O Diário Secreto de Christopher Robinson
1 Prólogo
Notas iniciais
Quando eu era pequena, costumava olhar para o céu à noite e dizer que todos somos estrelas. Cada uma com seu brilho, algumas mais estonteantes e outras a ponto de se apagar; algumas maiores e outras menores. Todos seríamos simples pontos de luz em noites tão obscuras quanto nossos medos.
A minha teoria era de que quando nosso brilho estava em seu esplendor significava que estávamos felizes com nossas vidas, um acontecimento cheio de boas energias havia adentrado nosso espírito, tudo estava em seu devido lugar como se a paz fosse inextrincável a nós mesmos. Entretanto, quando nossa luz era quase imperceptível no céu e todas as outras estrelas nos apagavam com seus clarões, só podia mostrar o quão frágeis estávamos sendo, mutilados por coisas que não deviam nos importar, assolados por um mundo que não devia ser como era.
E eu era frágil. Chorava na neve e no sol, até mesmo quando as flores desabrochavam e quando as folhas caiam dos galhos.
Fale com o autor