O Direito de Amar
4 A Festa da Loirinha Parte 2
Quando terminamos, percebemos o grande círculo a nossa volta e enfim, milhões de palmas!
Sorri e olhei para a japa, que sorriu pra mim, pegou na minha mão e se abaixou e fiz o mesmo.
Quando as pessoas foram saindo, aqueles garotos vieram falar com a gente.
– Olá! — O moreno disse.
– Oi... — Naty disse desconfiada.
– Bom, nós trabalhamos num estúdio de Dança e fazemos várias apresentações pelo Brasil... — O moreno parou.
– E gostaríamos que vocês fossem nossas mais novas dançarinas! — O loiro falou. — Vamos dar um tempo para pensarem.
O loiro entregou um cartão e foi embora com o outro. Eu nunca pensei em ser dançarina! Olhei para Naty.
– Ai meu Deus! — Ela gritou.
– É, mas cala a boca, Naty... — Disse baixo.
Ta, de repente eu não fiquei tímida para dançar... Eu também era mais solta em festas.
Contamos tudo pro Gus e pra Mi, Gus ficou com ciúmes dos caras nos olhando — Não, ele se preocupou dos caras olharem pra mim. — mas depois tudo se esclareceu.
Era estranho porque eu brigava ás vezes, tinha discussões com o Gus como se fossemos namorados... Ele era bem ciumento... Não tinha liberdade direito... E eu ficaria longe dele por quase um mês...
Depois de eu beber nada muito alcoólico e dançar mais um pouquinho fui embora com Gus, ele quis me levar.
– Acho que devia ter ido com um vestido mais... — Ele pensou um pouco. — Menos!
– Ta mamãe! — Fiz cara retardada.
– Tipo, tudo começa com esse decote, depo-is vai pra a marcação... — Ele corou. — Ali!
– Como se ficassem reparando! — Disse como se fosse óbvio.
– E ficam! Não tinha muitas garotas se mostrando... E... Você é a principal da festa! — Ele meio que gritou.
– Ô caraio! Fala baixo... — Disse com vergonha.
– Olha a boca! — Disse abrindo os olhos.
– Não consigo... Porque não beija ela? — Sorri.
Ele riu.
– Seria bom! — Riu novamente.
Sim, foi zoado... Eu gosto do Gus... Muito! Mas... Sei lá...
– Chegamos! — Gritei.
– Cala a boca! — Ele gritou.
– Que merda que tá acontecendo aí fora? — Era a voz da mulher do vizinho.
– Puta merda... Rápido se esconde. — Fui o empurrando.
A mulher do vizinho, Renata, era super brava! Iria contar pros meus pais! Nos apertamos ali naquele cantinho de fora da casa.
– Devo ta ficando louca... — Pude ouvir e então ouvi a janela fechando.
Ri e Gus riu junto, quando fiquei séria e reparei o quanto Gus era... Bonito! Não sei mas de repente eu senti mesmo vontade de beija-lo... Mas deixei pra lá e beijei sua bochecha e entrei em casa.
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