O Escorpião E A Rosa
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Boa leitura Potterheads
Rose decidiu que falaria com Scorpius no final da aula porque a poção de Amortência que estavam preparando estava dando muito trabalho. Enquanto eles preparavam a poção lendo com atenção as instruções escritas no quarto, o professor ia fazendo perguntas sobre a poção.
- Alguém sabe me dizer qual é o cheiro da Amortência?
Rose pôs imediatamente o dedo no ar, Scorpius olhou para ela pela primeira vez naquela aula, seria possível que ela soubesse tudo?
- Sim senhorita Weasley?
- O cheiro varia de pessoa para pessoa, dependo do que mais as atrai.
- Correcto, 5 pontos para Griffindor.
Rose sorriu satisfeita consigo mesma, enquanto preparava o acônito para meter no caldeirão. Scorpius por sua vez preparava o bezoar.
- Acho que já podemos apagar o lume a pele de Ararambóia parece estar no ponto- Disse ele tentando evitar aquele silêncio constrangedor enquanto quase enfiava a cabeça dentro do caldeirão..
- Não. — disse ela calmamente.- tem que ficar no caldeirão durante 20 minutos.
- Ah, ta bom. -Disse ele.
Do outro lado da sala Alvo se esforçava por dizer algo sem que Wendy o fuzilasse com o olhar.
- Bem... temos que cortar o bezoar bem pequenino não é?
- É, está no quadro escrito, você não sabe ler?! — disse ela.
-Sei ler sim! — Disse ele subitamente irritado. — Você é que não tem nenhuma formação Cívica e é mais azeda que um limão!
Ela ficou estática olhando para ele, não acreditara no que tinha acabado de ouvir, chateada, ela não voltou a falar com ele. Ele nem se importou, não importava o que ele fizesse, ou dissesse, ela sempre tinha uma critica a apontar. Ele estava começando a ficar farto daquela garota, ele não tinha culpa se seu pai não quis a mãe dela. Decidiu que agora iria responder na mesma moeda, se ela era azeda com ele, ele seria assim com ela também.
- Apaga o lume. — disse ele tentando pelo menos ter uma boa nota naquela poção. Ela assim o fez sem dizer uma única palavra. Nesse momento o professor veio para a mesa deles abanando a cabeça.
-Já estragaram tudo! Vocês tinham que deixar a pele de araraboia durante 20 minutos! Não é tão difícil assim, estava escrito no quadro, acaso não sabem ler?
Alvo voltou a meter a pele de Araraboia no caldeirão e reacendeu o lume irritado por ouvir o mesmo comentários em menos de 1 minuto.
Dominique não parava de bocejar, aqueles deveres da Lily tinham tirado a ela umas boas horas de sono, nem prestava atenção no que estava fazendo, só conseguia pensar na sua cama, a hora de almoço ia dormir um pouquinho. Pegou o acônito e meteu dentro do caldeirão.
- O que você está fazendo sua idiota?! — Perguntou Clint.
Ela se assustou, estava quase dormindo, a escuridão da masmorra e o vapor saindo do caldeirão eram propícios a isso.
- Idiota é sua avó ! — disse ela se exaltando.
-Não era para meter o acônito agora, era só quando a gente apagasse o caldeirão! Agora você estragou a poção!
Ela olhou para o quadro e leu as instruções.
1- Pique a pele de araramboia e meta no caldeirão.
2- Deixe ferver durante 20 minutos.
3- Apague o lume e coloque acônito e mexa no sentido dos ponteiros do relógio.
4- Volte a colocar lume no caldeirão, coloque o bezoar e deixe ferver durante 30 minutos.
5- Apague o lume e coloque o segundo acônito e mexa no sentido contrário do relógio.
Ela suspirou irritada, tinha colocado o primeiro acônito antes do tempo.
- Ta... foi mal.
- Foi péssimo, vou ter má nota por sua causa!
No final da aula quando já todos tinham apagado os caldeirões, o professor começou a rondar mesa por mesa começando a avaliar as poções.
-Muito bem! — Disse ele olhando para a poção de Rose e Scorpius que tinha uma cor azul escura e deitava um fumo que subia em espiral. — Está perfeito. 10 pontos para cada um. Aproximem-se todos deste caldeirão, quero ver se aprenderam o que deviam.
Alvo teve a leve impressão que o professor estava olhando para ele, a sua poção estava verde, o que indicava que não era das mais perfeitas, mas pelo menos não estava amarela como a de Dominique. Todos se aproximaram do caldeirão de Rose e Scorpius.
- Então amortência é uma poção de amor muito poderosa, arrisco a dizer que é a mais poderosa do mundo e também perigosa alguém sabe porquê? — perguntou.
- Porque ela não cria amor verdadeiro, ela cria uma espécie de paixão desmedida e obsessiva, e pode levar quem o tomou a fazer loucuras pela pessoa que pensa que ama. — Disse Rose quase sem respirar.
- Muito bem, alguém sabe se há algum antídoto para isso?
- Sim. — Disse Scorpius. — Chama-se o Antídoto para o Amor, ela demora cerca de 3 dias a fazer efeito total, a pessoa começa a voltar lentamente a realidade a ter sentimentos verdadeiros.
-Exatamente. Bem, está na hora da aula terminar, coloquem amostras dessa poção aqui poções nos frascos que estão na vossa mesa- disse apontando para o caldeirão de Rose e Scorpius.- e levem para avaliar a reacção das pessoas ao cheiro do antídoto, quero que na próxima aula me tragam um pregaminho de 30 centimetros sobre os efeitos da Amortência.
Quando todos pegaram uma amostra e começaram a sair.
-Como é que você sabia aquilo? — Perguntou Rose a Scorpius.
- O quê?
- Aquilo do antídoto.
- Não é só você que é uma sabe tudo irritante.- disse ele se dirigindo para a saída. Mas Rose se lembrou que tinha que falar com ele.
- Malfoy... espera! — Disse ela indo atrás dele.
- Lembra que no dia do banquete eu te falei que a gente ia só tolerar a presença um do outro nas aulas e nada mais que isso? — perguntou ele sem parar de andar. — Bom, eu estava falando sério, você não vai querer ficar de conversa por aí com um Sonserino que ainda por cima é filho de Draco Malfoy né?
Ele realmente achava que ela julgava ele pelas razões erradas. Rose prendeu a respiração para segurar aquela raiva dele que estava voltando, ela estava fazendo uma figura ridicula correndo atrás dele pelos corredores. Parou de repente e falou alto.
- Bem... eu queria falar com você... sobre, sobre ontem...
Ele parou de andar.
- Fala...- disse ele encarando-a com os seus olhos azuis acinzentados directamente pousados nos azuis claro dela.
- Bem...eu fiquei com a leve impressão de que... aquela frase que você disse ontem antes de se ir embora... que ela era sobre mim.
- Como? — Perguntou ele arqueando a sombrancelha...
- É... aquilo que você falou sobre ser julgado por causa da sua família...
- Não era sobre você. — disse ele interrompendo-a.
- É que não vejo qual a ligação que pode ter com o envenenamento da sua coruja.
- Mas o que isso interessa? Já te falei que não quero falar disso com você.
Rose fitou-o boquiaberta, ele estava sendo grosso e idiota, toda a raiva que tinha tido dele nos dias anteriores voltou.
- Não estou pedindo que você fale disso comigo, só vim aqui para te falar que não te julgo por você ser filho de quem é!
- Ah tá... conta outra.- disse ele rindo irónico.- e toda aquela história no inicio do ano sobre ... papai não vai gostar nada disso... quando soube que eu era seu parceiro?
- Foi só porque tive medo da reacção dele.
- Ora por eu ser sonserino e filho de Draco Malfoy!
- Não! Você sabe perfeitamente que eles não se suportam! Foi só por isso. E eu nunca te julguei por essas razões aí não, você está errado.
Ele sorriu irónico, deu meia volta para recomeçar a andar. Ela teve vontade de pular no pescoço dele. Ele estava virando as costas para ela, aquele idiota quem é que ele pensa que é?
- Ainda não acabei não...
- Tem certeza que quer continuar falando comigo? Pode pegar mal e se seu pai sabe que você andou falando com o filho de Draco Malfoy é capaz de ele ter um ataque cardíaco.
- Escuta aqui seu... — ela não acabou a frase.
- Seu quê? — Perguntou ele. — Eu sei o que você ia falar. ''Seu sonserino nojento''. E ainda tem coragem de vir me dizer que não me julga.
E foi embora, ela ficou parada no lugar fervendo de raiva, ela ia falar outra coisa, se interrompeu apenas porque não queria ofender a mãe dele.
Fale com o autor