O Elmo Roubado

23 Lar doce lar


Notas iniciais
Então, não sei se o cap ficou sem graça, espero que esteja bom! Realmente estou me esforçando para escrever algo bom!
Queria dizer que pretendo fazer segunda temporada dessa fic, mas antes quero fazer uma fic com o Leo (pq eu o amo!). Não sei quando vou começar a fic com o Leo, mas assim que der eu vou faze-la!
Boa leitura, espero que gostem!

NICO

Ficamos parados na porta da casa uns cinco minutos até que uma senhora de cabelos presos em um coque, roupa simples e olheiras fundas se aproximou de nós com sacolas nas mãos. Assim que a mulher nos viu, soltou as sacolas no chão.

- Jully! – a senhora levou as mãos à boca e parecia a prestes a chorar.

- Mãe! – Jully se soltou de mim e correu até ela. Abraçou-a e disse algumas coisas que eu não consegui entender. Jully enxugou algumas lágrimas na bochecha e se virou para nós. – Está é Luce, minha mãe!

Dona Luce nos convidou para entrar. Ela era uma mulher adorável assim como Jully. Eu e Frank levamos as malas para o quarto de hóspedes enquanto Jully, Hazel e Luce conversavam na cozinha enquanto preparavam alguma coisa para comermos.

Enquanto subia as escadas não pude deixar de observar as fotos nas paredes. Jully com cerca de cinco anos de idade com os cabelos presos em dois rabos nas laterais da cabeça segurando uma bonequinha e sorrindo. Outro Jully estava chorando apontando para os joelhos ralados.

Eu sorri. Sorri e me senti triste.

Eu não tinha essas lembranças. Não tinha a quem recorrer se eu estivesse triste – a não ser Hazel.

Voltamos para a cozinha e encontramos as três sentadas na mesa conversando e rindo. Sentei-me do lado de Jully e Frank do de Hazel, deixando Dona Luce na ponta.

- Eu fico tão feliz que Jully tenha trago amigos aqui! – Ela disse servindo dois copos com refrigerante e entregando-os a mim e a Frank. – Ela não trás amigos aqui desde...

- Sempre. – Jully disse em sussurro. Apertei sua mão embaixo da mesa e ela sorriu para mim.

Comemos alguns biscoitos caseiros de Luce. Ela nos contou histórias de quando Jully era pequena – coisa que fez com que Jully corasse várias vezes. Adorável.

A questão sobre o pai de Jully não veio em momento algum. Todos pareciam cansados e felizes. E eu queria aproveitar o momento para fazer uma coisa que eu queria ter feito há algum tempo.

HAZEL

Nico limpou a garganta e se levantou segurando as mãos de Jully.

- Senhora Luce, eu gostaria de lhe fazer um pedido. Eu na verdade não se é um pouco antiquado, mas eu queria lhe pedir permissão para namorar sua filha.

Jully ficou tão branca quanto Nico era naturalmente. Eu sorri tanto que minhas bochechas doeram. Frank arregalou os olhos e parou de prestar atenção em seu brinquedinho chinês. A mãe de Jully, Luce, apenas sorriu.

- Você parece ser um bom rapaz. Tem o cabelo meio estranho e precisa tomar sol mais vezes, mas é muito bonito. Têm a minha permissão.

Nico sorriu e sentou-se novamente olhando para Jully, que ainda estava branca. Ela movimentou os lábios como se quisesse falar alguma coisa, mas nenhum som saiu. Ela apenas sorriu e abaixou os olhos.

Depois de alguns minutos de silêncio, Luce disse:

- Você pretende voltar para a mesma escola de antes minha filha?

- Hã, mãe... Na verdade eu não vou ficar.

- Como não? Eu pensei que estava tudo bem agora. Você está a salvo agora, não está? Por que não pode voltar para casa?

- Mãe, eu nunca vou estar em segurança. Eu vou para um outro acampamento. Onde vou terminar meus estudos e fazer faculdade. Eu vou ficar bem. Vou estar segura, mãe.

Deu-me pena ver a mãe de Jully no estado em ficou.

- Você vai me visitar sempre que puder? Promete que vai ficar segura, meu bem? Vai manter contato?

- Sim, mãe. Eu prometo.

As duas se abraçaram e eu quase chorei.

Eu queria ter minha mãe ali comigo, como Jully tinha a dela. Sei que Frank também queria. Sei que Nico também queria. Mas nenhum deles havia perdido a mãe como eu. Eu morri junto com minha mãe. E agora eu estava ali novamente.

A mãe de Jully limpou algumas lágrimas e eu a ajudei a levar os copos até a pia.

Depois eu e Frank fomos para o quarto de hóspedes. Quando entramos no quarto eu o abracei. Ele me aconchegou no abraço e chorou comigo.

JULLY

Eu me sentia bem e mal. Havia matado a saudade de minha mãe e em breve teria que me despedir dela.

Todos ficaram abalados, era notável. Provavelmente por nenhum de meus amigos que estavam ali terem suas mães vivas, os apoiando como minha mãe fazia comigo.

Eu e Nico caminhávamos abraçados pelo quarteirão. O sol já estava se pondo. Ele parou em sem motivos e me beijou. Sem se importar com quem estivesse olhando. Sem se importar se havia monstros ali. Apenas nós dois. Ele terminou o beijo com selinho e sorriu ainda com as mãos em meus rostos.

- Eu quero te dar uma coisa. – ele sussurrou e levou as mãos até os bolsos sem descolar nossas testas.

Deu-me outro selinho e se afastou se ajoelhando e exibindo uma caixinha de veludo preta.

- Não é antiquado. É?

Neguei com a cabeça sorrindo com as mãos fechadas em baixo de meu queixo tampando minha boca.

- Eu acho que é assim mesmo que se faz. Eu já vi isso nos filmes e o cara sempre se ajoelha para a garota que ele gosta. Então... – ele coçou a cabeça. – Sua mãe permitiu e... eu quero muito isso. Você... Você aceita ser minha namorada?

Eu sorri tanto que meus olhos quase se fecharam.

- Se você achar que eu estou atropelando as coisas eu vou entender. É que quando Hazel e Frank estavam escolhendo a sapatilha, eu passei na porta de uma joalheria e pensei “por que não?” daí... – ele sorriu sem graça e ergueu o olhar pra mim. — Então...?

Balancei a cabeça afirmando. Acho que a balancei rápido de mais – o que deve ter parecido um tanto desesperado. Ele se levantou sorrindo e colocou uma aliança prata em meu dedo e depois no dele. Ergui a mão admirando o novo acessório.

- É linda! Obrigada! – Pulei em seus braços e o beijei.

Voltamos para a casa de mãos dadas e sorrindo feio idiotas.

Acho que eu estava começando a entender aqueles casais dos filmes que eu tanto criticava como “melosos e ridículos”.

Jantamos e fomos todos dormir. Minha mãe não permitiu que Nico dormisse comigo. Portanto eu e Hazel dormirmos em meu quarto e Nico e Frank no quarto de hóspedes.