Notas iniciais
*aleluia* Postei o segundo cap, espero que gostem ^^'

2° Capítulo

... Eu estou... Petrificada... Não, essa não seria a palavra certa, pois estou correndo... Nem sei como pensei em correr...

Está tudo confusa. Nunca, em toda a minha vida, esperei encontrar uma garota morta, bem, acho que ninguém espera.

Quando me vi longe o bastante daquele lugar, respirei fundo e tirei o capuz que cobria a minha cabeça, em seguida olhei pro céu, pedindo em silêncio uma ‘luz’, não que eu fosse uma exímia católica, mas nessas horas qualquer ajuda seria de bom grado.

Respirando fundo. O que foi aquilo? Meu sonho foi um presságio? Bem, eu acho que sim, apesar de não querer acreditar, vou pensar nisso como uma coincidência, daquelas do gênero um em um milhão.

Desviei meu olhar do céu para observar a rua, que tinha apenas alguns carros trafegando. O que eu faço agora? Volto pra casa e faço de conta que nada aconteceu? ...

Não! Isso não, devo consideração a garota que partiu dessa para uma melhor, acho. Mas então o que eu faço?

Senti meu celular vibrando, logo em seguida uma música começou a tocar, adivinhe, qual? Minha música favorita, ‘The Edge of glory’ da Lady gaga. Peguei meu celular um pouco assustada. Afinal, quem ligaria pra mim uma hora dessas? ... Ah, sim... Mamãe...

- Alô, mamãe? Aconteceu alguma coisa? – perguntei, escondendo a minha aflição

- Você ainda pergunta? Você deveria estar em casa a 15min atrás, com o que eu pedi pra você comprar, eu já estava a ponto de chamar a polícia! ... – ela fala essa frase praticamente gritando, polícia? Nossa, como a minha mãe é exagerada... Já sei! Vou fazer uma denúncia anônima...

- Está tudo bem, não se preocupe – acho que não consegui esconder a voz ‘chorosa’ porque ela respondeu rapidamente

- O que aconteceu? – a voz preocupada dela ao telefone, fez eu me sentir muito bem. É reconfortante saber que alguém se preocupa comigo.

- É que eu levei um tombo quando estava indo para casa, mãe você não sabe o mico, aí tive que esperar a dor no meu joelho passar, entendeu? – bem que a minha avó dizia que eu era uma boa mentirosa

- Você já consegue andar? Posso ir buscá-la se quiser... – não a deixei completar a frase

- Não, não precisa, mamãe, já posso andar normalmente, estou até pulando – nessa hora dei um pulo, mesmo que ela não visse poderia escutar o barulho...Eu acho – tenho que passar no mercadinho, ainda? – minha voz saiu manhosa, ao belo estilo manipulador, que às vezes dava certo

- Não, depois eu vou, mas volta logo, viu? – certo, já consegui ‘dobrar’ ela, agora tenho que lembrar o número da polícia

- Está bem, tchau – assim que desliguei o celular, respirei fundo. Deixa eu ver, 1... 1-9... Lembrei! 1-9-0!

Disquei os números no meu celular, que por sorte possuía crédito, e apertei a tecla ‘verde’ com uma força um tanto exagerada, depois de pouco tempo de espera, comecei a ouvir aquela gravação que em auxiliava, até que por fim escutei uma voz que dizia

‘Após o sinal, deixe sua denúncia’

Logo em seguida ouvi um ‘piiiii’ e comecei a despejar as informações disfarçando um pouco a minha voz é claro

- Sugiro que verifiquem a floresta que limita o Loteamento Rubi – 2255, lá vocês poderão encontrar algo que procuram – um pequeno tempo depois ouvi a voz da moça da gravação dizer

‘Sua denúncia foi gravada com sucesso’

Quando escutei a gravação dizer isso fechei o celular na hora, minhas mãos tremiam, meu corpo estava inquieto, sentia a adrenalina ou medo, não sei dizer ao certo, correr por minhas veias.

Nem sei o que fazer... Bem... Acho que por hora, devo voltar para casa, afinal há alguém que me espera.

Fui andando um pouco apressada para casa, assim que cheguei em frente a minha casa, vi a minha mãe andando de um lado para o outro apreensiva, já comentei que ela se preocupa demais comigo? Bem, acho que sim.

Assim que ela percebeu que eu havia chegado correu em minha direção, percebi que ela chorava, era mesmo necessário chorar? Odeio ver pessoas chorando, ainda mais por minha causa

- Yuuki, só não lhe bato porque estou feliz que você tenha voltado! – ela praticamente me esmagou em um ‘abraço de urso’. Mas será que toda essa preocupação era mesmo necessária?

- Mãe, sinto dizer, mas você está exagerando – quando falei isso vi que ela se recompôs, limpando as lágrimas e sorrindo em seguida – Foram só alguns minutinhos! – terminei de dar uma bronca nela, posso considerar isso uma bronca? ... Sei lá...

- Pra mim foram séculos, filhinha! – percebi que agora ela estava brincando – E logo hoje que eu trouxe um presente para você! – ela disse mesmo presente? Sabe... Eu amo presentes!

- Mãe! Onde está? – ela sorriu como uma criança que vai aprontar e correu para dentro de casa, eu fui atrás dela. Quando chegou na sala, ela se abaixou e pegou algo de dentro de uma caixa, e quando eu pude ver o que era, só faltou que eu pulasse de tão feliz que estava.

- Mãe! Eu sempre quis um gatinho! ...

Continua...

Notas finais
Reviews? Críticas? Sugestões? São sempre bem-vindos...