui o link da segunda temporada já postada, quero também alguem para me fazer uma capa, please, http://fanfiction.com.br/historia/408149/O_Escorpiao_E_A_Rosa_2/
quero muitos reviews!
Boa leitura Potterheads!

O Expresso Hogwarts estava a caminho da estação de Kings Cross, mais um ano escolar tinha terminado e agora era altura de voltar para casa para os familiares.

- E quando vocês invadiram o baile de Hallowen? – Disse Victoire rindo, eles estavam recordando tudo o que aconteceu naquele ano.

- Em minha defesa, eu fui obrigado a ir! – Disse Louis.

- Isso não te impediu de ficar de detenção connosco durante duas semanas. – Disse Hugo.

- Mas pelo menos nos divertimos nos primeiros quinze minutos. – disse Lilly com um ar sonhador. — Até o professor Longbottom ver a gente.

- Meu ponto preferido do ano foi ver o Ted socar o nariz do Clint! – Disse James rindo, enquanto recordava a cena.

- Meu ponto preferido foi ele ter que ficar limpando a sala dos troféus depois disso. – Disse Hugo. – Cara, foi muita burrice você ter batido nele em frente ao chefe da casa dele.

- Eu estava com vontade de fazer aquilo há muito tempo. Ainda por cima depois de ele fazer aquela declaração de amor ridícula para a Victoire no dia dos namorados.

- O melhor foi o Jonh ter que fazer o exame de Feitiços sem varinha! A directora Minerva ainda não devolveu a varinha dele. – Disse James.

- Como é que ele fez esses exames? Tipo DCAT, Feitiços, Transfiguração… é preciso ele usar a varinha. – Indagou Rose.

- Ele teve que descrever com precisão todos os movimentos, o que pode e não pode se fazer, os efeitos e assim… — Responde James. – E não é que o boqueteiro conseguiu?

Enquanto isso, no vagão da Sonserina Scorpius ouvia seus amigos falarem sobre como o ano foi um saco.

- Clint, a Victoire nunca vai olhar para você. – Disse Jonh.

- Pois claro, espera só até o próximo ano. Te garanto que eu vou conseguir faze-la gostar de mim.

- E eu te garanto que o Ted vai te deixar sem dentes. – Disse Scorpius rindo.

- Você ein? Desde que começou a namorar lá com aquela… grifinoria, só sabe defender eles. Traidor! Você devia era mandar aquele seu ‘’primo’’ ir caçar hipogrifos.

- Eu não estou defendendo ninguém, simplesmente estou te puxando para a realidade.

- Até me surpreende que você esteja aqui com a gente! – Scorpius levantou o sobrolho.

- E porquê?

- Pensei que ia ficar se atracando com ela em algum lugar do comboio.

- Não fale do meu relacionamento com a Rose nesses termos, eu daqui a pouco vou até ao vagão dela para me despedir.

- Pois, não convêm você fazer isso na estação em frente aos vossos pais não é? – Observou Jonh.

- Você vão ficar assim para sempre? – Perguntou Clint. – Se escondendo?

- Para sempre não, mas ainda não queremos contar. Achamos que o mundo bruxo não aguentaria uma outra guerra.

- Bom, namorar escondido tem sempre a sua adrenalina. Vocês já…. Fizeram?

Scorpius olhou para Clint com o sobrolho levantado.

- Fizemos o quê?

- Você sabe. Já chegaram a vias de facto?

- Quê?

- Ele quer saber se já transaram. – Esclareceu Jonh.

- Isso. – Disse Clint.

Scorpius se levantou batendo na cabeça de Clint.

- Mudei de ideias, vou agora para o vagão da Rose.

- E porque não vem ela para cá?

- Porque ela não quer olhar para a sua cara. – Clint torceu o nariz, Rose tinha razão, quando disse no dia do baile que não ia ter uma boa convivência com ele. Ela detestava a índole do Clint, e ele a achava chatérrima. Scorpius tentou diversas vezes conjugar a sua amizade com Clint, com o seu namoro com Rose. Mas acabava sempre com eles dois discutindo, ou com Clint provocando discuções entre Rose e Scorpius, então ele decidiu que não tentaria ficar com os dois no mesmo espaço por mais de 2 minutos. Rose destestava o quanto Clint era inoportuno, sempre aparecendo quando eles queriam ficar sozinhos, detestava também como ele era metido sempre arrogante e idiota. Mas a coisa que ela mais odiava eram as indirectas que ele mandava de propósito para irrita-la, como quando ele falava das garotas da Sonserina com o Scorpius dizendo que tal fulana estava caidinha por ele e coisas assim. Já Clint dizia que Rose roubou o seu amigo, antes Scorpius só tinha como companhia, ele e Jonh. Eram muito amigos, e estavam sempre lá uns para os outros, só que quando o Scorpius começou a namorar, ele acabou conhecendo também os primos de Rose, e para o desgosto de Clint, ele se deu muito bem com eles, exexpto Hugo, e assim viu-se a ter que dividir a atenção do amigo com mais de 8 pessoas que ele detestava, bom ele não detestava Victoire, por isso, sete pessoas.

- Pois eu também não quero olhar para a cara dela! E diga a ela que ainda não esqueci que foi el a que contou a Dominique que eu só estava sendo amigável com ela por causa da irmã dela… e isso também é culpa sua que não sabe guardar segredos.

Scorpius abanou a cabeça rindo enquanto saia do vagão. Caminhou entre os alunos, mas antes que chegasse ao vagão de Rose, viu-a ao lado da senhora dos doces, esperou que ela acabasse de pagar e foi até ela.

- Oi senhorita. – Ele disse sorrindo.

- Boa tarde senhor. – Ela disse toda coquete.

- Você tem muitos doces aí, vai acabar engordando!

- Meu namorado diz que gosta de mim apesar desse meu vicio por chocolate!

- Que engraçado, minha namorada também é viciada em chocolate.

- Meu namorado é viciado em hydromel!

- Nossa, que coincidência, eu também sou viciado em hydromel! Mas sou mais viciado na minha namorada! – Ele disse puxando-a para si enquanto sorria.

- A é? E posso saber quem é ela? – Ela disse olhando para ele.

- Uma certa ruiva esquentadinha!

- Meu namorado é um certo loiro aguado. – Ele sorriu de novo e beijou-a. Ela deixou os doces todos caírem no chão e passou as mãos a volta do pescoço dele. Os sapos de chocolate aproveitaram a oportunidade e fugiram pela janela, mas quem se importa? Todos os primos de Rose se importariam quando ela chegasse ao vagão sem metade das coisas que foi comprar para todos! Mas isso naquele momento não importava.

**

Rose chegou ao vagão de mãos dadas com Scorpius que se ofereceu para levar o que sobrara dos doces.

- E aí albino Junior. – Cumprimentou James.

- Quando vai parar de me chamar isso? – Perguntou Scorpius rindo, embora não se importasse assim tanto. James abriu a boca para responder, mas foi interrompido por Dominique.

- Ei, onde estão os Sapos de Chocolate?!

Rose olhou para Scorpius que prendeu o riso.

- A culpa é do Scorpius! – Ela disse, e ele imediatamente parou de sorrir.

- O quê? Você é que deixou os doces caírem todos no chão! – Louis que estava naquele momento estava comendo um feijão todos os sabores, se engasgou.

- O que foi? Que sabor apanhou? – Perguntou Lilly curiosa.

- O sabor é mentol, mas… esses doces caíram todos no chão?

- Sim. E os sapos fugiram pela janela. – Louis cuspiu tudo o que tinha na boca.

- Droga, vocês me deixam comer tudo para dizerem que esteve no chão!

- Quero meus sapos de chocolate! – Disse Dominique. – Que droga, eu vou atras da senhora dos doces!

E se levantou saindo do vagão.

- Não está faltando alguém? – Perguntou Scorpius.

- Albus. – Disse Lilly. – Deve estar por aí com a Wendy.

- Finalmente se acertaram?

- Não, aquela garota é maluca. Num minuto ela está batendo nele, e no outro está beijando ele. O Albus fica todo confundido, mas não resiste. Eu já disse que ele é um babaca.

- Ela não quer admitir que gosta dele, então se torna agressiva. – Disse Rose.

- É como dizem… o amor tem razões que a razão desconhece.

**

- Wendy! – Albus estava farto de tentar falar com ela, enquanto ela se fingia de surda e mantinha os braços cruzados olhando para a janela. – Você está sendo infantil.

Ela o fuzilou com o olhar e disse.

- Então procure alguém mas madura que eu! Alguém tipo a Caroline. – Albus segurou o riso, uma coisa que ele tinha descoberto sobre Wendy é que ela era muito ciumenta mesmo. Wendy era a garota mais estranha que ele alguma vez conhecera, era extremamente agressiva, desbocada, irritante, narizinho empinado, e era a pessoa mais infantil do mundo.

- Eu não acredito… Wendy. Você está fazendo uma tempestade num copo de água.

- Eu? Eu? Me poupe Potter. – Ele tinha ainda mais vontade de cair na gargalhada quando ela o tratava assim. – Eu não estou fazendo tempestade nenhuma, até porque eu não tenho nada a ver com a sua vida, por mim você pode fazer o que quiser. Não me interessa se a Caroline estava quase se fundindo com você de tão agarrados que vocês estavam! Não me interessa!

- Eu só a impedi de cair!

- E qual era o mal de ela ir parar ao chão e partir aqueles dentinhos todos? Mas não, o Potter Salvador tinha que estar lá para salvar o dia da pobre donzela.

- Você é muito agressiva!

Ela não respondeu, e ele atreveu-se a tentar se aproximar dela. Ela se afastou deixando claro que não queria contacto físico. Era impressionante como Albus era uma antítese de Wendy. Muito calmo, muito pacifico, ela não, ela levava tudo a frente. E era por isso que nenhum dos sabia o que havia entre eles, não tinham decidido nada desde o dia do baile, só tinham ficado nesse jogo do rato e do gato. Com ele tentando apaziguar as coisas e ela metendo barreiras e mais barreiras entre eles.

- Deixe de ser boba. – E beijou-a. Por muito que ela tentasse não conseguia, então acabava se rendendo aos beijos dele, e a partir daí, não parava.

**

Dominique estava procurando a senhora dos doces quando sentiu uma mão puxa-la para dentro de um vagão vazio. Deu um grito assustada, a segunda reacção dela foi espetar um belo chapadão a quem ela pensava ser um agressor.

- AU! Que é isso, ficou maluca? – E só então ela viu o moreno esfregando a cara.

- James?!

- Nossa, você sai assim por aí batendo nas pessoas?

- E você sai por ai raptando as pessoas?

Silêncio constrangedor, desde o dia do baile que Dominique andava evitando terminantemente estar sozinha com James. Só ficava no mesmo local que ele, quando outras pessoas estavam presentes e se recusava a olha-lo olhos nos olhos pois sentia que tinha cometido um grave crime. Ele deu em doido, tentando uma oportunidade para falar com ela sobre o que aconteceu, mas sempre que tentava, ou aparecia alguém, ou ela fugia. Ele queria entender o que tinha acontecido entre eles, porque na manhã seguinte quando acordou, ela já não estava na cama dele, e se comportava como se estivesse tudo como antes. A principio a primeira reacção dele foi pegar todas as meninas que davam mole para ele. Para tentar esquecer aquela noite, mas para seu desespero, dava por sí comparando Dominique com as meninas que pegava e nunca ficava satisfeito com elas, porque elas não eram como Dominique. Ela conseguiu fingir muito bem, dando a impressão de que ver James pegando garotas desesperadamente pelos corredores não a afectava. Mas quanto mais garotas ele pegava, mais ele pensava em Dominique, e então quando a viu sair do vagão para comprar sapos de chocolate, decidiu que tinha que falar com ela e saiu com a desculpa de que ia pegar alguma outra garota.

- Estou sonhando? Você está falando comigo? – Ele disse ironicamente com uma voz magoada.

- Eu nunca deixei de falar com você!

- Pois, não, você só se tornou monossilábica a minha frente! Eu falando com você e você respondendo curta e seca!

- Não faça filmes James! – Ela disse dando costas para sair do vagão, mas ele agarrou no braço dela e puxou-a para si.

- Eu não estou fazendo filmes! Merda, Dominique! – Ele parecia estar se debatendo consigo mesmo. – Para de fingir que nada aconteceu entre nós!

- James! – Aquela ínfima distancia entre eles era muito perigosa.

- Aquela noite… não sai da minha cabeça! Merda, me sinto tão sujo!

- James por favor…

- Dom… — Ele a olhou nos olhos e ela sentiu-se perder naquela imensidão azul. – Eu queria poder apagar aquilo… apagar o que estou sentindo, mas não consigo!

- É errado, é errado o que quer que possa… acontecer entre a gente! É errado! Por favor, vamos esquecer o que aconteceu!

- Será que você não ouviu o que eu disse? Eu não consigo esquecer, você não sai da minha cabeça! Todas aquelas garotas que peguei… eu não fui o mesmo depois daquela noite…

- Não… a gente tem que esquec… — Ela não conseguiu acabar a frase, James a beijou com urgência, um beijo cheio de saudade. Como podia ela não corresponder? Ela simplesmente se rendia a ele.

- James… — ela disse ofegante enquanto ele dava beijos no pescoço dela. – Não… não pode ser.

- Aham… — Ele continuou beijando-a não se importando se aquilo era errado. E ela correspondia embora soubesse que se ia arrepender de novo. Ele puxou-a mais para si, caindo no banco do vagão com ela em cima dele.

- Só… só mais uma vez… — Ela disse olhando para ele, sentindo seu coração bater descompassado.

- Só mais uma vez… — Ele repetiu a beijando mais e mais. Enquanto com um aceno da varinha trancava a porta do vagão.

**

O Expresso Hogwarts tinha finalmente chegado a estação Kings Cross.

- Hugo, vá na frente e diga a papai e mamãe que eu ainda estou tirando minhas coisas! – Disse Rose para o irmão. Ele olhou para ela, e por um momento pensou em negar, mas depois disse.

- Não demorem, senão papai castra o Albino Junior.

E saiu deixando Rose e Scorpius sozinhos. Eles se abraçaram em silencio.

- Vou sentir a sua falta! – Ela disse.

- E eu também!

- Promete me escrever?

- Todos os dias!

Se beijaram ainda abraçados.

- Vai você na frente para não levantar suspeitas. – Ele disse e ela riu.

- Você fala como se fosse um crime.

- Não, falo para impedir um crime. – Ela riu de novo, e beijou-o uma última vez antes de pegar sua mala e sair do vagão.

Notas finais
http://fanfiction.com.br/historia/408149/O_Escorpiao_E_A_Rosa_2/ - link da segunda temporada @
Quero agradecer a todos o leitores que comentaram e acompanharam essa fic, estamos terminando com 105 leitores, 288 reviews, 30 favoritos e 4 recomendações. Vocês me fizeram muito felizes, e espero que continuem fieis na segunda temporada! Amei cada palavra de apoio, cada correcção vossa. TUDO. Agradecimentos especiais ao meu babyboo, Filipe, sem o apoio dele, eu não conseguiria, confesso aqui que o Scorpius é inspirado no meu Filipe, um anjo de pessoa! Amo de paixão todos vocês, obrigada!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!