O Duque dos Meus Sonhos
12 Noivados e Encontros
Notas iniciais
Capítulo 12 – Noivados e encontros
O restante do dia passou voando para Rosalie, logo que o pai a deixou sozinha no quarto, a moça pôs a se chorar, tinha sido desonrada e agora estava com um casamento marcado para o fim de semana, um casamento as pressas por mandado de seu pai.
Alice havia saído para acompanhar Bella em seu passeio com o Conde de Massen, a casa estava silenciosa e vazia. A viscondessa bordava tranquilamente na sala quando Emmett apareceu na Casa dos Halle.
Rosalie ficou esperando na sala de estar depois que o mordomo anunciou a chegada dele. Sentou-se recatadamente na beira do sofá de linho, com as costas eretas e as mãos juntas, no colo. Estava segura de que era o modelo da refinada feminilidade inglesa.
Sentia-se uma pilha de nervos. Olhou para as mãos e percebeu eu suas unhas estavam deixando marcas avermelhadas nas palmas. Nunca havia ficado tão nervosa ao ver um homem, especialmente aquele homem.
– Bom dia, Rosalie.
Emmett apareceu na porta da sala e encheu o ambiente com sua maravilhosa presença. Tudo bem, talvez sua presença não estivesse tão maravilhosa quanto aos homens da nobreza, mas ele tinha seu charme, vestido com roupas simples de trabalhador, exalava sexualidade, virilidade, força e determinação.
– Emmett – respondeu Rosalie – que bom ver você. O que traz à Casa dos Halle?
Ele olhou para ela com uma expressão surpresa.
–Não estamos noivos?
Ela corou.
– Sim, é verdade.
– Eu achava que os homens deveriam visitar suas noivas. – sentou-se na frente dela. – as regras de etiqueta dizem isso não?
– Eu acho que sim.
Os dois sorriam e por um instante Rosalie pensou que tudo ficaria bem. Ele tinha o sorriso mais lindo que ela já tinha visto, não tinha prestado atenção, mas ele tinha covinhas que deixavam ele com um ar de menino levado.
– Vim vê-la por um motivo específico.
Ela lhe olhou com expectativa. Enquanto ele estendia-lhe uma caixa de joia.
– Para você.
Ela quase engasgou ao estender a mão para a caixinha coberta de um veludo vermelho.
– Tem certeza?
– Imagino que anéis de noivado sejam obrigatórios – ele disse com uma voz baixa, um tanto desconfiado.
– Ah, como sou burra... não me dei conta...
– De que era um anel de noivado? O que pensou que fosse?
– Não pensei nada, na verdade. – admitiu encabulada. — Eu nunca recebi uma joia de um cavalheiro, você é o primeiro. É uma joia de família?
– Não! – retrucou ele, com veemência suficiente para fazê-la pestanejar.
– Ah!
Ele percebeu seu pequeno desapontamento e resolveu explicar melhor.
– Achei que você preferiria algo seu mesmo. Eu até tenho uma joias de família, mas elas foram escolhidas para outras pessoas, como para minha avó ou para minha mãe. Esta eu escolhi para você.
Rosalie quase derreteu ali mesmo.
– Que coisa mais gentil – disse ela, mal conseguindo segurar uma fungada de emoção.
Ele notou que ela tinha mudado sua expressão e ficou feliz em ter seguido seu extinto.
– Não vai abrir? – resmungou ele.
– Ah, sim claro.- Rosalie balançou a cabeça de leve ao ser chamada à atenção – Que tolice a minha.
Seus olhos ficaram meio vidrados quando ela olhou para o presente. Depois de piscar algumas vezes para clarear a visão, ela soltou cuidadosamente o fecho da caixa e abriu. Não conseguiu dizer nada além de “Ah meu Deus” e mesmo essa frase foi mais um suspiro que qualquer outra coisa.
Aninhado lá dentro estava um impressionante anel de ouro branco adornado com um grande esmeralda lapidada, ladeada por dois diamantes perfeitos. Era a joia mais maravilhosa que Rosalie já vira, brilhante mas requintada, claramente valiosa, mas não ostensiva em excesso. Dizia muito dos dois, era perfeitamente exuberante como ela mas ao mesmo tempo discreta como ele.
– É lindo – murmurou ela. – Eu amei.
– Tem certeza? – Emmett tirou as luvas, então se inclinou para frente e tirou o anel da caixa. – Porque é sua aliança de noivado. É você quem irá usá-la, e ela deve refletir seu gosto, não o meu.
– Parece que temos o mesmo gosto meu noivo.
Emmett deu um breve suspiro de alívio e segurou a mão dela. Até aquele instante, não havia se dado conta de quão importante era para ele o fato de Rose gostar do presente, de gostar dele e tudo que ele tinha para oferecer.
– Posso por no seu dedo? – ele perguntou em voz baixa.
Ela assentiu e começou a tirar a luva, mas Emmett a interrompeu e assumiu a tarefa. Deu um pequeno puxão na ponta de cada dedo e então, devagar, tirou a luva da mão de Rose. O gesto foi descaradamente erótico, uma versão abreviada do ele queria fazer: remover cada peça do corpo dela.
Sem se conter, Rose deu um arquejo, o som da sua respiração passando pelo lábios, fez com Emmett e desejasse ainda mais, como queria beija-la. Com as mãos trêmulas, ele colocou o anel no dedo dela, ajeitando-o no lugar.
–Serviu direitinho – disse ela, mexendo a mão de um lado para outro a fim de ver como a joia refletia a luz. No entanto, Emmett não soltou sua mão. Ele levou a mão dela até a boca e deu um beijo suave em cada dedinho.
– Que bom que coube – murmurou ele, talvez fosse um sinal que as coisas ficariam bem entre eles, embora o casamento fosse obrigado e as pressas, ele estaria disposto a amar completamente aquela mulher.
– Como sabia que eu gostava de esmeraldas Emmett?
– Eu não sabia, como você me pediu um vestido verde, eu imaginei que gostasse realmente dessa cor.
– Eu gosto, sabe porquê? – ele negou com a cabeça, não fazia a mínima ideia. — É a cor de seus olhos.
– Puxa! Por essa eu não esperava. Então devo admitir que o azul sempre foi minha cor favorita, mas agora, para mim só existe ela.
– Seu bobo!
– Bobo nada, seus olhos são tão azuis e tão lindos e intensos, é difícil não se apaixonar por eles.
– Como estamos melosos, hoje não?
– Você é que está menos gatinha brava.
Eles continuaram uma conversa despretensiosa, até ouvirem o som de Edward chegando em casa acompanhado de Alice e Bella. Os dois ainda se demoraram um pouquinho mais, até se despedirem de suas joias.
Como havia previsto, o duque Carlisle marcou um jantar para as famílias na quinta-feira, seria no castelo e ele fez questão de mandar um convite específico para Esme e sua filha, dizendo que uma carruagem as apanhariam para a ocasião às 19 horas.
Esme quase tem um infarto quando recebeu das mãos do entregador o convite em papel nobre, com o selo do duque. No convite dizia que o jantar seria em comemoração ao namoro de seu filho com a jovem dama Isabella Swan.
O Visconde também havia recebido um convite, por certo eles deveriam ter convidado alguns amigos, amedrontada com o que viria naquela noite, Esme e Bella pediram socorro para a viscondessa, Eloisa, era muito gentil e amável, ensinou algumas regras básicas de etiqueta a mesa, os talheres certos a se usar e como lavar as pontas dos dedos antes de iniciar a refeição.
Elas prestaram atenção cuidadosamente em cada detalhe, estavam nervosas, nunca haviam sentado à mesa na sala de jantar, ainda mais na presença de pessoas nobres e influentes como eles.
A noite de quinta chegou, com um suspiro cansado, Edward apoiou todo o peso do corpo no parapeito da janela do castelo de Clevydon, tentando decidir se queria ou não uma bebida. Ele fitava o gramado com os olhos fixos nas carruagens que chegavam ao castelo aquela noite.
Parou de repente ao ver a carruagem que mandara para buscar especialmente Esme e Bella, quando um dos criados dos Cullens, trajando um elegante libré azul-clara, adiantou-se para abrir a porta, Esme Swan desceu, parecendo uma miragem em um vestido de viagem amarelo-claro com um chapéu combinando, os belos olhos refletiam o céu sem nuvens. Ela era graciosa, tinha uma postura confiante.
Finalmente Bella desceu, ela não tinha os mesmos trejeitos da mãe. Esme tinha sido delicada ao receber a ajuda do criado, colocando a mão dele com um arco gracioso do punho. Bella ao contrário, quase pulara da carruagem, segurara o braço que o criado lhe oferecera, mas não parecia precisar de auxilio.
Ao descer, Bella olhava tudo, cada detalhe maravilhada, o castelo era mais lindo do que um dia pudesse imaginar, o jardim perfeitamente cuidado, o sol estava se pondo o que deixava-o ainda mais lindo.
Em breve seria apresentada a sociedade como a namorada de Edward Antony Massen Cullen, o conde, futuro duque, primo da rainha Vitória, eram muitos títulos, muitos nomes e um peso enorme sob seus ombros.
Ao subirem as escadarias do castelo, Esme e Bella suavam, não saberiam o que lhe aguardavam atrás das portas, só queriam que não passassem vergonha.
O mordomo abriu a porta e as conduziu até o salão, Edward estava impecavelmente vestido para a ocasião, ele logo se aproximou, cumprimentou Esme com um beijo em sua mão e olhou intensamente para a Bella.
Os olhos castanhos dela, sábios, calorosos e inegavelmente sensíveis fixaram-se nos dele. Por uma fração de segundo, Edward teve a estranha sensação de que ela, de alguma forma, sabia tudo sobre ele, cada detalhe desde o nascimento até a sua certeza a respeito da morte. Naquele instante em que Bella estava com o rosto voltado para ele e os lábios entreabertos, pareceu que ela, mais que qualquer um que já colocara os pés sobre a Terra, o conhecia verdadeiramente e isso era emocionante.
– Boa noite Edward!
Ele via nela a expressão do amor, era uma coisa que ele temia, pois a morte era assustadora para um homem solitário. O outro lado da vida não tinha poder de despertar nenhum temor em alguém que não tivesse ligações na Terra, aprendeu isso da pior maneira possível.
O amor era algo verdadeiramente sagrado, impressionante. Edward sabia disso, sentia o verdadeiro amor de seu pai, mas o amor era o inimigo dos mortais. Era a única coisa capaz de tornar o restante de seus anos intoleráveis, e se ela viesse a morrer também, ele não aguentaria, não ela.
Provar da felicidade e saber que ela lhe seria arrancada. Talvez tenha sido isso que, quando Edward enfim reagiu às palavras dela, não a puxou para si e a beijou até deixa-la sem ar, nem pressionou os lábios contra seus ouvidos e incendiou a pela dela com seu hálito, para ter certeza de que ela perceberia que ele ardia por ela.
– Boa noite Bella, você está lindíssima!
– Obrigada, é muita gentileza a sua.
– Venham, quero lhe apresentar alguns amigos meus.
Esme e Bella acompanharam o conde até a sala onde foram apresentadas a muitas autoridades, entre elas o major Jasper Whitlock que se tornara um grande amigo de Emmett, os dois bebiam e conversavam animadamente sobre os últimos acontecimentos, provavelmente os jornais da manhã seguinte estariam noticiando uma grande chacina.
Carlisle veio ao encontro do filho e com todo o seu poder de sedução, convenceu Esme a deixar que os dois dessem uma volta pelo jardim, a noite estava quente e abafada, enquanto Edward conduzia Bella pelo jardim, Carlisle ofereceu seu braço para que Esme o acompanhasse aos cumprimentos dos convidados, meio relutante, a bela e jovem senhora de 32 anos, acompanhou o duque de forma elegante.
Enquanto andavam pelo enorme jardim ornamentado de flores raras, Bella falava sem parar, estava elétrica, via tudo com extrema curiosidade e deslumbramento, o lugar sem dúvida era o mais lindo que ela já vira na vida.
De repente, Edward lhe sorriu, lentamente e misteriosamente.
– Você sabia que fala demais? – ele a conduzira para um lugar mais afastado do jardim, onde teriam um pouco mais de privacidade.
– O senhor me trouxe aqui para dizer isso?
– Não – retrucou ele – Eu a trouxe aqui para fazer isto.
E então, antes que ela tivesse a chance de dizer alguma coisa, antes que tivesse a chance de respirar, ele abaixou a cabeça sobre a dela e capturou sua boca em um beijo faminto e ardente. Seus lábios eram vorazes, pegando tudo o que ela tinha a oferecer e exigindo ainda mais. O fogo que ardia dentro dela se tornou ainda mais quente. Ela estava derretida por ele. Deus do céu, ela estava derretida e queria mais, muito mais.
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