O Diário das Creepypastas - Interativa
28 #28 Um Café de Conversa-Jogada-Fora
Notas iniciais
Masky sentou-se no refeitório do Casarão Creepypasta para tomar café da manhã. Passara três dias consecutivos trabalhando fora, junto com Hoodie e Ticci Toby como um bom Proxy. Gravou vídeos, infernizou a vida de Alex e mais alguns rapazes do mundo humano que tentavam antigamente gravar um filme Marble Hornets, assassinou alguns intrometidos... É, foi uma semana apertada.
Apesar de ter passado todo esse tempo com o outro mascarado infeliz, tentava evita-lo depois daquele dia na festa onde Hoodie se embebedou até demais. Fora muito estranho o que havia dito e isso ainda deixava Masky apreensivo. O amigo disse aquilo por conta do álcool ou... Era possível que o outro era...
Sacudiu a cabeça varrendo os pensamentos. Que ridículo. De jeito nenhum.
– Ufa! Finalmente acabou – Ticci Toby sentou-se do lado do mascarado, trazendo consigo uma bandeja cheia de comida e café.
– É... – Respondeu, dando um gole em sua bebida.
– Achei que nunca íamos terminar. Editar vídeos é difícil. Principalmente colocar aqueles enigmas todos, mesmo que sejam em alguns segundinhos de filme. Dá um trabalhão!
– Sim, sim. Concordo.
– Nossa (¬.¬’) Como você tá caidão hoje...
– Ca- Caidão? Eu?! (O.o) – Masky olhou assustado para o colega – Nada, eu tô bem. Tô bem, bem.
– Sei... (- -‘) É culpa do Hoodie? O encapuzado infeliz?
– OXEEEEE! Como tu sabes?! (O0O)
– Foi só um palpite (‘-‘) Foi você quem acabou de confirmar.
Masky suspirou.
– Pode-se dizer que ele andou em cima de mim naquele dia da festa.
Ticci Toby segurou o riso, pigarreando...
1...
2...
3...
4...
Mas não aguentou e começou a gargalhar que nem um pato engasgado.
– TÁ RINO DU QUE?! – Masky levantou o punho ameaçando dar um soco no outro, enfurecido.
– HÁ, HÁ, HÁ! AAAAAAAAH! HÁ, HÁ, HÁ! NÃO DÁ! – Ele realmente não conseguia parar de rir.
– Hey vocês dois – A voz conhecidíssima de Slender soou atrás deles.
– S- Sim senhor! – Ambos se levantaram de prontidão, mudando drasticamente de comportamento e expressão.
– Larguem mão de vadiar e façam algo que preste – Colocou a mão na testa e meneou a cabeça – Francamente... Tantos Proxy’s pelo mundo e eu só tive a infelicidade de chamar vocês...
O que se passou na cabeça dos dois naquele instante:
Masky: “Uau chefe... Quanta consideração. Valeu hein?”.
Ticci Toby: “Será que se eu correr ainda consigo pegar aquele pedaço de bolo que eu vi mais cedo?”
– De qualquer forma, estou convocando-vos para uma reunião mais tarde – Continuou o homem sem-rosto.
– Reunião? – Masky indagou confuso – Mas o senhor quase não chama Creepys de nível baixo para suas reuniões com superiores... Se me permite a ousadia, por acaso é algo muito grave?
– Levando em consideração que é um caso crucial envolvendo meu filho e todos os habitantes da dimensão Creepypasta, creio que é um caso um tanto grave, não acha? – Perguntou ironicamente, deixou claro que não era uma pergunta retórica – Avise Hoodie; não tenho tempo de caça-lo por aí. Ainda devo falar com Lady Elizabeth.
E saiu.
– Será que envolve todas as nossas vidas? – Masky indagou para o amigo ao seu lado... – Toby? – Bem... Pelo menos achava que estava ao seu lado. Avistou-o no balcão de bolos do refeitório – Toby... (-_-‘)
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– Sério isso? – Kyara indagou olhando com desgosto a mesa cheia de milho – Só milhos?
– AAAAH! Nem vem falar que não vai comer porque pegar essas coisas aê foi muito difícil! Enche o saco ficar descascando espiga por espiga – Reclamou Randal.
– Nem me diga... Ainda mais para saciar a fome de um grupo tão grande como esse – Terminou Skull Jack.
– Hey – James chamou ninguém em especifico – Onde estão a Jane e o Dick?
– Ainda estavam no quarto quando levantei – Respondeu Alexandre.
– HMMMMMMM... Drick e Jane – Kyara sorriu maliciosa – Por acaso estavam dormido agarradinhos um no outro? He, he, he.
– Que merda – Jeff murmurou.
– Merda? Isso é tãaaaaaaaaao lindo! Romântico... Muitas garotas gostam disso sabia? Jeffrey.
– Eu estou enjoado, principalmente quando se tem um irmão meloso como o Liu – Apontou para o mais velho que sorriu abraçado com Angelique – Podem não acreditar, mas agora quando vem falar comigo, só sabe tagarelar sobre a Angel.
– Um dia você também vai se apaixonar perdidamente mano – Informou Liu.
– Há, há. Duvido muito.
– Quer apostar? – Kyara indagou com o sempre sorriso malicioso – O nosso joguinho ainda está de pé né?
– Aff! Cala a boca – O assassino desviou o olhar.
Aquele papo estava deixando Alex nostálgico. Um dia já amara uma amiga, todavia está infelizmente morreu graças ao maldoso destino. Nunca mais amou alguém como amou ela.
– Nossa. Já estou com saudade de casa – Comentou Randal.
– Pois é. Aquele casarão é muito massa – Jeff sorriu ao se lembrar das altas encrencas que arranjara – O estranho é que estou até começando a sentir falta das broncas do véio.
– Olhe bem como fala do meu pai – Dick surgiu na cozinha, sentando-se junto com os outros. Junto com ele veio Jane. O garoto bocejou com sono – Você devia respeita-lo mais.
– Sim, sim. Vou respeitar o cara que queria me expulsar da dimensão.
– Ah Jeffrey, me poupe – Jane fez um gesto com a mão enfatizando sua fala – Vamos combinar que você mereceu né?
O grupo riu.
– EU mereci?! Tem gente bem pior naquela espelunca!
– Exemplos?
– Ér... Deixa eu ver...
– Demorou demais – Brincou Liu.
– POXA ATÉ VOCÊ MANO?!
Todos começaram a rir, até mesmo Alexandre, porém o único que percebeu isso fora Dick. Ele gostava de ver o colega daquele jeito. Era difícil vê-lo sorrir, mas agora, talvez pegando amizade, aquele menino começaria a ser mais feliz no casarão. Talvez se esquecesse dos problemas do passado e começaria a entender o significado da palavra “zoeira”, a palavra chave do grupo da flor de lótus.
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Julia e Suze tentaram encontrar o grupinho que viera saudá-las mais cedo para que conseguissem tomar café juntos. De longe avistaram Kather e Nina acenando. Foram até lá.
– E aí? Espero que gostem da comida daqui. Porque eu amo! – Disse Jasmine que também estava ali.
– Está com uma cara ótima! – Julia respondeu.
– Sim, e um cheiro delicioso também – Suze sorriu.
– Cadê o Eyeless? – K indagou quando voltaram a se sentar – Faz tempo que eu não o vejo.
– K, você o viu ontem mesmo – Jasmine pronunciou.
– Eu sei, mas...
– Quem é Eyeless? – Suze quis saber.
– Ah, é um mascarado azulado do capeta – Nina deu de ombros.
– Não o chame assim! – Kather sacudiu o ombro da outra – Ele é o mais bonito do casarão.
– Ah, não acho.
– É que você nunca o viu sem máscara.
– É que você nunca o viu sem roupa ela quis dizer – Jasmine riu.
Kather corou.
– C- como você sabe?!
– Ué, sei de nada não amiga – Ela riu.
– Hm... O Jack Risonho não é feio também né? – Suze falou tímida.
– Acho que você encontra coisa melhor por aqui, sinceramente. É que você viu poucas pessoas ainda. É nova – Nina ao terminar enfiou uma colher de cereal na boca.
– Na minha humilde opinião... – Começou Julia – Até agora o menos pior que eu vi foi o tal de Thompson.
– É... Ele até que é bonitinho – Algumas concordaram.
– O Benzinho também é uma gracinha – Jasmine riu.
– Podíamos fazer uma lista com os nomes dos mais bonitos do casarão – Brincou Kather.
– É! Podíamos – Nina se empolgou.
As garotas riram.
– Não sei se estou sendo cruel ou julgando só pela aparência, mas aquele carinha que cuida do portal para a troca de dimensões... Qual era mesmo o nome dele, Ju? Aquele que a gente viu lá fora? – Suze indagou.
– Aaah – Respondeu a loira – Tenho quase certeza que era alguma coisa como The Rack, The Rake... É. The Rake.
Nina começou a rir mais uma vez:
– Não você não está sendo cruel. Ele é o mais feio de toda a dimensão.
– Magrelinho enrugado – Jasmine apelidou, todas começaram a gargalhar.
– Além de feio é um dos mais chatos. Não sabe se divertir como a gente – Kather comentou.
– Só sabe comer seres humanos.
– Na verdade ele quase nos devorou quando chegamos – Julia falou – Achou que éramos humanas tentando invadir.
– Deu vontade de encarar fundo nos olhos dele – Suze completou.
– Posso fazer uma pergunta, Su? – Nina indagou.
– Claro, quantas quiser.
– O que tem os seus olhos?
Suze parou por um instante e suspirou.
– Não sei. Só sei que se você encará-los por muito tempo, vai se sentir torturado até a morte. Então não ligue se eu não falar com vocês enquanto olho em seus rostos.
– Wow. Deve ser difícil falar com as pessoas sem poder olha-las – Julia comentou.
– Bem, já estou acostumada e também é bom de vez ou outra. Tipo... Para cometer assassinatos.
– Ah! Em falar em assassinatos – Jasmine começou – Slender quase nunca nos deixa sair para matar. Diz que os riscos são grandes no mundo humano como, por exemplo... Lá podemos morrer, ser pegos pela polícia, enlouquecer e não ter ninguém para salvar.
– Slender é muito exagerado, só acho – K concluiu.
– Mas o que fazem assassinos neste lugar? – Julia quis saber.
– Na verdade, o Casarão Creepypasta é bem legal. Você pode jogar, beber, aprontar (Mas nem tanto, senão o castigo é dolorido), namorar... – Nina riu.
– Namorar, a palavra que a K sempre quis ter na história da vida dela e do Eyeless – Brincou Jasmine. Kather voltou a corar.
– D- De novo essa história?!
– Do que vocês estão falando? – O próprio Eyeless surgiu, trazendo consigo mais BEN, Risonho e Thompson.
– Nada! Nada não! – A morena descalça respondeu de prontidão.
– Estamos falando de garotos – Jasmine sorriu maliciosa – Quer participar?
– Urg! Jas! – BEN olhou-a com desgosto – Que isso?
– Mas só pra terminar – Nina disse – Eu ficaria com o Randal. Pronto. Vamos comer?
– Não! Pe- pe- péra aê! Como é essa história? – A Viúva Negra indagou mostrando interesse.
– Ah, ele é bonitinho e da hora.
– Vão mesmo falar sobre garotos na frente de outros? – Risonho indagou.
– Vamos! – Responderam em coro.
– Garotas – Os meninos reviraram os olhos... Menos Eyeless, porque Eyeless não tem olhos, como o seu nome diz (N/A: Eye = Olho, Less= Sem).
[Eyeless Jack: Isso é Bullying...]
– Um minuto de atenção! – Zalgo pediu da mesa dos ‘nobres’. Todas as Creepys pararam o que estavam fazendo e se concentraram na grande criatura – O Casarão Creepypasta está sofrendo apertos e correndo perigos. Coloquem isto em suas cabeças. Não quero ninguém saindo deste lugar sem ser por motivos urgentes e sem antes ter falado comigo ou com alguém da hierarquia superior. Mantenham-se sempre prontos para o imprevisto. Obrigado.
Voltou a se sentar e o refeitório ficou cheio de murmúrios e cochichos. O que aquilo poderia significar?
Aquela fala atormentou a maioria dos assassinos ali presentes. Se bem que a outra maioria agiu como se nada tivesse acontecido e logo se esqueceram do que Zalgo havia dito.
Francamente, cuidar daquele povo nem Deus podia... Alguma coisa ia dar merda logo, logo.

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