O Duque dos Meus Sonhos

15 Noivados e Expectativas


Notas iniciais
♥ Olá galerinha, amanhã eu não postarei ok, por isso estou postando hoje! PS: a descrição de Aubrey Hall é uma releitura de uma das cenas do livro " O visconde que me amava" de Julia Quinn ♥ Boa Leitura!!!

Capítulo 15 – Noivado e expectativas

Edward continuava com sua rotina contida à Isabella Swan, sempre depois das 17h ele ia à casa de Jayme Halle visitar sua amada, entrava pela porta dos fundos e esperava que Bella trocasse sua roupa.

Ela deixava seu uniforme de arrumadeira, vestia-se com um belo vestido novo e saiam para passear, geralmente iam ao Hyde Park, andavam de charrete ou tomavam sorvete na praça.

Alice e seu major sempre acompanhavam o casal, a final, as mamães corujas, jamais permitiriam que suas filhas saíssem sozinhas para namorar. Nunca!

Esme ficava sempre muito apreensiva, morria de medo que o mesmo acontecesse a sua filha e que ela sofresse o resto da vida. Mas não tinha como separar Edward e Bella, ele realmente se mostrava diferente, a tratava com respeito e parecia realmente estar querendo um compromisso sério com sua filha.

Rosalie começou a notar que seu marido sempre terminava o ato de amor longe dela e sujava o lençol, encucada com isso, perguntou para sua governanta se ela sabia o que era aquilo que ficava no lençol.

Surpresa com a pergunta da moça, a senhora Cecília Klent explicou a inocente senhora McCarty, que aquilo se tratava da semente de seu marido, que por algum motivo, ele não a lhe dava na hora que faziam amor.

Naquela noite Rosalie esperou seu marido impecavelmente vestida, colocou uma bela camisola transparente, penteou os cabelos e os deixou soltos, como ele tanto gostava, esperou Emmett se aproximar e começar com as carícias quentes, percebeu o quanto ele a desejava e já estava pronto para penetrá-la e com todo o seu autocontrole, ela se afastou, o deixando duro e olhando em expectativa para ela.

– Ainda não Emmett. Primeiro quero que você me responda uma pergunta.

– O que você quiser ursinha.

– Porque não me dá sua semente quando nos amamos?

Emmett piscou surpreso, mexeu nos cabelos impaciente, coçou o queixo, se sentou na cama, sua ereção era evidente e teve que cobrir-se com o lençol para poder responder a pergunta tão direta de sua esposa.

– Por que primeiro eu quero saber se você não carrega um filho daquele traste. Se eu lhe der minha semente, não terei certeza.

– E se eu estiver grávida, você irá me abandonar Emmett?

– É claro que não Rose, se você já estiver grávida eu amarei a criança como minha, mas entenda, eu preciso saber se... eu preciso ter certeza... será que você não entende?

– Eu entendi perfeitamente senhor McCarty, eu fui desflorada, e por isso posso estar carregando no ventre o fruto de um estrupo e você quer ter certeza que não terá um filho bastardo.

– Não diga isso, nunca será um bastardo, já disse, se você estiver grávida, eu amarei a criança como minha, darei meu nome e meu amor, eu amo você e por você sou capaz de tudo, eu só quero ter certeza... você não me entende!

Rosalie chorava decepcionada com o marido.

– Pois eu acho melhor nós esperarmos até as minhas regras chegarem, depois disso voltaremos a compartilhar a mesma cama, até lá, se elas vierem, gostaria que você dormisse em outro quarto por enquanto.

– E se suas regras não vierem?

– Aí eu estarei grávida e você saberá que o filho não é seu, e nunca mais você tocará em mim Emmett. Nunca mais.

– Quando vem as suas regras?

– Daqui nove dias. Até lá por favor...

Os dias passaram lentos e tristes para Emmett e Rosalie, pouco se falavam, ela não se alimentava direito e ele andava sempre nervoso. Já que não podia tocar em sua mulher, o jeito foi enterrar a cabeça no trabalho, ele começou um novo projeto, trens subterrâneos que ligariam todos os condados da Inglaterra.

...

Jasper tinha que buscar um autocontrole dos deuses todos os dias que saia com sua fadinha, a menina era uma verdadeira bruxa isso sim. Ele nunca percebia, mas ela sempre dava um jeito de ficar sozinha com o major e agarra-lo.

A pequena serelepe, por vezes sentava em seu colo, beijava a orelha e descia beijos molhados por toda a extensão de seu pescoço, fazendo com que seu corpo queimasse como carvão em brasa.

Ele era um homem feito afinal, ela estava mexendo com fogo, ele por vezes tinha que levanta-la coloca-la sentada no banco, ou no sofá de sua casa e correr para o banheiro mais próximo se aliviar, antes que acabasse cometendo uma loucura sem tamanho.

Edward apesar de ser sempre romântico e cuidadoso, terminava seus encontros sempre com um beijo quente e apaixonado. Bella adorava a forma como ele a abraçava, como segurava a base de suas costas, prensava seu corpo no dele e a beijava com vontade.

Ela sempre se derretia quando ele descia beijos em seu pescoço e colo, por vezes ele tocava seus seios por cima do vestido a fazendo arfar, ficar vermelha e quente, muito quente.

Alguns comentários começavam a se tornar frequente entre as damas da sociedade, falavam que a filha da cozinheira tinha se dado bem na vida, tinha fisgado o viúvo amaldiçoado e agora tentava dar o golpe do baú.

Tais comentários maldosos deixavam Bella sempre triste e muito preocupada, embora Edward dissesse que não ligava nem um pouco para os mexeriqueiros, sabia que no fundo, ele não gostava de ter o nome de sua família sendo difamado.

O casamento do Conde Massen foi marcado para o dia 20 e o do Major Whitlock para o dia 27. O senhor Jayme e a senhora Eloisa já haviam empacotado a maioria de seus pertences e logo depois do casamento de Alice, eles partiriam para sua casa de campo. Alice ficaria morando na mansão com o marido, uma vez que Emmett não queria deixar sua casa de jeito nenhum.

Edward e Bella ainda tinham dúvidas de a onde iriam morar, eles não queriam ficar no Castelo de Clevydon, pois lá era a casa de Carlisle e eles queriam um pouco de privacidade.

Pensando nisso, Edward propôs a Bella e sua mãe um passeio, para conhecerem a propriedade de Aubrey Hall, quem sabe se Bella aprovasse, ao se casarem, eles se mudaram para lá.

Bella esperava ficar impressionada com Aubrey Hall, mas não pensara que ficaria tão encantada e maravilhada.

A construção era menor do que ela imaginara. Ah, ainda estava longe, muito longe de qualquer coisa que já tivera a honra de conhecer. Não era um monstro erguendo-se na paisagem como um castelo medieval fora do lugar.

Em vez disso, Aubrey Hall parecia quase aconchegante. Talvez essa fosse uma palavra estranha para descrever uma casa que devia ter uns cinquenta quartos, mas os fantásticos torreões e as ameias lhe davam um ar de conto de fadas, sobretudo com o sol do fim da tarde lançando às pedras amarelas das paredes externas um brilho avermelhado.

Não havia austeridade nem imponência em Aubrey Hall e Bella gostou do lugar no mesmo instante. O ar fresco e os grandes campos verdes, logo na entrada tinha um belo jardim de íris, jacinto e tulipas.

Bella e Esme caminhavam por entre o jardim a caminho da grande casa, elas se encontravam ao lado de um arco de madeira decorativo que, no fim do ano, estaria coberto de rosas trepadeiras brancas e cor-de-rosa.

Edward observava sua morena, ela percorria os dedos tocando as folhas das flores e se abaixou para sentir o perfume de uma das tulipas holandesas.

– Elas não têm perfume – disse ele se aproximando devagar.

No mesmo instante o corpo todo de Bella ficou em alerta. Até a voz dele lhe causava arrepios.

– Elas são lindas e, até certo ponto, raras num jardim inglês, mas não tem perfume. Uma pena.

– Nunca tinha visto uma tulipa assim, na natureza.

– Nunca?

– Nunca, só aquelas que você trouxe para a mamãe, se lembra?

– Como poderia esquecer.

– É a primeira vez que vejo elas assim, crescendo.

– Elas eram as flores favoritas de minha mãe, por isso faço tanta questão de tê-las no jardim.

– Você sente falta dela?

– Não se sente falta de alguma coisa que nunca sentiu. Ela morreu quando eu nasci, me deu a vida, mas creio que meu pai fez o que pode.

– Eu entendo você, nunca tive um pai então também sinto uma falta.

Eles entraram para conhecer a grandiosa casa, se acomodaram em dos quartos, foram apresentadas aos criados, a governanta e ao mordomo, e Bella já se sentia parte do lugar.

A tarde foram conhecer os estábulos, os cavalos, Edward montou com graciosidade e levou Bella consigo em sua montaria, passearam pelo límpido lago, que convidava para um mergulho a dois, mas resistiram.

Havia muitos hectares de plantação e uma área grande para pastagem dos cavalos, eles criavam cavalos puro sangue. E tinha um animal mais lindo que outro. Edward ainda roubou alguns beijos antes de voltarem a casa.

O jantar foi tranquilo e para terminar a noite de sábado os quatro se sentaram na sala de estar para conversar. A curiosidade sobre as origens de Bella ainda deixavam pai e filho com muitas dúvidas na cabeça, a pergunta acabou sendo inevitável.

– Esme, você poderia nos contar sobre o pai de Bella, não nos entenda mal, mas já que o casamento está marcado, seria de bom tom nós conhecermos melhor a história da futura condessa. – Carlisle perguntava a mulher com um olhar penetrante e inquiridor.

– Pois bem, acho que vocês têm o direito de saber.

– Mamãe, se não quiser falar, tudo bem.

– Não Bella, o duque tem razão, acho que já protelei demais essa conversa, mais cedo ou mais tarde você precisaria saber.

Edward sentou-se mais confortavelmente no sofá macio e aconchegante, trouxe Bella para perto de si e abraçou sua pequena. Era uma cena incomum de se ver, muito intima, mas estavam apenas os quatro no recinto.

Carlisle pareceu muito incomodado com o que viria a seguir, então, tomando um gole de chá, Esme começou a narrar um pouco de sua história.

Eu era apenas uma menina de 15 anos, trabalhava como criada para uma família nobre, como toda menina, era sonhadora e acreditava no amor. O Barão de Christopher Dwyer era um homem muito poderoso no pequeno condado de Worcestershire. Ele tinha um único filho, o baronete Phill Dwyer.

Ele era um rapaz de 22 anos, acabara de retornar de Oxford, tinha título de doutor, ele acabou me achando bonita, me prometeu o mundo, eu tola como era, me entreguei a ele acreditando na promessa de amor verdadeiro.

Quando me descobri grávida, a primeira coisa que eles fizeram foi me por para fora de casa. Com a roupa do corpo, sem um pence no bolso. O barão mandou o filho para a França e lá ele se casou com uma francesa.

Eu soube que ele faleceu há três anos de febre tifoide, não sei se teve filhos, também não me interessa. Quando cheguei a Londres, não tinha nada, apenas minha filha. Encontrei por um milagre a família do visconde.

Eloisa tinha as duas meninas e já era avançada em idade, Rose devia ter dois anos e Alice acabara de completar um. Eu me ofereci para trabalhar para ela e vendo minha barriga, ela teve compaixão de mim.

Foi na casa do visconde que eu aprendi a cuidar da casa e da cozinha e com o tempo me tornei a cozinheira. Você nasceu e eles nos deram tudo que precisamos até hoje. Desculpe nunca ter te contado sua história filha, eu ainda sentia muita mágoa, ódio e rancor.

–Agora se me permitem, eu vou me retirar, o dia foi muito longo, estou cansada.

– Espere mamãe, eu vou junto com a senhora.

Mãe e filha subiram para os seus aposentos, elas dividiriam o mesmo quarto, Carlisle ainda digeria tudo que ouvira de Esme, e Edward também se retirou.

– Mãe, foi muito bom saber minha origem, mas acho que o melhor foi para a senhora tirar o peso de seus ombros. Eu nunca vou procurar por eles, fique tranquila, se eles a colocaram na rua, sem nada, não merecem meu respeito.

–Foi realmente como tirar um peso de cima de mim. Eu te amo tanto filha. Só queria que você não sentisse raiva nem vergonha da sua mãe, eu fui burra, tola, idiota, me deixei levar e olha só que aconteceu com nós duas.

– Mãe, eu também te amo, jamais sentiria vergonha da senhora. E olhe só para nós agora, eu irei me casar com o Conde em menos de quinze dias!

– Você tem razão. E será uma condessa, a mais linda que a Inglaterra já viu.

Notas finais
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