O Diario de Victor Reis

10 [SPIN OFF] Jason Conan - A.I.P Agencia de Investigações Paranormais


Notas iniciais
Olá a todos leitores, sim, SPIN OFF, essa historia aqui é sobre Jason Conan, Jason era o personagem de uma fic minha que não deu certo por problemas pessoais, mas voltou aqui nessa fic, caso queira conhecer melhor ele, segue aqui sua fic, mas ainda hoje as 23h sai capitulo do diario, espero que esse spin abra porta para outros (um sobre o Johnny, Laura por exemplo, pra contar suas historias)

Oi, meu nome é Kath, tenho 5 anos, mas já vivo em casa sozinha, meus pais morreram, e não posso sair do meu quarto, ela não deixa, ela sempre fala pra mim continuar lá, a mercê dela, pois não sou mais livre, pertenço a ela, eu tenho muito medo sabia? Quando eu tinha 4 anos, tinha alguns amigos, e nenhum deles falava que bruxas existiam, mas hoje sei que elas existem, que estão nos meus pesadelos, que estão por ai me atormentando e falando em meu ouvido, ela não para de falar, sua voz... ela é estridente, meu ouvido começa a doer só de ouvir sua voz, parece que ele vai ser arrancado, não aguento mais ouvi-la falando comigo, quero morrer, não quero mais ficar aqui, só quero morrer, não aguento mais isso, não aguento mais ouvir ela, agora consigo ver ela, ela é um pesadelo vivo, ela esta me vigiando, me ajudem, por favor, me matem, não quero mais viver com ela aqui.

EU QUERIA ESTAR MORTA.

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It grips you so hold me
It stains you so hold me
It hates you so hold me
It holds you so hold me
Until it sleeps

Acerto o despertador, caramba que droga, serio, sou muito fã do Metallica, mas coloquei essa musica de despertador e estou começando a ficar com raiva de Until it sleeps, fazer oque, tenho que começar a trabalhar, meu nome é Jason Conan, caso esteja lendo minhas anotações e queira saber meu nome, bem, me levanto de minha cama, dou uma olhada para meu quarto, com aquela bagunça caseira, depois eu arrumo, vou para o meu banheiro me arrumar, estou todo acabado, meu rosto branco parece ate mais pálido, meus cabelos negros estão completamente bagunçados, além do fato que acho que tenho que voltar a fazer academia, meu corpo não esta tão enforma como antes, não estou com barriga ainda, tenho sorte que me cuido na parte da alimentação, bem hora de trabalhar, pego uma cerveja na geladeira, coloco uma camiseta branca e uma calça preta e vou indo andando para o trabalho, oque? Estou sem carro, e de manhã é ruim pegar ônibus, além disso, trabalho perto.

Vou indo para o meu trabalho, ate que ouso uma voz irritante me enchendo o saco...

—- Ei senhor Jason, bebendo desde cedo? – Diz Addam, um vizinho meu de trabalho, ele é pastor, tem uma igreja do lado onde eu trabalho, não preciso dizer o quanto não gosto dele, ele tem aquele jeito de pastor mesmo entende? Terno, gravata, cabelos não tão brancos, não é tão velho, boa postura, voz forte, uma de suas sortes é que negro tem uma voz forte mesmo, é uma das coisas que me dá raiva de ser branco.

Ah, ia me esquecendo de falar onde eu trabalho, bem do lado da linda e grande igreja de Addam tem minha humilde A.I.P, Agencia de Investigações Paranormais, sou o chefe dessa agencia, chefe entre aspas, só eu trabalho lá, meu trabalho é proteger as pessoas do que vem do mundo sobrenatural, faço minhas missões com esse intuito de proteção da humanidade, e também ganho um dinheiro com isso, afinal, preciso pagar minhas contas, mas voltando para o chato.

—- Bom dia para o senhor também – Falo indo para o meu trabalho, ainda bebendo minha cerveja.

Onde trabalho não é nada luxuoso, uma recepção com balcão feito de madeira e duas portas, uma onde estão os artefatos que tenho, tenho poucos ainda, mas dá pro gasto, na outra porta, tenho meu escritório, me sento em minha mesa e coloco os pés na mesa, esperando algum cliente hoje.

O problema de ter uma agencia que não quer só o dinheiro de todo mundo? É que tenho “zueiros” que vem me encher o saco, pessoas que me chamam achando que uma convulsão é uma possessão demoníaca, pessoas achando que sou a cura gay, enfim, as vezes odeio meu trabalho, mas as vezes, consigo um trabalho.

Uma menina entra em minha loja, uma garota com cabelos negros curtos, rosto bem jovem, pele clara e roupa simples, seu olhos estavam fundos e com olheiras de quem não dormia direito a um bom tempo, assim que ela entra, me sento normalmente e com um olhar mais serio falo com ela.

—- Oque deseja moça? – Falo olhando pra ela, posso sentir um cliente de verdade quando vejo um.

—- Eu...eu...nem sei oque dizer... –Fala a moça, olhando para o chão, suas mãos tremem de medo.

Pego em sua mão e olho pra ela, com um olhar amigável – Pode me falar moça, estou aqui para lhe ajudar. – Essa não é a primeira, nem a ultima vez que alguém chega assim aqui, já estou acostumado.

—- É... é a minha irmãzinha, ela...não sei como dizer isso, ela esta com uma bruxa, uma bruxa dentro do seu corpo... – Fala ela, mais calma, mas ainda tremendo.

—- Pode me acompanhar, por favor? – Levo ela ate meu escritório, coloco ela sentada em uma cadeira qualquer, vou ate minha mesa de escritório e pego embaixo dela meu detector de mentiras, não, deixa, a mulher esta tremendo de medo, não tem como ser mentira, apenas pego meu bloco de anotações – Me fale sobre sua irmã.

—- Ela...ela era uma criança como qualquer outra, brincava, bagunçava, se divertia, normalmente, mas quando ela completou 5 anos ela mudou, ficou mais quieta e meus pais mais com medo e com raiva, como se soubessem que tinha algo errado, então, uma semana depois, quando cheguei na cozinha, vi meus pais no chão, mortos e cobertos de sangue, e minha irmã olhando pra eles, seria, sem nenhuma expressão, perguntei a ela quem tinha feito isso, ela apontou para o vidro da cozinha, nele tinha... – Ela começa a lembrar e a tremer cada vez mais, apavorada com tudo aquilo, podia ser visto o medo em seus olhos, é, o detector de mentiras era inútil mesmo – Uma bruxa, velha e assustadora...

Pego um copo de agua com açúcar que sempre deixo pronto, coisa mais útil do meu trabalho, depois da fita crepe claro, e dou pra ela, ela bebe e se acalma um pouco, volto a me sentar e apenas digo oque ela queria ouvir.

—- Certo, irei cuidar do seu caso, onde é a casa de sua irmãzinha? – Falo para a menina, que pelo visto já fica mais feliz e calma.

Ela pega um pedaço de papel e escreve o endereço para mim, agradece e vai embora, pelo visto temos problema dos grandes pra resolver hoje, hora de preparar meu equipamento, vou ate meu armário e pego oque posso precisar:

Seis frascos de agua cristalina da montanha, em forma física, essa é a maior fraqueza das bruxas.

Meu bastão de metal, ele é bem fácil de levar, é uma pequena barra que dá pra esconder no sobretudo, mas só aperta um botão, se torna um bastão de batalha.

Minha bíblia, e não, não é a bíblia sagrada que você acha em qualquer lugar, essa é uma replica da bíblia original em latim, útil para exorcismos.

E uma pistola, por que... Porque não levar uma pistola?

Equipamentos prontos, vou saindo da agência, dessa vez não vou andando, vou de ônibus mesmo ate o endereço em questão, esta marcado no papel que a moça me deu, entro no ônibus e me sento com calma, sabe, gosto de vim ao ônibus e ver as pessoas, elas tem problemas tão, normais, entende? A mulher que esta ali na roleta, por exemplo, ela só esta preocupada em ir embora pra casa e fazer qualquer coisa da vida, como seria a minha vida se eu tivesse apenas esses problemas?

Chego no endereço dado, mas antes, vou ate uma loja de brinquedos ali perto, compro um ursinho de pelúcia e entro na casa, a porta esta aberta, ouso sussurros, alguém conversando, espero que seja com outra pessoa, entro na sala de estar, uma sala de estar bem normal, no estilo família de classe media, o estranho é que esperava uma casa toda bagunçada pelo fato de estar vivendo uma criança de 5 anos sozinha com uma bruxa, os sussurros continuam, ela deve estar no corredor, vou entrando e vejo uma criança, sentada no chão e de cabeça baixa, falando sozinha, esta com um vestidinho branco com manchas de sangue, onde estão os corpos dos pais?

—-Olá menininha – Falo com um sorriso amigável.

Ela se levanta no susto e olha pra mim.

—-Oi...oque faz em minha casa? – Fala ela, se encostando na parede .

—- Sou um amigo dos seus pais, eles estão em casa? – Me abaixo, ficando da altura dela.

—-Não, eles estão no lixo, eu já limpei a sujeira – Fala ela tremendo – eu fiz oque ela mandou, por favor, não me puna.

—-Calma coleguinha não vou te fazer mal, olha, tenho ate um presente pra você – Pego o ursinho e mostro pra ela.

Ela coloca a mão na cabeça como estivesse tendo uma forte dor de cabeça, volto há ouvir os sussurros.

—-Ela quer que você vá embora – Fala a menina sem pegar o ursinho e me olhando com um rosto assustador – Ela falou que você é um incomodo.

—- Calma amiguinha, não vou te fazer mal. – Falo colocando a mão na agua cristalina.

—-SAI AGORA – Grita a menina, a porta abre com força e eu sou jogado pra fora com algum tipo de telecinese, a porta logo se fecha com força, bem, isso comprova que a menina esta possuída, ou ela é uma mutante.

—-Menina, abre essa porta – Falo tentando abrir a porta, dou uma olhada rápida no compartimento de lixo e vejo sangue saindo dele, o departamento de lixo vai ter uma surpresa quando passar aqui, pego minha pistola e dou um tiro na maçaneta e um chute na porta, entro novamente, a menina esta no centro da casa, olhando pra mim.

—- EU DISSE PRA VOCÊ SAIR DAQUI – Fala a menina, no mesmo momento ela começa a levitar e me joga contra a parede, começo a ficar sem ar, pego a agua e jogo contra a menina, mas a agua flutua no ar e é jogada contra a parede – ACHA QUE ESSES TRUQUES FUNCIONAM CONTRA MIM??? – Fala uma voz velha, ela não sai da boca da menina.

—- Então se eu não posso te matar, vou matar a menina – Atiro contra a menina, do lado, não mirando nela, apenas pra assustar, a bruxa me solta e tira a menina de onde estava, aproveito aquilo pra fugir.

Fim da parte 1

Ótimo, que droga esta acontecendo aqui? Bem, no momento não tem nada que eu possa fazer, volto para a agência e me sento na recepção, tento pensar um pouco, mas minha tranquilidade é interrompida por gritos de socorros vindos da parte de artefatos, abro a porta e esta tudo escuro, pego uma lanterna e vejo um homem com o corpo coberto por uma fumaça negra e vejo a menina que me contratou no chão, com medo da criatura, acerto minha lanterna nela e ela sente dor, ela se vira pra mim e começa a se transformar em uma garotinha.

A menina dá um chute antes que ela possa tomar forma completa, pego confete e taco na criatura que volta para o armário.

—- Oque era aquilo? – fala a menina.

—- Era um bicho papão, uma criatura que se transforma no seu pior medo, pelo visto, o seu é escuro, ai ele se transformou em um Shadow Lumberjack, uma criatura que usa a sombras contra seus inimigos, expulsar um bicho papão é fácil, é só jogar confete de festa infantil, tem um intuito de alegria que os deixam com medo, e oque você faz em minha agencia bisbilhotando? – Falo com raiva depois de perceber que estava bancando o professor.

—- Eu esta... – Antes que ela terminasse, pego meu detector de mentiras e uso nela.

—-Agora fala, antes confiei em você, mas agora é diferente, quem é você e porque esta aqui? Ela é realmente sua irmã?

—-Não...ela não é, me chamo Luna, eu era a babá da família. – Fala ela de cabeça baixa.

—- Espera, oque uma babá estava fazendo na parte de artefatos? – Falo com a mão na pistola.

—- Eu queria entrar aqui, eu não estava com medo, usei uma poção magica de criar sentimentos, oque criei foi medo, eu não vi a bruxa, vi apenas os dois no lixo essa manhã. – Fala ela se levantando.

—-Espera poção? Oque você é? – Agora pego a arma e aponto pra ela.

—-Calma, sou do bem, só sou uma menina curiosa, gosto de coisas magicas e sei alguns truques, mas soube dessa agência e queria entrar e ver se tinha coisas magicas e –Ela olha para todo o lugar – Caramba, tem umas bem legais, tinha que te enganar pra entrar, mas vi esse armário se mexendo e...

—-E tentou abrir, que ótimo, saia daqui, não tenho tempo pra você, tenho que lidar com uma menina com uma bruxa. –Falo abaixando a arma.

—-Espera, eu posso te ajudar – fala a menina – Me chamo Luna, sei algumas coisas sobre a família deles que podem ser uteis.

—-Tipo oque? – Devia ter falado antes de eu ser arremessado pra fora.

—- Eles não são pais dela, ela é adotada, e eles estavam brigando muito antes do acontecido. – Fala a menina, se levantando.

—- Ótimo, obrigado pela ajuda – vou saindo, tenho que ir no orfanato que a menina foi adotada, devem saber algo sobre isso. –Vou ir para o orfanato, e você, vai sair daqui.

—-Espera, eu vou com você – Ela começa a me seguir.

—- Por quê? – Olho pra ela curioso.

—- Eu quero ajudar, a menina estava sobe minha responsabilidade, além do mais, quero saber oque aconteceu.

—- Menina, é perigoso – Falo, olhando pra ela, meu trabalho é perigoso, ela pode se ferir.

No mesmo momento ela aponta uma adaga pra minha garganta, onde ela arrumou uma adaga? Ah dane-se, trabalho em uma agência paranormal, desisti de logica.

—- Esta bem, vem – Falo indo para o orfanato.

Orfanatos, odeio ir neles, principalmente pelo fato que as crianças ficam com aquela cara de cachorro pidão querendo que você tire elas de lá, vou entrando já indo para a recepção, mas antes, vejo uma menina lá no corredor, ela me trás algumas recordações, tanto boas quanto tristes, vou ate ela.

—-Ei garotinha, quer pra você? – Mostro o ursinho que comprei pra menina da bruxa, a menina me olha com aqueles olhos brilhantes e começa a pular de alegria, dou o ursinho pra ela, vou indo ate a recepção, peço para falar com a coordenadora do orfanato.

—-Olá coordenadora, poderia me ajuda? Queria informações sobre uma criança daqui. – Falo com um sorriso no rosto.

—-Desculpe, não podemos dar esse tipo de informação. – Diz a coordenadora, uma velha gorda, que estava mais preocupada em lixar suas unhas.

—-Mas, é que somos os tios de Kath, uma menina que era do orfanato de vocês – Se eu pudesse atirava em gente assim...

—- Não podemos dar essa informação – A velha gorda me dá uma olhada de lado.

—- Tem certeza – Luna tira uma nota de cinquenta e coloca na mesa, olhando pra velha, a mesma, pega a nota e guarda.

—- Oque querem saber? – Agora ela presta atenção em nos.

—- Oque aconteceu com a família dela. – Falo dando uma leve olhada pra Luna depois do que ela fez e volto para a velha.

—- Olha, não sei direito, pelo oque eu soube, a família dela morreu e ela veio para cá. – Fala a velha, mas com aquele jeito de quem sabia mais...

—- Sim, sabe de mais alguma coisa? – Vou matar ela daqui a pouco.

Ela me mostra a mão, pedindo dinheiro, Luna dá mais cinquenta reais.

—- Bem, ouvi dizer, que ela que os matou, dizem algum demônio estava no corpo daquela menina, seus pais tinha feito um pacto com esse demônio para terem a menina, porque os pais eram inférteis, ai o demônio depois quis a criança pra ele.

—-Obrigado pela informação – Vou indo embora, entendi, os pais de Kath pediram a filha para a bruxa, a bruxa deu, mas agora, ela quis a criança pra ela, dou uma olhada para Luna – Porque gastou tanto com ela?

—-Não gastei nada – Ela me mostra um cristal em sua mão, esses cristais eram usados antigamente por não-magos para poderem fazer magias especificas, esse cristal deve ser de ilusão, mas porque essa menina tem um artefato desses tão antigo?

—-Certo, agora temos que dar um jeito na bruxa, ela esta dentro da menina, temos que tirar ela de lá, e jogar a agua, ai ela será morta de uma vez – Falo já pensando em um plano.

—-Temos? – Luna me dá uma olhada.

—- É, falei errado, tenho, você volta pra agencia – Falo indo para a casa da menina.

Luna aponta a adaga pra mim – Você não vai me deixar aqui – Diz ela seria, pego o braço dela com a adaga, seguro e levo ate a costas dela, dando uma dor bem forte e jogo ela no chão – Sim, eu vou, você pode morrer por minha causa.

Fim da parte 2

Vou indo para a casa de Kath, é agora, vou dar um jeito nessa bruxa, vou pronto, com todas as minhas coisas que levei antes, vou para a casa da bruxa, entro pela janela, a casa esta quieta, assim que entro, não ouso nenhum ruído, vejo uma porta que dá para o quarto da menina, entro e vejo um típico quarto macabro, um pentagrama preto pintado na parede com símbolos estranhos por todo ele, provavelmente símbolos de rituais, ando pelo quarto, vou ate a cama da menina, tem um gato morto, completamente desmembrado, ele ainda se encontra com os olhos aberto.

—- Eu disse para você ir embora – Ouso a voz da bruxa, não consigo ver ela, mas a ouço muito bem.

—- Desculpe, sou cabeça dura, não ouso ninguém – Falo olhando para os lados, tentando achar ela.

—- Serio, se quer tanto a morte, porque não se mata simplesmente? –Ouso a voz estridente dela.

—- Não obrigado – Me preparo para o pior.

Logo eu apareço na minha frente enforcado, ele cai no chão morto, um corpo igual ao meu, uma possível ilusão para dar medo, me deu susto, mas estou acostumado, olho para um espelho e vejo o meu reflexo se mexendo, ele pega um garfo e arranca o próprio olho, pego minha pistola e dou um tiro no espelho.

—-Qual é bruxa, vai viver a base de clichês? Isso não é fanfic de terror não, vamos ser mais criativos. – Já me preparo pra ela.

Sou jogado contra a parede com força por ela, no momento que pisco vejo a menina na minha frente com os olhos totalmente pretos, típico de possessão, pego minha pistola, mas ela é arrancada da minha mão, no mesmo momento, uma adaga passa perto da cabeça da menina, ela foi arremessada, ela olha para trás e vê Luna, mulheres...fazem tudo ao contrario, Luna sai correndo e a menina vai atrás dela, aproveito a oportunidade e começo a fazer o símbolo do ritual no chão, ele é bem rápido de se fazer, começo a fazer, quando na metade ouso atrás de mim.

—- Oque pensa que esta fazendo? – Fala a menina, que ótimo, descobriram o “teletrasporte”

Pego meu bastão tento acerta-la, ela para com a mão e segura minha cabeça, assim que abro os olhos me vejo em um corredor vazio, estou sem minhas armas, sim, estou ferrado, começo a andar por aquele corredor, ele parece que cada passo que dou fica mais longo, começo a andar, olho para todos os lados e começo a ouvir um barulho, um barulho de pingo de agua, ate que sinto uma mão puxando meu pé, sou puxado e entro dentro da agua, estou me afogando, isso é algum tipo de ilusão? Ou um sonho, nado pra cima, a mão não me segura mais e saiu de volta ao corredor, estava dentro de uma poça de agua, vejo a menininha na minha frente, saiu por completo a poço.

—- Sabe por que eu não lhe matei na primeira oportunidade? – Diz a bruxa.

—- Porque você tinha que me contar seu plano maligno primeiro? – Fico encarando ela, esperando qualquer coisa que ela possa mandar.

—- Não, achei que era diferente, você tem algo estranho, é diferente de qualquer humano comum, você tem um senso de justiça, mas não é só isso, você é humano, mais humano do que qualquer humano – Ela começa a se aproximar de mim.

—- Nossa, muito obrigado da sua parte – Falo, me desaproximando um pouco.

—- Mas, você é o pior tipo de humano possível, achei que era uma boa te deixar livre, mas vejo agora que você apenas merece a morte – Fala ela, surgindo uma faca em sua mão.

—- Ei calma colega, vamos conversa – Antes de qualquer conversa, ela corta o ar e tomo um corte no braço, ela continua e cortes surgem violentamente no meu corpo, a dor é ardente, tento atacar ela, mas sinto como se ela estivesse me segurando e continuo a ser esfaqueado, no mesmo momento, insetos estranho saem de dentro dos cortes, eles começam a comer minha carne por fora, sinto uma dor enorme e começo a me contorcer, ate cair no chão, a menina dá um corte no meu rosto.

—- Sua ultima palavras investigador – Ela levanta a faca, mas algo praticamente impossível acontecer, Luna aparece dando um chute na menina que voa pra trás e a ilusão se desfaz, meus ferimentos e a dor somem, penso em perguntar como ela fez isso, mas isso é assunto pra outra hora, pego meu livro e termino o ritual e aponto para a menina.

—- Sub potestate consedidos me ego iacio recidentes justum pretium pro omnibus sanctis corpus regno Domini adduco vobis animália.

Um grito agudo é dado pela menininha e uma aura negra sai de dentro dela e fora dela, essa mesma aura se forma na minha frente, formando a famosa bruxa, ela é uma mulher bem velha e acabada, com um manto negro e pele ferida, seus olhos profundos e energia maligna mostram que ela não esta mais completamente entre-nos.

—- Você esta brincando com a morte detetive – fala ela com sua voz sussurrante olhando para mim, Kath esta desacordada, Luna esta com ela, no mesmo momento, pego a agua e taco na bruxa que começa a queimar, mas mesmo assim, ela olha pra mim com um olhar espantoso – Se eu vou morrer, vocês vem comigo – Diz ela fazendo uma magia que solta um fogo por toda a casa, a casa ainda por cima é de madeira, vai queimar muito rápido.

—- Kath, Luna, corram! – Falo para as duas, Luna pega Kath nos braços que ainda esta desacordada e corre com ela para fora da casa, eu continuo lá, tenho que terminar oque comecei, a bruxa continua olhando pra mim, com um sorriso no rosto, ela quer me ver morto, mas não vai ser assim tão simples, jogo mais uma bomba de agua nela, ela continua a queimar, e começo o segundo ritual, o ritual de aprisionamento.

—- Et nomine omnium sanctorum usque ad saeculorum habeam in circulo illo tempore solutus corpore captivi – Um circulo magico se forma em minha mão, correntes magicas saem por ela e seguram a bruxa, ela tenta se soltar, mas já fraca, não consegue mais isso, o fogo aumenta, esta muito quente, começo a perder os sentidos, mas tenho que continuar o ritual -- Tenes nomen Domini pro sacris , pro te omnibus diebus vitae meae locutus sum vobis – Ela é puxada para dentro do circulo magico e é presa, uma esfera azul se forma e fica maciça, a pego, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, caiu no chão, tonto, não consigo ver nada direito, não consegui aguentar o calor e ainda usei muita energia nessa magia, vejo um vulto, alguém parado na minha frente, como se estivesse me observando, mas esse vulto some, uma pessoa vem ate mim correndo, logo após, não lembro de mais nada, só que adormeci.

Acordo na cama do hospital, tem um aparelho para eu respirar em minha boca, tiro ele, parece que estou morrendo com isso na boca, olho para o lado e vejo Luna, ela esta com uma faixa no braço, pelo visto ferimento de queimadura.

—- Você me tirou de lá? – Fala, com uma voz sonolenta.

—- Sim, vi que você não estava vindo e fui atrás de você. – Fala ela com um sorriso no rosto vendo que acordei.

—- Não precisava, eu tinha um plano pra sair.

—- Você estava no chão, desacordado e quase morrendo. – Ela me dá uma olhando como se eu estivesse mentindo.

—- Tá, eu não tinha um plano, obrigado. – Falo dando um leve sorriso.

—- Bem, agora podia me dar um emprego não é – Diz ela, cruzando os braços.

—- Emprego? Se esta doida? Não acabou de me ver lutando contra uma bruxa?

—- Sim, não quero fazer essas coisas perigosas, mas quero ajudar, precisa de alguém pra ficar de olho na agência e nos artefatos não?

—- Não acho boa ideia disso, além do mais, como você entrou na ilusão da bruxa? – Além do mais, foi ela que entrou na sala de artefatos.

—- Eu tenho habilidade de uma Dreamwalker – Dreamwalker? Eles são um tipo de pessoas extintas, pessoa que conseguem entrar em ilusões e sonhos, a maioria deles foram mortos por exércitos mágicos, pois sabia que se o exercito inimigo tivesse um Dreamwalker, seus soldados não poderiam nem dormir em paz, como os soldados normais sabiam que existia esse tipo de pessoa? Uma pergunta para outra hora.

—- Certo... depois eu discuto com você – Penso um pouquinho – Amanhã as 8, não se atrase.

Luna dá um sorriso, o dia foi cheio, mas pelo menos, mais um caso completado, posso dormir em paz essa noite.

Notas finais
Obrigado por terem lido
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.