O Enigma Encantador
4 Um beijo consentido
Notas iniciais
Olá, mais uma semana passou e aqui está o capítulo seguinte pra vocês. ^.^
PS: Capítulo betadinho pela Ana_Sousa...
Um beijo consentido...
Todos na Sereitei estavam ocupados com os preparativos para a festa de comemoração do aniversário de quinhentos anos do comandante Yamamoto, cada esquadrão ficou responsável por uma atividade e entre atividades sorteadas o esquadrão do Tenente Kira ficou com a parte da apresentação cultural.
O que colocou tenente em pânico, por isso ele fez um reunião com os oficiais do terceiro esquadrão, pois não tinha nenhuma idéia, então logo no começo da reunião a oficial Kandura pediu a palavra para propor uma sugestão.
– Podíamos fazer uma apresentação de dança.
Todos riram, alguém falou:
– Mas ninguém aqui sabe dançar.
– Eu sei. – Kandura retrucou.
– Ora, porque não disse logo. – falou o Kira estranhamente feliz com a notícia.
– Mas ela vai precisar de um par. – ponderou uns dos oficiais ao lado de Kira.
– Não se preocupe Tenente Kira eu posso dançar sozinha.
– Mas como? – perguntou outro dos oficiais.
– Eu farei uma apresentação com música clássica como as que existem no mundo real. Escolherei a música, as roupas e direi tudo o que for preciso, além de um palco apropriado, luz e som.
– O palco, a luz e o som deixe conosco. – disseram os outros.
– Só peço que me mostre assim que for arrumando os preparativos. – interveio Kira.
A primeira ação foi copiar a música para um aparelho de som na Soul Sociaty para poder ser ouvido no mundo real sem que ninguém desconfiasse com a ajuda do departamento de informática da Sereitei.
A segunda foi treinar num teatro no mundo real, pra manter o sigilo até o dia da apresentação, a música escolhida foi La Campanella de Franz Liszt. A coreografia foi um pouco alterada para poder ser feita também no ar. Os passos de bailarina não eram difíceis para Kandura depois de alguns ensaios.
Levaram todos para o lugar onde eles estavam ensaiando e fizeram uma apresentação, que ficou tão lindo que todos ficaram emocionados. Kira então deu ordens para que tudo fosse grandioso, que arrumassem palco e holofotes e som, tudo à altura da bailarina e de sua apresentação.
E assim foi feito, mas tudo sob maior segredo.
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Durante o decorrer dos preparativos para tão monumental celebração todos queriam saber do que se tratava a apresentação cultural, mas eram imediatamente repelidos por qualquer um do esquadrão, que diziam:
– “Não falo nem para meu melhor amigo.”
As roupas de bailarina foram escolhidas com esmero, o mais clássico, cabelos bem presos no alto da cabeça, adornada por uma tiara de strass, um vestido negro abaixo dos joelhos, meias da mesma cor, a pintura do rosto, alvo e perfeito, mas bela que uma bailarina de verdade. E nos pequenos pés sapatilhas.
Ela estava pronta e bem guardada pelo tenente Kira e os outros até chegarem ao local onde seria realizada a festa, eles seriam a segunda apresentação da noite, sob a curiosidade reinante.
Quando os holofotes se acenderam em cima da bailarina, todos ficaram paralisados, a música começou e a bailarina se ergueu no ar ao som da triste melodia, voava com expressão corporal melancólica e lenta, por vezes representando dramaticamente.
Quando acabou os holofotes se apagaram, para acenderem novamente com a bailarina no chão para agradecer ao som dos aplausos. Então as luzes se apagaram novamente e ela sumiu.
Na platéia uma pessoa estava estarrecida pela surpresa. Porque conhecia a música, no peito o coração batia rápido e ele não sabia por que, mas quando a menina sumiu, ele foi atrás.
A encontrou no riacho, sentada na pedra e as sapatilhas do lado e o olhar vago no horizonte. Ele se aproximou e disse:
– É um lugar perigoso.
– Ah, eu sei.
– Diante de tanta beleza até eles se renderam encantados.
– Me acha bonita?
– Sim.
Ela se levantou e pulou para a pedra em que ele estava, mas como a pedra era pequena, e a decisão de pular muito rápida, ela se desequilibrou. Para que ela não caísse, Kyouraku a segurou e puxou para si ficando com seu rosto bem próximo ao dela.
Ela olhou fixamente para ele, entreabriu os lábios lentamente, e fechou seus olhos, e o beijou leve e demoradamente. Impactado o Capitão não reagiu de imediato. Mas sentindo os lábios dela em sua boca começou beijá-la com ardor. Perdeu a noção do tempo até que a menina ofegante se afastou dele. Então ela desapareceu.
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Notas finais
Espero que tenham gostado... obrigado a todos que estão acompanhando...
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