- Oi, Percy! Annabeth! — cumprimentei-os quando passaram

- Oi – responderam em coro passando reto rindo. Percy colocou o Braço nos ombros de Annabeth puxando-a para perto e ela agarrou sua cintura.

- Michael! – Chamei interrompendo as ninfas que estavam conversando com ele. Eu realmente não conseguia entender por que elas sempre ficavam dando em cima dele, “o fato de ele ter ombros largos, músculos, olhos totalmente misteriosos e lábios divinos, não te dizem nada?” perguntava minha amiga Helena — filha de Afrodite — sarcasticamente. – Vem logo, Quíron quer falar conosco.

As ninfas me fuzilaram com os olhos.

- Vocês são espíritos da natureza, deveriam ser amigáveis – disse ousadamente

- Você lembra o que aconteceu da ultima vez que você agiu desse jeito com elas certo? — Questionou Michael

- Como eu poderia esquecer? – elas realmente foram diabólicas, para aqueles rostinhos lindos

- Oi pessoal! Indo à casa grande? – Perguntou Helena

- S- si... – Michael era totalmente, incondicionalmente e irrevogavelmente apaixonado por Helena, por isso não conseguia responder sem gaguejar muito diferente dos seus irmãos filhos de Apolo.

- Sim, H — Helena me obrigava a chamá-la de “H”, apesar de eu achar um pouco feminino.

- Vou com vocês rapazes! – Helena pegou meu braço e o de Michael e começou a meio que nos arrastar

Eu estava sentindo pena de Michael, ela sabia que ele era caidinho por ela, porém, esta era Helena sempre se aproveitando de sua incrível beleza.

O pobre garoto mal conseguia respirar durante a caminhada do rio até a casa era realmente engraçado.

- N, você sabe o porquê que Quíron nos chamou? – Perguntou Helena

- Meu nome é Nate e ele chamou vocês porque são monitores dos respectivos chalés... mais eu não tenho certeza.

- É mesmo, nem tinha percebido que você foi convocado pra ir junto – disse Michael meio abruptamente

- Ai! Você é muito insensível Michael, sabe que ele é indeterminado! Coitado do N! – Disse ela largando-o, ele fez uma cara de triste e abaixou a cabeça.

- Acho que você foi um pouco má H – disse eu com pena dele – Sabe que já me acostumei com o fato de nenhum deus me reclamar, não tenho mãe. – Eu hesitei — As opções são restritas, quero dizer, acho que nem tenho uma mãe, talvez eu só consiga ver através da nevoa por causa de um grande e terrível infortúnio.

- Isso não é verdade N! – disse Helena – Vamos pensar... Temos Atena, minha mãe e Demeter, as outras não têm filhos...

- Não sou inteligente como os filhos de Atena, nem me comparo com os filhos de Afrodite e sou um desastre com plantas, ou seja, não tenho mãe.

- Talvez você tenha um pai e não uma mãe olimpiano. Nate você sabe que passou muito tempo no Cassino Lótus.

- Michael, eu tenho uma foto do meu pai... e ele não é parecido com os deuses!

- Eles vivem mudando de forma... – sugeriu Helena.

- Mais todos os filhos seguem um padrão, herda habilidades de seus pais...

- Ele ta certo Helena. – Cedeu por fim Michael.

- Oh! Você é totalmente Insensível! – Gritou Helena dando tapas no braço de Michael.

Eu ri.

- Já disse, apenas esqueçam...

- Vocês demoraram, todos já estão aqui. — disse Quíron quando chegamos impedindo que Helena protestasse.

- Peço-te vossa desculpa Sr. Quíron. – Droga! Eu não agüentava mais dar esses deslizes. Eu falava como se fosse de muitos anos atrás. Bem eu sou mais não gosto de lembrar isso.

Algumas risadas ecoaram entre os outros campistas e Helena os fuzilou com o olhar.

- Quer dizer... Desculpa! – concertei corando.

- Tudo bem. – Quíron se voltou aos outros monitores de chalé e disse – Encontramos um... Diário.

Notas finais

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