O Diário

18 Capitulo 18


Notas iniciais
Hey, ei, cheguei! Trazendo comigo o cap 18. Esperaram muito? Então, eu ia publicar este na outra semana junto com o ultimo, mas haviam coisas que eu ainda não estava satisfeita e quis reformular... Ainda queria guardar esse cap por mais alguns dias para reler e pensar um pouco, mas não dá... (eu só to conseguindo me conectar a cada 2 semanas e deixar vocês 1 mês inteiro sem capitulo não pode, né?!) Em fim, espero que gostem...

18.

Isso não era um pesadelo, muito menos uma lembrança... O frio era real, assim como o escuro que cobria cada viela e os perigos que se escondiam lá.

Vagamente lembrava de minha ideia inicial de ir a um lugar longe do inferno que era a mansão Hyuuga, para fugir e me afastar das minhas prisões invisíveis. Mas o que eu tinha em mente na hora se dispersou, no meio do caminho. Eu sabia que queria chegar a um lugar bonito e florido, um parque talvez, e a uma casa próxima que, apesar de pequena, era aconchegante e feliz, mas não sabia mais como chegar lá, as direções se tornaram confusas e agora onde eu estava e para onde estava indo não importava, estava apenas seguindo em frente.

Exatamente como daquela vez em sonho, eu estava perdida e sozinha, sem qualquer esperança, sem vida, andando por andar para chegar onde eu pudesse descansar. Buscando paz e tranquilidade, mas de alguma forma alcançando o oposto... Assim como agora, tudo que existia em volta era o grande vazio pacifico que guardava a dor e a morte.

E mesmo sabendo de tudo isso, nada me parava, meus passos desordenados e mancos iam aleatoriamente para frente sem qualquer controle meu. E tudo que eu podia fazer era fechar os olhos e manter os demônios das minhas lembranças distantes da minha mente.

***

Era uma noite fria com prelúdio de chuva, Deidara estava cansado e com as pernas doloridas. Quanto tempo mais teria que ficar parado ali?! Sasori sempre demorava de mais, principalmente quando se tratava de um favor. Bufou e se sentou na beira da calçada, deu uma olhada na rua deserta e acendeu mais um baseado, já perdera a conta de quantos fumou desde que começou a esperar ali.

Então reparou na sombra de uma pessoa, vindo da rua da frente em sua direção, mas ainda a uma certa distancia. O estranho era que do jeito lento que andava e a iluminação bizarra da rua fazia parecer como aqueles mortos vivos dos filmes de terror.

– Zumbis?! – Deirada olhou serio por um instante e começou a rir levantando o cigarro a altura dos olhos. – Essa aqui é da boa!

– Por que você esta rindo como bobo?! – Sasori chegou encarando o outro sentado no chão.

– Porque a vida é séria de mais! Trouxe o que pedi?!

Sasori jogou uma sacola plástica no colo de Deidara que a abriu apressado, revelando um hambúrguer enorme, deu uma mordida voraz e começou a saboreá-lo.

– Estava faminto! E o troco? – Perguntou de boca cheia.

– Troco? Você me deu pouco dinheiro, tá me devendo.

Deirara deu os ombros ao que Sasori disse e o ruivo apenas coçou a cabeça sabendo que nunca seria pago. Então olhou para o lado e viu a pessoa que, antes se aproximava, agora estava parada do outro lado da rua, quase camuflado pela sombra do poste sem iluminação, os observando.

– Quem é aquele? – Perguntou

– É um zumbi... – Deidara riu baixinho.

– Você tá chapado... Se o chefe te pegar assim enquanto tá de serviço...

– Ele que vá a merda.

– Ah, desse jeito Zetsu vai acabar mesmo com você. Bem, eu vou para dentro. Fique de olho, não queremos estranhos por perto.

– Pode deixar.

Deidara fez um movimento para bater continência como se fosse um soldado recebendo ordens, mas, como segurava seu hambúrguer, acabou sujando sua testa e a franja de maionese. Estava tão alterado que nem percebeu e Sasori apenas bufou pensando se estariam mesmo seguros com alguém como ele de vigia, entrou pela porta do pequeno prédio atrás deles, torcendo para que Zetsu não viesse de surpresa e topasse com o amigo assim.

O loiro continuou comendo seu lanche e tragando seu cigarro, quando sentiu as primeiras gotas de chuva caindo sobre sua pele. Se levantou rápido e foi para baixo da pequena varando da porta do estabelecimento as suas costas. Praguejava por ser o dia dele de ficar de tocaia, logo quando estava tão frio e agora chovendo.

A pessoa que esteve esse tempo todo do outro lado da rua voltou a se aproximar, querendo fugir da chuva também, provavelmente. Ele sorriu maroto quando, ao chegar perto, perceber que era uma garota, usando um vestido que acentuava suas curvas e seus seios, mas não conseguia ver o rosto dela, pois usava um casaco enorme com capuz.

– E ai, linda... – Ele tentou falar, mas ela passou por ele, ignorando-o completamente.

A garota foi direto a maçaneta da porta, tentando abri-la e ele se viu obrigado a segura-la para impedir que entrasse sem permissão.

– Ei, foi mal, benzinho. Já temos garotas suficientes essa noite. – Ele riu. – Mas se quiser conversar comigo mais tarde...

Então viu uma das pálidas mãos da garota tocarem a borda de seu capuz e lentamente puxa-lo para baixo e, assim que Deidara olhou em seus olhos e reconheceu o seu rosto, a soltou de imediato, dando dois passos receosos para trás. Em sua mente delirante e chapada, era como se estivesse vendo um verdadeiro fantasma a sua frente.

– Hinata?!

***

Hiashi encarava a governanta com um olhar quase incrédulo. O que ela acabara de dizer não podia ser real, talvez um flashback maldito daquelas ocasiões em que tudo mudava. Parecia sua maldição: brigava e sua esposa e filha caçula se acidentara; brigava e sua primogênita ficara em coma; Agora novamente brigara e... O que viria a seguir?! Um telefonema do hospital? Outros meses de angustia por um coma? Uma nova lapide com o nome Hyuuga?!

Brigou com Hinata e, novamente, percebeu tarde de mais que estava sendo abandonado e que poderia não ter mais volta.

– Como assim ela desapareceu?

A pergunta de Neji despertou o Hyuuga que passou prestar atenção no que a governanta portadora da má noticia dizia.

– Eu não a encontro, senhor. – Natsu disse.

– Não pode ser! Quando foi isso?!

– Quase uma hora, eu fui procura-la nos outros cômodos antes de vir avisa-los.

– Deveria ter nos avisado primeiro. – Neji esbravejou visivelmente preocupado.

– Tudo bem, vamos manter a calma. – Hiashi interveio controlando o tom de sua voz. – A casa é grande, ela deve estar em algum lugar por aqui. Reúna os outros empregados para procurarem novamente e peça para Kou dar uma volta no bairro, se ela saiu, não deve estar tão longe.

– Sim, senhor. Agora mesmo.

Eles se organizaram e se dividiram, pelo jardim, na biblioteca, na piscina e outras áreas da casa. Ate mesmo os quartos das falecidas familiares devidamente trancados, tiveram a permissão para serem abertos, caso a garota, de algum jeito, tenha conseguido se esconder em algum deles. A residência Hyuuga era mesmo enorme e levou um bom tempo para todos os locais serem descartados.

Neji, que estivera supervisionando a busca desde o começo, constatou que, de fato, Hinata não estava ali. Saiu de casa sem ser percebida por ninguém, da mesma forma astuta que ela fazia antigamente, algo que só a garota de antes do acidente era capaz.

Já com as respostas de todos os criados que falharam em encontra-la e depois de ligar para Kou mandando-o procurar em locais mais distantes nas redondezas, o rapaz decidiu reportar para o tio e perguntar sobre o que ele queria fazer a seguir. O mais sensato seria ligar para a policia, mas duvidava que o Hyuuga fosse querer chamar esse tipo de atenção, precisaria pensar em uma forma de convencê-lo.

– Eu não quero saber.

Neji ouviu quando se aproximou da porta do escritório, parecia que o tio estava conversando com alguém, abriu minimamente a porta para encontra-lo ao telefone falando de um jeito descontrolado que raramente via.

– Ela é minha filha, é por isso que estou nervoso! – Hiashi dizia furioso. – Não me provoque... Foi para isso que eu paguei você! – Ele fez uma pausa para ouvir. – Você disse a mesma coisa da ultima vez e Hinata ficou em coma por meses! Agora ela sumiu de novo! – Outra pausa, um pouco mais longa que a ultima. – É seu dever encontra-la e protege-la. – Ele gritou e depois começou a rir por algo que responderam. – Não, pode considerar isso uma ameaça, sim, se isso te fizer trabalhar mais rápido!

Ele desligou e, só quando foi colocar o aparelho no gancho, percebeu a presença do sobrinho o espiando pela porta semiaberta.

– Os empregados encontraram a Hinata?! – Perguntou simples.

– Ela não esta na casa e o celular está dando desligado ou fora de área. Com quem estava falando?

– Alguém que eu espero que a encontre.

– Algum detetive ou segurança? – Neji perguntou e Hiashi apenas deu os ombros em resposta. – E quanto a policia? Devíamos...

– Não será preciso, ainda não. Vou esperar ate de manhã, se ela não aparecer então verei o que fazer com as autoridades.

– Ate o amanhecer pode ser tarde e...

O rapaz se calou vendo a forma com que o tio o olhava, era um sinal claro de que sua decisão estava tomada e não queria discutir. Neji percebeu que Hiashi tinha confiança em, quem quer que ele tenha mandado atrás de Hinata.

– Espero que esse cara seja bom. – Concluiu simples.

– Ele já provou que é, mas esta em debito comigo.

– Bem, ficar parado aqui esperando atoa esta fora de questão. Vou tentar as coisas do meu jeito também, assim nossas chances aumentam.

Neji saiu da sala e desceu as escadas, apesar de manter o semblante tranquilo, seus dedos se mostravam impacientes enquanto discava um numero em seu celular.

– Maldito que nunca atende... – Ele discou novamente, ainda mais nervoso. – Naruto! – Ele chamou quando finalmente foi atendido. – Cala boca! Não importa se está tarde ou o que for, eu preciso da sua ajuda. É sobre a Hinata-sama...

***

O lugar em que estava não era nem um pouco familiar. Parecia um bar, mas, em um e outro canto, tinham mesas com barras de poli dance e mais no fundo um pequeno palco onde, provavelmente, um strip-tease acabara de acontecer. Os clientes eram homens bêbados junto de garotas com pouquíssima roupa que estavam dispersos pelos sofás acolchoadas espalhados por todo lugar, duas, as vezes ate três garotas para cada bebum que festejavam como se não houvesse amanhã.

Hinata não sabia bem porque estava em um ambiente desse, na verdade, nem se lembrava de como chegou ate ali. Quando se deu conta já estava sentada ali no lugar mais próximo a parede do balcão do bar, acuada pelo conjunto que era as prostitutas, os clientes excitados e a musica eletrônica infernal de ritmo enjoativo que tocava repetidamente.

Já teria indo embora se não estivesse tão cansada, com um frio que quase a fazia bater os dentes e seu joelho que doía miseravelmente assim como os seus pés que tinha um formigamento estranho de fraqueza. Ela sentia que, se tentasse se levantar, poderia cair de exaustão.

– Aqui esta... – Um copo foi posto a sua frente.

Hinata olhou para o liquido transparente por um segundo antes de encarar o barman que a serviu. Ele era um homem alto, com a pele pálida cheia de tatuagens tribais e olhos quase tão esbugalhados quanto de um peixe. Visivelmente era um daqueles indivíduos que faziam operações e implantes estéticos para se parecer com monstros com chifres ou características de algum animal que era obcecado. No caso dele, tubarões.

– Eu não pedi nada. – Ela disse baixando o olhar novamente.

– É só agua. Quando chegou, você disse para o Deidara que estava com sede.

– Quem?

– Deidara... Aquele cara ali. – Ele apontou para o homem loiro que conversava com um outro ruivo, os dois bebiam algo em uma parte mais distante do balcão. – Foi ele que te trouxe para dentro, não lembra?

Ela ate sabia que já tinha visto aquele homem drogado de cabelo cumprido quando chegou, mas não tinha nada em suas lembranças sobre ter conversado com ele.

É, sua cabeça devia estar bem pior do que imaginava. Suspirou cansada...

– Não quero agua...

– Algo mais forte, talvez?! – Ele sorriu mostrando uma fileira de dentes artificialmente afiados.

– Não... – Ela respondeu simples.

O barman se debruçou um pouco sobre o balcão e olhou para seu vestido elegante que era um contraste com o casaco de moletom enorme e com os pés descalços e sujos. Ele a olhava de uma maneira analítica que a deixava apreensiva.

– Parece que você não é daqui e teve que andar bastante. De onde você veio?! – Ele perguntou.

Apesar de ter medo de irrita-lo a ponto de expulsa-la para o frio lá de fora, a garota achou que ignora-lo era a melhor opção. Tendo em vista o lugar onde estava e os tipos traiçoeiros de pessoas que a rodeava, não seria sábio revelar que era “herdeira” de uma família rica.

– Se esta perdida, talvez eu possa ajudar. – Ele insistiu. – Para onde você estava indo?

– Eu... – Pensou no que dizer e viu que, agora, a verdade não parecia um erro. – Eu estava tentando chegar a casa de um amigo. Sei que é perto de um parque, mas não sei o nome do lugar e nem lembro o caminho.

– Amigo, é? Você sabe o numero do telefone dele? Talvez ele possa vir te buscar.

– Não me lembro. – Disse pensativa novamente.

– Uhum, ai fica um pouco difícil. Qual é mesmo o seu nome?!

– Hinata...

– Eu sou Kisame, prazer. – Ele estendeu sua mão em um cumprimento formal, mas ela não fez qualquer movimento para retribuir. – Olha Hinata, nosso estabelecimento fica aberto a noite inteira e esta muito frio lá fora para ficar perambulando sozinha. Sinta-se a vontade para ficar o tempo que quiser, ok?!

Kisame não esperou resposta dessa vez, se voltou para a pia e lavou alguns copos antes de pegar uma garrafa de bebida e ir para onde Deidara e Sasori estavam.

– Eu vi direito?! O velho tubarão sendo educado com uma garota?! – Sasori perguntou irônico.

– Não é qualquer garota. É a Hinata. – Kisame disse simples. – Apesar de tudo ela sempre foi legal para mim.

– Para mim também. E o que você achou dela agora?

– Pelo que entendi, ela estava tentando ir para a casa do Naruto e acabou se desviando para cá sem querer. Eu não...

– Igual eu falei, não é?! “Hinata no modo zumbi”. – Deidara o interrompeu rindo.

– Ignora, ele tá de porre. – Sasori disse. – O que estava dizendo?!

– Eu tinha ouvido falar que ela estava maluca, mas não imaginei que ficaria incapaz de nos reconhecer.

– Mas não seria a primeira vez que ela tenta enganar a gente. Tem certeza que não é um truque?

– Ela não parece estar fingindo. – Kisame disse se escorando no balcão.

– Hunf... Depois do que armou contra o Kakuzu, não duvido de mais nada vindo dela.

– E isso nos trás a pergunta: Devemos avisar que a Hinata apareceu?

– A gente podia ligar para o Naruto, ou... – Sasori disse casualmente.

– Ou ligar para o Kakuzu...

Kisame e Sasori se entreolharam pensativos. Essa era uma questão um pouco mais complexa a que estavam acostumados.

– Se a gente falar pro Kakuzu, ele vai aparecer aqui e acabar com ela, matar, fuzilar, retalhar... – Deidara disse quebrando o silencio dos amigos.

– Não deixa de ser verdade... – Sasori disse simples.

– Mas se não falarmos e ele descobrir, ele acaba com a gente também.

– Haha, vocês tão fodidos. – Deidara disse rindo e se levantando.

– Onde você vai?! Esse problema é seu também.

– Meu?! Meu trabalho hoje é vigiar quem entra, quem sai é por conta de vocês.

– Muito esperto... Você não tava tão drogado quanto eu pensei... – Sasori o encarou.

– Não me subestime. – Ele acendeu outro cigarro.

Eles riram um pouco e Sasori bebeu outro gole da sua bebida, mas logo percebeu como o amigo barman mantinha os olhos fixos na garota que, ao longe parecia tão aleia ao mundo que a rodeava.

– No que esta pensando, Kisame?

– Ah, sim... – Ele sorriu desviando o olhar e ajeitando o topete do cabelo. – É muito difícil para um tubarão não ferir uma rêmora quando ela decide nadar entre seus dentes enquanto ele mastiga...

– Sei, sei, então é essa sua decisão?!

– Sim, vamos segurar a Hinata aqui ate Kakuzu chegar.

– Quebre o coração de um homem, mas nunca mexa com seu dinheiro... – Sasori riu, bebendo. – Principalmente se ele for o Kakuzu. Já passou da hora da Hinata aprender essa lição.

– Vai ser um belo show de qualquer forma.

– Um estouro... – Deidara gritou com uma empolgação exagerada provida pelas drogas que circulavam por seu sistema.

A atenção de Hinata se voltou para aqueles três homens que conversavam e riam distante, o barman e o ruivo estavam zoando com o outro loiro, por estar drogado, mas apesar de parecer uma cena normal para esse “estabelecimento”, ela não gostava do olhar deles. Mostravam um sentimento de ferocidade e perigo que só ela parecia ver e não entendia que sensação era essa de receio que sentia. Por um instinto quase primitivo, desejou que recuperasse logo suas forças para poder sair daquele lugar de clima tão esquisito.

***

Naruto corria desesperado, estava passando pelo parque que tinha a poucos quarteirões de casa, era um lugar paisagista não muito grande, cheio de arvores e flores e um lago artificial com peixes. Hinata costumava vir ali após sair do trabalho, ou esperar antes de ir para algum curso, as vezes os dois combinavam de se ver lá para saírem juntos a algum lugar.

Também era um dos lugares que ia quando brigava com Hiashi e a mansão Hyuuga se tornava sufocante de mais para seu espirito independente. Naruto a via de longe pela janela da sala e ia ao seu encontro.

Hoje, porem, era diferente, ela não estava aqui esperando, nem era para cá que viria, tinha fugido, sumido como antes... E sua missão não era conforta-la e, sim, encontra-la de fato.

Andado mais alguns metros e chegou ao local onde ela fora atropelada a 8 meses atrás. O acidente que girou o mundo dos dois de cabeça para baixo. O tempo apagou as marcas de pneu que havia ficado após a derrapagem do carro, mas as lembranças horríveis daquela noite nunca sairiam das suas mentes. Pelo menos, não da de Naruto.

Seu celular tocou despertando-o dos pensamentos.

– Oi! Sakura-chan?! Alguma coisa?

– Não. Neji disse que eles brigaram por causa do piano, então eu pensei que ela pudesse ter ido ao colégio. Estou indo para lá. E você?

– Eu acabei de sair de casa, não sei direito aonde ir ainda.

– Sabe, tem uma chance dela, por acaso, aparecer na sua casa. Talvez seja melhor você esperar ai do que sair as cegas.

– Nem fodendo que eu vou ficar esperando enquanto a Hinata esta perdida por ai.

– Mas e se ela aparecer?

– Eu já conversei com o Ero-sannin, ele vai ficar em casa e, se ela aparecer lá, eu serei o primeiro a saber.

– Certo, temos que procurar em lugares que significam alguma coisa para ela.

– Lugares... Que significam algo... – Ele falou baixo e pensativo.

– É nossa melhor aposta no momento. Então se você souber de algum lugar diferente que ela possa ir é melhor falar, o pessoal esta se dividindo. – Ela disse, mas o rapaz se manteve quieto. – Naruto, tá ouvindo?! – O silencio persistiu, e Sakura já ficava impaciente.

– Só espero que ela não invente de ir para Suna...

– Como assim?! O que tem em Suna para a Hinata? – Sakura perguntou ao celular, ouvindo o baixo comentário do loiro.

– N-nada! – Naruto respondeu rápido e sem jeito, tinha esquecido completamente que falava com alguém. – Continue procurando! Eu ligo se tiver alguma ideia.

Ele desligou e continuou andando, xingando mentalmente pela única linha de ônibus que funcionava aquela hora só ter pontos longe de casa e ainda fazia voltas enormes e desnecessárias pela periferia da cidade. Iria demorar muito para chegar em qualquer lugar que Hinata iria e tempo era uma coisa que não queria desperdiçar.

Num instante, sua mente foi levada aquela vez no colégio, foi o dia que a Hyuuga havia matado aula pela primeira vez... Assim que percebeu que ela não estava na sala, foi procura-la, a encontrando facilmente no banco do pátio. Estava desolada com algumas coisas que tinham acontecido, e ele tinha que admitir que a garota parecia estar em uma mare de azar, ate mesmo com a Sakura, ela brigou e ele nem sabia direito o motivo.

Hinata estava irritadiça naquele momento, estava machucada por ter caído da escada, ou sei lá o que, mas era a dor de seu coração que lhe causavam lagrimas.

E, estranhamente, a tristeza dela acabava machucando-o também. Ali, naquele instante, ele faria qualquer coisa para alegra-la.

– Você não confia em mim? – Ele perguntou se ajoelhando a frente da garota sentada, encarando-a de perto. – Me fala o que está errado...

– Eu apenas... Não sei... – Ela balançou a cabeça, pensando. – Estou cansada das pessoas tomarem as decisões por mim. Cansada de ser forçada a fazer coisas... Eu queria apenas sentir que tenho o controle da minha vida.

– E o que você quer fazer? – Ele perguntou simples, mas ela não pareceu entender o sentido da pergunta então decidiu reforçar. – Viajar o mundo?! Dar uma festa?! Ficar de porre em um bar?! Fazer uma tatuagem?! Sair da cidade?! Assaltar um banco?! – A negativa confusa que ela fez com a cabeça o fez rir e perguntar novamente. – O que você quer fazer nesse exato momento, Hinata?!

Quem diria que a resposta seria um abraço. O melhor que Naruto já recebera. Mal acreditou quando ela o enlaçou com os braços e descansou a cabeça em seu ombro. Era tão bom sentir Hinata próxima daquele jeito que ele teve medo de se mover e estragar o momento de alguma forma.

– Queria sumir e ir para um lugar que ninguém me conheça e recomeçar... – Ela respondeu.

Desde que a peça acabara, eles estavam afastados, não emocionalmente e nem tanto fisicamente, mas ele sentia falta desse tipo de aproximação com Hinata, abraça-la diariamente ter a liberdade de falar em seu ouvido ou ate mesmo lhe segurar a mão. Ele não sabia o quanto, mas ansiava por um gesto assim a muito tempo e não queria que passasse tão cedo.

– Então a gente faz isso. Sumimos, pelo menos por hoje.

– Como assim?!

– Que tal a gente ligar o “foda-se” e esquecer tudo?! Essa escola idiota e os alunos riquinhos e mimados; a sua empresa Hyuuga e o meu estagio; seu pai, meu padrinho e qualquer outra pessoa que atrapalhe; A gente manda todo mundo pro inferno e sai zoando por ai. O que acha?!

– Acho que você vai perder o emprego e a bolsa se fizer isso.

– Vai valer a pena o risco... – Naruto afastou um pouco o abraço para se encararem. – Hoje somos só nós dois e é você quem da as ordens, Hinata!

Antes que pudesse perceber estavam a caminho de Suna. Naruto nunca tinha ido para lá e foi uma experiência divertida, já que estava com Hinata, “a garota rica que nunca havia pegado um ônibus interestadual”. Na verdade, da forma com que ela olhava pela janela, deslumbrada com as plantações nos terrenos a beira da pista, o rapaz chegou a duvidar se ela já tinha visto a “vida no campo” ou uma estrada terra antes.

Mas ele estava errado, o que chamava a atenção da garota, não eram os buracos das pistas que faziam o ônibus remexer e quase voar de vez em quando, ou o tipo de mato crescia e encobria curvas perigosas. Logo Naruto percebeu que Hinata se encantava ao ver as pessoas mais simples trabalhando nas lavouras, ou aqueles que vendiam algo nas retenções de transito. Ela estava conhecendo a vida que existia fora daquele mundinho dela que se resumia ao dinheiro e poder, e o que realmente a impressionava era como essas pessoas, mesmo humildes, pareciam felizes e livres de uma forma que ela nunca sonhou. Isso era um contraste a sua própria vida, onde se tinha tudo e, ao mesmo tempo, minguava com a escassez de afeto e de sentimentos.

Naruto permaneceu quieto, apenas ouvindo com total atenção, enquanto ela tentava por em palavras isso que sentia.

Bem lá no principio dessa amizade, ele chegou a pensar que ela era apenas uma garotinha rica que nunca saberia lavar um prato e contava com o cartão de credito do pai para resolver seus problemas. Mas, com o tempo, foi conhecendo-a de verdade, mas tudo sempre foi um pouco superficial, raramente tinham uma conversa profunda sobre algo.

Agora, que estavam horas sozinhos, naquele ônibus com mais dezenas de estranhos, sem ter nada para fazer além de conversar, ele estava maravilhado com a visão de mundo dela.

Hinata era magnifica, uma sonhadora com o pé no chão, que sabe o quer e como lutar para conseguir. E tudo que Naruto pensava era no desejo que a muito tempo vinha suprimindo de falar o que sentia e compartilhar esse novo sentimento que ela despertou nele.

Assim que chegaram a rodoviária de Suna se encaminharam ao Museu Sinfônico, que era onde a garota queira chegar. Não era um museu de verdade, era apenas uma exposição que viajava de museu em museu, feita por um conjunto de jovens e brilhantes estudantes que unia a ciência e a musica.

Enquanto procuravam um caminho no mapa da cidade, Hinata contou-lhe o segredo por trás da importância daquele lugar: Há três anos, quando fazia um curso qualquer que o pai sempre a obrigava, sua mãe lhe prometera levar a essa exposição, caso ela passasse nas provas. Mas a garota, com a mentalidade da adolescente de 13 anos que era na época, queria, na verdade, usar essa oportunidade para reaproximar os pais que se viam em uma separação eminente. Ela achava que poderia fazer algo para ajuda-los a se entender se todos fossem juntos ao Museu.

Infelizmente, nenhum dos planos foi concluído... Sua mãe faleceu antes de ver a boa nota da filha, ou ter a chance de se acertar ou, mesmo, se separar do pai.

Hinata nunca mais foi a um museu, restaurante, ou parque de diversões, nem organizou mais nada em família, simplesmente porque a única parte da família que importava, a abandonou em um trágico e repentino acidente.

Ela fugia de tudo que trazia a lembrança da mãe e da irmã a tona e isso já começava a corroê-la por dentro. Estar ali era uma forma de “relembrar” e lamentar por essa perda, que vinha evitando desde o funeral.

Agora agradecia a Naruto por acompanha-la e lhe dar forças para prosseguir e virar essa pagina...

Apesar de tudo ali naquele museu ser uma novidade para Naruto, havia um experimento em especial de que ele gostou muito. Se tratava de uma espécie de mistura de cinema 5D com um monitoramento sensorial.

Consistia em um tipo de túnel dividido em pequenos seguimentos de salas em cubos que passavam filmes sobre a natureza e a mudança climática, onde a temperatura da sala, assim como o aroma e outras formas de sensações era despertadas. A explicação do guia foi um pouco complicada de mais, mas a pratica era fácil e incrível.

Eles tinham um tipo de “pregador”, parecido com aqueles de pendurar roupas no varal, que era preso ao dedo indicador, esse aparelho media a pulsação e mandava um sinal a um aplicativo de celular que imitava os batimentos cardíacos. E era de fato possível ouvir o próprio coração batendo enquanto seu corpo era estimulado pelas mudanças de ambiente.

Era incrível ver pelos Oculos Rifit um campo cheio de flores perfumadas e sentir uma brisa de verão e, enquanto andavam, ver tudo mudando para um bruto inverno... E ainda por cima, ouvir como seu corpo reagia a essa mudança.

Porem, no meio do caminho, mais por uma curiosidade incontrolável do que por qualquer outro motivo, Naruto resolveu agir.

– Hinata, me da o seu fone de ouvido. – Pediu já tirando o seu próprio fone.

– Por que?

– Eu quero ouvir com o seu, então fique com o meu.

Ela apenas sorriu e tirou seus fones, aceitando os dele e, tão logo trocaram, perceberam que os sons de batidas ritmadas que agora emanava em seus ouvidos não eram mais seus. Estavam, literalmente, ouvindo o coração um do outro.

E assim prosseguiram de mãos dadas, criando sua própria experiência, em meio aquela.

As vezes ele tirava o óculos e ficava um tempo observando as reações da garota, impressionado com a forma que suas batidas do coração respondiam de forma tão equivalente ao sorriso que lhe aparecia perante o que quer que a realidade virtual lhe exibia.

Quando chegaram ao fim do túnel eles retiraram os óculos e se olharam por um segundo. Hinata levou a mão ao ouvido a fim de retirar o fone de Naruto, mas ele não permitiu, segurando-a gentilmente pelo pulso.

– O que achou quando ouviu meu coração?!

– Foi interessante...

– interessante?! Ah, você é má, Hinata... – Ele riu. – Quero uma resposta séria!

– Tudo bem. – Ela sorriu. – Seu coração é forte e sincero, é fácil ler seus sentimentos através das batidas, porque ele espelha aquilo que você é por dentro.

Hinata o viu baixar o olhar um pouco com uma expressão que, para ela, parecia um pouco séria demais, ficou claro que estava pensando ou decidindo algo importante. Ao mesmo tempo, sentia o ritmo que ainda ouvia nos fones acelerando gradativamente, conforme o olhar dele foi novamente se erguendo para encara-la.

– O que foi?! – Ela perguntou, mas manteve o tom irônico. – Não está satisfeito com minha resposta?!

Naruto a olhou fixamente por mais um segundo e então, em um ato impulsivo que ele a tempos já suprimia, a segurou firme pelos ombros e puxou-a para si, aproximando seus lábios.

– Aah... – Ele a ouviu rosnar antes de ser empurrado para longe, mas a voz dela saiu de forma abafada, quase como um gemido de dor. – Não! – Hinata se afastou dois passos, encarando-o com um olhar nervoso. – O que foi isso?

– Eu... Ia te beijar...

– Por que?

Ele sorriu por um instante. Que tipo de pergunta era aquela? Por que mais estaria querendo beija-la?! Haveria outro motivo além de estar apaixonado e morrendo de saudade de todos os momentos que passaram na época que atuavam juntos?! Hinata as vezes agia de forma tão estranha.

– Hinata, eu... – Ele deu um passo para perto dela e viu a garota recuar em resposta, encarando-o de uma forma que ele nunca viu antes, quase como se estivesse com medo? Ele não entendia, mas logo percebeu que ela mantinha uma das mãos no ombro, e se lembrou. – É mesmo, você disse que tinha se machucado, não é?! Eu esqueci. Doeu quando eu te segurei?! Você esta bem?

– Eu...

Ela se virou para a bancada próximo onde o equipamento da experiência eram devolvido, ficando de costas para ele, encarou o guia e percebeu que o funcionário, assim como alguns outros visitantes que também estavam na exposição, observavam aquela cena desde o inicio. A garota pareceu extremamente incomodada que essa atenção extra, devolveu os óculos e o pregador sensorial que tinha nas mãos e saiu dali as pressas.

– Hinata? Ei, me espera... – Naruto foi atrás, andando ligeiro para alcança-la, algo que só conseguiu quando já estavam as portas do prédio. Ele entrou na frente dela impedindo sua passagem e tentou manter o humor, apesar de estar confuso com aquela reação da garota. – Qual é a pressa?! Por que ficou tão nervosa?

– Eu não sei. Não sei porque fiquei assim. Mas é que você tentou...

– Tentei te roubar um beijo. – Ele sorriu.

– Por que...

– Porque eu quis. – Ele respondeu simples, mas então completou. – Porque é o que eu quero fazer desde sempre... Quando conversamos, quando eu te vejo pensativa enquanto estuda ou ajeitando o cabelo para trás da orelha; quando você sorri tímida ou quando fica invocada com alguma coisa; quando você me olha e quando não olha também... – Ele sorriu sem jeito, se sentindo de uma forma tímida que nunca havia se sentido antes. – Eu quis fazer isso o dia inteiro e estou querendo fazer isso agora... Eu quero porque eu te amo, Hinata.

E foi lá, daquele jeito infantil e piegas que Naruto confessou que a amava pela primeira vez.

A primeira de muitas outras dessa guerra que ele decidiu que valia a pena travar para conquista-la. Claro que, naquele momento, ele não imaginava que seria algo tão árduo e doloroso, e nunca passaria pela cabeça a resposta que ela deu...

Se declarando, pela primeira vez, para a única mulher que amou, poderia pensar em todos os tipos de recusas ou desculpas que ela usaria, mas nunca pensou em ouvir que Hinata já era comprometida.

Por bem ou por mal, aquele ainda era um lugar especial...

Talvez mais para ele do que para ela...

Olhou para cima ao sentir as gotas começarem a cair das nuvens carregadas escondidas pela noite. A chuva logo o cobriu e ele sentiu o frio apertar e a visibilidade ao longe de desfocar.

Era exatamente como daquela vez, em sua casa, logo depois da briga... A forma como ela fugiu...

Balançou a cabeça, espantando o pensamento.

Isso não vai se repetir de jeito nenhum. Protegeria Hinata de tudo e de todos e, para encontra-la, caçaria em cada canto da cidade. Aconteça o que tiver de acontecer, quando amanhecesse ela estaria bem e com ele junto. Qualquer coisa diferente disso, não era nem se quer uma opção. Não importava quanto tempo leve ou quem tenha que enfrentar.

Hinata só precisava esperar, ele a encontraria.

***

– Onde ela esta?! – Kakuzu entrou no bar olhando para todos os lados.

– Relaxa um pouco. Você tá parecendo aquelas mulheres desesperadas atrás de pensão. – Deidara brincou, mas logo percebeu que foi uma péssima ideia, quando sentiu a mão enorme agarrando seu pescoço.

– Me diz onde ela tá ou eu vou fazer você engolir esse cigarro pelo rabo.

– Lá no cantinho... no balcão.

Kakuzu não disse mais nada, jogou Deidara porta a fora e foi andando a passos largos ate a garota, tirou uma nota de vinte do bolso e bateu-a contra o balcão próximo ao copo de agua intocado por Hinata.

– Isso vale o seu resto de noite?!

Ela o olhou, primeiramente surpresa com aquela aproximação, depois guiou os olhos pelo braço ate chegar a nota escondida pela mão enorme daquele homem, e foi quando ela entendeu o que ele queria.

– E-eu... Não trabalho aqui...

– Não, não trabalha... – Ele começou a rir, gargalhar na verdade. – Você não se lembra! Não se lembra nem de mim!

Subitamente a agarrou pelos ombros, puxando-a para tira-la do banco em que estava sentada e se levantasse a sua frente. Logo a garota se viu encarando um homem enorme e corpulento, com um olhar de ódio que a fazia tremer.

– É tão conveniente esquecer uma divida, não é, Hyuuga?!

– Divida?

– Mais agora você vai pagar de uma forma ou de outra.

Hinata estava presa por aquelas mãos e não via como escapar. Olhou para os lados e entrou o barman, que antes foi amigável, agora observando tudo enquanto secava um copo com um pano; o outro lado do balcão, aquele ruivo bebia uma cerveja direto no gargalo e nem parecia notar o que estava acontecendo ali; assim como todos os clientes e garotas em volta, ninguém se importava com o homem que a ameaçava.

Pensando, tentando entender, com medo da resposta de quem ele era esse e por que a odiava tanto... Algo lhe veio a mente...

Uma lembrança, que teve enquanto tocava piano em casa antes de sair de casa. Algo que ela tentou suprimir e que agora se apoderava dela, enraizando suas ideias e fazendo-a encara-lo de forma diferente...

De repente, sabia exatamente que lugar era esse e do que se tratava aquela conversa e, de um momento para o outro, ela não tinha mais medo.

– Eu não te devo nada, Kakuzu. – Disse.

– Você sabe o prejuízo que me causou?! Quanto custou essa sua brincadeira?! O dinheiro da fiança, do advogado e da propina que usei com os policiais!

– Isso não tem nada haver comigo.

– Eu fui preso por sua causa, Hyuuga! – Ele gritou furioso. – Ou você me paga o que me deve por bem, ou vou ligar para o seu paizinho rico para cobrar o resgate pela sua cabeça.

Kakuzu a agarrou os dois pulsos com uma mão só, puxando-a mais para perto de si e sorriu, agarrou-a pelo rosto com a mão livre, de modo que a fazia olhar para ele.

– Você não parece tão prepotente agora, hein?! – Apertando suas bochechas de forma dolorida. – Por que ficou tão quieta? Não tem nada a dizer?

O cárcere dela durou apenas mais um segundo, pois logo se viu livre das garras daquele maníaco. Em um curto momento viu alguém segurando Kakuzu pelo pescoço de forma firme e com um movimento rápido arremessou-o para o chão. Hinata assistiu ao homem que a ameaçava agora caído e com o antebraço sangrando.

Ofegante, a garota se ergueu, se segurando no balcão ao lado para não perder o equilíbrio, e então encarou aquele que a protegia. Foi surpreendente para ela reconhecer seu cabelo esbranquiçado, seu uniforme impecável e sua mascara cirúrgica, segurava um bisturi não mais como um objeto para salvar vidas, mas como uma verdadeira arma.

– Você aqui...?!

– Já faz algum tempo que não nos vemos, não é, Hinata?! – Ele dizia em um tom aparentemente normal, apesar de não tirar os olhos dos bandidos a sua frente.

– Quem é... – Kakuzu se levantou segurando o corte no braço para estancar o sangramento.

– Desculpe por interromper... – Kakashi disse simples e sorriu por sob a mascara. – Mas vim levar a Hinata para casa.

Notas finais
Capitulo simplesinho sem enrolação para não matar ninguém de curiosidade... Tem gente puxando minha orelha querendo saber logo de todos os segredos kkk Aguentem mais um pouquinho, garanto que os 2 próximos (que já estão semiprontos) vão saciar vocês um pouco. Acredito que o cap 20, em especial, vai realmente... Não... sem spoilers Agora... Onde a Hinata foi parar, hein?! Quase todo mundo já tinha uma ideia de para "onde" ela queria ir, mas alguém imaginava um desvio assim? Deidara, Kisame e Sasori... Kakuzu?! Qual é a relação dela com a Akatsuki?! Teorias? Ah, teve Naruto lembrando de quando se declarou para Hinata e, para quem tiver duvida, a morena já havia se lembrado de algo sobre esse dia no cap 11 Quero pedir desculpas se ficou meio surreal ou piegas demais, mas é que eu não sou tão boa assim em descrever romance (as vezes minha imaginação me tira da realidade, outras não), mas tentei fazer algo que combinasse com a situação que os dois se encontravam, (não podemos nos esquecer do que a Hinata sofreu/sofria na epoca também) E o grand finale: Quem sentiu falta do Kakashi?! Já tinha gente achando que eu tinha esquecido dele hehe Mas eu disse que ele ia aparecer, né... E tá ai, estiloso como sempre. O que vai acontecer? Alguém se arrisca a um palpite? Obrigada a todos que estão lendo e um agradecimento especial a quem sempre comenta Tem dias que estou muito desanimada e chegar aqui e encontrar tantos comentários me anima e estimula muito. Escrever essa historia esta se tornando meu Hobby favorito. Ate o próximo cap =)