O Elmo Roubado
25 Mitomagia e lembranças
Notas iniciais
Dá pra ter uma ideia do que vai ser a segunda temporada, né? Haha. Assim que começar a posta-la eu aviso aqui.
Gostaria muuito que me enviassem ideias para uma fic com o Leo (filha de quem, características e monstros pra eles enfrentarem) Podem postar nos comentários ou mandar nas mensagens que quando eu postar o cap. eu coloco os créditos!
Obrigada por acompanharem e boa leitura.
- Ah, e isso não é o fim!
Quando chegamos ao acampamento Júpiter, Nico cambaleou e quase caiu. Eu o segurei e quase caímos juntos.
NICO
Alguns meses depois, eu e Jully estávamos sentados abraçados em um banco quando ela me surpreendeu dizendo uma coisa que eu esperava nunca ouvir.
- Me ensina a jogar mitomagia? – olhei para ela assustado.
- É serio?
- Aham. – ela olhava indiferente para mim. Talvez ela tivesse lido meus pensamentos algum dia desses.
- Hã, tudo bem. – estreitei os olhos e tentei imaginar se aquilo era uma pegadinha. Era bom de mais para ser verdade. – Vamos até meu dormitório, minhas cartas estão lá.
Tentei ensina-la da melhor forma possível. Eu estava amando aquilo. Jully me interrompia várias vezes me dando beijos na boca, pescoço ou ombro – coisa que me tirava completamente a concentração.
- Então, eu não posso derrotar Afrodite usando a carta de Apolo?!
- Não.
- Mas... Eu posso usar Apolo e Ártemis! E daí eu vou derrotar Afrodite! – Ela vibrou.
- Exatamente. – ela me beijou.
- Obrigada por me ensinar. – ela sorriu e eu a beijei.
Ficamos ali. Ela sentada entre minhas pernas jogando mitomagia durante a tarde toda. Às vezes eu a deixava ganhar só para vê-la sorrir. Era tão boa a sensação de quando ela gargalhava ou vibrava quando conseguia me derrotar. E era tão fofo quando ela fazia biquinho quando perdia – tão “beijável”.
- Ah, tenho umas miniaturas aqui também. – me levantei e fui até meu armário e peguei uma caixa de madeira pequena e a coloquei em cima da cama.
Jully abriu a caixa e olhou uma miniatura de Hera.
- Ela é realmente assim?
- É bem parecida, na verdade. – Sentei-me atrás dela novamente.
Depois ela pegou a estatueta de Hades e eu estremeci.
- Seu pai não se parece com isso... – ela averiguava a miniatura. Senti meus olhos arderem. Lembrei-me do porque daquela estatua estar ali. Lembrei-me de quando a joguei fora e de quando Bianca me entregara novamente. Aquela estatua em miniatura era a única lembrança que eu tinha de Bianca e o motivo pelo qual eu a perdera.
Funguei e Jully olhou para mim. Arregalou os olhos e me abraçou.
- Não precisa dizer nada, tá? Eu posso...?
Balancei a cabeça afirmando, ela queria ler minha mente. Afundei meu rosto na curva de seu pescoço. Ela acariciava meus cabelos e dizia coisas motivadoras.
Quando parei de chorar ela me olhou, me beijou e disse que estaria sempre comigo. E então eu fiquei feliz.
Ela me mandou lavar o rosto para que fossemos jantar. Eu pedi para que ela dormisse comigo e ela aceitou.
Quando estávamos deitados, ela disse outra coisa que eu não esperava ouvir.
- Por que a gente não parte em uma missão para tentar encontrar a alma de Bianca?
- Não brinca com isso, Ju. – ela se virou para mim.
- Eu não estou brincando, Nico. Não deve ser tão difícil, é?
- Hum, só teríamos que procurar no meio de sete bilhões de pessoas.
- Ela reencarnou há quantos anos? Quatro ou cinco?
- Quatro.
- Então é só procurarmos crianças com quatro anos de idade pelo mundo.
- Ju, não é tão simples... E é arriscado de mais. Eu não vou arriscar te perder, ok? – acariciei seu rosto e tirei uma mecha de sua franja do rosto. – Fico feliz que esteja tão preocupada comigo, mas é mais complicado e complexo do que parece.
- Ah, tudo bem então.
Ela me beijou, disse boa noite, se virou para o lado e dormiu. Eu fiquei acordado praticamente a noite inteira.
E se nós conseguíssemos achar Bianca? O que aconteceria?
Na certa só me faria mal, já que ela nem sequer vai se lembrar de mim, mas eu me sentiria bem, sabendo que ela estava bem – e viva.
Levantei-me da cama, abri minha mala e comecei a colocar minhas roupas. Com o barulho, Jully acordou.
- O que você tá fazendo, Nico? – ela disse se sentando e coçando os olhos.
- As malas para partirmos em viajem.
Jully fez uma cara de dúvida, acho que não estava acreditando em mim.
- Eu vou entender se não quiser ir comigo. Mas agora eu preciso encontrar a alma de minha irmã.
Ela sorriu balançando a cabeça.
- Eu não vou te deixar ir sozinho.
- Eu te amo.
Ela se levantou e veio até mim passando os braços pelo meu pescoço.
- Eu sei. – ela me beijou. – Eu te amo, Nico di Ângelo.
FIM.
Fale com o autor