O Enigma Encantador

2 Presente, outro presente e... conversa?!


Notas iniciais
Olá, como vão vocês, espero que todos bem, aqui estou trazendo mais um capítulo, já havia falado que o outro era mais água com açúcar, aquele era pra vocês entrarem no clima (no desespero do Cap. Kyouraku), esse eu prometo é mais animado... divirtam-se... ^.^

Mais um capítulo betado, corrigindo, arrumado e perfumado pela minha muy amiga Ana_Sousa. Muito obrigado e muitos beijos pra você.
Presente, outro presente e... conversa?!

No dia seguinte após aquele diálogo confuso, Capitão Kyouraku resolveu passar a manhã passeando para espairecer, quando se encontrou pelo caminho com seu velho amigo Capitão Ukitake, conversou um pouco com ele, então o convidou para tomar chá consigo no oitavo esquadrão. Ao chegarem lá eles foram recebidos por uma sorridente Tenente Nanao, que virou-se para seu superior e disse:

– Chegou um presente para o senhor, Capitão. Veio cheio de recomendações, pra manusear com cuidado e manter no freezer.

– Traga então. – respondeu o Capitão.

Assim que trouxeram o presente, ele constatou que havia um envelope junto ao mesmo:

– Tem um envelope, deve dizer quem o mandou – disse ele, aos olhares questionadores a sua volta.

Ele então abriu o envelope e leu pra todos ouvirem, já que todos estavam querendo saber sobre o remetente misterioso.

– Está escrito: “Sorvete de chocolate; Tem sabor de alegria” – virou o papel em suas mãos – e nada mais.

– Não está escrito quem enviou. – perguntou Ukitake.

– Não – respondeu o Capitão Kyouraku – Mas se tiver sabor de alegria mesmo, faço uma idéia de quem enviou... bem então, vamos tomar o sorvete.

Depois de tomarem o sorvete o Capitão perguntou se tinha sabor de alegria, os dois, claro, responderam que sim, pois já estavam ansiosos para saber de quem era presente.

O Capitão ficou pensativo fazendo esforço pra lembrar os detalhes. – Era uma menina, tem cabelos cinzas e brilhantes longos até a cintura, seus olhos são de cor cinza bem claro, é muito bonita e também tinha uma voz suave, mas eu não sei seu nome.

– Ah, eu sei quem é essa menina. – disse Nanao-chan, os dois homens presentes a olharam mais do que curiosos – Ela se chama Kandura Jade e é a quinta oficial no 3° Esquadrão, o do Tenente Kira Izuru.

– Mas por que ela lhe mandaria um presente. – questionou Ukitake-taichou*.

– Não sei bem... mas acho que... seria pra pedir desculpas...

Ele então olhou para os dois ouvintes, que pela expressão que tinham no rosto, pareciam não ter entendido nada. O Capitão suspirou e contou pra eles todo o acontecido até aquele momento.

Coisa que o Capitão Ukitake achou muito engraçado, então pra animar sugeriu:

– Vamos então tomar o resto sorvete.

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Passado um mês após o incidente do sorvete, chegou ao oitavo esquadrão um outro presente, mas pelo modo como esse chegou, já dava pra se ter certeza de quem o havia enviado.

O Capitão Kyouraku abriu o pacote, tendo uma surpresa ao ver o conteúdo, que por cima era uma garrafa de champanhe e amarrado nela estava um envelope que dizia: “Felicidade Engarrafada”.

Embaixo da garrafa havia um livrinho muito lindo que contava uma história. O qual de imediato Nanao-chan quis ler.*

“Era uma vez, um pai de família que estava cheio de dívidas e já falindo, que teve de vender até seu último bem para poder pagar suas contas, mas mesmo assim ele queria dar um último presente a cada uma de suas três filhas, então perguntou a elas o que gostariam de ganhar. A filha mais velha pediu um belo colar, a filha do meio disse querer um brilhante anel e a filha mais nova pediu uma perfumada rosa.”

“Assim o pai partiu na sua viagem para visitar e pagar todos seus credores, e na volta comprar os presentes de suas filhas, porém não encontrou a flor para sua filha mais nova, pois já estavam no inverno e era impossível encontrar uma flor, ainda por cima perfumada, quando já cansado avistou um belo castelo, com um jardim incrivelmente florido, encaminhou-se para lá, escolheu a flor que agradaria a pequena.”

“Quando de repente foi atacado por uma Fera que era o dono do castelo, o pegou pelo casaco e o ergueu do chão, pronto para lhe tirar a vida, mas não antes de perguntar por que ele se arriscou tanto. O pobre homem lhe contou sua história, que a Fera ouviu até fim. O monstro decidiu fazer-lhe uma proposta, para poupar a vida do homem, mas em troca ter a sua filha mais nova como sua empregada no castelo.”

“Chegando a casa, o pai contou às suas filhas o que lhe havia acontecido, a filha mais nova vendo o desespero do pai, aceita as condições dadas pela Fera, e vai morar com ele em seu castelo. E assim aconteceu. Mas enquanto estava morando no castelo seu trabalho era simplesmente fazer companhia para a Fera que lhe era sempre gentil e educado.”

“Com o passar do tempo a moça foi se apegando a ele, até o dia em que a Fera ficou muito doente, ela achou que ele ia morrer então chorou desesperada e sem conseguir pensar em mais nada a fazer o beijou, nessa hora a Fera se transformou em belo príncipe. Ele contou que havia sido enfeitiçado por uma bruxa e esse encanto só seria quebrado no dia em que ele recebesse um beijo de amor, o príncipe à pediu em casamento e então eles viveram felizes para sempre.”

– Era uma história estranha, qual seria seu significado – perguntou Nanao-chan, assim que terminaram de ler.

– Não sei mais essa menina... ela não pode ficar me mandando presentes desse jeito... vou ter que ir falar com ela. – falou Kyouraku.

Procurou em vários lugares, mas não conseguiu encontrá-la, já cansado resolveu esperar, alguma hora ela apareceria, aí sim eles teriam uma boa conversa.

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Depois de um mês ele a encontrou sentada no chão com as costas apoiadas em um banco num dos jardins da Soul Sociaty, ela estava lendo um livro, percebeu a presença do Capitão, mas não se moveu de seu lugar.

Não tendo outra saída, ele resolveu ser direto, é claro que com cuidado, sobre o assunto o qual viera tratar:

– Não devia mais me mandar esses presentes. – falou pausadamente.

– Não são presentes, são mensagens codificadas de um mundo distante.

Depois de um tempo, ainda um tanto quanto chocado por essa resposta inesperada, o Capitão conseguiu apenas dizer:

– Hmm.

– Não se preocupe, tenho certeza de que será capaz de decodificar o significado das mensagens. – Coisa que ele duvidava muito. – Agora, eu preciso ir.

Ela iria sair sem terem resolvido o assunto, ele não podia permitir, então o Capitão a segura pela mão, ela que já estava indo, se virou pra ele e lhe deu um olhar penetrante. Isso lhe fez gelar dos pés a cabeça, era o olhar mais profundo que já havia sentido, por um instante achou ela poderia até ver o profundo de sua alma. Ainda meio paralisado, em choque ele soltou a mão dela, a viu sumir, como sempre fazia.

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Notas finais
Gente, eu acredito que eles tenham sorvete na Soul Sociaty, eu acho... e finalmente é revelado o nome da menina misteriosa, só pra avisar, ela não é tão “menina”, ela já tem uns 18, tá bom...

* Não sei exatamente em que episódio, mas na série mostra que a Nanao-chan gosta muito de ler, ah, sim, foi no 211, pois quando ela era pequena visitava o oitavo esquadrão para que a Risa-chan (antiga tenente do Cap. Kyouraku), lê-se livros pra ela.

* Taichou = o mesmo que Capitão, mas em japonês.