O Elo
3 Assassina à solta
Notas iniciais
O homem que tinha visto ao sair de casa, estava no chão, todo ensanguentado e com marcas de arranhões. Quando me deparei com esta cena da janela do meu quarto, parei um pouco e respirei fundo. Sangue não era meu forte. Continuei arrumando minhas coisas, sem parar de pensar no que vira. Com o tempo o tumulto se dispersou, as viaturas foram embora, e a ambulância levou o corpo do homem já sem vida. Escutei o barulho da porta da frente abrindo, era Diana. Fingi estar arrumando minhas coisas. Quando me viu disse:
— Já está pronto? — Quase. — Respondi meio confuso. — Mas para quê é essa mala?- Perguntei querendo mais informações.
— Iremos viajar- Respondeu Diana, não querendo dizer mais nada.
— Mas viajar, como assim? E a escola ? — As perguntas não tiveram reposta, tive que me contentar com a tal viagem.
Passado um tempo desci as escadas, e me deparei com enormes malas na porta. Diana veio e minha direção, puxou a mala da minha mão e disse:
-Você pegou tudo?
— Sim, fiz da forma que me mandou.- Respondi ainda sem saber do que se tratava.
Entramos no carro e saímos. Um silêncio vagava no veículo, até que foi interrompido pelo toque do celular de Diana. Ela atendeu, e foram poucas as palavras que disse:
— Já saimos faz uma hora e meia e ele está a salvo.
Depois que falou desligou o celular e continuou em silêncio. E então perguntei:
-Como assim um homem morto na casa ao lado? E por que essa viagem agora? E essa ligação?
— À um dia, uma assassina estava se hospedando naquela casa. Quando os vizinhos perceberam uma movimentação, ligaram para o dono da residência. hoje pela manhã ele esteve lá, e foi recebido por alguém. Uma assassina. Os policiais disseram que ela estava atrás de alguém, e suspeitaram que fosse você o alvo, por isso estão me ligando para saber se está bem. Não querem um jovem de 17 anos morto por uma assassina.- Disse Diana tentando esclarecer.
— Mas por que uma assassina estaria atrás de alguém como eu? — Perguntei.
— Seu pai não queria que estivesse vivo. Antes de morrer, pagou dezenas de assassinos para matar-lhe.- Disse Diana.
— Mas por que? — perguntei já chorando.
— Não sei. Mas já chega de perguntas. Seu pai morreu e você não deve se preocupar com ele. — Gritou Diana.
Depois de um tempo chegamos em um hotel na beira da estrada. Parecia até abandonado. passamos em uma sala e uma velha nos recebeu entregando a chave de dois quartos. Não perguntou quantos dias ficaríamos, e nem qual quarto queríamos. Subimos as escadas, abrimos a porta e nos acomodamos. A poeira tomava conta do quarto, a cama estava quebrada e a televisão como um enorme buraco no meio da tela. Diana me mandou pro banho, e assim fiz. De dentro do banheiro escutei Diana falando algo, talvez estivesse falando sozinha, ou com a velha do hotel, mas as poucas palavras que entendi, me fizeram pensar:
— Eles nos encontraram.
Continua...
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