O Escolhido De Excalibur
1 Começando pelo começo
Meu nome é Jayce e sou uma pessoa normal (na medida do possivel), tenho catorze anos, cabelos pretos, 1,75 de altura e olhos castanho escuro. Levava uma vida "normal" em um internato qualquer em Nova Iorque até o dia em que eu descobri que eu era um semideus mas pra vocês não ficarem confusos vou começar do começo:
Olhei para o relógio impaciente, queria que o intervalo começasse logo, por mais que eu soubesse que algum filho da puta iria me encher o saco isso seria muito melhor que aprender função, o que não acontecia comigo, na verdade eu nunca aprendi nada, passo de ano pelo simples fato de que os professores querem me ver fora da escola logo, tenho dislexia mas ninguém realmente se importa com isso (na verdade ninguém se importa comigo), até eu ignoro esse fato as vezes.O sinal tocou e eu, como sempre, fui o primeiro a me levantar e a sair.Estava sentando em um dos bancos do pátio comendo meu lanche quando eles começaram:- Olha lá se não é nosso amiguinho retardado!Continuei concentrado no que eu estava fazendo, tentando ignora-lo o maximo possivel.- Qual é seu otário, não vai olhar pra mim não? — ele pegou meus cabelos e levantou minha cabeça, fui obrigado a encarar aquela coisa, um garoto baixinho, magrelo e fraco que se achava o fodão e zoava todo mundo.- Olha pra mim enquanto eu falo com você, seu lixo! — ele berrou em meus ouvidos.A raiva me dominava, estava tentando me controlar mas não consegui, agarrei o pulso do garoto e apertei até ele me soltar, ele gritou de dor.- Ah é seu merdinha, você quer brigar? Então vem! Segura ele!Dois garotos avançaram em minha direção e foi ai que tudo começou a ficar estranho, o chão começou a tremer e rachar e dessas rachaduras sairam mãos que seguraram os garotos, tanto os que estavam indo me segurar quanto o outro magricela.-Que porra é essa? — um dos garotos berrou — agora você faz macumba também?!Não estava nem ouvindo, cheguei perto do garoto que estava me zoando e dei um soco na cara dele, o mais forte que consegui.- Agora, meu querido, é hora da vingança — murmureiDesferi-lhe um soco, e mais um, e outro e só então eu percebi o que estava acontecendo, parei e tentei me acalmar, a raiva passou, as mãos voltaram para a terra e os meninos saíram correndo.Corri para o meu quarto o mais rápido que pude, abri a porta e levei um susto.- Quem são vocês?!Três garotos vestindo jeans e camisa laranja estavam lá dentro, dois deles estavam com espadas em punho.- Vocês vieram me matar? — perguntei.- Claro que não! — respondeu o garoto mais alto, loiro de olhos azuis — nós viemos aqui te dar respostas, sobre o seu passado, sobre o que aconteceu hoje, mas como não podemos te obrigar a vir com a gente vamos te dar duas escolhas: ou você continua aqui e morre, ou você vem conosco e sobrevive por mais algum tempo, mas precisa responder rapido!Não pensei duas vezes, arrumei minhas coisas e fui com eles.Saimos correndo pelos corredores, não entendi nada que estava acontecendo mas esstava indo com eles, pareceu melhor do que morrer.Chegamos nos portões do colégio e uma van estava a nossa espera, abri as portas e um cheiro de morango invadiu minhas narinas, fiquei atordoado por um segundo e fui empurrado para dentro, os meninos entraram em seguida.- E ai, vamos me contar o que ta acontecendo comigo?- Resumidamente? — começou o outro garoto — Todos os deuses gregos existem e as vezes eles tem filhos com mortais, esses filhos são semideuses e você é um deles. Nesse momento estamos te levando pro acampamento meio sangue onde você estará seguro.Perai, é coisa demais pra mim nesse momento. Quer dizer que meu pai ou mãe é um deus? Não é verdade...isso não pode ser verdade, sem chance!Fiquei quieto o resto da viagem, imerso em meus pensamentos, até que a voz do motorista me despertou:- Meninos, chegamos.- Finalmente! — os três gritaram em coro. - Aonde fica esse acampamento? — perguntei- Atrás do morro.Sai do carro e subi correndo, quando cheguei lá em cima não acreditei no que vi. Tudo que eles me disseram era verdade, existia mesmo um acampamento. Corri ladeira abaixo, queria conhecer logo esse lugar.- Pra onde eu vou? - Pra casa grande, procure pelo Quiron e diga que o Jake te trouxe aqui — o loiro respondeu- Beleza! Nem precisei procurar, no meio do caminho um centauro veio ao meu encontro, imaginei que aquele fosse o tal de Quiron.- Olá, você deve ser o novo campista, eu sou Quiron, serei um de seus treinadores aqui no acampamento. Presumo que o Jake já te explicou tudo?- Bem, tudo não, mas o básico eu já sei.- Ótimo. Venha, vou te mostrar o lugar.Começamos a caminhar enquanto ele me explicava algumas coisas:- O acampamento tem o território todo protegido por uma barreira, que impede que o clima de fora interfira no de dentro. Temos duas construções principais, a casa grande e o pavilhão do refeitorio onde as refeições são feitas. Os campistas são dividos por deus, os filhos dos mesmos deuses ficam juntos no mesmo chalé. Existem doze chalés ao todo, um para cada olimpiano, provavelmente você irá para o de Hades, o deus do submundo, mas como não posso me precipitar você fica no de Hermes que é aquele ali — ele apontou para o chalé — ah... Segure bem sua mochila.
Assim que abri a porta tropecei em alguma coisa e cai, o chalé estava uma bagunça, roupas jogadas nos cantos, malas abertas, pessoas gritando, mas aquilo era temporário certo? Um garoto veio falar comigo:- E ai novato, eu sou Travis.- Olá, eu sou Jayce, Quiron disse que eu poderia ficar aqui.- Ah sim, pode ficar com aquela cama — ele apontou para um beliche — precisa de ajuda com sua mochila?- Não, não, valeu.Sentei na cama pra tentar organizar meus pensamentos mas com aquela bagunça toda era impossivel, peguei minha mochila e resolvi dar uma volta.Fui até os campos de morangos e roubei alguns, estavam deliciosos, e no caminho de volta resolvi passar na arena, nada estava acontecendo lá. Quando voltei ao chalé Travis me disse que Jake estava me procurando e que eu poderia encontra-lo no chalé de apolo.Fiquei procurando mas não sabia qual era o chalé de Apolo, então fiquei perambulando entre os chalés até avistar Jake caminhando.- Ei cara, Travis me falou que você queria falar comigo- Ah sim, Quiron pediu para eu te levar ao arsenal antes do almoço pra você escolher uma arma pro jogo de hoje a noite. - Tudo bem.Nos dirigimos ao arsenal, uma pequena casa que ficava entre os estábulos e a arena.Fiquei ali durante algumas horas experimentando todos os tipos possiveis de armas: espadas, machados, martelos, clavas, adagas, mas nenhuma servia, ou eram muito pesadas ou muito leves. Já estava de saco cheio quando vi de relance um baú empoeirado e jogado num canto, fui até lá e abri a tampa, não me arrependi, me deparei com uma espada gigante, tinha seus 1,10cm de lâmina de dois gumes e negra como a noite, o punho encapado com pedaços de couro. Empunhei-a e senti um ardor na cabeça, então eu vi o metal na base da lâmina começar a mudar, uma inscrição surgiu e por mais que estivesse em grego eu entendi perfeitamente:"Dos deuses ela veio e somente um deus poderá empunha-la" Não entendi muito bem o que aquilo signficava mas o que importava é que ela servia perfeitamente, tinha um equilíbrio perfeito, era como se fosse uma estensão do meu braço.Ela se transformou em um pequeno anel negro de dois círculos que coloquei no anelar da mão esquerda. Ouvi uma corneta soar.- Vamos, já é hora do almoço, depois nós passamos na arena para treinar um pouco.Corri para o refeitório, estava morto de fome.Comi um cheeseburger com batatas fritas e tomei coca-cola.Assim que o almoço terminou fui procurar Jake e nos dirigimos à arena.No caminho ele me explicou algumas coisas.- Bem, a primeira regra principal do combate é: Tentar não morrer — rimos — mas falando sério, sempre que for lutar contra alguém tente não se machucar, e outra coisa, você tem uma vantagem enorme sobre os outros campistas, sua espada é muito grande então você não precisa se aproximar tanto na hora do combate.Chegamos na arena e treinamos a tarde toda, aprendi muitas coisas úteis e minha habilidade com a espada cresceu muito, então voltamos cada um pro seu chalé, tomamos um banho e o jantar foi anunciado.
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