Notas iniciais
Hey gente! Eu nem ia postar nada agora, mas acabou que eu me empolguei! Hahahaha. Já comecei a trabalhar nos próximos capítulos, então, não se esqueçam de comentar! ♥ Estou muito feliz em voltar a postar com frequência, e mais feliz por saber que estão gostando, isso me deixa muito feliz! Enfim, tenham uma boa leitura! Beijos! ♥

POV Edward

Harry Clearwater estava falando há mais de meia hora sem parar.

A reunião do financeiro acontecia a cada começo de mês, era onde discutíamos sobre os gastos relacionados ao marketing, roupas, acessórios, lucros e despesas da revista, taxa de crescimento nas ações da bolsa, etc.

Reuníamos a equipe principal, que envolvia o setor administrativo, marketing, financeiro e executivo.

Victória estava posicionada ao meu lado, anotando tudo como sempre fazia. Alice estava com o notebook, ao lado de Kate, e juntas elas discutiam alguma coisa relacionada as taxas de exportação de tecido na Europa com Harry e sua equipe.

Eu não consegui prestar atenção em metade do que eles estavam falando. Hoje eu não estava disposto a ouvir nada disso, mesmo que fosse um assunto de meu interesse, afinal, a empresa era da minha família, e esse era um dos assuntos que eu considerava mais importantes em relação a revista.

Hoje não.

Simplesmente não conseguia me concentrar.

Eu estava com a cabeça cheia

Ainda tinha a conversa que perturbava a minha mente.

Ela havia se arrependido.

Ela pensou em se demitir.

Desde a morte de meu pai, aquela era a primeira vez que eu me sentia tão desconcentrado.

Acho que até as pessoas a minha volta conseguiam perceber meu desinteresse.

Foda-se.

Desde o momento que Isabella havia saído de minha sala, eu não consegui pensar em mais nada.

Pensei sobre tudo que havia acontecido, desde o momento que ela havia entrando em minha sala pela primeira vez, até o presente...

Eu estava impaciente naquele primeiro dia.

O RH havia separado uma seleção de garotas que, honestamente, eu não sabia como eram graduadas.

Depois de inúmeras entrevistas e contratações mal sucedidas naquela semana, eu estava ficando de saco cheio de receber sempre as mesmas garotas magricelas, com olhares amedrontados.

Então, eu não estava convicto que seria diferente naquele dia.

Afinal, todas elas pareciam iguais.

Tamborilava os dedos na mesa impacientemente, até uma batida leve na porta anuncia-la.

— Entre!— Eu disse, para indicar que a garota que estava na recepção entrasse.

Desviei os olhos do meu computador, assim que ela entrou na sala.

A garota da saia de vovó entrou com certa relutância em minha sala, e olhou rapidamente ao redor da sala, como se estivesse analisando-a, e depois, finalmente, em minha direção. Eu a encarei, então ela abaixou a cabeça, fazendo o longo cabelo cobrir seu rosto.

— Com licença.— Ela disse com a voz baixa.

Ela parecia nervosa.

Por educação, eu indiquei uma das cadeiras a frente de minha mesa para que se sentisse mais à vontade.

Assim que se sentou, interroguei-a.

— Quem é você?— Perguntei, analisando-a.

Ela era de altura mediana, vestia uma blusa social branca de mangas longas, e um suéter cinza claro de corte simples por cima, e uma saia. — Uma saia horrorosa de pregas, acima do joelho. Ela vestia meia calças pretas, que delineavam o contorno de suas pernas. O cabelo era de um tom castanho mogno, com reflexos avermelhados, que contratavam com o tom claro de sua pele, suas bochechas estavam coradas em um cor de rosa convidativo.

Mas a garota não respondeu minha pergunta.

Ela estava olhando para mim, então pela primeira vez, reparei na cor de seus olhos. Eram castanhos, como chocolate ao leite, mas estranhamente havia alguma profundidade neles, quase como se de uma maneira estranha eles pudessem refletir o interior da minha alma.

Depois de perguntar se ela entendia meu idioma, finalmente ela respondeu.

— I-Isabella Swan. — Ela gaguejou, em um claro sinal de nervosismo.

Isabella Swan...

No começo, eu sempre dizia a mim mesmo que ela seria apenas mais uma garota comum, que não demoraria para fazer alguma coisa estúpida e ser mandada embora, e que a rotina exaustiva voltaria a acontecer.

Seria mais uma que, para o bem dela, eu ignoraria.

Mas isso ... eu realmente nunca fiz.

Infelizmente, desde o primeiro momento em que a vi, tive que admitir ... fiquei tão fascinado por ela. Sobre sua aparência, seu carisma, sua voz, seu caráter, e, acima de tudo, seus olhos.

Aqueles olhos castanhos chocolates, que conseguiam ser tão profundos.

Eles me cativaram.

E o mais estranho de tudo, era que ela não fazia o meu tipo.

Sempre sai com muitas mulheres.

Altas, magras, modelos, algumas atrizes, ou que estivessem envolvidas ao ramo da moda. O meio em que eu vivia, o meu estilo de vida, era sempre rodeado de pessoas assim.

Porém, eu jamais consegui ver algo a mais, ou que valesse a pena, que me fizesse enxergar alguma coisa além de suas personalidades fracas e superficiais.

Mas de uma maneira estranha, Isabella tinha sido por um longo tempo...A única pessoa que me impressionou totalmente, que obscureceu minha mente e fez meu coração bater mais rápido.

O que isso significava para mim?

Para ela?

Bem, aparentemente nada, e ela já havia deixado isso explicito hoje mais cedo. Porém, alguma coisa em seus olhos ao me dizer aquelas palavras. – Que haviam me perturbado, e me ferido. – Não me convenceram.

Fiquei totalmente impressionado com o rumo que os meus pensamentos tomaram sobre essa garota comum...

Que não havia nada de comum.

POV Bella

Eu havia acabado de sair do departamento gráfico, por que Victória ainda não havia voltado da reunião. Quando estava no fim do corredor, a caminho para pegar o elevador e retornar ao meu andar, escutei o nome de Edward ser dito por alguém.

Diminui automaticamente meus passos, e olhei disfarçadamente para trás. Haviam alguns executivos parados perto do bebedouro conversando.

Talvez isso significasse que a reunião havia finalmente terminado.

—... Eu não sei, ele parecia estranho durante a reunião. – Um deles dizia.

— Sim, eu percebi mesmo. – Quil, um dos executivos falou, enquanto bebia água. — Ele não gritou com ninguém. Parecia que nem estava lá. Muito estranho mesmo.

— Esse Cullen é mesmo esquisito. Muito diferente do pai. – O mais velho do grupo deles disse.

Franzi a testa.

Eles estavam falando de Edward.

Eu não conseguia me lembrar de ouvir alguém falando dele desse jeito.

Bem, talvez eu apenas nunca tenha reparado.

Isso me incomodou.

Por que me incomodou?

Então eles mudaram de assunto, e começaram uma conversa animada sobre um jogo de Baseball que teria no sábado.

(...)

Voltei ao meu andar, Victória já estava em sua mesa, digitando algo no computador, rodeada de pastas. Ela parecia muito concentrada.

— O que está fazendo? – Perguntei.

Ela desviou os olhos por um instante e me lançou um olhar venenoso.

— Meu trabalho. – Ela disse seca. – Ah, sim, nós temos uma reunião amanhã cedo. O sr. Cullen não falou sobre o que era, mas parece muito importante. Se eu fosse você, chegava cedo. – Então voltou a digitar em seu computador mal humorada.

Suspirei, voltando a minha mesa, eu ainda precisava terminar de fazer alguns pedidos online, e agendar todos os lugares que eu precisaria ir durante a semana.

De repente a porta do escritório foi aberta. Mesmo eu estando de cabeça abaixada, eu sabia que ele estava em pé parado a porta.

— Isabella. – Ele usou um tom de voz baixo. Levantei a cabeça em um reflexo. Era a primeira vez que ele falava o meu nome depois de tantas semanas. — Pode vir a minha sala, por favor? – Ele disse me olhando.

Senti meu coração acelerar.

Victória desviou os olhos do seu computador, e olhou em minha direção, com olhos arregalados.

Parecia chocada.

Eu não sabia dizer se era por ele não ter me chamado de “Victória”, por ele não estar gritando ou por que ele havia dito “por favor”.

— Sim Sr. Cullen. – Eu respondi.

Ele deu um aceno, e voltou para sua sala, fechando a porta.

Senti minhas pernas moles.

Depois do episódio que havia acontecido mais cedo, eu não sabia como enfrenta-lo.

Eu havia dito que havia me arrependido de ter dormido com ele, que queria sair da Runway. – Bem, não exatamente com essas palavras, mas foi o que deu a entender.

Isso tudo soava tão horrível.

E esse era o grande problema.

Ter dito aquelas palavras me fizeram sentir um imenso peso no peito. Mas depois de tudo que havia acontecido entre nós...

Ele era um imã, que automaticamente atraía mulheres, arrastava-as em filas e não parecia particularmente interessado em nenhum relacionamento sério. Eu precisei dizer aquilo, para me proteger.

Será que ele iria me demitir?

Pensei sobre isso por um momento.

Há algumas semanas atrás eu estaria até rindo disso, depois de tudo que eu havia aguentado...

Quando assinei meu contrato na Elias Clark, concordei em trabalhar com Edward por um ano — Isso é, se eu não fosse despedida, o que, a essa altura, me parecia um grande “se”. E se eu cumprisse as minhas obrigações com algum nível de competência. (Que as vezes parecia ser impossível.)

Essa parte não estava escrita, mas deixada implícita por meia dúzia de pessoas no RH, inclusive por Victória, desde que comecei a trabalhar aqui.

Então depois que esse tempo fosse cumprido, eu estaria na posição de escolher o trabalho que eu gostaria de desenvolver em seguida.

Esperava-se, é claro, que, qualquer que fosse a escolha, se relacionasse à revista Runway ou, no mínimo, que fosse na empresa, mas eu estaria livre para trabalhar com resenhas de livros na editoria de cultura, até servir de ligação entre as celebridades de Hollywood e a Runway.

As últimas assistentes que haviam completado um ano no escritório de Edward, (que a essa altura não eram muitas), haviam escolhido a editoria de moda da Runway, mas isso não me interessava nem um pouco. Eu não me via trabalhando para algo assim.

Trabalhar no escritório de Edward era considerado a maneira definitiva de saltar de três a cinco anos de indignidade como assistente e assumir diretamente funções importantes em cargos de prestígio.

Prestígios esses que agora poderiam estar perdidos.

Pela primeira vez, pensei sobre isso, e percebi que não era apenas perder o emprego que eu temia.

Levantei da cadeira.

Eu precisava enfrenta-lo.

POV Edward

Uma batida leve, fez com que eu arrumasse minha postura na cadeira.

— Entre.

Senti minha pulsação acelerar.

Ela estava parada em frente à minha mesa, e pela segunda vez naquele dia, ela me fez lembrar de nosso primeiro encontro.

— Sente-se. – Eu disse.

Mas ela continuou em pé.

— Estou bem assim. – Ela disse levantando o queixo teimosamente.

Dei um suspiro.

— Isabella. – Disse, fazendo seu nome dançar em meus lábios. – Não é educado conversar em pé. Sente-se. – Disse gesticulando com as mãos as cadeiras a frente de minha mesa.

Ela olhou para mim por um instante, e eu poderia prever que iria revirar os olhos, mas pareceu mudar de ideia, então com um suspiro, sentou-se.

Ficamos parados, apenas nos encarando em silencio.

Decidi quebrar o silêncio.

— O que aconteceu hoje mais cedo... – Disse. – Eu não queria... Eu...sinto muito. Eu não sei como lidar com esse tipo de coisas, por que eu nunca... – Me interrompi por um instante. O que eu deveria dizer a ela? Que nunca alguém me fez sentir assim? Que jamais havia ficado tão desconcertado? Qual palavra seria mais adequada para descrever? Então continuei. – ...precisei lidar com isso. – Disse por fim. – Não é de meu feitio.

Sua expressão era neutra.

Ela me observava em silencio.

Então continuei.

— Eu sei que as vezes lidar com o meu gênio não é fácil. Acredite. Eu sei. – Disse suspirando. Meu Psiquiatra que diga! – completei mentalmente. – Mas eu não gostaria que pensasse em se demitir. – Disse sentindo uma pontada fria atingir meu peito. — Você foi de longe a melhor assistente que já tive nos últimos tempos, e acredito que não encontraria mais ninguém com um grau tão grande de PIC como você tem.

Ela franziu a testa.

— PIC? – Ela disse confusa.

Sorri.

Aquele era um termo pouco usado.

— Paciência, Inteligência e Competência. – Disse lançando um sorriso encorajador.

Ela levantou as sobrancelhas, parecia surpresa pelo que eu havia dito.

De fato, eu não estranhava que ela se sentisse tão surpresa.

Elogiar as pessoas nunca foi o meu forte.

Meu pai era assim, não eu.

Achava que elogiar funcionários, os fariam pensar que eram bons demais para o cargo, e assim eles ficariam desleixados diante de tanta confiança, e a qualidade e desempenho tenderiam a cair.

Por outro lado, percebi naquele momento que também era uma maneira discreta de expressar minha admiração por ela.

Eu deveria fazer isso mais vezes.

— Me desculpe também. – Ela disse encarando as mãos. – Eu não deveria ter falado daquele jeito. Não foi certo. – Então ela me encarou. – Eu disse aquelas coisas sem pensar.

Ela estava me pedindo desculpas, depois de eu tê-la tratado mal?

Balancei a cabeça incrédulo, mas ao mesmo tempo com um certo alivio.

Ela não se demitiria.

Fiquei olhando para ela. Admirando-a.

Eu queria dizer alguma coisa.

A porta foi aberta de repente.

— Marc Jacobs precisa.... Ah, olá Bella. – Alice disse acenando rapidamente para ela. – ...Adiantar o desfile das coleções de segunda, para... Hmmm, amanhã à tarde. Ele precisa estar em Paris antes da semana do desfile de outono da Dior.

Suspirei arrumando minha postura na cadeira. Não havia percebido que estava tão inclinado em minha mesa.

— Mas o desfile em Paris será daqui a duas semanas Alice. – Disse.

— Eu sei. – Ela disse revirando os olhos. – Mas ele quer pegar o último desfile de Milão, e de lá ele vai para Paris.

Suspirei.

Eu não queria falar sobre isso agora.

— Então? – Ela pressionou. — Pode ser amanhã?

— Claro. – Disse.

— Vou agora mesmo pedir que liguem no escritório dele. Ah, Bella, você pode vir comigo?

Isabella me lançou um olhar, como se pedisse permissão.

Dei um aceno, a liberando, então as duas saíram da minha sala fechando a porta.

Enquanto estava sozinho em minha sala, fiquei pensando sobre essa viajem que se aproximava.

Todos os anos eu ia a paris, e assistia aos desfiles de maior prestigio no que se diz respeito a moda. Era onde eu me encontrava com os maiores e mais renomados nomes do mundo da moda.

Era o evento mais aguardado do ano, e também considerado o mais importante.

Como de costume, eu sempre levava a minha assistente sênior a esses eventos, onde ela deveria me ajudar com a organização da agenda semanal, com os jantares, entrevistas e reuniões importantes, e com sorte conseguir um patrocínio destes estilistas renomados.

A viagem se aproximava, então comecei a pensar que não tinha outra pessoa no mundo que eu pensasse em levar comigo, que não fosse Isabella...

POV Bella

Voltei para a minha mesa, depois de ter ido ao departamento de artes com Alice.

Ela queria minha opinião sobre um esboço que estava trabalhando. Mesmo isso não sendo minha função, e eu não entender muito de moda, — E ela com certeza sabia disso. – Ela queria uma opinião de fora.

Eu gostava de Alice.

Ela havia se tornado minha amiga.

Então voltei meus pensamentos a minha conversa com Edward.

Ele parecia tão... Diferente do que estava hoje mais cedo.

E ele parecia ter sido muito sincero sobre tudo que havia dito.

Eu queria ter dito o que realmente estava pensando sobre tudo isso, mas no momento, eu mesma estava confusa.

Como eu poderia dizer alguma coisa a ele, quando eu mesma não sabia o que estava sentindo?

Suspirei.

De qualquer forma, seria um erro.

Eu aguardava pela finalização do livro.

Já fazia algumas semanas que a rotina de entregar o livro em seu apartamento havia virado uma rotina simples de realizar.

Depois daquelas semanas que mal estávamos nos falando, a entrega do livro havia virado um evento silencioso e rápido.

Na verdade, se tornou a parte mais fácil do trabalho, que antes eu tanto temia.

(...)

Pela milésima vez, eu estava parada em frente ao seu closet, terminando de pendurar os casacos recém lavados da lavanderia, e pronta para ir embora...

— Isabella? –Ouvi ele me chamar de seu escritório.

Já fazia muito tempo.

Automaticamente meu coração deu um salto.

Por que isso sempre acontecia?

Andei em direção a sua sala.

— Sim, senhor Cullen? – Disse segurando o livro, já que eu não via por que o deixar na mesinha.

— Por favor Isabella, estamos fora da empresa, pode me chamar de Edward. – Ele disse revirando os olhos, mas então me lançou um sorriso de lado. – Queria conversar sobre a reunião de amanhã.

Ah não.

Algo em minha expressão, fez com que ele sorrisse.

Acho que acabei deixando transparecer o quanto eu odiava conversar sobre trabalho depois do expediente.

E ele claramente percebeu.

— Não vou demorar, prometo. – Ele disse como se lesse meus pensamentos. – Sabe, Paris é a semana mais importante para a Runway. – Ele fez uma pausa. — É sobre isso que iremos falar amanhã, durante a reunião.

Por um momento fiquei confusa.

O que eu tinha com isso?

— Mas eu pensei que só o pessoal que fosse a Paris deveria ir a essa reunião. – Disse dando de ombros.

— Exato. – Ele fez uma pausa. – Preciso do melhor que a Runway tem a oferecer...E isso inclui você.

O quê?!

Por um instante tentei processar suas palavras.

Então quando as palavras finalmente fizeram sentido em meu cérebro, minha boca escancarou de surpresa.

— E-eu?- Disse gaguejando. — Mas, mas eu... E Victória?...

Sempre que eu ouvia alguém dizer a palavra “Paris”, eu automaticamente via Victória na mente.

Não conseguia pensar em mais ninguém no mundo que fosse mais lunática por essa cidade do que ela.

Ela era extremamente obcecada, quero dizer, ela fala dessa viajem a França desde o meu primeiro dia na Runway! E esse mês, ela não vem falando de outra coisa que não seja o desfile da Dior.

Ela literalmente acordava e dormia pensando em nessa viajem.

— Mas Victoria. – Eu disse. – Ela vive e respira Paris há meses! Quero dizer, ela, vai ficar arrasada, ela, ela...

Por um momento perdi a fala.

— Por favor, contenha-se. – Ele disse me interrompendo. – Como eu já disse, eu preciso da minha melhor equipe, e isso não inclui ela.

Balancei a cabeça.

Me senti na posição de defende-la.

— Com todo respeito, sr. Cullen. – Disse arrumando minha postura na poltrona. – Mas eu não sei falar uma frase em francês! Quero dizer, eu seria extremamente inútil e ela...

Ele me interrompeu novamente, desta vez apenas com um aceno.

— Já está decidido.

— Eu não posso. – Disse. — Eu não posso fazer isso. Não é justo com ela!

De repente ele assumiu sua postura ranzinza.

— Isabella Swan. – Ele falou meu nome, me provocando um arrepio por todo corpo. — Se não for, significa que não leva o seu emprego a sério, e tenho certeza que não quer isso, não é? – Ele disse levantando uma sobrancelha em desafio.

Cassete.

Por que ele estava fazendo isso comigo?

— Isso é um ultimato? – Eu disse o encarando.

Então arrumei minha postura.

Eu não havia percebido que me inclinara tanto em sua direção.

Ele mudou a expressão.

— Isso não é uma negociação Isabella. Não seja absurda. – Ele me encarou com seus olhos verdes profundo. – Você vai comigo a Paris. E assunto encerrado. – Ele disse acabando com qualquer argumento. – Não que eu tivesse muitos. — Agora, me dê o livro. – Ele disse estendendo a mão.

Entreguei o livro a ele.

Isso era péssimo.

Muito mais do que péssimo.

Levantei da cadeira, já que afinal, não havia mais como debater com ele.

Comecei a me lembrar da música do ABBA “ The Winner Takes It All.”

— Boa noite Sr. Cullen. – Eu disse indo para a porta. Seria perca de tempo tentar argumentar com ele, isso estava mais do que claro.

— Boa noite, Srta. Swan. – Ele falou distraidamente, enquanto folheava o livro. -Ah, Isabella? – Ele disse, fazendo-me virar novamente em sua direção. Suspirei — Quero que você mesma conte a ela, amanhã depois da reunião.

Então ele deu um sorriso de lado.

Merda.

Notas finais
Comentem!