O Duque dos Meus Sonhos
7 O verdadeiro anjo
Notas iniciais
Capítulo 7 – O verdadeiro anjo
A duquesa de Halle ficou muito brava com suas filhas, especialmente com a Alice, aquela fadinha danadinha, se não fosse suas ideias românticas e estapafúrdias, nada daquilo estaria acontecendo.
Decidida, mandou que Alice fosse direto para seu quarto e ficasse lá até segunda ordem. Ela ficaria todo o domingo de castigo. Rosalie já havia subido para o quarto. Emmett se despediu rapidamente de todos enquanto Edward conversava um pouquinho com Bella na cozinha.
Rosalie tinha realmente ficado encantada com as flores de Emmett, Royce não era nenhum pouco atencioso com ela, na verdade, ele tentava sempre avançar o sinal, buscava carícias íntimas a todo momento e nunca prestava atenção no que ela falava.
Depois de colocar as tulipas em um lindo vaso ao lado de sua cama, Rose saiu visitar uma amiga, iria até a casa da duquesa de Hastings, sim Daphne era sua amiga, tinha acabado de ganhar neném, o pequeno David.
Rosalie passou toda à tarde na casa da amiga, no fundo, no fundo a invejava por ter um belo marido e filhos, era tudo que ela queria, mas infelizmente, Royce parecia fugir de compromisso, toda vez que tocavam no assunto ele achava um jeito de mudar o rumo da conversa.
Rose brincou com as filhas mais novas do casal, Amelia, Belinda e Caroline. Eram meninas adoráveis e ocuparam a loira a tarde toda entre fitas, bonecas e babados, ela nem viu a hora passar.
Já tarde da noite, Rosalie se despediu de sua amiga pegando a estrada para casa, recusou usar a carruagem do duque, pois moravam bem próximos, a noite de outono estava agradável.
No caminho para casa, ela encontrou Royce com um grupo de amigos, ele estava bêbado e de forma rude a puxou para si, mostrando força e domínio do corpo da garota, ele de forma escrota e vil violentou-a permitindo que os amigos que estavam ali com ele também fizessem o mesmo.
Durante todo o momento de pura tortura, dor, angustia, Rosalie desejava morrer, foi deixada nua, ensanguentada, em um beco escuro. Desmaiada, presa na escuridão de seu consciente não percebeu quando um belo homem aproximou, pegou-a no colo, enrolou seu pequeno e frágil coro em uma manta grossa, pôs seu corpo cuidadosamente no banco da carruagem e partiu.
Ele pegou-a no colo, deitou o corpo machucado em sua cama, limpou seus ferimentos com um pano úmido, ela estava realmente desmaiada, talvez pela força com que lhe bateram na cabeça, ele a vestiu com uma de suas camisas que lhe cobriram metade das coxas.
Sem conseguir dormir, passou um café forte e ficou velando o sono de seu anjo durante toda a noite. De vez em quando ela se mexia ou resmungava coisas desconexas, ele acariciava lhe o rosto, às vezes beijava-lhe a testa com ternura.
Ao amanhecer o dia, Rosalie despertou com fortes dores pelo corpo, estava completamente marcada, havias grande manchas roxas em sua pele branca, mas as piores e maiores manchas eram aquelas que ela tinha em sua alma.
Sentou-se na cama e pôs se a chorar copiosamente, ele apareceu rápido da porta assustado pelo volume do choro.
– Bom dia senhoria Halle.
– Você? Onde eu estou? Que lugar é esse?
– Bem primeiro preciso saber se você se sente melhor.
– Estou com dor no corpo todo, mas minha cabeça, ela dói muito.
– A senhorita se lembra do que aconteceu ontem à noite?
– Me lembro de ter ido à casa de Daphne e de ter saído de lá já de noite, então... – ela parou um pouco, olhou para suas vestes e as marcas roxas em seu corpo, começou a chorar – eu encontrei Royce, ele estava com um grupo de amigos... e eles.... oh! Meus Deus... não foi um pesadelo!
Pondo-se a chorar desesperadamente, Rose sentiu ser abraçada por grandes e fortes braços e sentiu-se segura, como se ali fosse a sua casa. Ele afagava seus cabelos com carinho e lhe sussurrava palavras de consolo.
– Estou perdida Emmett, estou perdida, eu preferia estar morta, fui desonrada da pior maneira possível, ninguém nunca irá querer se casar com uma impura como eu!
– Não diga bobagens, eu lhe encontrei na rua, lhe trouxe para minha casa, eu queria ter ido atrás deles e matado um por um com minhas próprias mãos, mas preferi cuidar de você primeiro.
– Oh! Emmett, você devia ter me deixado lá para morrer, o que faço da minha vida agora?
– A senhorita é uma moça tão bonita, é claro que encontrará um bom homem para se casar e ter uma família grande e feliz.
– Você não entende Emmett, nenhum lorde irá querer uma mulher desonrada, nenhum. Estou perdida, condenada para sempre!
– Ei, eu posso não ser um lorde, nem ter um título de nobreza, mas eu me casaria com a senhorita sem pensar duas vezes.
Rosalie limpou as lágrimas incessantes que caiam, olhou para aquele homem enorme na sua frente, ele tinha um sorriso de crianças, um enorme coração, era bonito e tinha lhe salvado.
– Eu preciso de roupas descentes para voltar para casa.
Ele percebeu que ela não daria o braço a torcer, era orgulhosa demais para isso. Mas pela primeira vez ela lhe olhou nos olhos e ele pode enxergar sua alma, ela era apenas uma menina sonhadora, um anjo iludido pelas vãs tradições de um povo rico e milenar.
– Bem, então vou pedir licença para a senhorita e vou até a loja mais próxima providenciar roupas adequadas, eu moro sozinho, não tenho roupas femininas aqui.
– Poderia me comprar um vestido verde, eu só tenho um nessa cor. – na verdade, verde era a cor dos olhos de Emmett, e ela queria poder levar com ela alguma coisa lhe fizesse lembrar dele para sempre.
– Como queira my lady. – Fazendo uma revência engraçada, Emmett deixou Rose com seus pensamentos e partiu em busca de um vestido verde.
Ela levantou da cama um pouco dolorida, andou por toda casa, era uma bela casa, simples e muito bem decorada, masculina, mas de uma arquitetura linda, bem, ele era engenheiro, de certo que tinha planejado sua própria casa.
Emmett não demorou muito a voltar com um grande embrulho nas mãos, o vestido longo verde de mangas compridas, marcava bem a cintura fina, um decote bem discreto cobria toda a extensão roxeada que ela tinha acima dos seios.
– A senhorita ficou linda. Um verdadeiro anjo. – Emmett pegou a escova que estava nas mãos da moça e passou a escovar os longos cabelos loiros. – eu adoro o cheiro do seu cabelo, ele é tão macio.
– Obrigada Emmett por cuidar de mim. Você que é o verdadeiro anjo aqui.
Rose se virou lentamente dando um abraço apertado cheio de gratidão, mas logo se recompôs, voltando a postura altiva de sempre.
– O que diremos aos meus pais quando chegarmos em casa?
– Eu posso dizer que lhe encontrei ontem a noite na rua voltando para casa, a senhorita passou mal e desmaiou e então eu trouxe a senhorita para minha casa, e que agora pela manhã, depois que levantou e se sentiu melhor e lhe levei de volta para casa.
– Meus pais vão querer saber por que não me levou direto para casa ontem mesmo quando me encontrou?
– Eu digo que na hora fiquei tão preocupado com a senhorita que nem passou pela minha cabeça, do jeito que eu sou avoado, eles irão acreditar.
– É bom mesmo senhor McCarty, se não eu estarei muito encrencada. E quanto a Royce e aqueles desgraçados?
– Não diga o nome dele na minha frente, não se preocupe com aqueles miseráveis, o que é deles está guardado.
Ao chegarem na casa do Visconde de Halle, segunda pela manhã, eles já haviam ensaiado toda uma desculpa para convencer a família de que nada de ruim havia acontecido na noite anterior, mas Emmett não deixaria barato, ele arrumaria uma maneira de acabar com a vida de cada um daqueles malditos, afinal acidentes aconteciam todos os dias.
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