Chegando em casa, Thomas correu para o quarto, e pegou o diário. Ele deu uma analisada, e o diário tinha um aspecto meio velho, ele abriu e viu que algumas folhas tinham orelhas e suas páginas eram amareladas. Tinha um aspecto meio rústico, e uma capa de couro verde.Ele decidiu escrever sobre o seu dia, então foi procurar uma caneta. Ele olhou em todos os bolsos e abas da bolsa e não achava nada, até que ele lembrou que deixou o estojo emprestado com Matt. Então ele abriu a porta e foi procurar sua mãe.Passando pela escada, parou e olhou os porta-retratos na parede. Ele se viu quando tinha apenas 6 anos de idade, e se lembrou da época que tinha essa idade. Sem perceber, ele sorriu e seus olhos encheram-se de lágrimas, mas o que ele não tinha percebido mesmo, é que sua mãe estava no fim da escada vendo o que Thomas fazia. Ela chegou perto e o abraçou. Ela cheirava a rosas. Thomas percebeu que foi o perfume que ele tinha dado a mãe no seu aniversário.-Também sinto saudades dessa época. — Disse Mary.-Eu também mãe, só não entendo porque tudo mudou, não entendo por que nós tivemos que nos mudar! — Disse Thomas parecendo um pouco triste. — Eu não entendo porque saímos de Wollafkrad.- Filho, você sabe que o seu pai na época foi demitido, e ninguém queria contratá-lo na cidade. — Disse Mary tentando terminar o assunto.- É, você só não me disse o que o papai fez de tão terrível para não contratarem ele. Falou Thomas entre os dentes.- Ele não fez nada! Já conversamos sobre isso e não quero mais falar desse assunto. — Disse Mary parecendo um pouco estérica. — E o diário, já tentou escrever?- Eu ia tentar hoje, mas esqueci meu estojo com o Matt. -Disse Thomas.- Eu te empresto uma caneta filho. — Falou Mary. — Melhor, eu tive uma ideia bem legal, e sei que você vai gostar!Mary foi para o quarto correndo, pegou uma cadeira que ficava no canto do quarto e a pois na frente do armário. Subiu, tirou umas bolsas de cima de uma caixa de uns 20 centímetros de altura e largura. Era uma caixa marrom, com uns detalhes dourados por ela toda. E no canto, tinha um laço preto, que provavelmente teria sido comprado pronto.Ela entregou a caixa a Thomas que parecia estar muito feliz, pois afinal não é todo dia que se ganha um presente.Ele abriu a caixa e sua expressão mudou um pouco. Era um pote prata, dois vidros com tinta preta e 3 penas, 2 pretas e uma verde bem escura, todas elas com uma ponta prata para guardar um pouco de tinta.-Obrigado mãe! Mas como se usa isso? — Perguntou Thomas fazendo uma careta.-Nunca viu esses filmes antigos de reis e cavalheiros filho? — Brincou Mary.-Já, mas onde eu vou escrever? — Perguntou Thomas. -No diário, óbvio né filho. — Disse Mary num tom sarcástico. — Eu na verdade, comprei pra você pois a um tempo atrás, quando você tinha uns 8 anos de idade, me pediu uma pena dessas. Uma não, você me pediu 3, uma preta, uma verde e uma azul, mas eu não achei azul, então trouxe duas pretas. Você gostou?-É, to me lembrando disso. -Falou Thomas Sorrindo. Se eu gostei? Eu adorei! Vou escrever agora mesmo no diário!- Vai lá filho, te amo! — Falou Mary enquanto Thomas cruzava a porta do seu quarto.- Também te amo mãe! — Disse Thomas. -Ah, eu esqueci de uma coisa, eu me lembrei que quando eu era pequeno nós sempre procuramos essas pensas em vários lugares, mas nunca encontramos.- E o que de estranho? — Perguntou Mary.- Nada, só queria saber onde a senhora comprou, pois é bem difícil de se achar!- Falou Thomas meio sem graça.-Isso filho, é segredo. — Disse Mary. Mas continue escrevendo em seu diário e você descobrirá.-Tá bom. -Disse Thomas meio pensativo.Thomas voltou para o quarto, colocou a caixa com as penas encima da cama e pensou no que a sua mãe tinha dito sobre onde comprou as penas. Tinha algo de estranho com sua mãe, e seu pai também era suspeito, pois ele fez alguma coisa no passado que os fez sair de Wollafkrad. Ele precisava investigar, mas agora só queria saber do seu diário e das penas novas. Quando ele pegou uma das penas, caiu um cartão amarelo com linhas verdes brilhantes, e no centro estava escrito " Volte sempre ao Beco Diagonal!"Thomas não sabia ao certo que lugar era esse, mas tinha certeza que esse tal Beco Diagonal lhe traria muitas respostas.