O Diário De Alice
5 Capítulo 5 - Bem-vindos a Cidade dos começos
Notas iniciais
Estávamos ali, caindo... Dentro de uma janela... Nosso destino após essa queda? O meu mundo, aquele que eu criei para me confortar e acabo descobrindo que ele é real... O será mais um sonho estranho?... Sabe, eu tenho vários sonhos malucos... Será que este mais é um?... Ou é apenas a realidade?... Não sei, mas espero descobrir lá em baixo...
- AAAAAAAAAAAAAAAH! – gritávamos nós três, estava escuro, não via nada.
De repente, as luzes piscam, e depois de 3 segundos piscando elas finalmente ficam acesas, e nós ainda caindo, conseguíamos nos ver, Ryan olhou eu e Char gritando, então ele se jogou e nos abraçou, colocando nós duas para cima e ele ficou embaixo, provavelmente estava fazendo isso para nos proteger quando chegássemos ao chão.
- Não sei o que há lá embaixo, por isso não deixarei que vocês se machuquem – Ryan gritou
- Não faça maluquices Ryan, você pode se machucar – eu gritei
- Maluquices? Eu disse que ele era o chapeleiro maluco – falou o coelho despreocupado
-Antes eu do que vocês! – ele sorriu e fechou os olhos, eu e Char ficamos surpresas e então fechamos os olhos aguardando o final da queda
Parecia uma queda sem fim, demorou muito, mas finalmente chegamos ao fim. Para a nossa sorte, no final havia um cogumelo enorme, macio e parecia uma cama elástica (pula-pula), que amorteceu quando caímos. Na hora que tocamos o cogumelo, esse se esticou e depois nos lançou para longe.
- Ai! – disse Ryan batendo com força sua costa no chão
- Você está bem? – perguntei preocupada
- To, está todo mundo vivo? – ele perguntou
- Não morremos? Ainda bem – Charlotte se levantou com várias folhas e flores no cabelo
- Acho que sim. Ah Char tem várias folhas no seu cabelo – eu levantei e estendi a mão para o Ryan se levantar.
- Ah droga! – disse Charlotte tirando as folhas e flores que haviam grudado no seu cabelo
- Estou atrasado! – disse o coelho correndo até uma porta e logo em seguida, ele e a porta haviam sumido
- Droga! Ele fugiu e a porta foi com ele pelo visto – Ryan resmungou
- Não, a porta não foi. Lembra? A porta aparece se você souber onde ela está, e nós sabemos onde ela aparece – eu expliquei
- Agora vamos ter que se lembrar de tudo que você contou para podermos sair daqui não é? – Char perguntou
- Isso mesmo – eu assenti
- Espera! A rainha vermelha ainda está no controle, então nem tudo pode está do jeito que Alice criou – Ryan disse
- Verdade... Acho melhor irmos ao castelo branco, lá conseguiremos ajuda – eu disse
- Vamos! – Ryan e Char disseram juntos e nós fomos à direção onde a porta estava quando o coelho passou então ela apareceu
- Aonde desejam ir? — a porta perguntou
- O Castelo branco – eu disse
- Desculpe, mas este lugar está bloqueado, se quiserem ir até lá, terão que ir pelo caminho mais longo e perigoso. – a porta respondeu
- Droga! A rainha vermelha deve ter bloqueado lá – Char resmungou
- Então... – me aproximei da porta e sussurrei “cidade dos começos”, a porta se abriu, e junto a ela veio um clarão
- Vamos? – perguntei sorrindo e depois entrei
- Claro! – disse Ryan e Char, entraram e a porta se fechou
- Nossa, quanto tempo não vejo esse lugar. – eu sorri
- Ah não, vamos ter que passar por todos aqueles lugares para chegar lá – Ryan resmungou
- E porque justo a Cidade dos começos? – Char falou
- Porque eu estava com saudade daqui e porque seria o lugar ideal para começar. Bom, bem-vindos a Cidade dos começos – eu disse pulando em um dos cogumelos
- Alice... Isso não é um passeio, temos que fazer o puder para chegar o castelo branco o mais rápido possível – Ryan falou me olhando serio
- Eu acho que é uma aventura – eu continuei a pular, mas o vento passou e eu segurei a barra do meio kimono para não levantar
- Ah, não seja tão duro com ela Ryan, você sabe que a Alice só quer se divertir – Char disse e sorriu
- Bom, que seja, precisamos ir, mas podemos nos divertir um pouco ok? – Ryan falou
- Ebaaa! – comecei a pular pelos cogumelos na frente
- Cof Cof Cof, que fumaça é essa? – Char perguntou
- Absolute! — eu desci do cogumelo e corri em direção a aquela fumaça
- Alice... O que faz aqui? – a lagarta vermelha desceu da folha e se sentou no cogumelo
- Cof Cof o coelho atrasado me empurrou e eu e os meus amigos caímos aqui – expliquei
- Entendo, e porque não sai? – ele perguntou
- Se eu soubesse como já não estaria aqui – eu disse
- Mas é Alice, como não sabe sair daqui? – ele me questionou
- Não sabendo, eu nunca entrei aqui antes, só observei durante anos – falei
- Então não observou direito... – ele soltou a fumaça na minha cara
- Cof Cof você sabe como sair daqui? – perguntei
- Sou Absolute, não um adivinho, terá que achar uma saída você mesma, porém, você é Alice, logo achará a saída em suas lembranças – ele disse e sumiu
- Muito obrigada pela ajuda Absolute... – falei num tom irônico
- Alice! Descobriu alguma coisa? – Ryan chegou perguntando e Char apareceu logo em seguida
- “Sou Absolute, não um adivinho, terá que achar uma saída você mesma, porém, você é Alice, logo achará a saída em suas lembranças” lagarta estúpida – imitei a voz da lagarta vermelha meio que debochando do que ela disse
- Eu ouvi isso – a voz de Absolute pareceu do nada
- Ah, que seja – eu resmunguei
- Então, já que acha que isso não ajudará pegue isto – um papel foi lançado do meio do nada e acertou Ryan
- O que é isso? – perguntei
- É um mapa – Ryan disse surpreso
- Agradeça a ele Alice – Char disse
- Ok... Obrigada Absolute! – eu gritei e ouvi a risada dele, que aos poucos foi sumindo
- Vamos, tem uma porta ali – Ryan disse apontando para uma trilha
- O que são esses pontos no mapa? – eu perguntei
- Acho que são os lugares que Absolute queria que nós fossemos antes de chegar ao castelo – Char disse
- Lagarta maluca, bom vamos lá – eu comecei a correr até a porta
- Espera a gente Alice – Ryan gritou
- Deixa de ser bobo Ryan, você quiser vai ter que me alcançar – eu gritei
- Eu vou também – Char começou a correr deixando Ryan para trás
- Isso não é justo, vocês sempre me deixam para trás – Ele começou a correr também
Esse lugar era tão divertido e eu estranhamente me sentia em casa ali. Eu sempre gostei muito de observá-lo, mas nada se compara a sensação de está ali. Parece que essa aventura será bem divertida.
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