O Diário De Bella

8 Não é o fim. É o começo.


Notas iniciais
Bom, antes de mais nada eu quero me desculpar por ainda não ter respondido aos reviews. Mas estava tão ansiosa para postar este capitulo que não tive tempo... UAU! 6 RECOENDAÇÕES NO ULTIMO CAPITULO *---* CAPITULO DEDICADO A : —>Eduarda Bolty *---* —> Ísis Kane *--* —>Laryssa *-------* —> Nina Xaubet —>loh Black Cullen —>Stefanu Simons MUITO OBRIGADA *---* ME DEIXARAM IMENSAMENTE FELIZ *--*

Eu não estava conseguindo acreditar. Nós havíamos ganho o campeonato!

—JACOB! JACOB! JACOB! – todo mundo estava feliz com nossa vitória sobre a equipa de Seattle, e Jacob era a grande estrela. Sim, ele havia marcado o ponto da vitória. Não que eu estivesse sentindo ciúme, mas Jacob só havia marcado aquele único ponto ao longo de todo o jogo e aquilo pareceu ter ofuscado o esforço de todo o time.

Mas seja como for. Porra eramos campeões! Todo mundo estava correndo para o meio do campo nos parabenizado, e logo procurei por Tanya que assim como todas as meninas da torcida mergulhou na confusão que estava se formando no campo.

—Edward! Ganhamos cara! – Tyler deu um soco em meu ombro completamente eufórico.

—VITÓRIAAAA!!!! –Jacob estava segurando o enorme troféu o exibindo para a plateia.

Nós havíamos ganho… Mas porque eu não estava me sentindo feliz com isso? Algo estava errado… Estava me sentindo melancólico e sem qualquer vontade de festejar e tudo isso piorou com a cena que se seguiu. Tanya se jogou nos braços de Jacob, enlaçando suas pernas em volta se sua cintura o beijando como a perfeita vadia que era.

—MAS QUE MERDA VOCÊ ESTÁ FAZENDO TANYA?! – estava enxergando tudo vermelho com a raiva que estava sentindo. Não estava com ciúmes de Tanya. Por mim aquela vadia podia ir morrer longe, mas eu estava sendo taxado de corno em frente de toda a cidade de Forks.

Tanto Tanya quanto Jacob me ignoraram, e logo os outros membros do time e familiares se juntaram à festa todos querendo uma oportunidade de segurar o enorme troféu.

Joguei meu capacete no chão com raiva de tudo e saí do campo em direção aos balneários ignorando Esme e Carlisle que estavam me chamando.

Me sentei no banco do balneário, ignorando os gritos de felicidade que vinham do campo. Mas que merda de dor estranha que estava sentindo em meu peito!

Algo estava muito errado, estava sentindo minha garganta seca e um arrepio estranho percorrer minhas costas. Respirei fundo e saí do balneário entrando na escola me aventurando pelos corredores escuros. Pelo menos ali teria um pouco de paz…

Estava quase me sentindo dentro de um filme de terror do “Scream” em que o pobre idiota entra na escola abandonada e aparece um cara com uma faca para o matar.

Sacudi a cabeça ignorando minhas besteiras e me encostei contra os armários da escola tentando ignorar aquele sentimento estranho de meu peito. O que estava acontecendo comigo? Porque estava sentindo um vazio tão grande?

Fui tirado de meu transe, com o som de algo caindo e me assustei. Meu coração estava batendo descontroladamente com o medo e o pânico. Estava prestes a correr de volta para os balneários quando a curiosidade acabou sendo mais forte. O barulho pareceu vir da cantina… Comecei a caminhar sempre tocando com a ponta dos dedos nos armários ou na parede tentando não perder a coragem. Avistei uma luz ao fundo do corredor, e tal como eu havia suposto, era a luz da cantina de onde me pareceu vir o barulho…

Caminhei lentamente, sentindo minha pulsação acelerar e o suor se formar em minha testa. Mas que porra Edward, você não é nenhum cobarde!

Caminhei a passos firmes e entrei na cantina em um impulso de coragem. Mas tudo se esmoronou quando meus olhos bateram na pequena garota caída no chão.

Senti todo meu corpo paralisar.

Havia sangue espalhado por todo lado pingando da mesa onde sempre almoçava. Corri rapidamente para junto da garota que estava deitada de barriga para baixo com o cabelo castanho manchado de sangue. Milhares de técnicas de reanimação e palavras de Carlisle inundaram minha mente, tentando me lembrar do que fazer.

Me ajoelhei junto da garota, sustendo a respiração anulando a vontade de vomitar daquele cheiro intenso a ferrugem e sal

Meu corpo estava tremendo com o medo, sem saber ao certo como agir. Toquei levemente o ombro da garota e percebi que ainda respirava e isso me motivou a agir rapidamente. A virei para mim e naquele momento sento como se mil facas tivessem me trespassado. O tempo parou, a terra parou de girar, meu cérebro parou…

—BELLA!? – meu coração estava batendo descontroladamente e me sentei no chão puxando Bella para os meus braços afastando seus cabelos pegajosos de sangue de seu rosto tentando faze-la acordar. Dei pequenos tapas em seu rosto, mas Bella não estava se mexendo. Seus lábios e todo o seu rosto no geral estavam com uma tonalidade assustadoramente branca. Senti um bolo se formar em minha garganta e as lágrimas já estavam correndo dolorosamente de meus olhos.

—POR FAVOR ACORDE! BELLA! – passei minhas mãos por seu rosto a tentando acordar mas aquilo não estava surtindo efeito. O que havia acontecido? Quem havia feito aquilo com ela?

Todas as minhas perguntas foram esquecidas assim que olhei para seus pulsos e percebi o sangue jorrando lentamente por dois cortes profundos.

—MERDA! O QUE VOCÊ FEZ?! – tirei minha t-shirt do uniforme e a rasguei meio ainda com as mãos trémulas. Compressão, precisava fazer compressão e estacara a hemorragia.

—Aguente firme Bella. Por favor… — as lágrimas não estavam querendo sessar enquanto apertava os pedaços de pano em torno de seus pulsos tentando a todo o custo estancar o sangue. Bella não estava se mexendo e sua respiração era muito lenta, quase inexistente.

Peguei rapidamente meu celular ainda trémulo e liguei para a emergência passando constantemente a mão pela testa de Bella querendo ter a certeza que ainda estava viva.

—911 qual a sua emergência. – assim que escutei a voz da mulher da emergência me desmanchei em lágrimas e soluços.

—Por favor se acalme… O que está acontecendo?

—Ela…. Ela está inconsciente perdeu muito sangue…POR FAVOR AJUDEM! EU NÃO SEI O QUE FAZER! – eu estava completamente descontrolado sem saber o que fazer.

—Tenha calma… Onde está?

—E….Estou na escola de Forks…. Na cantina… Há tanto sangue e uma faca… Eu acho que ela tentou se matar. – assim que admiti aquilo para mim mesmo, senti meu coração sangrar. Porque Bella faria uma coisa destas?

—Já está uma equipa de emergência a caminho. Por favor se acalme… Me diga quais os ferimentos?- tentei limpara as lágrimas, analisando Bella completamente ensanguentada.

—Ela tem os pulsos cortados. Já tentei estancar a hemorragia…

—Mas não tem sinal de crime?

—Não… Acho que não… -olhei para a mesa e vi uma faca completamente ensanguentada, um caderno, uma chave quebrada que parecia ter um pequeno relógio, um CD, dois envelopes, dois frascos de comprimidos e uma garrafa de whisky vazia.

—Tem aqui uma faca… Mas também tem uma garrafa de Whisky vazia e vários analgésicos… -eu estava trémulo, tentando me arrastar mais um pouco para a mesa sem nunca soltar Bella de meus braços.

—Aproxime seu nariz dos lábios da garota e tente perceber se foi ela que ingeriu a bebida alcoólica. – olhei instintivamente para os lábios rosados de Bella, e senti meu coração disparar. Quantas vezes não havia imaginado beija-la? Várias vezes… Mas a popularidade sempre havia falado mais alto. Aproximei meu nariz de seus lábios e sento o cheiro intenso a álcool.

—Cheira a álcool… — senti minha garganta queimar com a dor das lágrimas.

Olhei para minha mão direita que estava sobre o pulso de Bella e sento um arrepio assim que percebi que meu peito e minhas mãos estavam cobertos de seu sangue. Deixei cair o celular e abracei Bella mais contra meu peito. Ela estava tão gelada… Precisava de a aquecer.

—SOCORRO! AJUDEM! POR FAVOR AJUDEM! – não sei quanto tempo passou… Só sei que no momento o tempo havia parado.

Me enrosquei completamente no corpo de Bella fechando meus olhos apenas querendo acordar daquele pesadelo. Sento mãos fortes em meus braços tentando tirar Bella de meus braços mas eu não iria deixar. A apertei mais contra mim, chorando contra seu rosto.

—Garoto, você precisa de soltar a meninas para a podermos ajudar…-abri os olhos e me deparei com um paramédico. Não tinha nem percebido ele chegar… Minha mente estava paralisada ainda com Bella em meus braços e com as lágrimas me cegando.

Outros dois homens chegaram com uma enorme maca, e várias maletas.

Assim que me afastou de Bella, o homem logo se apressou em espetar uma agulha com soro no braço de minha pequena nerd.

—Pulso muito lento! – o homem logo espetou outro liquido no braço de Bella enquanto os outros dois homens estavam trabalhando em seus pulso. Olhei para meus braços e minhas mãos completamente manchados de sangue, e senti vontade de morrer.

—EDWARD! – Esme assim como grande parte da escola entrou na cantina provavelmente pela curiosidade de ver a ambulância chegando.

Esme me abraçou com força, e logo a abracei de volta chorando desesperadamente.

—Filho o que aconteceu? Você se machucou? – Esme me analisou, preocupada com o sangue que estava cobrindo minhas mãos e meu peito.

—N…n…não. O sangue… É da Bella. – assim que falei comecei a chorar novamente ainda em estado de choque.

Assim que ouvi os gritos de horror e sussurros de algumas pessoas voltei a mim e corri para junto dos paramédicos que estavam me afastando.

—Não se aproximem! Deixei os profissionais trabalhar! – eu estava chorando muito e logo senti os braços de meu pai me enlaçar.

—Edward você está muito nervoso. Precisa de se acalmar filho…

—Pai… Ela está… — não estava conseguindo falar o que queria.

Logo os homens deitaram Bella na maca e a levaram pelos corredores da escola. Logo os segui sendo impedindo por Esme.

—Edward! Para onde você pensa que vai?

—Para o hospital! – me soltei das mãos de mamãe e segui os paramédicos. Toda a Escola estava à porta da escola tentando perceber o que havia acontecido. Os paramédicos estavam tentando passar quando percebi os gritos de Jacob.

—AQUELA PUTA DESTRUIU MEU CARRO! – Jacob estava furioso chutando os pneus do carro. Olhei para a sucata que Jacob chamava de carro tentando perceber qual o motivo de sua fúria.

O carro de Jacob estava completamente destruído, e completamente riscado.

“Pode enfiar suas caronas no cu babaca. Com muito amor. Sua Monstra”.

—MEU CARRO MEU LINDO CARRO! VOU MATAR AQUELA VADIA! –assim que Jacob falou aquilo sento meu sangue ferver e o soquei com todas as minhas forças.

—Mas o que… -Jacobr pareceu confuso mas logo lhe deferi outro soco sentindo seu nariz estalar fazendo Jacob cair no chão gemendo de dor.

—VOCÊ ESTÁ LOUCO CULLEN! – puxei Jacob pelo uniforme do time e lhe deferi outro soco com todas as minhas forças.

—ESSE É PELA BELLA. –lhe dei mais um soco.

—ESSE É POR TER ME MENTIDO! – mais um soco. Eu iria matar aquele babaca. Mas infelizmente Carlisle me ergueu tentando me impedir de matar aquele idiota.

—PARE JÁ COM ISSO EDWARD! VOCÊ ESTÁ DESCONTROLADO! – tentei me acalmar mas a única coisa que estava conseguindo enxergar era Jacob maltratando Bella. Carlisle me deu um tapa na cara tentando me acordar de meu transe furioso.

—Filho. Por favor se acalme… Vamos para casa. – logo me lembrei de Bella e comecei a chorar desesperadamente.

—NÃO! EU QUERO IR PARA O HOSPITAL! – solucei e chorei não me importando com o facto de metade da população de Froks estar ali assistindo ao meu ataque de fúria.

—Você não vai a lado nenhum assim. Você vai para casa com sua mãe tomar um banho e se acalmar. – tentei protestar mas logo mamãe veio me abraçar.

—Vamos Edward… Você precisa de um banho e de um chá para se acalmar… Seu pai vai para o hospital… -olhei para Carlisle implorando com os olhos.

—Eu prometo cuidar dela Edward… -Carlisle era um bom médico… Ele jamais iria permitir que alguma coisa acontecesse com Bella.

Minha mente estava tentando processar tudo o que havia acontecido. Me deixei arrastar por Esme até ao carro e quando me apercebi já estávamos em casa.

Corri para o banheiro e tomei um longo banho chorando, enquanto o sangue de Bella se ia junto com a agua e a espuma do sabão pelo ralo.

PorquÊ? Porque Bella havia quere se matar? Logo várias imagens de Bella sendo humilhada na escola passaram por minha mente assim como o dia da virada do ano.

E se… E se aquilo fosse tudo culpa minha? Eu podia ter impedido…

Não estava querendo pensar naquilo. Vesti umas calças jeans e uma camiseta e desci as escadas aos tropeções sentindo uma dor aguda em meu peito e as lágrimas se formarem de novo.

Peguei as chaves de meu volvo ignorando os protestos de Esme.

—Eu levo você filhos, você não está em condições de dirigir… — saí de casa correndo e logo entrei em meu volvo cantando pneus em direção ao hospital.

Estacionei no parque do hospital e logo corri procurando por Carlisle. As enfermeiras já me conheciam e me cederam passagem sem nem questionar.

Fui até à emergência e procurei por Judi.

—Edward? O que aconteceu querido ? Porque está chorando? – Judi era uma enfermeira bem simpática de 50 anos, e sempre ficava conversando comigo quando Carlisle demorava um pouco mais em alguma consulta.

—Judi! Onde está meu pai? – eu estava tentando disfarçar as lágrimas mas estava sendo uma missão impossível.

—Está cuidando junto com o doutor Garret o caso de uma menina que tentou se suicidar…-logo senti uma nova pontada de dor em meu peito.

—Como ela está?

—Me desculpe Edward… Mas sabe que não posso falar essas coisas para você… — acenei com a cabeça e fui até à sala de espera encontrando uma Renée completamente desfeita em lágrimas e o professor Barney e o diretor Funk tentando consular a pobre mulher.

—Dona Renée… -tentei me aproximar engolindo as lágrimas, mas tudo em mim se desmoronou quando Renée me abraçou com força chorando e soluçando desesperadamente.

—Por favor… Por favor… Me di….diz porque minha menina faria isto? Porquê? – Renée me abraçou com mais força chorando junto comigo.

Eu sempre havia gostado de Bella. Apesar de nunca o ter demonstrado eu gostava da pequena e simples garota. Bella era inteligente, linda do seu jeito, doce e simplesmente diferente.

Nunca pensei que a ver daquele jeito me afetasse tanto. Renée ficou me abraçando, chorando em meu ombro até Esme chegar e tomar meu lugar tentando consolar a amiga.

Se passaram várias horas e não tínhamos noticias de Bella. Alguns policiais chegaram à sala de espera querendo falar com Renée.

—Senhorita Dawyer… Sei que é difícil, mas precisamos de falar sobre a sua filha… — o delegado me olhou e retirou uma pasta.

—Edward Cullen? – me senti meio chocado mas acenei positivamente.

—Preciso que nos acompanhe. – o que estava acontecendo?

—Não posso! Preciso de ficar aqui para saber como Bella está! – o delegado me olhou com pena e até o que me pareceu um pouco de raiva.

—Lamento mas vai ter de nos acompanhar. O hospital disponibilizou uma sala onde podemos conversar já que não seria bom a senhorita Dawyer sair daqui.

Eu, Renée e Esme acompanhamos os policiais até ao que reconheci ser a sala de Carlisle.

Papai estava lá, com um prontuário na mão junto à porta enquanto um outro policial estava sentado na secretária de papai.

—Senhora Dawyer… Eu lamento muito o que está acontecendo com sua filha. – o policial que estava sentado de levantou, estendendo a mão para Renée que o ignorou e se dirigiu para meu pai.

—Carlisle, por favor… Como está minha filha? – sustive a respiração assim que Carlisle desviou os olhos para o pontuário. Aquilo não era nada bom…

—Eu receio não ter boas noticias. – senti meu coração disparar e logo novas lágrimas estavam se formando em meus olhos na mesma sintonia de Renée que ofegou.

—Por favor… Diga que minha menina vai ficar bem… Por favor… — Renée estava desesperando chorando e soluçando muito.

—Por favor se acalme… — eu estava conseguindo enxergar a pena nos olhos de papai…

—Renée… Isabella perdeu muito sangue pelos cortes em seus pulsos. A perda de sangue em si não foi o que mais me preocupou mas sim a elevada ingestão de álcool e analgésicos. Isabella sofreu uma overdose grave e a mistura com o álcool só piorou tudo. Fizemos uma lavagem ao estômago e conseguimos impedir que as toxinas se infiltrassem no sangue, mas Isabella estava muito fraca. Bella estava com uma anemia avançada, sendo que tem menos 40% da massa muscular necessária no corpo… — as palavras de Carlisle estavam me quebrando a cada segundo. Tanto a mim como a Renée que parecia não querer acreditar que estavam falando de sua filha.

—Mas ela vai ficar bem? Por favor me diz que sim Carlisle por favor… Minha meninas é tudo o que tenho… — Carlisle suspirou e uma lágrima correu por seu rosto.

—O coração de Bella não resistiu... No momento Bella está vivendo apenas por estar ligada a uma máquina. Eu lamento muito… Bella tem horas, no máximo alguns dias de vida… — aquela noticia me atingiu com uma intensidade horrível. Renée estava gritando e chorando, caiu de joelhos completamente descontrolada estapiando o policial que estava a segurando pelos ombros em uma tentativa frustrada de a acalmar.

—Esme… Por favor leve Renée para ver a filha… — Carlisle estava com os olhos marejados quando mamãe levou Renée para fora. As segui querendo ter uma oportunidade de estar ou ver Bella mas o policial me impediu.

—Edward por favor se sente garoto. Temos de conversar. – tentei protestar mas o olhar de Carlisle praticamente estava me obrigado a ficar. Me sentei na cadeira e olhei para a mesa onde um caderno meio ensanguentado, os envelopes, as cartas e outros objetos estavam dentro de sacos daqueles que podemos assistir nos filmes de criminal.

—Bom Edward… Como deve calcular Isabella Dawyer não tentou se matar sem razão aparente. – como ele estava querendo que eu pensasse fosse no que fosse depois de tudo o que estava acontecendo? Apenas assenti positivamente tentando me concentrar.

O policial tirou o caderno ensanguentado do saquinho de plástico e o abriu.

—Isto é o diário da senhorita Dawyer… E segundo o que aqui está escrito, ela era vitima de violência na escola. O senhor confirma? – assenei positivamente meio envergonhado já sentindo novas lágrimas em meus olhos.

—O senhor confirma que Jacob Black, Tanya Denali, Lauren Malory e Jessica Stanley eram os principais agressores? – confirmei novamente com a cabeça. Não tendo coragem de usar minha voz que provavelmente sairia gaguejando.

—O senhor sabia do que estava acontecendo?

—Sabia… Mas eu nunca a humilhei e…

—EU NÃO ACREDITO EDWARD! COMO VOCÊ SABIA DISSO E NÃO FEZ NADA? – Carlisle estava gritando comigo e me encolhi na cadeira.

—Senhor Cullen se acalme. Estamos lidando com adolescente… — o policial tentou me defender. Olhei para o emblema em seu uniforme, com uma plaquinha que dizia “Agente Spencer”.

—Edward… Você sabia que Isabella Dawyer estava apaixonada por você? – senti meu coração disparar com aquelas palavras. Bella estava apaixonada por mim? Logo as imagens da virada do ano passaram por minha cabeça… Merda! Bella gostava de mim…

—Eu… Eu não sabia…

—Ela estava… Ao que parece saber que você não a queria a quebrou completamente. Claro que as constantes humilhações também contribuíram para isso…-comecei a chorar compulsivamente, puxando meus cabelos com força. NÃO! Ela não podia morrer! Não podia! Eu… Eu a amava… Eu estava apaixonado pela pequena tímida e doce nerd… Não a podia perder… Não agora que havia finalmente admitido para mim mesmo…

—Edward se acalme. – Carlisle afagou meu ombro tentando me acalmar. Eu só queria acordar deste pesadelo.

—As descrições do atos violentos cometidos para com Isabella Dawyer estão muito bem discritos e certamente serão usados em tribunal como provas.

—Tribunal? – senti meu sangue gelar. O que…

—Sim. Todos os alunos da escola de Forks que estão descritos no diário que violentaram a senhorita Dawyer com maior gravidade serão apresentados perante um Juiz. A mãe de Isabella não precisam de intervir, estamos lidando com um problema de segurança e este envolvendo alunos de uma escola, se tornou um problema estatal. – o que eu podia dizer? Que achava certo? Sim, aquilo era certo e justo para com Bella. Mas faria diferença? Talvez… Mas Bella já não estaria cá para ver…

—Eu quero ver Bella pai… Eu preciso… — Carlisle suspirou.

—Edward… Eu não contei tudo para Renée… Bella desenvolveu uma doença chamada psicose… Acredito que você sabe exatamente do que estou falando. – já não sabia o que estava sentindo. Será que a violência havia sido tanta para levar Bella aquele ponto tão extremo? Me levantei já me dirigindo até à porta.

—Espere… Isabella deixou uma carta para você e para a senhorita Denali… — o agente Spencer me estendeu um envelope com algumas manchas de sangue, mas ainda não havia sido aberto. Tinha meu nome escrito na fronte e logo a abri.

Querido Edward

É estranho escrever uma carta para você… Mais estranho ainda é estar escrevendo isto sabendo que só irá ler quando já estarei morta. Na verdade isso é um alivio, pois jamais saberia como agir com você depois desta carta…

Não sei se alguma vez olhou sequer para mim. Não sei se alguma vez tentou enxergar para além da Isafeia ou da Monstra de Forks. Mas acho que só conseguirei descansar em paz sabendo que você pelo menos ficou com este pedaço de mim. Sabendo que você me conheceu por muito pouco que fosse.

Eu vivo sozinha com minha mãe Renée. Não sei quem é meu pai, e isso muitas vezes foi motivo de zuação e uma boa “desculpa” para Tanya ou Jacob me humilharem.

Porque eu era a filha bastarda da pobre Dawyer…

Mas passando à frente. Amo Debussy, adoro escutar música clássica sobretudo piano. Adoro estudar matemática, acho os números tão perfeitos e fascinantes. Talvez essa minha paixão se deva ao facto de nunca errar nenhum cálculo.

Eu amoo filmes antigos. Você já assistiu Romeu e Julieta? É lindo…Um amor tão lindo e trágico ao mesmo tempo.

Eu não sou nem nunca fui uma Julieta. Mas ainda assim você foi o Romeu que eu queria. Sim, eu te amo Edward.

Me apaixonei por você desde aquele primeiro dia que você me salvou de ser atropelada. Amo seu sorrios sincero, apesar de poucas vezes ter sido dirigido a mim… Amo seu lindos olhos verdes… Amo seus cabelos acobreados que por tanto tempo habitaram meus melhores sonhos.

Soube por minha mãe que você tocava piano.

Como você pode ser tão perfeito? Infelizmente demasiado perfeito para alguém tão errado como eu. Sim, eu sou muito errada, quebrada tudo o que pode existir de errado no mundo…

Mas e daí? Não posso amar alguém?

Eu sei que é estranho… Sei que você nunca sentiu o mesmo por mim mas não me importo…

Sei que provavelmente irão ler o meu diário e mostrar para você. Mas não quero que fique se sentindo culpado. Você não teve culpa de nada Edward. Eu compreendo tudo o que você fez foi para não ser tão humilhado quanto eu. Sei que se falasse comigo você seria provavelmente zuado e humilhado o tempo todo.

Mas eu agradeço. Agradeço por nunca ter me humilhado.

Você só quebrou meu coração… Sei que não o fez por crer…

Mas Edward… Você não ama a Tanya. Ela não ama você como eu te amo. Tanya não deve nem saber o que é o amor. Um sentimento tão puro e perfeito…

Por favor… Espero que um dia você ache uma mulher que o faça realmente feliz e que o ame…

Eu te amo.

Para sempre Isabella Dawyer.

As lágrimas estavam correndo por meu rosto e eu não estava conseguindo me controlar. Ela me amava…. E eu lhe quebrei o coração. Cai de joelhos no chão sentindo meu peito doer mais que tudo.

—Edward… Eu acho que você pode ir lá se despedir… — esfreguei meus olhos com as mãos tentando me acalmar.

Saí do consultório sem olhar para trás indo até ao quarto onde Bella estava.

Esme passou por mim, com Renée deitada em uma maca sendo sedada.

—O que aconteceu? – olhei para Renée que estava inconsciente deitada na maca com um tubo de soro espetado no braço.

—Assim que Renée entrou no quarto Bella acordou e chorou desesperadamente por não ter conseguido morrer. Renée a abraçou e Bella se despediu, dizendo que preferia que Renée não sofresse mais e que não a queria ali. Renée ficou lá querendo saber de Bella porque ela havia feito aquilo. Não sei o que aconteceu mais. Renée apenas saiu do quarto dizendo que apesar de tudo sentia orgulho da filha e desmaiou…-engoli em seco e caminhei até ao quarto onde Bella estaria.

Parei na porta do quarto e entrei vagarosamente me aproximando da enorme cama. Bella estava deitada de olhos fechados completamente rodeada de fios e maquinas. Seus pulsos estavam enfaixados mas ainda assim estavam com uma ligeira tonalidade vermelha.

Passei cuidadosamente a ponta de meus dedos por sua testa querendo ter a certeza de que já estava mais quente.

Bella estava respirando suavemente e pela primeira vez tive a chance de contemplar seu lindo rosto sem a presença de seus óculos. Nunca percebi a razão por aquele apelido horroroso. Bella era simplesmente linda. Tinha uma beleza natural única…

As pálpebras de Bella se agitaram ligeiramente e me afastei, com meu coração pulando em meu peito sem saber ao certo como agir nem o que fazer.

Antes que meu lado cobarde tivesse tempo de me fazer correr dali, Bella abriu seus olhos cor de chocolate me encarando confusa. Seus olhos se arregalaram e logo grossas lágrimas começaram a se formar em seus olhos.

—S… Saia daqui. – Bella sussurrou e aquilo me quebrou o coração.

—Não. –respondi firmemente passando os dedos por seu rosto. Bella fechou os olhos não conseguindo parar as lágrimas.

—Porque está aqui? O que você quer? Está com pena de mim? Eu não quero a sua pena! Eu vou morrer de qualquer jeito! – Bella estava gritando comigo apesar de estar visivelmente cansada, fraca e debilitada. Bella passou a mão pela cabeça e olhou para o lado oposto de onde eu estava.

—QUE PORRA! JÁ DISSE PARA VOCÊ IR EMBORA! – Bella estava olhando para o nada como se ali estivesse mesmo uma pessoa.

—MAS QUE PORRA! EU ESTOU FARTA DE SUAS LIÇÕES DE MORAL! SUMA DAQUI! –Bella continuava sua conversa com o “vazio”e logo percebi que aquilo se devia à psicose. Bella estava ficando agitada, o sinal da máquina estava apitando indicado um aumento no ritmo cardíaco e antes que Bella tivesse um ataque segurei seu rosto com minha mãos e a forcei a me encarar.

—Bella. Não está aqui ninguém. Só eu e você… Ignore essas vozes… Por favor. Não posso perder mais tempo… — as pupilas de Bella se dilataram, reduziram, dilataram de novo e reduziram novamente até estabilizarem. Sim, ela estava comigo. Não estava perdida no irreal. Estava ali, comigo no mundo real e não em um universo paralelo criado por sua mente.

—Bella está tudo bem… Você vai ficar bem.. –Bella riu ironicamente.

—Não vou… Eu vou morrer. – passei a mão pela bochechas de Bella.

—Eu não sei bem o que dizer…. –ficámos em silêncio por um longo tempo comigo segurando sua mão. Até que Bella corou e me olhou nos olhos.

—Posso pedir uma coisa? – Bella estava lindamente corada e aquilo estava fazendo meu coração disparar. Como eu iria viver sem aquilo?

—Tudo o que quiser. – me ajoelhei no chão ao lado da cama passando a ponta de meu dedo por seu nariz e seus lábios.

—Mente para mim Edward. – o quê? Mentir como assim?

—O quê?

—Por favor Edward… Só quero uma mentira… Diz que quer ficar comigo… Diz que me ama e que não quer que eu morra… Por favor só mente para mim… — os olhos de minha pequena Nerd estavam brilhantes e aquilo quebrou meu coração. Aquilo jamais seria uma mentira.

—Eu não sou mentiroso Bella. Eu nunca iria mentir para você. – segurei o rosto de bella entre minhas mãos e encostei minha testa na sua.

—Eu te amo. Eu quero que você fique… Eu te amo tanto Isabela Dawyer.. Sempre amei você. Me apaixonei desde o primeiro dia pela doce e encantadora garota de olhos cor chocolate. Eu fui demasiado cobarde para admitir. Fui um idiota que preferiu o status ao amor.

Isto nunca seria uma mentira. Eu te amo Bella. Quero que você fique comigo. Para sempre… -Bella estava chorando, mas no fundo de meu coração senti que ela sabia que eu não estava mentindo.

Sem pensar em mais nada juntei meus lábios aos seus, sentindo o doce sabor de sua pele. Bella pareceu confusa sem saber o que fazer, mas logo comecei a mover meus lábios e Bella imitou meus movimentos. Meu coração estava a ponto de explodir de tanto amor, e o de Bella não estava diferente, se bem que o dela estava mais evidente pelos sons frenéticos das máquinas.

Passei minha língua por seus lábios e logo Bella cedeu passagem, movendo nossas línguas em sincronia ignorando tudo ao redor. Porque o tempo havia simplesmente congelado naquele momento. Um momento tão perfeito, único mas ainda assim tão trágico. Porque aquele era nosso primeiro beijo, e eu estava ciente de que podia ser o ultimo.

Bella me segurou pela nunca passando as mãos por meus cabelos sem nunca quebrar nosso beijo ato que eu agradeci profundamente. Quando o ar nos faltou nos separamos mas ficamos com nossas testas coladas de olhos fechados respirando ofegantes, com nossas lágrimas se misturando.

—Eu te amo Bella…

—Eu também te amo. – Nos beijámos várias vezes até que Bella estava ficand cansada. Me deitei na cama junto de Bella a trazendo para meu peito, abraçando contra mim a fazendo sentir as batidas apaixonadas de meu coração. Bella sorriu suavemente e nos beijámos de novos.

—Você vai ficar? – Bella sussurrou antes de adormecer.

—Sempre. – enlacei nossos dedos e ficámos ali de mão s dadas até cair no sono.

(…)

—Edward…- senti alguém me sacudir tentando me acordar.

—Edward acorde… — fui retomando a consciência sentindo a mão de Bella entre minhas mãos. Mas seu calor havia desaparecido. Abri os olhos e logo comecei a chorar ao perceber que Bella estava “dormindo” com um sorriso nos lábios…

—Edward você tem de a deixar… — Carlisle tentou me erguer mas o imedi me agarrando ao corpo de Bella beijando seus lábios agora gelados e sem vida.

—NÃO! NÃO! POR FAVOR NÃO! – Senti uma picada em meu braço e tudo ficou escuro.

POV. NARRADOR.

—Isabella Dawyer a adolescente que tentou se suicidar na escola de Forks acabou por falecer esta madrugada no hospital de Forks. A história da garota está correndo mundo depois de a menina ter postado um vídeo no Youtube contando sua história sensibilizando milhares de pessoas em todo mundo.

Jovens e idosos de todo mundo estão se dirigindo a Forks para prestar uma ultima homenagem à garota que depois de tanto sofrimento acabou pondo termo à sua vida.

Passo em direto para Forks onde Josh está em frente da escola de Forks.

—Bom dia Henry. É realmente um dia de luto na pequena cidade de Forks. Milhares de pessoas, sobretudo jovens vieram para prestar uma ultima homenagem a Isabella que partiu tão cedo.

—E como vai processo Josh?

—Bom, a identidade dos Bullys de Bella está em segredo de justiça. Mas a informação que temos é que a maioria já completou 18 anos e serão julgados. Sendo que a pena está variando entre os 6 meses e os 10 anos de prisão. – a câmara focou as milhares de pessoas que estavam à porta da escola de Forks com velas, flores, fotos de Bella e até havia quem tivesse estampado T-shirts com a foto de Bella.

Sim, depois de nossa pequena nerd ter morrido e colocado aquele vídeo na internet o mundo acabou acordando para o grave problema que era o Bullying. Choque e revolta era o sentimento predominante nos corações das pessoas.

“Ela era tão jovem”, “Uma menina amada e inteligente… Eram estas algumas das hipocrisias faladas por muitos que a haviam maltratado.

Agora que Isabella estava morta, o mundo pareceu se dar conta de sua existência. Agora que Bella havia conseguido sua paz, o mundo ficava chorando sua perda.

Apenas agora que Bella havia partido, o mundo pareceu sentir sua falta.

Será que o mundo iria melhorar depois daquela tragédia? Será que a triste história de Bella iria viver para sempre na mente e nos corações das pessoas?

Isso ninguém pode dizer…

Bella não falhou. Bella não foi cobarde. Bella não pode ser julgada… Bella foi a vítima inocente nas mãos dos Bullys. Bella foi vítima da ignorância, do ódio irracional e da estupidez humana.

E Edward? O que seria de Edward? Edward teria de viver um dia de cada vez…Assim como Renée…

Um vazio iria ficar sempre em seus corações, mas eles sabiam que estivesse Bella onde estivesse ela estaria feliz sorrindo para eles.

Bella estaria velando por eles, os amando com toda a sua doçura e pureza.

Porque a morte não foi o fim.

A morte foi o inicio da mudança.

Fim.

Notas finais
Bom, eu espero sinceramente que tenham gostado. Sei que a maioria não gostou da morte da Bella mas este sempre foi e será o meu final. Mas como eu odeio fazer o povo chorar por meses eu estou já fazendo um final alternativo em que a bella será feliz e não morre. :) E farei isso sem fugir da história. Só quem leu este final irá compreender o alternativo ;) acho que vou conseguir surpreender vcs sem anular nada do que tenha dito anteriormente :) —______________________________________________________ Recomendações?? *---* bjs e até ao final alternativo ;) bjs