Capitulo quatro

A adolescência é algo maluco já se passaram quatro anos dês do meu primeiro e ultimo aniversario e eu não ando falando com o Rafael e nem poderia ele anda inacessível ganhou os últimos quatro anos invictos em salto a distancia, reversa mento e salto com vara, ele andava sendo paparicado e disputado pelas meninas o seu irmão, porém também, mas não tanto já que jogava futebol e nunca foi tão premiado quanto o irmão, ele era simplesmente arrogante com todos e ao mesmo tempo popular e querido, já era antes e agora. Nas meninas tudo se transformava puberdade primeiro fator e Izabel o segundo ela já era terrível e de TPM agora natural era agoniante ainda mais o convívio junto com a multidão de pretendentes.

Eu continuava do mesmo modo meus seios aumentaram um pouquinho e ainda era impossível de se competir com as outras garotas e se antes eu era invisível agora era ainda mais.

Estávamos na semana de competições escolares, junto com as competições entre classes, um modo de se assegurar o lado bruto da escoria da sociedade já que não possuem cérebros.

Havia lido milhões de livros nesses anos, meu gato me visitava raramente e andava sempre sozinha e sem dialogar com ninguém apenas escrevia e desenhava, observava as estrelas e ajudava algumas freiras aos seus afazeres e observar uma em especial que nesses anos me olhava como o próprio demônio.

Não posso negar que algumas coisas estranhas aconteceram o de normal não tão sobrenatural, muitas trocas de lâmpadas e limpeza de banheiros que sempre estavam sujos e alguns lugares enferrujados.

Era domingo à noite e se iniciava a abertura dos jogos, todos estavam animados e ansiosos pela apresentação, fantasticamente e não impressionante Izabel havia substituído a antiga capitã das lideres de torcida, organizava tudo e agora de modo oficial e sem concorrências, pois se havia era sempre aniquilado e a má era eu. Haviam convencido a diretoria de roupas menores e de passos mais sensuais para apresentação o qual só faltava um poli dance ou talvez um balde d’ água e ainda assim não sei se diminuiria toda essa tensão sensual. Acho que assim vão ter que começar a distribuir camisinha deves de consciência da castidade se ainda alguma dessas for.

Era um jogo que o Rafael jogaria injustiça com os outros já que havia ganhado em campeonatos.

Estive escondida a noite inteira até que todos haviam ido apenas ele ficou gostava de se aquecer mesmo depois de um jogo e gostava de chutar algumas bolas de futebol, sempre pensei que jogar na esportiva esse jogo só fazia com que deixasse a única coisa que o irmão era razoavelmente bom se tornar bom, já que ele podia jogar tudo e ser bom em cada uma delas.

Depois de sair caminhei até lá, em uma jaqueta de capuz, em minhas mãos no bolso da jaqueta, estava de calça jeans e tênis, passei as mãos na bola e a joguei em meus pês, fez algumas brincadeiras até que em um pé o acertei na barra. Ele estava lá e bateu palma.

– nossa muito bem!

Virei-me e seguir para o meu observatório.

– Samantha, eu sei que é você... Não mudou em nada!

Resolve não responder e continuar.

– quando você vai deixar de ser tão antipática!

– e você quando vai deixar de ser tão fingido!

– eu não sou fingido... Você que é!

– eu... Você é atleta não psicólogo!

– sempre com respostas para se sair... Não gosta de ninguém e mesmo vem aqui para nós ver jogar... Ou me ver!

Nessa hora minha mente se aqueceu e meu corpo.

– como ousa dizer isso!

– porque é verdade!

– você não sabe de nada!

– sim sei que parece cada vez um fantasma e que só vive usando capuz e escondendo-se mais que antes.

Pude apenas rir e andar por mais algum tempo.

– quando vai parar de se maltratar e de se isolar do mundo de...

– cale a boca... Pare de fingir que se importa comigo, não sou nada sua e nem quero ser, volte a sua namorada!

– eu não tenho namorada!

– não por muito tempo... Sugiro uma pessoa a Izabel é perfeita pra você!

– Izabel!

– Adeus!

– mas espere não terminei a nossa conversa.

– mas eu terminei!

Segue ouvindo mais alguns murmúrios dele e nem dei ouvido, porém meu coração acelerava era notável que Izabel era oferecida não se jogava nele no jogo mais cedo ele havia ultrapassado e ela correu para abraça-lo e beija-lo e minha nossa ele virou o rosto para um lugarzinho no alto do edifício, me esconde, pois pareceu que olhou para mim.

Sair para meu observatório e seguir para meu dormitório algumas garotas não estavam lá e a que estavam dormiam como pedra.

Tomei um banho rápido e arfei algumas lagrimas ao me deitar de dormir sonhei com ele, comigo me beijando e me abraçando, até ser acordada pelo despertador, meus cabelos haviam crescido bastante estavam longos demais e ainda mais desleixado e embaraçado, segui minha rotina de fantasma até meu maior pesadelo Ed. Física a matéria dos leigos.

E mesmo sendo chata e monótona a professora deixava os alunos se esbaldarem como conversar e eu ler livros ou desenhar. Porem esse dia era diferente e o inicio de minha agonia, a professora havia sido transferida o outra, ou melhor, outro chegaria a seu lugar um homem enorme de aparência assustadora que não era professor mais sim o próprio treinador de campeões e com isso esforço e muito mais muito suor, me pareceu ter vindo pelo Rafael e isso foi claro quando parecia uma enciclopédia ambulante sobre o seu mais novo predileto. Isso pode ter causado ciúmes e causou o olhar de seu irmão revelava isso o mais velho agora era o menos importante não que não já fosse, mas ninguém antes havia lhe esfregado em sua cara antes e com ele o seu rebaixamento no ranque de partidos para namoro.

O seu predileto já havia e o mais odiado era o próximo e ótimo mais um em minha lista.

Lê-a um livro quando ele me chamou na arquibancada, logo não dei importância e logo quase que me puxava pelos cabelos.

– seu nome?

– ela se chama Samantha Sanderson!

Respondeu Izabel.

– perguntei a você?

Ele podia ser nojento e ignorante mais ainda tinha algo que eu gostava dar foras em Izabel o que o fazia não ser tão mal assim, se virando me perguntou.

– o que faz lá de vês de estar aqui?

– lendo livro, pois não faço ed. Física.

– porque não faz?

– eu sou doente.

– com isso ela vai escapar. Murmurou Izabel

– e agora morro de inveja dela. Diz Julia.

O rígido professor com braços cruzados nas costas vai até elas.

– perguntei algo a vocês?

– não! Diz Julia.

– então caladas!

Voltou a mim.

– senhorita Sanderson se arrume para a aula.

– mas...

– mandei falar?

– não!

– então vá!

Seguir para o vestuário quase cuspindo fogo e nem assim soltando fumaça. Voltei e ele me mandou caminhar com os outros, ele não é só um monstro mais ainda me junta com os outros monstros se não morrer em suas mãos morro na deles.

Obvio que meu folego havia sido perdido e podia observa-lo sem nem mesmo mostrar cansaço, que inveja, por um segundo ele olhou e riu para mim virei o rosto até ouvir outros murmúrios Izabel havia retirado à blusa mostrando seu sutiã e atraindo olhares até mesmo o de Rafael, mas quem não iria o seu corpo é bem feito e essa atitude chama atenção, para seu azar foi reprimida de modo que rir demais, palavras que não saíram de minha cabeça.

– o que esta fazendo? Disse o professor.

– acabando com o meu calor retirando a blusa.

– sabe que é um orfanato religioso.

– sim!

– então pare de agir como se fosse uma vadia, e mesmo que seja na minha aula, se comporta, pois não tolero essas ações e se pensar em fazer de novo vai limpar toda a quadra por um mês!

Ele saiu e chamou a atenção dos rapazes até que em sua raiva foi descontar em mim.

– esta rindo do que Ratinha escaldada?

– você!

– então pare de rir!

– serio, acho que aqui só pode mandar em tirar ou não tirar a roupa, mas como já foi repreendida nem mais isso!

Alguns risinhos foram sendo tomados e ela o reprimiu.

– Quero todos se alongando e nesse alongamento vou perguntar seus nomes, o que gostam de fazer esportivamente e se não fazem o que são bons ou tentam assim como suas idades... E pra mostrar que sou bom hoje só haverá alongamentos!

Pensei comigo se isso era o seu lado bom de inicio não gostaria de ver as suas outras fazes.

Esticamos como se fossemos de elástico, podia até ouvir o ranger dos ossos, parecia que eu iria desmontar como alguns outros alunos à volta pela quadra à respiração faltaram alias fugiu na primeira volta e o folego nem existia, os atletas já acostumado nem pareciam buscar o ar enquanto a maioria clamava por ela, esse professor era satânico, pois a aula parecia uma competição de sobrevivência.

Os cinquenta minutos de aula, me pareceu horas, ao ser liberada, uma saída rápida para fora do ginásio parecia um cano de escape com tanto grude que impedia a passagem, bem eles eram os grudes e a logica de algo entupido era que ninguém passava, estavam tão desesperado em sair que nem usava alguma fila, depois de todo o tumulto o banho era o lugar mais disputado e com ele a cantina e o descanso na grama ao vento, eu por outro lado fugir para a lagoa, ninguém ia lá somente eu, me atrevi a pular na água e o descanso foi merecido, daí o dia seguiu como tudo na minha vida, tedio e solidão.

Bichano veio me visitar a noite ao olhar as estrelas, contar a ele sobre minha calamidade nas aulas de ed. Física foi engraçado principalmente a parte em que Izabel se ferrava com aquele cola apertado, que amostrava as gordurinhas e no final era o mau cheiro dela, nunca pensei que ela fedia tanto já que cascavel não transpira meus comentários, causava-me risadas e até pensei que em bichano ria também.

Os dias se passavam e os hormônios dessa gente não, nos lugares mais discretos e escuros adolescentes davam amasso, e isso que era um orfanato de freira, até em alguns momentos pode pensar que era Izabel com Rafael, por sorte não era, e se fosse já não me importava, só um pouco talvez.

O dia dos namorados estava se aproximando e com ele a festa de santo Antônio e até correios de poesias, passavam dos garotos para as garotas, que nojo o amor estava no ar, nesse tempo era pior a convivência e ainda mais Izabel.

Na sala de aula a historia sobre esse acontecimento era contada e com ela as brincadeiras comigo.

– sabe o que é engraçado? – diz Izabel, cerrando as unhas, ou melhor, as garras.

– A ratinha escaldada não recebeu e nem resolveu participar dos poemas para entregar ao seu amado, então ela não esta participando...

Enquanto ela falava minha cabeça voo pra longe e claro não era só a voz dela que irritava, ela não perdia uma oportunidade pra me ferrar.

– a Samantha, como ela é chamada, não deve ganhar ponto sobre isso ela deve ter outro trabalho.

– isso é um ponto extra não obrigatório, Izabel, e a Samantha tem pontos de sobra pra passar de ano, deve-se se preocupar com sua situação deves da dos outros.

Ótimo menos uma oportunidade de me constranger.

– claro, ela é um rato como alguém mandaria algum poema pra ela e assim corresponde-la.

Izabel podia cochichar e mesmo assim ouvia muito bem e quem não ouvia, pois riram juntos.

– inferno! Murmurou Samantha.

– o que?

Falou a professora virando-se do quadro.

– nada!

O fim da aula foi uma correria, peguei a bolsa e caminhei normalmente podia esperar todos irem para ir embora, porém nessa época não corria perigo ninguém me notava mesmo.

Um estrondo passou por mim derrubando minha bolsa, que maravilha a Izabel.

– há, desculpa, os meus seios bateram em você, sabe o que é isso né?

Risinhos dela e sua gangue, por toda a minha vida até meus dezoito anos minha sentença era aturar elas e a todos, desse jeito terei uma passagem “VIP” para o céu.

A bolsa apanhei do chão junto com os livros com cautela até ele aparecer e resolver me ajudar como se não me ajudasse bastante a sua presença.

– não liga, ela é sempre assim parece que não cresceu ainda! Estampando aquele sorriso lindo.

– é em compensação o resto cresceu!

Ele riu de minha ironia e com aquele meu mau humor diário não responde.

– vai pra festa? Se pondo de pé.

– eu!

– sim, a outra Samantha Sanderson.

– não, mas se houver me avisa podemos juntar nossas bizarrices pra ser ótimos sacos de risadas da escola.

Ele riu novamente o que será que havia com ele. – esta bem.

Ele deu alguns passos e seguiu caminhando. – se quiser aparecer estarei lá.

Se quiser aparecer estarei lá, o que era isso uma chamada pra um encontro, me poupe, pra verificar a próxima aula arquejei e pronto, ed. Física, esse cara me marcou nesses dias, grudou em mim que nem chiclete e não importava o que eu fazia ele queria mais, correr para o ginásio e o sinal tocou que droga, todos estavam fazendo ginastica e respondendo a chamada.

– Samantha Sanderson?

– aqui. Estende o braço em um pulo perde um pouco o folego, o que já não era tão ruim como antes ainda respirava, cair no chão e ele me repreendeu com o olhar até passar a voz.

– atrasada novamente?

– me distrair um pouco...

– deixe de ser distraída, sua mente sempre parece longe e nunca ouve, pode ser uma excelente aluna em outras matérias, mas aqui é a pior e precisa se recuperar, ouviu?

Acenei com a cabeça até falar sim.

– faça o que os outros estão fazendo!

Continuei com a ginastica até o professor iniciar uma guerra.

– vamos aprender algumas lutas hoje, eu sinceramente adoro e quero passar a vocês essa paixão...

Fala sério, luta, ele era definitivamente biruta, somos estudantes órfãos num internato, agora luta é pra delinquente juvenil, ele queria achar um novo Rock Balboa, estava na historia errada, e do nada sua mente foi interrompida.

– Samantha?

– sim. Parecia despertar com um balde d’ água.

– você me ouviu?

– sim.

– o que eu falava?

– luta.

– especificamente o que ou qual?

– e eu que sei o senhor é o professor.

Bem, falei o que não devia, pois seu rosto me pareceu que estava se segurando pra não me bater, ainda bem que sou do século vinte um.

– você vai ser a primeira a ir ao tatame!

– o que?

– tatame!

– eu não posso, eu não sei nem dar uma tapa.

Uma voz parecia querer se intrometer e ele logo a calou.

– que bom, pois isso será disciplinar... Anda!

Se disciplina era levar uma surra estava saindo bem então.

– e quem vai ser sua oponente...

– eu! Izabel gritou do outro lado.

Ótimo a surra seria bem motivada então.

– não gosto que me interrompido, da próxima vez levara suspensão, mas como esta motivada, vou relevar e deixar ser a oponente.

Realmente queria-me disciplina se já não ia com a cara dele agora, era sua inimiga pessoal, pois além de me agredir verbalmente passaria a me agredir fisicamente, que buraco eu me meti.

– vão as duas já!

Izabel se levantou entusiasmada, sendo apoiada por toda a classe, eu me levantei tão devagar quando podia nos entregaram luvas de boxe, boxe!

– joguem limpo sem puxão de cabelo, dedo no olho ou murro nos seios.

– que seios que ela não tem?

Todos riram e até o professor parecia querer rir, enquanto ditava as regras o sem puxão de cabelo causou quase uma calamidade publica. Agora uma coisa tinha que admitir estou muito feliz por não ter praticamente seios.

Alguns movimentos de respeitos foram impostos, o que não entende nada, meu coração acelerava a minha mente estava ficando desfocado com isso adeus se esquivar, ele deu algumas regras ou intrusos o que não adiantou ainda nada pra mim, o som briga veio e com ele a ordem de silencio, eu vou ser demolida.

– você vai levar uma surra ratinha!

Nossa ela previa o futuro, giramos por alguns instantes, minhas mãos sobre o rosto acho que foi assim que o professor deixou, estava suando demais ou cheia de adrenalina demais pra pensar sobre isso. Ouve uma voz e me inclinei para ver, primeira regra do que não fazer se distrair e como eu era boa em não compre-la, um soco foi desferido e cai no chão, pensei que pronto ela ganhou, perde agora caio fora, até ouve segundo round, boa disciplina em?

Levei mais soco e cuspe sangue de leve, me apoiei sobre a mão direita enquanto a esquerda segurava a barriga.

– é calmante lhe bater e ainda melhor beijar o Rafa.

Olhei para os outros que não pareciam convalescer de minha dor, uma raiva me tomou e desferir tanto soco em seu rosto que a derrubei no chão e bate e bate, fui puxada por algumas mãos e o professor aos berros, me repreendendo, eu vou quebrar a cara desse cara. Ele falou mais e Izabel se levantou resmungando alguma coisa, e corri até ela não sei como sair de quem me segurava, pôs meu corpo contra o dela e pousei no chão de fora do tatame sobre ela, dei mais socos e até seu rosto ficar inchado. Eu tinha que concorda era calmante.

Fomos separadas e paramos na diretoria, a bronca maior foi ao professor que foi demitido, vai trabalhar agora numa prisão pra jovens delinquentes com certeza, fiquei de castigo uma semana arrumando a biblioteca e a Izabel lavando o banheiro da nossa ala, merecido e ainda mais merecido o rosto roxo. Ela saiu espumando de raiva e eu fiquei lá ouvindo sermão.

– pareceu que fez um estrago? Se referindo a Izabel.

– eu tive um impulso muito forte de raiva depois de tanto socos na cara.

– eu vejo... Algo mais.

– sei que fui inconsequente e me levei pela raiva acho que devo me redimir.

– vinte pais nosso e trinta ave Maria.

Sair da sala em um pulo foi quando fui interrompida.

– da próxima vez, ameace os outros também.

Pode ver um sorriso na sua face e logo no meu, sair pra capela, pagar a penitencia, acendi uma vela e me benzei, eu nunca fui batizada e achei melhor não dizer a ninguém sobre isso a maioria dos internos também não eram e não tinha tanta fé assim nas coisas, ou melhor, em tudo, se havia fé era em sair dali o mais rápido possível.

Fechei os olhos e der repente sentir que alguém estava lá, abrir os olhos, olhei para todos os lados e novamente ninguém, fechei e continuei a rezar até que ouvi passos, abrir e olhei para trás, nada!

– não tem graça, seja lá quem for apareça!

Nada por isso de olhos abertos continuei a penitencia, e uma lufada de ar frio passou pelas minhas costas.

– seja quem for apareça!

Somente a voz emitia coragem, pois todo o resto entrava em pânico, o coração acelerava e o seu pulso emergia da pele.

Novamente nada, ela se inclinou e continuou agora a clamar em voz alta sua penitencia. E mais um ar frio como uma rajada, ela se inclinou e gritou.

– vai para o inferno!

Nesse momento a lufada de ar atingiu as velas que se apagaram e tudo escureceu deixando apenas uma pouca luz da lâmpada, o seu medo a atingiu e seu coração não mais saltava e sim fugia de seu corpo, seu corpo tremeu e sua voz fraquejou.

– não tem graça não, Izabel, esta bem você me assustou acende a luz agora.

Tudo pareceu quieto e seu olhar procurava alguém a cada lugar do cômodo, tudo estava escuro e ninguém acendeu ou respondeu ao chamado.

– Izabel, eu realmente estou assustada, acende isso.

Alguns passos fizeram a madeira do chão ranger e esses passos se aproximavam, se seu coração fugia antes agora pairava sobre outro planeta, suas mãos soavam e sua voz parecia fraca e assustada.

– é você ganhou estou bem assustada, quase a ponto de urinar nas calças.

Os passos pararam e com isso ela se acomodou próximo a sua fração de luz mais próxima.

– obrigado... Pode acender a luz agora!

O chão pareceu ranger em um estrondo de trovão, as cadeiras se mexeram sendo arrastadas todas ao mesmo momento, sem ver nada o pânico encheu seu corpo e ela gritou.

– pare!

O silencio tomou a sala, mas isso não a calmou em nada e ela sentiu algo molhado em suas pernas, ela havia urinado nas calças de terror.

– é eu estou em pânico, definitivamente em pânico.

Sua voz mau saia e gaguejava tanto que se tornava incompreensível.

Um frio forte tomou a sala, ela se contorceu em busca de calor até um hálito frio soprar em seu pescoço, ela se inclinou lentamente estava com falta de ar o medo era tanto que o ar enchia seu pulmão e não era bastante até rapidamente ser puxado de novo. O hálito frio continuava sobre seu pescoço um lado quis correr o outro não se mover e todos pediam para não olhar, ela se virou em fim de olhos fechados e o hálito estava sobre o seu rosto delicadamente abriu os olhos e só pode ver dentes gigantes com sangue, ela gritou e o ser se afastou e rosnou para ela, no escuro, dois olhos vermelhos brilhava, todo seu corpo estremecia.

– cachorrinho tenha calma!

Ele rosnou.

Seu corpo que estava sentado sobre o chão imóvel se escondendo do frio se mexeu a procura da saída, o cão pareceu pressentir e rosnou ainda mais alto e agressivo, ela gritou e passos novamente voltaram e com ele a porta se abriu e as velas milagrosamente se acenderam e a tudo se iluminou.

– o que faz aqui menina. A freira olhou para Samantha de cima a baixo. – toda urinada.

Samantha estava tremendo tanto que não se mexia, assustada olhava para cada lugar e murmurou tão baixo que a voz mal escapava dos lábios. – o cachorro!

– cachorro, aqui não a cachorro... Vamos!

Ela estendeu o braço para Samantha que aceitou delicadamente, ela foi coberta com um manto que estava na mão da freira para sua dormida.

– vá para o banho, parece assustada!

Ela tocou em Samantha na testa. – esta fria como se estivesse morta!

Os olhos de Samantha se arregalaram de pavor.

– calma, vamos ao banheiro!

A freira a conduziu até o banheiro e ficou com ela lá até sair vestida com uma longa camisola branca, pego na despensa de roupas.

– o que ouve?

A freira perguntou a Samantha a levando até seu dormitório.

– havia um cachorro lá, tudo se pagou, houve passos a cadeiras se mexeram.

– cadeiras? Não havia cadeira fora do lugar, querida.

– eu vê.

– deve ter dormido e sonhado, não é a primeira a dormir quando rezava e não é a ultima, agora evite, pois isso provoca pesadelos.

– eu vou anotar.

Todos estavam dormindo quando ela chegou e ela caiu rápido na cama, antes fez uma oração rápida para que os anjos a protegessem do cão que a perseguia e de tão cansada logo se deitou na cama e foi dormir.