Notas iniciais
Oie, aqui estou eu com novo capitulo. Boa leitura PotterHeads

Rose, recuperando do susto que levara, olhou-o com azedume e respondeu.

– Eu sabia, foi só um lapso ao chama-la de coruja. — sabia que era mentira mas sentia que tinha que impedi-lo de saber que a tinha superado em mais alguma coisa, sabia que era ridículo pensar assim mas sentia que tinha mostrar que sabia mais que ele em relação a tudo, e não conseguiria isso se ele soubesse que ela não tinha conseguido distinguir uma coruja de um Mocho-Real.

– Ah. — Disse ele parecendo pouco interessado no que ela tinha dito, e no minuto seguinte falou. — O que você estava fazendo?

– Ora, era óbvio! Estava dando comida para elas!

– Mas você sai por aí assim alimentando os animais dos outros? — Perguntou ele indo acariciar o seu Mocho- Real que agora dava toda a sua atenção ao dono.

Ela abriu a boca espantada e depois perguntou como se já soubesse a resposta.

– Essa coruja é sua?

– É um Mocho-Real. — Repetiu ele sem tirar os olhos de Enzo.

– Isso! — Disse ela irritada por estar sendo corrigida por ele pela segunda vez em menos de dois minutos.

– Sim, ele é meu. — prosseguiu ele como se ela nem tivesse falado. — Se chama Enzo.

– Bem... eu não saio por aí alimentando os animais dos outros como você falou. Apenas a sua coruja... quero dizer... o seu Mocho-Real quis comer um pouquinho dos biscoitos que eu tenho trazido para a minha coruja.

Só nesse momento o rapaz notou a coruja branca que estava a centímetros dele. Reconheceu-a de imediato, era a coruja que vira na noite em que chegara a Hogwarts, aquela que cruzou com o seu Mocho-real.. Recompondo-se do choque, disse.

– Bem estranho isso?

– O quê?

– O Enzo aceitar comida de estranhos. Eu ensinei ele a rejeitar toda a comida que alguém que não seja da minha família lhe possa oferecer, mas com você... ele me desobedeceu.

– Porquê é que você ensinou isso para ele? — Perguntou ela cruzando os braços sempre mantendo a sua postura irritada. — Ah, espera... já sei... só sua família puro sangue é que pode tocar na sua coruja... e o facto de uma filha de uma nascida trouxa que nem eu tocar nele pode infecta-lo!

Ao ouvir aquilo, Scorpius sentiu o sangue a ferver de raiva, mais uma vez estava a ser julgado por ser filho de quem era, e aquela menina nem o conhecia, nunca lhe passara pela cabeça ficar chateado por ela ter alimentado Enzo, tinha apenas feito uma pequena afirmação, pois Enzo só o tinha desobedecido em relação a ela.

– Não é nada disso. — disse ele tentando manter a calma. — Só estava dizendo que eu ensinei ele a não aceitar comida de estranhos e ele nunca me tinha desobedecido, excepto com você!

– Ué? Mas ensinou isso para ele porquê?

– Porque eu tinha uma coruja antes e ela foi envenenada ao ser alimentada por um estranho! — disse ele conseguindo manter a calma.

Aquilo não era de todo algo que ela estivesse esperando, quando ele disse isso, ela perdeu a sua postura rígida e ficou sem reacção.

– Eu... — começou ela.

– Fiquei destroçado.

–Quantos anos você tinha?

– 7. Não entendia, porquê é que alguém iria fazer algo assim?

–Talvez... ele tivesse algum tipo de aversão a corujas...

– Foi o que eu pensei... mas mais tarde eu percebi que não era isso.

– Então era o quê?

Ele abriu a boca para falar, mas no minuto seguinte desistiu da ideia, levantou-se entregando um pregaminho a Enzo. Olhou para Rose e disse.

– Não vale a pena falar disso com você.

Depois disso ele deixou sua coruja voar em direcção a sua mãe a quem mandara uma carta a pedir mais meias (sem saber como ele perdia todos os pares) calça e camisas já que ainda não parara de crescer. Quando deixou de ver Enzo, fez menção de sair.

–Espera....

– Pensei que você odiava falar comigo por mais de 5 minutos.

Ela ficou quieta sem falar nada, se fosse antes ficaria super irritada e mandaria ele para o quinto dos infernos, mas a revelação que ele fez anteriormente impedia-a de irritar-se sem sentir um onda de remorso e compaixão posteriormente, não sabia o que faria se alguém envenenasse Abby.

–Bem... — começou ela. — porque você acha que não vale a pena falar disso comigo?

– Porque não vale... nem com você, nem com ninguém.

– Mas porquê?

– Porque nesses meus 14 anos de vida aprendi que a gente acaba sempre sendo julgado por aquilo que os seus amigos e familiares fizerem, não importa quem você seja, que você seja diferente da pessoa que fez isso, se você está ligado a eles, todo o mundo te mete no mesmo saco que eles, e você acaba sendo julgado sem sequer ter feito nada.

Ele desceu as escadas logo em seguida não dando oportunidade para Rose responder, e deixando-a completamente confusa se perguntando o que queria ele dizer com aquilo. Ficou alguns segundos quieta ainda olhando para o local em que Scorpuis estivera segundos antes, depois decidiu descer, estava ficando tarde e decidiu ir para o dormitório.

Quando entrou no quarto comunal encontrou Lily muito aflita rabiscando em alguns pregaminhos.

– O que é que você está fazendo?

– Deveres.

– Porque é que você não fez antes?

Lily olhou para a prima e disse.

– Por favor, não estou afim de ouvir sermão!

– Não te vou dar sermão nenhum. Só acho que se você não tivesse deixado tudo acumular...

– Eu deixei acumular porque... primeiro eu estava com preguiça, e segundo....- ela olhou para os lado. — Estive treinando para as provas de Quadribol.

– Você vai mesmo participar?

– Vou....

– Como apanhadora?

– Não! Eu te falei no jantar.... como artilheira.... mas quero dar um susto no Tiago...

– Ah é verdade... a sua pequena vingança.

Lily voltou a se concentrar nos deveres, sentindo pena da priminha mais nova Rose disse.

– Quer ajuda?

– Sim! — Falou ela rapidamente como se estivesse desejando aquilo há muito. Rose se sentou do lado dela e começou a ajuda-la.

Passado algum tempo apareceu Dominique que vinha com um ar muito desarrumado.

–Onde você estava? — Perguntou Rose. — Olha só para você.

Dominique corou um pouco.

–Ah... por aí.

Lily, no entanto, riu-se baixinho.

– Você sabe onde ela estava Lily?

– Eu não sei onde ela estava, mas sei com quem ela estava...

– Com quem?

Dominique, quase saltou para o local onde Lily estava e tapou a boca dela.

– Não sei como é que você sabe , mas não fala nada Lily...

Lily olhou para a prima como se estivesse desafiando-a com o olhar.

– Eu faço o que você quizer. — Disse Dominique quase implorando e destapando a boca da prima.

Lily olhou maliciosamente para a pilha de trabalhos de casa. Entendendo tudo, Dominique suspirou pegando o primeiro pregaminho.

– Me entrega tudo amanhã de manhã. — Disse a pequena Potter subindo as escadas para o dormitório felicíssima da vida.

Rose curiosa disse.

– Se você me falar com quem estava eu te ajudo a fazer isso.

Dominique olhou para ela e disse.

– Não preciso, obrigada.

– Nesse caso, boa sorte! — Disse Rose subindo e deixando a prima atolada em deveres que nem eram dela.

Quando se deitou as palavras de Scorpius voltaram a memoria de Rose, que queria ele dizer com aquilo? O que é que aquilo tinha a ver com o facto de terem envenenado a coruja dele? Tinha percebido em parte o que ele queria dizer com aquilo, ele tinha sido sempre descriminado por ser filho de Draco Malfoy, apenas por isso, e ele não tinha culpa nenhuma disso. Mas não via como é que aquilo estava ligado com a coruja envenenada. Porque é que ele achava que não valia a pena falar disso com ela? Rose deu meia volta na cama com essas perguntas na cabeça, até que ela se lembrou de uma coisa que a fez se levantar imediatamente. Ultimamente, ela tratava ele muito mal , pelas razões mais absurdas, e ele que estava acostumado a ser sempre rejeitado por ser um Malfoy, naturalmente pensou que era por isso que ela o detestava. Mas não era isso, ela não o tratava mal por causa disso, até porque achava isso um absurdo. Tinha que falar com ele e esclarecer isso imediatamente.

Notas finais
Que tal? Quero reviews, caso contrario não posto mais!