O Escorpião E A Rosa
20 Capítulo 20
Notas iniciais
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Ginny chorava desesperada, queria saber se seu filho ia ficar bom, mas as respostas de Madame Pomfrey e professora Minerva eram evasivas, deixando-a ainda mais desesperada. Todos os primos quiseram ir atrás dele, os esforços da Professora Minerva em faze-los ficar foi em vão, acabou por assentir porque cada minuto que passava podia ser crucial para a de Tiago, Rose, acabou por ir também, carregada ao colo pelo professor Nevile. Com um feitiço simples a Professora Minerva permitiu que a passagem secreta do Cabeça de Javali se tornasse maior, e todos puderam passar. Quando chegaram ao bar, estavam lá esperando, dois Medibruxos de St.Mungus, que logo se encargaram de levar Tiago.
- Ginny, Harry. – Disse a Professora Minerva. – Eu preciso ir para a escola, para resolver a situação com o senhor Stuart, logo vou a St.Mungus ter com vocês.
Assentiram, e a Professora Minerva voltou para trás. Enquanto os restantes seguiam para o Hospital.
XX-XX
Um medo o atormentava, suas horas em Hogwarts estavam contadas, e ele sabia disso, tinha noção da gravidade da situação, sabia que tinha ultrapassado todos os limites dessa vez, se tivesse sorte podia escapar a Azkaban, mas até disso tinha medo. Seria a vergonha dos pais, ele seria o protagonista da primeira expulsão de Hogwarts em anos, já que a último devia ter sido quando Hagrid foi expulso. Sentia um frio na boca do estômago, um arrepio na espinha cada vez que ouvia um ruído estranho. Tremia, se ele pudesse voltar atrás, oh se o faria.
- Boa noite senhor Stuart. – Ouviu a voz ríspida da professora Minerva. Olhou para trás, ela tinha um olhar impenetrável, que o assustava, ele viu que ela estava acompanhada. Pelo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas e pelo professor chefe da Sonserina, o professor Harold. – Faça o favor de se sentar. – Ele obedeceu automaticamente, a professora Minerva permaneceu sentada a sua frente, enquanto os outros dois permaneceram em pé. Ficaram uns segundos em silêncio, uns largos segundos, que terminaram com a professora Minerva suspirando longamente. – Diga-me senhor Stuart… o senhor sabe da gravidade da do que fez certo?
Ele baixou a cabeça, fitando o chão.
- Sei…
- Eu gostava de saber senhor Stuart…. Porquê? Digo, você sempre foi um aluno complicado, de facto, mas nunca pensei que chegasse a esse ponto. Porque fez aquilo? — Jonh continuou com a cabeça baixa. – O senhor sabe quais são as consequências dos seus actos, certo?
- Expulsão… — Ele concluiu, sempre com a cabeça baixa, como se recusasse a que vissem a cara dele.
- Eu mandei uma coruja ao seu pai, para se deslocar até a escola. Mas eu gostava de ouvir o que tem a dizer sobre o sucedido senhor Stuart.
- Eu… — Jonh levantou a cabeça. – Eu sei que foi errado… não pensei no que estava fazendo… eu…
- O Senhor Potter teve que ser transferido para St.Mungus, porque os danos que lhe causou são muito graves senhor Stuart.
- Ele vai…- Jonh não conseguiu concluir a perguntar. A hipótese de se tornar um assassino o assustava demasiado.
- Não podemos dar respostas ainda senhor Stuart. – Ela disse olhando directamente para ele. Depois observou o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. – Professor Zachary, pode me dizer, a maldição Cruciatus que o Senhor Jonh conjurou no Senhor Potter, era de um carácter muito agressivo?
- Na verdade, foi… — Disse o Professor Zachary. – Nunca tinha visto um aluno de tão pouca idade realizar a maldição Cruciatus com tanta destreza. O que me leva a crer que… esta não foi a primeira vez que o Senhor Stuart usou essa maldição em alguém…
- Desculpe Professora Minerva… — Interrompeu o professor Harold, que queria tentar impedir a expulsão do aluno, embora tivesse plena consciência de que isso seria praticamente impossível. – Mas creio que dizer que o Senhor Stuart usou a maldição Cruciatus em mais alunos, é estar a acusa-lo sem provas. Até onde sabemos, ele usou a maldição em um aluno, o senhor Potter.
- O que quero dizer… — disse o professor Zachary. – É que a maldição cruciatus é uma maldição particularmente difícil de se fazer, e nunca sai bem a primeira. O Senhor Stuart realizou o feitiço com grande facilidade.
- Jonh… — disse a professora Minerva deixando de lado as formalidades e agarrando as mãos do aluno. – Me diga, você já usou a maldição Cruciatus em qualquer outro aluno?
Os olhos de Jonh se encheram de lágrimas, para sua família, era sinal de fraqueza chorar em frente aos outros, mas a situação em que estava não lhe dava outra hipótese. A resposta era sim, e a professora Minerva já o sabia antes de perguntar, as lágrimas que rolaram pelo rosto do aluno foram a confirmação.
- Nunca quis magoar ninguém. – Ele disse. – Não seriamente. Eu não pensei na consequência dos meus actos… Se eu soubesse que ele iria ficar tão magoado… eu nunca tinha feito…
- Jonh, você sabe que é proibido lançar esse tipo de maldição aqui na escola, quer nas aulas quer nos corredores. Infelizmente você não me dá outra hipótese…
- Vou ser expulso não vou?
A professora Minerva olhou para ele com um misto de compaixão, podia notar arrependimento nos olhos dele. Por fim, suspirou…
- Vou ver o que posso fazer por você… Mas não prometo nada. – E viu um pouco de fé aparecer no olhar de Jonh.
XX-XX
Toda a família estava reunida no hospital de St.Mungus, esperando noticias de Alvo, todos os primos, todos os tios, a avó Molly, o avô Athur, os pais de Hermione, se não fossem as circunstâncias em que estavam, seria um reencontro feliz entre toda a família.
- O que te aconteceu ao pé meu anjo? – Perguntou Hermione a Rose.
- Acidente na aula de voo. – Ela respondeu ainda abraçada ao pai. Hugo ainda estava agarrando a mãe, seria um eterno menino querendo colo.
- Ah, pensei que aquele filho de comensal tinha te atacado também. – Disse Ron.
Hugo e Rose trocaram um olhar.
- Dominique. – Disse Fleur. – É verrdade que esse tal de Jonh é prrimo do seu parrceirro? – O seu sotaque jamais desapareceria.
- Sim mãe…
- Vou já falar com a Minerva para acabar com essa história dos parceiros! – Disse Gui Weasley apreensivo.
Fez-se silencio com a chegada do medibruxo no local.
- Então doutor? – Perguntou Harry a medo. – O meu filho?
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