O Dia em que Me Casei
3 Capítulo 3
Notas iniciais
E Ryuuku me contou sobre ele, cada vez mais eu o achava mais interessante.
-Este lugar é onde podemos matar as pessoas que já estão na sua hora de partir, com esse caderno: O Death Note.
-Mas por que estou aqui?-eu disse, pois embora já não estivesse assustada ainda estava confusa.
-este mundo é inabitável por humanos, ainda mais vivos, mas quando te vi, tive a certeza que gostaria de te ver,então te trouxe pra cá...
-Poxa, então Obrigada!
-Mas..., sabe se o conselho pegar um humano aqui, se um shinigami trouxer um humano aqui, é provável que o shinigami morra.
-Vamos sair daqui então! Espera você é um shinigami? Mas como saímos daqui?
-Descendo...
Ryuuku me mostrou um Buraco enorme, mas como desceríamos? De lá víamos toda a cidade
-Ok, vamos lá!
Ele pegou a minha mão. E pulamos, mas quando estávamos caindo, ele abriu suas e me abraçou forte, poxa vida eu havia me esquecido que ele tinha asas! Descemos calmamente e pousamos em uma montanha. Aquilo era um sonho para mim!Nunca tinha me sentido tão feliz assim, e Ryuuku, eu já não o via mais como uma criatura horrosa, mas tinha por ele uma simpatia muito grande.
-E agora você pode voltar se quiser, já está salvo.
-Não posso minha alma já foi envolvida com um humano, então devo ficar aqui com você e entregar meu Death Note...
Ele me entregou seu caderno, já tinha ouvido falar sobre essas coisas, mais nunca acreditei, agora não tinha como voltar atrás.
-Vamos para minha casa Ryuuku.
Eu o abracei forte.
-Você ira adorar minha mãe! Meu pa... — não terminei achei melhor ficar quieta.
-Não precisa me contar nada, eu vi sua história desde que você nasceu, vi seus primeiros passos, suas dificuldades nas escolas, seus melhores momentos, seus piores, vi o que aconteceu com sua família, dá pra entender por que você ficou tão mal...É que eu nunca consegui parar de te olhar...
Comecei a chorar, sem um motivo concreto.
-Você sempre soube de mim, mas por quê? E só comigo?Por que nunca se mostrou?
-sempre soube que você tinha mania de perguntar várias coisas ao mesmo tempo! Agora estou provando disso... Mas é só você sim, e nunca me mostrei por que não podia, oras, afinal eu sou um shinigami e você uma humana, é que...
- Diga, por favor... — sorria, com um sorriso tão largo, que não conseguia fazer minha expressão voltar ao normal.
-Me apaixonei por você, seu espírito me atraiu de uma maneira tão forte, desde quando você nasceu eu me prendi á você.
-Você é tão legal! Não sei como também, mas você é o único ser que me fez sentir as coisas que estou sentindo...
O beijei, mas era diferente, pois sua boca era diferente, seu rosto era frio, mas me senti confortável com tudo aquilo...
- Vamos agora ver minha mãe!- peguei em sua mão, e comecei a puxá-lo.
-Ela não pode me ver só você pode...
-Ah certo... Devia ter imaginado, Mas não tem alguma forma?
-Tem sim. Iria falar com você depois sobre isso, quer dizer na verdade eu não deveria falar com você sobre isso, aliás, eu sou...
-Ta você é um shinigami e eu uma humana, esquece isso, nunca mais vou te largar mesmo.
-Ook, deveríamos nos casar realmente para ficarmos juntos, e agora que eu toquei em você, nos TEMOS que nos casar...
-me explica direito! E o que tem a ver com você ver minha mãe isso?Mas casar não é só para humanos? Como iríamos falar com o padre? E pra você assinar a papelada? E não teríamos festa ne? Não teria como!
-Depois que nos casarmos, teríamos que nos isolar de sua e de minha sociedade, daí então você poderia escolher pessoas que pudessem, nos conhecer, mas é impossível se for contar, que isso já faria uma grande mudança com as pessoas que roda você e sua mãe...
-Mas isso muda tudo, não da para envolver ninguém.
Agora eu havia me ligado, desde o momento que estava naquele lugar, desde o momento em que tinha conversado com Ryuuku, quando me apaixonei, minha vida mudaria. E agora realmente não poderia mais ter contato com mais ninguém, alias seria complicado para qualquer um, conviver com um shinigami, agora seria só eu e ele. Minha vida realmente tinha se complicado, mas eu estava triste, não sabia se era bom ruim aquilo. Mas já não deveria pensar em nada, deveria guardar toda aquela solidão, toda aquela dor, deveria apagar minhas memórias, talvez não apagá-las, mas não pensar enquanto não devesse,deveria pensar que todos meus problemas estavam resolvidos.
-Agora você entendeu melhor por que eu não deveria me envolver com ninguém, um shinigami não senti, não toca... E quando isso acontece, ou ele morre, ou faz um pacto profundo com a criatura que tocou no caso um “casamento”. Shinigamis são solitários, frios, não cruéis, pois a morte é necessária. No mundo intermediário, onde vivem os shinigamis, o mundo em que estávamos já houve pactos entre shinigamis, não necessariamente “casamentos”, mas nunca houve de um shinigami fazer pacto com um humano.
-Bom! Isso é até bom, seríamos os primeiros! Faríamos uma revolução!
-Imagine só se todos os shinigamis, ou a maior parte fizessem pactos com humanos.
Pensei melhor, e:
-É verdade né... -sorrisinho amarelinho.
-Isso desafiaria todo o conselho, seríamos punidos.
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