O Dia Em Que Tudo Mudou.

16 Esquecendo o passado... ou tentando. - parte 1


Notas iniciais
Olha a tia aqui de novo!!! Bom pessoal, o carnaval veio e com ele um pouco da minha folga ou quase. Demorei um pouco para postar mais o capítulo finalmente ficou pronto, sabe como é: viajar, curtir um pouco, esquecer os problemas por alguns dias. Coisas que fazemos no feriado já que na semana a rotina não deixa. Sem mais delongas, nos vemos nas notas finais.

Sentiu algo cutucar-lhe as costelas, abriu um de seus olhos e avistou uma figura alta. Fechou os olhos e abriu-os algumas vezes para se acostumar com iluminação do local, assim que conseguiu mirou o rapaz a sua frente que estava com uma toalha no pescoço, os cabelos soltos e molhados e somente uma calça de moletom. Viu que ele balançava a cabeça e sorria de canto, ergueu a cabeça e organizou as madeixas rosadas.

- Há quanto tempo eu estou dormindo? – Perguntou com a voz sonolenta.

- Pra falar a verdade eu não sei, sai do banho a pouco tempo e encontrei você deitada aqui. – Falou dirigindo-se ao armário e pegando dois pratos, talheres e dois copos. Virou para a garota e percebeu que ela havia deitado a cabeça na mesa novamente, bufou e foi cutucar-lhe as costelas. – Se você não levantar daí logo e for tomar um banho, eu vou te cutucar até amanha!

- Tá bom, para com isso Shikamaru! – Disse soltando uma risadinha. Dirigiu-se até seu quarto e retirou algumas peças de roupa de seu guarda-roupa, após fazer isso ela foi até o banheiro onde tomou um longo banho. Ao sair do cômodo vestiu a roupa que havia selecionado e secou os cabelos que já não eram tão curtos como costumava ser antigamente. – Acho que deveria cortar esse cabelo, mas se eu fizer isso estas cicatrizes em meu pescoço se tornariam mais visíveis.

Balançou a cabeça e foi até a cozinha, o cheiro da comida foi sentido assim que ela surgiu no corredor. Shikamaru havia organizado a mesa e agora colocava a refeição em cima da mesma, ao avistar a garota surgindo pelo corredor ele abriu um sorriso discreto e apontou a cadeira onde ela deveria sentar. Admirou o pequeno sorriso que a garota havia formado e percebeu que ela estava com os cabelos soltos e até um pouco bagunçados.

- Fazia quanto tempo que você não o usava desse jeito? – Disse servindo uma porção de comida para si e outra para a garota.

- Eu sempre o usei desse jeito! – Disse colocando um pouco de comida na boca. – O que é isso? Tem um gosto bom...

- Yakissoba, sugestão do restaurante. – Observou um pouco o prato para enfim começar a comer. – E não, você nunca usou o seu cabelo desse jeito. Sempre que íamos sair você colocava algum acessório nele e quando ficávamos em casa você o prendia com alguma coisa.

- Vai me dar conselhos de moda agora? – Disse a garota com uma sobrancelha arqueada.

- Quem sabe eu não ajude, apenas quero que você aja com mais naturalidade Sakura. – Disse enquanto observava a garota parar de comer, mas o que mais o deixou curioso foi o fato da garota não falar nada e ficar imóvel. – O que estou querendo dizer-...

- Eu sei o que está querendo dizer. – Disse interrompendo o rapaz e levantando da cadeira e saindo da cozinha. Percebeu pela movimentação atrás de si que o rapaz a seguia, mas só parou de andar quando já estava na sala.

- O que eu disse dessa vez? – Falou enquanto parava de andar, havia seguido a garota para saber se ela iria dizer mais alguma coisa.

- Tentar agir com naturalidade... – Disse com desdém, fechou a mão em forma de punho. Continuou de costas, com tanta coisa passando por sua cabeça não seria bom travar uma batalha frente a frente com o rapaz. – Você às vezes pensa no que vai me dizer?! Agir com naturalidade quando têm pelo menos umas dez cicatrizes a mostra no meu corpo, agir com naturalidade quando metade de Konoha sabe quem fez essas cicatrizes em mim e o porquê de eu possuí-las!

- Calma Sakura! Eu só estava tentando ajudar, desculpa! – Disse com certa rapidez ao perceber a raiva da garota.

- Ajudar... – Disse com a voz fraca, talvez estivesse sendo grossa demais com o garoto. Ele não tinha culpa do que havia lhe acontecido, mas ainda assim costumava se culpar.

Pela forma como o silencio se estabeleceu Sakura teve total certeza que ele havia se lembrado do que aconteceu anos atrás. Fechou os olhos com força, todas as vezes que tocavam nesse assunto fosse numa discussão ou apenas em uma conversa furada, a Haruno sabia do peso que o rapaz carregava. O peso de não estar em Konoha naquele dia, de não ter ajudado.

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Shikamaru consolava Ino que chorava freneticamente, sabia que apesar dos insultos e implicâncias a loira tinha a rosada como uma grande amiga. Tanta dor por parte da Yamanaka fazia seu coração doer. Ele não era tão amigo da rosada assim, mas sentia certo apreço pela garota e de uma coisa ele tinha certeza: essa loucura por parte da Hokage teria um custo muito alto.

- Porque a Tsunade fez isso com ela Shikamaru? – Falou a loira roubando a atenção do rapaz que estava distante.

- Eu não sei Ino, eu realmente não sei. – Disse colocando a mão no ombro da loira. Estava triste, tinha até vontade de chorar, mas não podia desabar ali na frente da garota. Sustentou o olhar nos olhos inchados da Yamanaka por alguns segundos até Chouji entrar na sala com o olhar perdido, ele havia descoberto. – Chouji?

- A Sakura tá... – Lágrimas escorreram pelo rosto do rapaz.

Para Shikamaru foi a gota d’água. Ele saiu porta afora ignorando os chamados de Ino e Chouji, sua garganta estava doendo e quando se encontrava longe o suficiente ele pode colocar aquele turbilhão de sentimentos para fora. Lágrimas pesadas escorriam face abaixo, um choro mudo, uma dor que ele não conseguia explicar. Como diz o ditado: você só sabe o que é a dor de perder alguém quando isso acontece com você. Agora ele entendia tal ditado, nunca fora próximo da garota, mas perder uma amiga que o ajudava a suportar o humor da Hokage doía muito. Perdido em seus pensamentos ele não viu alguém se aproximar e quando percebeu a pessoa já o observava há certo tempo.

- Quanta dor... Quem morreu? – Disse com certo tom de sarcasmo.

- Você?! – Shikamaru franziu o cenho ao constatar quem era o dono da voz. – O que pensa que está fazendo aqui? Você não pode colocar os pés em Konoha sem esperar a morte!

- Calma Shikamaru, eu quero que venha comigo. – Disse enquanto dava as costas e caminhava, mas parou quando percebeu que o garoto não o seguia. – Apenas me siga, sei que você quer saber o que aconteceu com a Sakura.

- Como sabe disso? – Perguntou incrédulo, ele estava o observando?! – Fala logo Uchiha!

- Apenas me siga ok? – Disse retornando a caminhar.

Após cinco minutos de caminhada eles chegaram no que parecia uma caverna, Shikamaru estranhou as atitudes do Uchiha, mas se queria saber o que havia acontecido teria de ir até o fim. Adentraram na caverna e nesse momento Shikamaru gelou, o que parecia ser uma caverna na verdade era um esconderijo muito bem preparado e organizado. “- Seja lá o que ele anda fazendo nesse lugar deve ser uma opção muito desesperada.”, pensou enquanto observava o lugar, “- Ninguém em sã consciência colocaria um alojamento como esse tão próximo a Konoha, ele está desesperado e louco! Não sei como Tsunade ainda não descobriu esse lugar.” Observou o rapaz adentrar no local indicando para que ele o seguisse e assim o rapaz o fez, assim que todos estavam dentro do local Sasuke indicou uma porta que estava trancada.

- O que quer que eu faça? – Disse olhando para a porta trancada e erguendo uma sobrancelha em seguida.

- Apenas abra a porta, aqui está a chave. – Ergueu o objeto esperando o rapaz pegá-la, o que demorou um pouco para acontecer. Bufou demonstrando impaciência o que pareceu funcionar já que o rapaz pegou a chave e abriu a porta. – Espero que seu emocional não se abale com facilidade.

- Porque está me dizendo isso? – Disse com o semblante confuso e abrindo a porta em seguida. Ao entrar no local suas pernas vacilaram e ele segurou-se na porta para não desabar, Sakura estava com curativos por quase todo o corpo. – Meu Deus...

- Isso que você está vendo é apenas o estrago físico externo. – A voz de Sasuke se fez presente e ele adentrou no local se dirigindo até a cama da garota. Ele puxou o cobertor e mostrou os demais machucados presentes no corpo da garota, ao virar-se para o rapaz viu que ele estava com lágrimas nos olhos. – Fora esses daí ainda temos de nos preocupar com os machucados internos, o estado psicológico dela e os machucados que nenhum de nós pode curar: as feridas do coração.

- Como você a encontrou? – Disse o rapaz com a voz embargada, as lágrimas eram contidas a todo custo. Uma coisa era chorar escondido outra era chorar na frente de um maldito Uchiha.

- Ela conseguiu fugir com a ajuda de alguém, não sei quem é por isso não me pergunte! – Disse olhando para a garota que respirava com dificuldade. – A encontrei na floresta, escondida e muito machucada. Ofereci ajuda, ela recusou no começo mais acabou aceitando, assim que chegamos aqui ela começou a tossir sangue e pouco depois perdeu a consciência.

Shikamaru ouvia tudo, mas seus olhos não conseguiam se desviar da garota deitada na cama. Sakura estava com ataduras cobrindo os seios já que para cuidar dos ferimentos foi preciso retirar suas roupas, o corte em sua barriga estava costurado e enfaixado, mas ainda assim sangrava um pouco. O machucado feito por Tenten já estava enfaixado e seria o que melhoraria rápido, o feito por Kiba estava feio e demoraria a melhorar. A forma como ela respirava indicava que supostamente estava com febre e com muita dor. Nesse momento Shikamaru sabia que precisava ajudar, sabia que tanto a garota como o Uchiha precisavam de ajuda já que pelo jeito como ele andava não duraria muito mais do que a rosada deitada na cama. Abaixou a cabeça e deixou que as memórias tomassem conta de sua cabeça, nelas a garota sempre estava sorrindo e ajudando todo mundo.

- Eu vou ajudar vocês, vou fazer por ela o que não fui capaz de fazer. – Disse de cabeça baixa, os olhos enchendo novamente de lágrimas. – Vou trazer o necessário para cuidar dos ferimentos dela, quero fazer algo de útil para a Sakura.

- Eu aceito a sua ajuda e tenho certeza que a Sakura também aceitará! – Disse estendendo a mão para que o rapaz apertasse e assim ele o fez. – Quero que faça uma coisa por mim, não deixe ninja nenhum aproximar-se daqui. Se descobrirem que a Sakura está viva não descansarão até encontra-la e mata-la!

- Eu compreendo, espere aqui até eu voltar com os medicamentos. – Disse Shikamaru enquanto saia do local, mas antes de estar totalmente fora da estalagem ele dirigiu um ultimo olhar para Sakura e sussurrou em seguida. – Eu prometo que vou compensar o que não pude fazer por você, espero que me entenda e perdoe.

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Sakura ainda se encontrava de costas para o rapaz e o silêncio que reinava era cruel, mas não poderia durar para sempre. A Haruno virou-se para o rapaz e viu que ele estava com o semblante triste, provavelmente lembrando-se do que não devia e se culpado mais e mais. Ela aproximou-se do rapaz e passou os braços ao redor de sua cintura abraçando-o sem dizer uma única palavra a respeito. Os segundo se passaram e ela só pôde respirar tranquila quando sentia ser abraçada de volta pelo rapaz. As lágrimas desceram suaves pelo rosto da garota e seu coração pareceu mais leve.

- Pare de se preocupar com as coisas que eu vou fazer ou não vou fazer. – Disse com a voz embargada enquanto apertava um pouco mais o abraço e sentia o rapaz fazer o mesmo. – Eu vou ficar bem, assim como tudo vai ficar bem... Eu prometo.

...Continua...

Notas finais
Kime: Onde eu deixei o meu livro? Nana você pegou ele?
Eu: Não, você deve ter deixado em algum lugar pela casa e não lembra onde foi!
Kime: Que seja, eu vou procurar e mais tarde volto a te perturbar.
Eu: Como assim mais tarde? Eu estou postando um cap agora, porque você não marca a sua presença aqui?
Kime: Ah, é verdade! Tinha esquecido que você ia postar cap hoje... Oi pessoas desse mundo que gostam dessa fic, não deixem de deixar o seu comentário e a sua opinião. Ah, e se tiver algum erro de português não esqueçam de avisar também!
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Bom pessoal, esse foi o capítulo de hoje, espero que tenham gostado e se tiver algum erro por favor me avisem!!!! Comentem, deixem a sua opinião contanto que você não me xingue, ameaças de morte, etc.
Kissus da Tia Naruna!