O Enigma do Faraó Parte Ii
1 I - Pesadelo
Notas iniciais
Aquele lugar parecia um grande inferno, na verdade, era o próprio inferno, e aquele era o demônio de mãos ensangüentadas. Um homem estirado no chão, praticamente morto. Um garoto machucado gritava em desespero:
- Vá embora, nos deixe em paz!
De repente, nove jovens que pareciam zumbis apareceram do nada em direção ao rapaz desesperado, como se quisessem devorá-lo vivo. O garoto saiu correndo em desespero, naquele lugar com várias passagens, vários corredores com tochas, e os garotos zumbis e o homem-demônio o perseguiam. De repente se sentiu cair de cara no chão, olhou em volta e estava no jardim de sua casa, sentado na cadeira de praia ao seu lado alguém que ele amava muito, uma pessoa que lhe fazia muita falta.
- Como está o meu sobrinho favorito?
O menino assustou-se e lhe deu uma grande vontade de abraçar aquele homem que para ele era o seu herói, mas quando se deu por si, ele havia desaparecido e no seu lugar estava o homem-demônio.
-Nãoooo!!! Você nãooooooo!!!
O garoto correu em disparada enquanto o monstro o perseguia. Chegou ao parapeito mais alto de sua casa, e o homem-demônio o encurralou. Sem saber o que fazer, seu coração batia forte, o desespero tomou conta de sua mente e não pensou, não raciocinou, simplesmente, se jogou do parapeito de encontro ao chão...
- Nãoooo!! Ahhhhhh!
Crânio acordou atordoado naquela madrugada, estava suando, suas pernas tremia, seu coração batia acelerado. Olhou no relógio do criado-mudo, marcava 03h05min da manhã, dali a algumas horas, seria o primeiro dia de aula do Colégio Elite. Teria que descansar, pois o segundo ano seria pesado e cansativo...
Levantou-se e andou pelo quarto, acalmou-se e suspirou, não passara tudo de um pesadelo. Mas, aquelas imagens horríveis continuavam em sua memória, como um filme de terror. Deitou-se de novo e tentou dormir e aproveitar o que ainda sobrava de sono. Por fim, conseguiu dormir tranqüilo. Entretanto, mal sabia ele que nos próximos dias, não conseguiria nem andar na rua, tranqüilo, pois o pior estava por vir...
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