Notas iniciais
Ola gente... Desculpem ter demorado, mas fui viajar e só voltei ontem :s
Quero dedicar este capitulo à leitora Evelyn que recomendou a fic, e me deixou feliz para continuar a escrever.
Podem tambem agradecer à Laryssa que quase me matou quando disse que estava a pensar desistir da fic, já que estou cheia de coisas para fazer e os fantasmas estão literalmente me ignorando.

Mas va por repeito às leitoras que sempre comentam vou continuar a postar a fic até terminar :) Estou de férias povo por isso me convencam a postar rapidinho :D

Espero que gostem :) (capitulo não está betado,,,,)

Ultima semana de aulas antes das férias de Natal. Sim, eu estava mais que aliviada por passar um tempo longe de meu inferno pessoal. Escola, diga-se de passagem.

Estava um frio horrível em Forks, estava chovendo torrencialmente e eu teria de ir a pé para a escola, como habitual.

-Porque você simplesmente não pega um ônibus? – Gabe bufava irritada a meu lado.

-Talvez porque ônibus é bem caro. Pelo menos para mim. – suspirei novamente tentando proteger meus livros da chuva.

Um carro parou junto ao passeio e buzinou chamando minha atenção.

-Hey Dawyer, que tal uma carona até á escola? Está um temporal horrível... –em um impulso ingénuo olhei para Jacob que falava comigo através da janela do carro. Estava realmente muito frio e não conseguia enxergar nada por conta da chuva.

-Há há há há, acha mesmo que eu quero você contaminando meu carro? Vá a pé monstra. – Jacob acelerou o carro em uma poça de água e lama, me molhando e sujando ainda mais.

É, eu já devia estar conformada com aquilo.

-Aquele filho da puta gostoso. Tanto ódio só pode ser amor. –suspirei profundamente ainda tentando salvar meus livros molhados.

-Agora fica me ignorando? Já se esqueceu de quem fica todos os dias cuidando de você? Depois não venha choramingar. – Gabbe parecia bem irritada e antes que podesse lhe responder ela já havia desaparecido. É eu estava ficando completamente louca. Fiz meu caminho até à escola, me preparando para mais um dia naquele inferno.

(…)

Finalmente! Corri o mais depressa que minhas pernas permitiam, joguei minha mochila em cima da cama e fui até ao banheiro. Precisava de tirar aquela comida toda de meu estômago. Eu não podia ficar mais gorda. Eu estava simplesmente horrível.

Abri a tampa do vaso sanitário e levei dois dedos à boca, forçando o vómito. Expulsei toda a comida, e logo me senti mais leve. Meu estômago estava doendo e a garganta estava ardendo com o ácido estomacal, mas aquilo valeria a pena… Gabbe estava certa, Edward nunca iria olhar para uma baleia como eu.

Escovei meus dentes o melhor possível querendo tirar aquele sabor horrível de minha boca, mas logo decidi que o melhor seria tomar banho.

Saí do banheiro já com o pijama vestido e me joguei em minha cama. Só queria conseguir uma única noite sem ter pesadelos. Uma única noite…

Me remexi algumas vezes na cama esperando o sono chegar. Por fim desisti e fui até minha mesinha onde estava meu diário. Tirei meu colar com a chave, e abri o pequeno cadeado. Peguei minha caneta de tinta preta, e comecei a escrever.

Forks, 14 de Dezembro de 2003

Querido diário, já disse que odeio minha vida? Pois é acho que esta frase está se tornando repetitiva.

Hoje Tanya achou que seria divertido ver quanto tempo eu conseguiria suster a respiração. Bom, talvez eu não tivesse me importado tanto se ela e Lauren não tivessem tido a brilhante ideia de enfiar minha cabeça na privada. Acho que nunca me senti tão desesperada e enjoada em toda minha vida. Senti meu nariz arder e meus pulmões implorando por ar. Eu queria gritar e chorar mas você já sabe que se eu chorar diante delas só irá piorar a situação, por isso o melhor é engolir o choro e me manter forte. Forte…

Assim que aquilo acabou me bateram e me deixaram sozinha chorando em um canto do banheiro, sangrando do nariz e ainda respirando com dificuldade.

“Sua fiel companheira Monstra!” Aquelas palavras nunca mais iriam sair de minha mente. Tanya não fazia ideia do quão verdadeiras eram suas palavras. O vaso sanitário era realmente meu fiel companheiro…

Ângela Weber…Provavelmente é a única garota naquele maldito inferno que não me maltrata ou simplesmente ignora. Gabbe está certa, Ângela não é o que se pode chamar de uma amiga… Segundo Gabbe, Ângela estava apenas “praticando caridade”. É, como se já não estivesse me sentindo um lixo agora também virei cobaia.

O que eu estou para aqui falando? Eu estou perdida querido Diário… Já não sei quem sou, não estou me reconhecendo. Eu deveria estar grata por Ângela me ter ajudado, mas ao invés disso estou aqui pensando em suas possíveis “más” intenções.

Já disse que estou perdidamente apaixonada por Edward Cullen? Pois é… Ele é simplesmente perfeito… Sempre que tenho a corte de não ter pesadelos é com aqueles lindos olhos verdes e lábios perfeitos que sonho.

Estou me esforçando, juro que estou. Acho até que consegui perder algum peso. Mas mesmo assim não é o suficiente…

Beijo de Bella.

Fechei meu diário, me deitei em minha cama e fiquei ali esperando o sono chegar.

(…)

1 semana depois (ultimo dia de aulas)

-Isabella Dawyer, fica na equipa do senhor Cullen. – todos os que pertenciam à equipa de Edward bufaram irritados.

-Professor, porque a Monstra não pode ficar na outra equipa? – Jessica bufou irritada apontando para mim me fazendo corar.

-Senhorita Stanley, porque não pode simplesmente ficar calada e respeitar seus colegas? -o professor de educação física me empurrou para junto de Edward que sorriu gentilmente. Senti minhas pernas bambas e meu coração bater descompassado.

-Não ligue ao que a Stanley diz ela é uma em noção. – Edward sussurrou discretamente, provavelmente não querendo que ninguém percebesse que estava sendo simpático comigo. Eu queria muito responder, mas meu cérebro parecia ter um botão que desligava sempre que estava a menos de 10 metros de Edward. Me limitei a acenar com a cabeça.

O professor distribuiu os coletes de cor vermelha para minha equipa e logo Edward como capitão começou a dar instruções. Iriamos fazer corridas de resistência…

-Quem quer correr os primeiro 100metros? –Edward perguntou olhando para as meninas de nossa equipa.

-A Monstra fica para ultimo. – Edward olhou feio para Lauren que deu de ombros.

-O que foi? Vamos perder e vamos com ela tropeçando a cada meio metro. – Edward revirou os olhos e me fitou.

-Se importa de correr em ultimo? – eu queria dizer que me importava muito, e no que dependesse de mim ficaria sentada no banco.

-E….Eu…. Não corro muito bem… — fixei meus olhos em meus pés, com vergonha de olhar naqueles lindos olhos verdes.

-Para de frescuras e mexe essa bunda. Correr também faz perder peso. – Gabbe se havia tornando uma presença constante em minha vida. E minha única companhia na verdade.

-Não tem problema. Vai correr bem. – Edward falou mas desta vez não sorria, mas estava me tratando com indiferença como todos os outros.

-Que bonitinho. Tá vendo? Ele é um idiota. Só é queridinho para você quando ninguém está vendo. – não podia negar que Gabbe estava certa. Edward realmente me tratava diferente quando tinha seus amiguinhos por perto. Mas mesmo assim nunca me humilhou nem maltratou.

Fui até à pista e fiquei em ultimo na fila. As corridas começaram e minha equipa era a mais rápida. Metade de minha equipa já tinha corrido, e logo seria minha vez. Eu estava tremendo da cabeça aos pés, meu corpo estava como gelatina, e meu estômago estava roncando. Não estava me sentindo muito bem….

-Vai logo Dawyer! – Lauren me gritou me entregando a pequena estafeta. Comecei a correr o mais rápido possível, mas estava sentindo meu corpo todo dolorido.

-Vai Isabella! Corre! – Edward estava gritando entusiasmado, e aquilo me deu força para continuar. Tirei forças não sei de onde e consegui terminar antes da outra equipa.

-A EQUIPA VERMELHA GANHOU! – o professor pareceu berrar mas minha cabeça estava latejando e eu não estava conseguindo respirar. Senti tudo andar à roda até que tudo ficou escuro.

(…)

-Senhorita Dawyer? Senhorita Dawyar ta me ouvindo? – queria responder mas não estava sentindo meu corpo, nem encontrando minha voz. Parecia estar no fundo de um poço.

-O que a menina tem Marge? – aquela parecia a voz do professor de educação física. Eu estava me sentindo confusa...O que havia acontecido?

-Não sei dizer… Acho melhor leva-la para o hospital para fazer análises. – minha mente estava ficando cada vez mais lenta, até que caí novamente na escuridão.

(…)

-Bom senhorita Dawyer, você esteve algumas horas desacordada. Infelizmente não tivemos como contactar nenhum parente. – é, aquilo era mais que normal. Renée estava trabalhando e não tinha celular.

-Sem problema doutor, estou me sentindo muito melhor. – na verdade estava me sentindo um lixo, mas eu odiava hospitais e queria logo sair dali. O doutor Jones me analisava cuidadosamente.

-Isabella, você sabe o que aconteceu não sabe? – o médico me olhava intensamente.

-Não conte para ele! Ele vai achar que você está doente e maluca e vão enviar você para um manicómio. – Gabbe estava certa. Eu teria de mentir.

-Bom, na verdade não sei bem… Eu estava meio enjoada pela manhã e não consegui comer. Talvez tenha sido isso… — eu não era boa mentirosa, mas aquilo era o mais próximo da realidade. Eu havia mesmo estado enjoada, depois de forçar o vómito e expulsar todo o café da manhã…

-Suas análises acusaram falta de nutrientes e vitaminas no sangue. Para além de estar muito abaixo de seu peso ideal. Terá de marcar uma consulta com um nutricionista. – o dr. Jones pareceu acreditar em minha desculpa e me passou algumas vitaminas. Eu prometi que iria marcar a tal consulta e fui liberada.

-Você não vai tomar essa coisa né? Aquele idiota só quer que você fique gorda. – caminhei pelos corredores do hospital ignorando Gabbe, que não parava de encher meu saco.

(…)

Cheguei finalmente a casa e corri para meu quarto. Renée ainda não havia chegado. Eu não iria contar o que aconteceu. Minha mãe já tinha problemas suficientes, não precisava de mais nenhum.

Toquei meu colar com a chave de meu diário. Aquilo estava sendo quase que como uma necessidade.

-Você não vai escrever novamente naquela coisa né? – por vezes me esquecia que Gabbe não era real. Ela estava sendo como que uma presença constante… Eu precisava de escrever em meu diário. Precisava de me agarrar a algo que não fosse apenas obra de minha imaginação.

Forks 21 de Dezembro de 2003

Querido Diário.

Hoje me senti mal em minha aula de educação física e fui para o hospital. O médico disse que eu precisava ganhar algum peso. O homem só pode estar louco.

Estou me esforçando ao máximo para ser um pouco mais magra e com sorte conseguir um corpo tão perfeito como o de Tanya, e o dr. Jones me diz que preciso de ganhar peso?

Acho que minha loucura não está tão avançada assim. Cada vez que me olho no espelho consigo ver meus pneus, e as gorduras espalhadas por todo o meu corpo.

Estou me sentindo tão feia… Eu sou horrível... Eu não sou nada… Não sou ninguém.

(…)

Forks 25 de Dezembro de 2003

Querido Diário, já disse que amo o natal? Pois é eu realmente amo o natal. Não pelas futilidades de receber presentes, decorar a casa com luzinhas e comer doces, mas sim por não ter de ir para aquela maldita escola.

Ah, e claro por poder passar algum tempo de qualidade com minha mãe. Até porque se pode cortar completamente os presentes e sobretudo os doces de minha lista. Não que Renée não tente me oferecer algum presente, mas eu honestamente não quero e ela sabe disso.

Já doces, você sabe perfeitamente porque não os como. Renée me obrigou a comer uma fatia de bolo de chocolate, dei várias desculpas, mas por fim tive de ceder. Não preciso de dizer o que fui fazer logo de seguida ao banheiro né? Pois é…

Bom, seja como for estou me sentindo bem estes dias. Gabbe não tem aparecido muito ultimamente… Serei muito louca se disser que estou com saudades? É… eu sou muito louca…

Beijos da Bella.

(…)

Forks 30 de Dezembro de 2003

OMG OMG OMG OMG!!!!!!!!!!!!

QUERIDO DIÁRIO! AHHHHHHHHHHHHH ESTOU TÃOOOOO FELIZ!!!!

Ok, parei…

Querido diário, você não imagina o que aconteceu hoje… Renée chegou a casa e me apresentou para sua nova amiga Esme Cullen. SIM! CULLEN! É, a mãe de Edward. E sim, ela é simplesmente linda como eu havia imaginado. Não quero nem imaginar a perfeição que deve ser o senhor Cullen… Mas voltando ao que realmente importa…

Minha mãe está radiante com sua nova amiga. Na verdade sua única amiga já que mais de metade da cidade nos odeia. Eu já expliquei o porquê de tanto ódio por nós né? Não? Pois bem, basicamente minha mãe engravidou de um cara desconhecido, e ganhou o rótulo de vadia da cidade… Que bando de ignorantes…

Enfim. Mas OMG! Ainda não dei a melhor noticia! Esme nos convidou para ir à festa de virada do ano em sua casa.

Resumindo: EU+EDWARD no melhor dia do ano. *--*

Estou muito mais magra, minha roupa está ficando muito larga. Será que ele irá me notar?

Me deseja sorte querido diário.

Beijo de Bella.

Fechei meu diário e arrumei, no meu criado mudo. Eu Estava simplesmente radiante por poder passar a virada do ano em casa de Edward. Talvez agora possamos ser amigos… Será? Eu estava soltando vários risinhos e quase saltitando de felicidade.

-Porque está tão feliz?- dei um pulo de susto com aquela voz.

-Gabbe!? Eu pensava que você tinha ido embora e….

-Embora? Tsc tsc tsc… Bella minha querida sou sua amiga, nunca iria embora…

Nada sou, nada posso, nada sigo.

Trago, por ilusão, meu ser comigo

Não compreendo, compreender nem sei

Se hei de ser, sendo nada, o que serei?”

Fernando Pessoa

SPOILER DO PROXIMO CAPITULO!

Querido diário…

Sabe, o quanto eu estava feliz antes de ir para a festa em casa de Edward? A menina boba com um pouco de esperanças?

Hoje a matei…

Me desculpe por estar manchando você com minhas lágrimas, mas não estou conseguindo evitar. Eu… Só quero morrer.

Notas finais
Bom eu acho que este capitulo foi mais leve. E espero que tenham gostado :D Alguma teoria sobre o spoiler? :)

AVISO!!!!

O proximo capitulo será mais "forte" a nivel de auto-mutilação, psicose e depressão profunda...

Ueee me convenssam a postar rapidinho sim? :D Não gosto de ter 80 fantasmas :-/

bjs :D