O Equador

2 Capítulo 1 - O "fim" continua


Lion saiu daquele prédio sentindo que algo o faltava dentro de si... Estava incompleto. Destroçado, inconformado por aquelas chamas não o terem levado como levaram Maddie.
O corpo dela foi levado faz algumas horas e ele não parava de olhar para o teto. Tudo havia acabado pra ele. E Cate? O que aconteceria com Cate? Agora a única pessoa que ela tinha era ele, um cara desempregado, cheio de dívidas e que mora em um apartamento no subúrbio de Seattle.
Estava conformado, não queria mais causar problemas. Bill, ex marido de Maddie, conseguiu o que queria, tirar a vida da mulher que ele tanto amava causando o incêndio. Lion não permitiria que acontecerá o mesmo com Cate. Não com a garota dele!
Mas a dúvida ainda existia... Será mesmo que Bill está satisfeito? Cate era filha dele, será que ele tentará mais alguma coisa?
– Leonard. — disse a voz angelical de Cate do outro lado do quarto.
– Oi, minha princesa. Tente voltar a dormir... Apenas... — disse levantando, indo em direção a Cate. — Apenas feche os olhos.
– Foi ele não foi? O meu pai matou a mamãe. — disse chorando cada vez mais alto.
Aquilo fazia doer o coração de Lion.
– Não, Cate, não... Foi apenas um acidente, um incêndio! — dizia tentando a acalmar.
– Mate-o! — disse a garota soluçando.
Aquilo foi como um balde de água fria em Lion... Não podia estar ouvindo aquilo. O clima parecia estar mais quente e ele ficou a observando até que seu choro ficou mais fraco, seus olhos começaram a fechar e ela adormecer totalmente.
Lion precisava levar Cate pra longe daquela correria toda, precisava a deixar longe de tudo que era ruim e rápido...
Antes que seja,
Tarde demais.
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Katherine não parava de tremer, a cada minuto parecia que estava mais perto de desmaiar. Suas mãos estavam muito trêmulas, quase incapazes de segurar a faca. Ainda jorrava sangue do corpo caído em sua frente. Estava em um banheiro de bar, havia sangue pra todo canto, em suas roupas, em cabelo, nas suas mãos e até mesmo no seu rosto.
Aquele corpo esfaqueado que estava no chão, é de Derick Williams, namorado de Katherine.
E aquela foi a última vez que ele usou o banheiro.
Katherine havia o matado depois de descobrir que Derick havia a traído.
Alguém batia na porta, provavelmente estava querendo usar o banheiro, fazia uns dez minutos que Katherine estava ali tentando limpar a sujeira com papéis e tudo que sabia fazer era mais bagunça e chorar.
Agiu rápido demais, o seguiu até aquela boate e esperou a oportunidade para o dar uma lição. Ela não queria o matar, mas ele a ofendeu, a faz de idiota e ela o esfaqueou alí mesmo.
– OH, OTÁRIO! DÁ PRA ANDAR LOGO COM ESSA MERDA AÍ? — gritava uma voz feminina fora do banheiro. Agora sim... Katherine estava em pânico. Começou a gritar e não demorou muito para cair do lado de Derick e começar a tentar o fazer acordar.
Estava desesperada.
– QUE DIABOS TÁ ACONTECENDO AÍ? — berrou a mulher fora do banheiro, era incrível como a voz dela se ressaltava por cima da música alta.
– Tem uma mulher gritando, eu ouvi — disse uma segunda pessoa.
– OH, OTÁRIO! ISSO AQUI NÃO É MOTEL, NÃO! SE QUISER FICAR AÍ DENTRO, VAI TER QUE PAGAR!
Katherine se levantou, olhou para os lados, não havia saída, nem mesmo janelas. Era um banheiro minúsculo e sufocante. Suas mãos tremiam em tentativa de se lavar, mas ela estava ficando alucinada... O sangue não parecia querer sair.
Mais um grito e Katherine abriu a porta. Correndo sem rumo no meio da multidão na pista, ela podia ouvir os gritos de terror vindos do banheiro, as pessoas começaram a parar de dançar e seguranças estavam sendo convocados para a cena.
Havia sangue em Katharine por toda parte, e, quando chegou na saída, bateu de cabeça no peito de um homem, a fazendo perder o equilíbrio e cair.
Tudo parecia estar mudando em sua visão.
O homem a olhava com um olhar sofrido, parecia estar com pena de vê-la naquele estado.
– Venha. — ele disse. — Não precisa ter medo. — completou.
Katherine ainda tonta, levantou e saiu correndo para o lado oposto do beco. O homem a agarrou pelo pescoço e não demorou muito até que ela perdesse o fôlego e desmaiasse.
Ele a beijou no rosto e a levou dalí.
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Mattew não esperava encontrar uma garota tão linda como aquela toda ensanguentada saindo daquela boate.
Ou ela havia se livrado de um assassinato ou simplesmente fez o trabalho sujo.
Seja lá quem fosse, ele iria a salvar. Nem que fosse naquela noite, afinal... Não era sempre que ele fazia algum bem para a sociedade.
Não era tão frio como parecia ser.
Depois de a ter desmaiado, colocou a moça no banco de trás do conversível. O conversível que ele pegou na noite passada da casa de John.
Não havia muito no que pensar, só em como terminar o que havia lembrado.
Matar Lorel. A garota que John pareceu ter gostado, mas seria ingratidão ter que matar a pretendente do seu melhor amigo por dinheiro? Talvez.
Agora ele precisava tirar aquela moça dalí o quanto antes.

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– Dorethe, me desculpa por favor! — disse Lorel, não aguentava mais repetir isso para a amiga.
– Lorel... — ela começou a diz, mas a própria não deixava.
– Olha, eu sei que você gosta dele mas foi isso que aconteceu, acredite em mim! Eu apaguei e de repente estava em uma casa estranha e escura... Estava em uma praia e eu vi aquele hóspede do John... Mattew, inclusive que é o cara que você gosta... Ele matou dois caras que tentaram me violentar e me levou pra casa do John de novo. É... É uma loucura isso mas foi o que aconteceu.
Dorethe suspirou alto e fechou os olhos tentando absorver tudo aquilo. Ela sabia que Mattew era um assassino e estava alí pra matar Lorel, sabia que deveria estar por perto caso ele tente fazer isso, sabia que precisava arrumar uma forma de morar com ela, sabia que tudo o que Lorel contou é verdade... Sabia que Mattew havia perdido a memória, só não sabia por quanto tempo ele ficaria assim, esquecido. Pelo menos ela achava isso, só não sabia que ele já havia se lembrado faz uma noite. Lorel não podia saber de forma alguma.
– Lorel, me prometa uma coisa... Que vai ficar longe dele, entendeu? Longe!
– E... — Era estranho ver Dorethe dizer uma coisa daquelas, parecia estar com — Está com ciúmes, não é? Olha, Dore, você precisa confiar em mim...
– Eu confio em você, tá legal? Mas eu não posso te dizer agora, mas em breve vou poder te dizer o por quê.
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UM ANO ATRÁS

Dorethe acabava de se mudar para Seattle, no dia seguinte mesmo ela já iria atrás de Lorel e começar uma "grande amizade" em nome da vida da mesma. Estava hospedada na casa de uns tios que se passaram pelos seus pais problemáticos, o que irá instigar a querer morar com Lorel e blá blá blá.
Dorethe sentou em uma caixa e tirou do bolso um tipo de dispositivo que o detetive a deu quando saiu de sua cidade. Aquilo só poderá ser usado de último caso.

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– Tá... e vai demorar? — perguntou Lorel com toda calma possível com sua amiga.
– Talvez nem um dia. — disse Dorethe abaixando a cabeça.
Houve um silêncio estranho entre as duas.
– Eu... Meio que imaginava que coloquei um dispositivo nas coisas dele na noite que vocês dois sumiram. Eu sabia que ele voltaria pra buscar suas coisas. Eu vi que ele estava isso. — disse ela mostrando um esqueiro antigo — Era do pai dele, Mattew nunca deixaria pra trás.
– Dorethe, me explica direito o que tá acontecendo aqui.
– Eu fiquei nervosa, tá legal? Eu pensei que ele iria te... Quando vocês sumiram...
– Eu sabia, você tá achando que a gente iria... Fosse...
– Não, Lorel, eu achei que ele fosse te matar! — disse em um tom mais alto.
Houve mais silêncio e mais dúvida entre as duas, Lorel não sabia mais o que dizer, estava perplexa. Trêmula. Confusa.
– Dorethe... O que exatamente o Mattew é?
Ela não respondeu, apenas começou a chorar.
– O que você colocou na bolsa dele? Que dispositivo? — perguntou mais uma vez, Lorel.
– Explosivo.
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Mattew tirou o corpo da garota do conversível e levou para seu apartamento. Já estava tarde demais da noite, já passavam das onze.
Quando acordou, já estava deitada no sofá.
Ela levantou assustada e olhou para os lados apavorada. Foi quando viu a imagem de Mattew parado do outro lado do cômodo com duas toalhas nos ombros.
– Quem é você? — disse baixo e amedrontada.
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– Explosivo? — disse Lorel risonha. — Dore, você deve tá de brincadeira comigo! Vai me dizer que você trabalha pra CIA agora?
Ela só choramingava.
– Onde diabos alguém consegue um dispositivo explosivo? Isso existe?
– Não posso dizer nada agora, droga. Você não entende?
Dizia Dorethe tirando um pequeno controle do bolso direito.
– O que vai fazer? — disse Lorel, confusa.
– Eu devo terminar o que comecei. — apenas disse isso e apertou alguma coisa no controle.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.