O Diario de Victor Reis
6 12/04 e 13/04 de 2016
Notas iniciais
12/04/16 e 13/04/16
Querido diário, normalmente eu sempre sei oque já escrever em você, mas hoje não sei como começar, quando acordei, comecei a me arrumar para ir para o museu e recebi uma ligação, atendi e ouvi a voz daquela menina, a maluca loira da faculdade, apenas falando "corre Victor, sai dai agora" perguntei quem era e não entendi, ouvi um barulho de gente subindo as escadas, logo me escondi, ouso baterem na porta, ouso uma velha senhora falando que é da faxina, fico mais tranquilo, mas depois penso 'espera, eu não tenho faxineira' penso um plano maluco, vou ate a janela e vejo um parapeito da janela, subo nele e vou tentando ir ate a casa da vizinha, pior ideia possível, não é tão fácil como nos filmes, vou tentando me mover e acabo quase caindo e segurando nele, ouso alguém arrombando minha porta, dois homens de terno de gravata, parecendo que saíram dos homens de preto, tento abaixar a cabeça e tenho outro plano horrível, vejo uma janela embaixo de mim, me solto e pego nessa, bato na janela, uma senhorinha abre a janela e me vê pendurado, o homem lá de cima de vê entrando na casa dela e começa a correr junto ao parceiro dele pra vim me pegar.
Saio do prédio correndo, caramba, oque deve estar acontecendo aqui? Continuo correndo sem olhar pra trás, vejo uma moto parando, é a loira maluca de novo, ela fala pra mim sentar na moto, me sento e ela começa a correr, os homens saem do prédio, nos vê e começam a atirar, novamente as pessoas da rua não veem nada, a menina diz "temos que sair daqui, pegou a pistola que eu te mandei?" Sim, essa maluca me mandou a pistola, disse que claro que não, ela ficou brava dizendo que eu era idiota e continuo correndo, chegamos ate o píer, ela parou a moto, descemos e ficamos atrás de dois containers, perguntei oque estava acontecendo e ela não disse nada, logo de cima dos containers, pulam os dois caras de lá de trás que quando iam apontar as armas para nos, a menina foi mais rápida e cortou a mão dos dois, sangue começou a espirar por toda a parte e logo após, eles dois tem a garganta cortada, preciso dizer que a essa altura do campeonato eu estava morrendo de medo e confuso?
Depois de um tempo de silencio, a menina olhou pra mim e apenas me perguntou “Quanto do mundo você acha que conhece Victor Reis?” olho pra ela estranhando a pergunta, ela bebeu o seu Martine e voltou-se novamente para mim “Ou devia te chamar de Victor Valência, ou realmente acha que eu não sei que mudou o seu próprio nome? Sim, eu sei tudo sobre você” me assustei com ela, como ela sabia meu nome? Eu mesmo dei um jeito pra apagar tudo que fosse necessário.
De lá, saímos andando, eu tentava pergunta as coisas pra elas, querendo respostas, mas nenhuma resposta vindo dela, chegamos em um bar, o barman nem ligou para o fato dela estar cheia de sangue, nem as outras pessoas percebiam isso, sério, já desisti disso, quero uma explicação mas ninguém me ajuda, naquela hora, já percebi que ia até atrasar minha publicação do nyah, mas OK, continuando com a ninja maluca, Ela pediu uma dose de Martine.
Mas depois disso, tive uma estranha proposta.
—- Mr Valência, ou Mr Reis se preferir, mas prefiro chamar você pelo seu nome real, quero te dar a oportunidade de entender totalmente o mundo que vive, e não ficar cego como muitos que não conseguem nem ao menos ver tiros sendo disparados ao lado deles, quero te mostrar o mundo de verdade, o verdadeiro mundo, caso tenha medo do desconhecido, digo para ir embora e nunca irá ter notícias de nada disso mais, ou pode ficar e pedir mais uma bebida e realmente ver o mundo novo e entender mais de si mesmo. -- ela olhou fixamente para mim, o clima do lugar parecia ter mudado querido diário, parecia ter até mesmo esfriado.
—- Oque é isso? Matrix -- não resisti a referência, mas logo após pedi uma vodka, aceitei a proposta, mesmo tendo certeza que vou me arrepender depois, a loira se levantou e o balconista abriu uma porta que ficava depois do balcão para nós, entrei junto a menina, entramos em um grande salao escuro e sem nada, apenas com um homem pálido como um fantasma, alto e careca, com um terno todo preto estava em pé, parecendo que estava nos esperando, sua postura completamente ereta transmitia mais medo do que qualquer outra coisa que devia transmitir, ele olhou para nós dois e disse que estava muito feliz em nos ver, ele chegou em mim e me chamou de Mr Valência, não sei como sabia de meu nome, mas ele olhava para mim como se já me conhecia a muito tempo, ele olhou para mim e perguntou “Mr Valência, você sabe oque é um Renegado?” estranhei e disse que não, logo ele me deu a resposta “É uma pessoa que divide a mesma alma com outra que já morreu, essa pessoa que morreu fez um trato com uma criatura mágica para poder voltar em outro corpo” “E está dizendo que eu sou um desses e vocês também?” já falo o mais óbvio, pra ele me trazer aqui e falar isso pra mim, deve ter algo a ver com isso “Sim e não, você é um Renegado, mas nos não somos, somos pessoas chamadas de que Jdeles, somos pessoas normais que ganhamos a dádiva de vermos mais que humanos comuns” ele dá um sorriso, percebo a tatuagem na sua mão, a tatuagem da moda, entendi naquele momento, aquilo é uma marca deles, “quem eram as pessoas que tentaram me matar?” perguntei “eram juízes, juízes matam renegados, porque eles vem que as pessoas mortas devem continuar assim, pois muitas assumem completamente o corpo de pessoas vivas que mereciam ter uma vida, e os renegados não concordam e querem viver de novo, mesmo matando um vivo atual, com isso há uma guerra entre os dois”
“Mas fique tranquilo Mr Valência, nos somos diferentes, somos contra essa guerra” diz a loira maluca, fico um pouco mais tranquilo “ mas oque querem comigo?” pergunto olhando para o estranho homem “vamos fazer você e o seu Renegado conseguirem dividir o mesmo corpo sem você ter uma guerra interna” depois que eu perguntei como iam fazer isso, fiquei meio tonto e cai desmaiado, acordei hoje, nem sei que dia é hoje, dentro de uma prisão de pedra e em cima de uma cama de palha, hoje não sei qual o meu destino, não sei oque esperar.
Até amanhã querido diário.
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