O Escorpião E A Rosa
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Agora sim, BOA LEITURA POTTERHEADS!
A noite já caia em Hogwarts, Scorpius conversava com Clint, estavam ambos preocupados com Jonh, a notícia de que ele atacara Tiago correra por toda a Escola.
– Você acha que ele vai ser expulso realmente? – Perguntou Clint preocupado com o primo.
– Provavelmente, ele vacilou dessa vez, o Tiago podia ter morrido.
– Eu sei, peço a Merlin, que não o expulsem.
XX-XX
No dia seguinte quando as pessoas viram Jonh nos corredores de Hogwarts ficaram ligeiramente espantadas, afinal o que ele fez era muito grave, se a noticia que ele tinha atacado Tiago correu a escola num instante, a notícia de que o garoto já estava recuperado e que voltaria a Hogwarts no dia seguinte não se ficou atrás.
Rose, que tinha convencido a madame Pomfrey a deixa-la passar a noite na torre da Grifnória, acompanhava agora os primos no pequeno-almoço. Ela ainda não tinha falado com Dominique sobre tudo aquilo dos Dragões, ainda não tinham tido oportunidade. Mas pretendia fazê-lo. Estavam todos conversando, quando chegou uma coruja que largou um pregaminho no meio da mesa, como não sabiam para quem era, Alvo acabou pegando o pregaminho e leu.
Oi Gente,
Desculpem, mas eu não podia deixar de esfregar isso na vossa cara. O médibruxo me deu alta hoje e a professora Minerva deixou que eu viesse passar o dia a casa! Resumindo, volto amanhã, embora me aguardem umas boas semanas na enfermaria, mas é bom passar umas horinhas aos cuidados da mamãe. Morram de inveja!
Tiago.
– Eu também quero passar o dia com o papai e com a mamãe! – Choramingou Lily.
– Ele ainda tem coragem de jogar isso na nossa cara! – Disse Alvo não podendo deixar de sorrir.
No outro lado do salão, Scorpius encarava a comida no seu prato, pensativo. Agora que sabia que Jonh estava a salvo da expulsão, sua cabeça voltou a se ocupar com a conversa que teve com Rose no dia anterior. Ela não queria arriscar tê-lo como amigo, mas… no fim de contas, quem é que queria? Só mesmo os Sonserinos, e isso não o animou nem um pouco. Novamente teve vontade de sair de Hogwarts, ir para outro país, onde o estatuto do seu nome não o perseguisse.
Nesse momento, seus pensamentos se materializaram ali, em forma de coruja, em forma de Mocho-Real, Enzo chegava a sua mesa trazendo-lhe uma carta, provavelmente do pai, pegou um pregaminho, sabendo já que se tratava da resposta a carta que mandara ao pai pedindo para ir para outra escola, antes de ler a carta, pediu a Merlin que o seu pai tivesse aceite seu pedido.
Scorpius,
Desculpe por demorar tanto para responder, estive muito ocupado nesses dias. Quanto ao que você me pediu, acho que essa não é a solução certa! Um Malfoy nunca deve fugir dos problemas, e você deve enfrentar os seus. Se te apetece cometer uma loucura como você disse, cometa! Mande esses ignorantes para o Quinto dos infernos. Mas não posso te tirar de Hogwarts, é a mais conceituada escola de magia e Bruxaria de sempre. Mantenha o bom nome da família e dê cabo desses idiotas!
Abraço, seu pai,
Draco Malfoy.
Scorpius suspirou irritado, manter o bom nome da família. Era só isso que interessava ao seu pai, o que ele queria nunca era tido em conta, o que interessava eram sempre as aparências. Se levantou sem ao menos comer.
Foi para a aula de Transfiguração, Rose já lá estava, se sentou ao lado dela, sem olhar nem ao menos falar com ela. Ela tentou falar varias vezes com ele, mas só conseguia respostas secas, e por vezes ele nem abria a boca. Ela se sentia muito mal com aquele clima, queria resolver tudo. Tinha que dizer que estava errada, e que ele tinha razão, que ela era realmente muito burra. Mas não tinha coragem. Quando a aula acabou, ele saiu sem lhe dar tempo de lhe dizer mais nada. E foi assim o resto do dia, ele se esquivando, e ela tentado falar, ele saia muito rapidamente das aulas, o que a impedia de ir atrás dele, porque o seu pé não estava totalmente recuperado. No fim do dia, chegou ao dormitório, estafada e desanimada. Deixou-se cair na cama, o dormitório estava vazio, ou isso foi o que ela pensou, pois não demorou muito a ver a figura de Dominique na porta olhando para ela.
– Ta tudo bem? – Ela perguntou.
– Sim. – Disse Rose se levantando a custo. – Vou tomar um banho.
– Rose… — Começou Dominique, mas aquela foi a deixa para que Rose virasse para trás e a encarasse, dizendo de uma vez só, sem respirar.
– Olha só! – Ela disse apontando o dedo a prima. –Eu não sou uma sabe-tudo irritante e chata.
– Eu sei… — Disse Dominique baixando a cabeça.
– Não, deixa eu falar! Eu…eu sou… inteligente! – E se espantou ao ouvir-se falar, e espantou-se mais ainda ao ver que acreditava piamente no que dizia. – Isso, sou inteligente, e isso não faz de mim irritante! E eu não sou chata… eu me preocupo! Eu me preocupo com as pessoas e ajo sempre tentando ajudar elas! Então, eu não vou mudar só porque você não gosta! Porque você sabe que eu estou certa! E você está errada! Mas eu gosto muito de você, você é como uma irmã para mim, mas sempre que você tiver errada, eu vou te dar na cabeça… — Mas ela não acabou de falar, porque Dominique surpreendeu-a comum abraço apertado.
– Eu sei, eu sei… me desculpa, eu não devia ter falado aquelas coisas para você, sou uma idiota! Desculpa!
Rose ficou por uns segundos em choque, mas depois retribuiu o abraço e disse.
– Você não vai voltar para aquele lugar. Eu não vou deixar!
– O Hagrid não me deixa voltar mais lá… vou ter que me contentar com os livros.-Depois sorriram as duas, felizes por estarem bem novamente. – Era muita bobeira ficarmos chateadas neh?
– É, é muita bobeira ficarmos chateadas. – Repetiu Rose mais para sí mesma, e se lembrou de Scorpius. Era muita bobeira mesmo eles ficarem chateados. Ela tinha que procura-lo, falar com ele. – Já volto! – Disse saindo rapidamente.
– Rose! – Chamou Dominique. – Espera… você não ia tomar banho? Cuidado com o seu pé. – Mas Rose já tinha descido as escadas, embora que, a muito custo.
Ela andou por um tempo pelo castelo, procurando Scorpius, estava prestes a desistir quando o viu no corredor da sala de Runas Antigas.
–Scor…- Ela não pode terminar pois ao tentar correr para apanha-lo, caiu devido ao pé magoado. Ao ouvir o tombo atrás dele, ele olhou para trás, e ao vê-la caída no chão, correu até ela para a ajudar. Quando ela estava novamente em pé ele perguntou visivelmente preocupado.
– Se machucou?
– Não. Estou bem.
Se encararam por uns segundos, e depois ele recuperou sua pose altiva e seu olhar frio e cortante.
– Optimo, até mais. – E se virou novamente recomeçando a andar.
– Scorpius. – Gritou ela. – Espera! – Ele continuava andando. – É uma bobeira estarmos chateados, você tinha razão… eu não devia deixar ninguém interferir nas minhas amizades! – Ele parou de andar, e olhou novamente para trás.
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