O Duque dos Meus Sonhos

8 Indo contra as convenções


Notas iniciais
♥ Recebi mais uma recomendação, agora foi da Jussara Cullen, obrigada gatinha, o capítulo mais cedo, é dedicado a você! ♥ Se quiserem mais capítulos antecipados é só comentar bastante e recomendar ok!

Capítulo 8 — Indo contra as convenções

Bella recebeu as flores encantada, Esme olhava apavorada para o casal que parecia estar em uma bolha.

– Obrigada pelas flores, são lindas e tão diferentes, nunca tinha visto flores dessa cor, elas são meio marrom?

– Sim, o nome dela é chocolate cosmos, e vem do México. Eu comprei por que lembrei de seus olhos, eles são lindos.

– Meus olhos são lindos? Oh! Não alteza, eles são tão simples e sem graça.

– Não diga tolices, eles são lindos, pra mim, são mais lindos que já vi.

– Muito bem, o senhor já entregou as flores e agora a Bella precisa voltar ao trabalho. Muito obrigada alteza. – Esme tratou logo de separar o casalzinho, o conde se mostrava muito apaixonado, para quem disse que iria apenas entregar as flores.

Edward deixou a casa do Visconde determinado, foi direto para o Castelo de Clyvedon, o domingo estava calmo, seu pai certamente estaria na biblioteca lendo algum livro. Emmett já havia se despedido do amigo e provavelmente só encontraria o amigo na segunda-feira nos trabalhos da ferrovia.

Ao entrar na biblioteca seu pai o recebeu com um olhar caloroso, baixou o livro e retirou seus óculos pince nez de ouro, pondo-o de lado.

– Bom dia meu filho, nem o vi sair pela manhã?

– Bom dia pai, eu e Emmett saímos bem cedo, hoje foi o dia da caça!

– Ah, então foram atrás de alguma donzela?

– Sim, mas preciso conversar com o senhor, justamente sobre isso.

Carlisle sabia que para Edward era um grande desafio se envolver novamente com alguém, depois de se casar três vezes e ficar viúvo o filho já tinha perdido as esperanças de ter uma família.

– Quem é a moça, eu a conheço?

– Acho que não a conhece, eu dancei com ela ontem no baile de Lady Trowbridge, nós conversamos por um bom tempo e hoje pela manhã fui até a casa do Visconde de Halle lhe entregar flores.

– Você irá cortejar a filha do Halle?

–Não, pai, é claro que não, mas a moça em questão, foi ao baile ontem acompanhada da família do visconde, por isso eu fui até lá pela manhã, a fim de conhecê-la melhor.

– Entendo, era a amiga da senhorita Alice, uma mocinha de pela branca e logos cabelos castanhos.

– Ela mesma.

– E por que quer conversar comigo, acho que não precisa mais pedir permissão para cortejar alguma moça.

– Na verdade, nesse caso pai, eu preciso sim. Isabella Swan, não é uma moça comum, ela não faz parte de nossa sociedade. Primeiro me escute, depois o senhor me dá seu veredito. Isabella conversou comigo sem nenhuma pretensão de me conquistar e hoje eu descobri o porquê, ela é filha da cozinheira e trabalha como arrumadeira para os Halle.

– Você está me dizendo que está interessado em uma criada?

– Exatamente.

– Isso é absurdo Edward, você é o Conde de Massen, o futuro Duque de Cullen e pretende cortejar uma criada? Você enlouqueceu?

– Eu não enlouqueci meu pai, muito pelo contrário, nunca estive tão lúcido em toda a minha vida. Ela meiga, doce e gentil, alegre, espontânea e ao mesmo tempo tímida, ela é única.

– Você está mesmo gostando dessa moça!

– Acho que pela primeira vez estou amando verdadeiramente, não há interesse em ampliar patrimônio ou adquirir um novo título, são só duas pessoas que se entendem com o olhar.

– Filho, isso não está certo, você sabe que não poderia, pense bem, ela nunca seria aceita na sociedade, iria sempre ser olhada como aproveitadora, golpista, nunca como uma de nós.

– Eu não me importo. Estou disposto a cortejá-la.

– Você é tão teimoso quanto seu pai, quando põe uma coisa na cabeça não há o que faça mudar de ideia.

– O senhor irá me apoiar então?

– Eu ainda não sei, preciso conhecer essa moça, a mãe dela você disse que é a cozinheira dos Halle, ela não tem pai?

– Que eu saiba não, eu ainda não sei muito sobre sua vida, mas estou disposto a saber.

– Vamos com calma sim, cautela, paciência, não vá com muita sede ao pote, pode assustar a criadinha.

– Oh! Por favor, não a chame assim de modo pejorativo, Bella é uma boa moça, que mal há se não nasceu em berço de ouro?

Resignado e sem argumentos, Carlisle apenas bufou, respirou fundo, pôs novamente seus óculos pince nez apoiado no nariz e pegou seu livro. Ele não iria continuar a leitura, precisava primeiro organizar seus pensamentos.

– Bem, pelo que vejo você já tomou sua decisão, veio apenas me comunicar. Já fez o que se propôs a fazer, pode me deixar sozinho agora? – Esse domingo seria longo demais.

– Vou estar em meus aposentos. Com sua licença.

Edward subiu para seu quarto, não seria nada fácil enfrentar a sociedade hipócrita, mas se não contasse com o apoio de seu pai, seria muito mais complicado. Ele acabou adormecendo.

Na casa do visconde as coisas estavam pegando fogo, a noticia de que o Conde esteve na cozinha para conversar com Esme e dar flores a sua filha já corria pelos cantos, um burburinho entre a criadagem.

Bella tentava não ficar deslumbrada com o que tinha acontecido, mas volte e meia pegava-se com um sorriso bobo nos lábios. Enquanto Esme terminava o almoço, Bella ajudava temperando a salada.

– Filha, você sabe que isso não pode acontecer não é?

– Eu sei mãe, mas veja como são bonitas as flores, e são meio amarronzadas, como meus olhos. Ele foi tão gentil.

– Ele não serve para você querida, esqueça esse moço meu bem, para o seu próprio bem filha, esqueça ele.

Era fácil falar em esquecer Edward Cullen, mas impossível, um homem daqueles não era facilmente esquecido assim. Ele tinha dançado com ela, conversaram por um longo tempo e tinha sido tão fácil se apaixonar por ele.

Falaram sobre lugares que ele conhecia e comidas de que ele gostava, ela sabia fazer a maioria dos doces preferidos dele e isso fez com ela criasse ainda mais esperanças. E ele trouxe flores, lindas flores raras para ela, sinal de que ele realmente estava interessado, mesmo sabendo que ela não tinha nascido de uma família tradicional.

Talvez ele não se importasse com o fato de ser filha bastarda de alguém, a final ela nem se quer sabia quem era seu pai, isso na verdade, não importava. Sua mãe não gostava de tocar no assunto e Bella respeitava a decisão da mãe. Se o homem tinha abandonado Esme grávida era sinal de que não prestava.

A vida estava dando a chance de ser feliz, quando que em seus sonhos poderia imaginar ser cortejada pelo filho do duque, jamais ousaria sonhar com tamanha afronta, mas alguém lá de cima estava olhando para ela, quem sabe esse não seria o seu milagre pessoal.

Disposta a lutar por seu amor, Bella terminou de arrumar a mesa, colocou os pratos e talheres de forma adequada e se retirou para a cozinha, Alice estava proibida de falar com ela, depois da saída do Conde, sua mãe a colocou de castigo, disse que nada daquilo estaria acontecendo se ela não tivesse tido a péssima ideia de levar Bella ao baile.

Alice nem se importou, estava tão radiante com a felicidade da amiga, que pouco importava um dia de castigo. Rosalie havia saído para casa de uma amiga deixando a irmã sozinha, trancada no quarto. Ela que não ficaria o domingo inteiro no quarto.

A fadinha aproveitou o tempo livre para pintar, fez um belo quadro do seu amor platônico, Jasper Whitlock, será que um dia ele teria olhos para ela. Oh! Como sonhava com aquele major.

Notas finais
♥obrigada! até amanhã... essa fic foi um pedido, um piá do Amapá me pediu pra escrever uma fic para a guria que ele está apaixonado, então ele me contou algumas coisas que aconteceram com eles e eu escrevi a história de época para ele fazer uma surpresa pra ela, tomara que ela goste, o presente é da menina, mas todos nós curtiremos juntos! http://fanfiction.com.br/historia/468075/Uma_chance_para_amar/