Notas iniciais
E ai pessoal? Espero que gostem , Eu criei os Sonhos vindouros, minha total originalidade kkk. Boa leitura!

Depois que de minha mãe ter me sacudido muito, voltei a mim.

– Severus! Severus! – ela dava leves tapinhas no meu rosto, eu abri os olhos, mas sua voz era distante como se eu estivesse a milhares de quilômetros de distância. – Acorde! Vamos Severus!

Aos poucos consegui recuperar meus sentidos e me dei conta de que eu não tinha envelhecido dez longos anos. Lá estava eu, o magrelo e nanico Severus de sempre no meu velho quarto, deitado na cama como se nada tivesse acontecido... ou não.

– Graças a Merlin! – exclamou minha mãe, que estava ajoelhada aos pés da cama. Papai estava com o olhar na janela. Não demonstrava nem uma reação... o que estavam fazendo ali uma hora dessas?

– O que aconteceu... – minha voz soava fraca, mas quando vi o meu pijama ensanguentado, dei um pula da cama ainda sentindo fortes dores. – Merlin!

– Ei ei... – mamãe impediu-me de me levantar. – Você está cansado e bem ferido. É melhor se acalmar.

– O que foi que aconteceu comigo?! – eu estava espantado com meu próprio estado, como eu poderia estar daquela forma? Cada membro do meu corpo doía como se eu tivesse levado um choque elétrico. – Por que estou ensanguentado?

– Você explica para ele Eileen... eu vou deixa-los a sós. – Ao se virar para a porta, pude ver de relance que seus olhos estavam vermelhos e inchados.

– Papai estava chorando? – perguntei incrédulo e mamãe se sentou ao meu lado na cama. Sua varinha e um livro bem grosso de magia estavam no meu criado-mudo.

– Sim estava. Eu também... – de fato, seus olhos também estavam inchados e vermelhos. – Pensamos que você ia morrer!

– Morrer?!

– Isso mesmo... você teve um Somnia ad minim veniam.

– Que diabos é isso?! – com uma noite de sangue nas calças e um Tobias Snape chorando, só o que me faltava era uma aula de latim?

– Sonhos vindouros. A pior forma de se obter uma profecia.

Fiz uma careta... o que foi dolorido pois tudo doía.

– Ainda continuo sem entender.

– O que você estava sonhando... exatamente? — ela mudou de posição para me olhar nos olhos. Eu baixei a cabeça, se sentindo desconfortável.

– Sonho? Que sonho? – acho que sabia o que ela queria dizer só não aceitava isso. – Eu não sonhei com nada.

– Severus você sonhou sim. E não foi um sonho qualquer sabia? Foi um sonho vindouro. – As sombras das velhas cortinas das janelas estava no seu rosto, a deixando sombria. – Ele parece tão real, mais tão real, que é capaz de consumir sua energia vital enquanto você morre no sonho e as feridas aparecem no mundo material. E mais... eles te mostram uma profecia principal que resumi toda sua vida... os principais acontecimentos... as perdas... os desafios...

Eu estremeci. Então todo aquela coisa de diamante, pessoas falando na minha cabeça iria acontecer? E no fim de tudo será que eu ia morrer?

– Você se contorcia muito e gritava de dor. As feridas simplesmente apareciam. Se eu não tivesse usado o feitiço da realidade você estaria...

– Sim eu sei, estaria morto.

– Você não quer me contar seu sonho? Eu posso ajudar...

– Pode ajudar? Ah claro... não sabia que você era uma Sibila... E que interpreta sonhos – Mais que impertinência! Sempre agiram como se eu não existisse e agora mais essa! – Não estou afim de contar sobre minha curta e triste vida.

Ela viu que eu não contaria, então se levantou e pegou suas coisas no criado-mudo. Foi quando antes de sair ela se inclinou na minha direção para me dar um beijo. Me levantei o mais rápido que pude, a impedindo. Abri a porta.

– Acho que já pode ir. – eu não a olhava nos olhos. Não queria olhar... – Vou tomar um banho e trocar de pijama. – fiz um gesto com a mão, a convidando para sair.

– Está bem. – ela disse com tristeza e um pouco antes de sair, ela hesitou. – Se a morte lhe aflinge, saiba que você foi a sétima pessoa no mundo que sobreviveu a isso e que... sempre esses sonhos terminam com uma morte dolorosa.

Eu não respondi e assim que ela saiu eu bati a porta.

“O Sétimo a sobreviver”, pensei.

Uma estupidez! Eu era só um garoto mal cuidado de Cokeworth. Não tinha nada de especial e com certeza eu era o mais notável sem futuro do mundo.

O que tudo aquilo significava? Não sei... mas algo me diz que ainda vou descobrir.

Peguei outro pijama (que não era grande coisa) azul que estava perdendo a cor. Fui em direção a porta e antes de abri-la hesitei. Eu ouvi um ruído e parecia que papai estava conversando aos sussurros com minha mãe no corredor. Coloquei o ouvido na porta para escutar melhor.

Eileen, ele está bem?

Ah sim. Tanto que quase me chutou do quarto.

Aquele garoto não tem jeito mesmo! Mas eu vou...

Não! Deixe ele descansar... um sonho vindouro é uma coisa horrível e acho que não tem experiência pior para um garoto na idade dele!

Certo...

Houve um silêncio breve e eu entreabri a porta sem que eles percebessem. Eles estavam frente a frente e papai pegou o livro de magia da mamãe. Ele quebrou o silêncio.

– Eu... queria te falar uma coisa...

– Sim? – mamãe inclinou-se um pouco para frente.

– Eu queria... – ele parecia querer dizer algo que não disse nunca ou não tinha o costume de dizer. – Queria...

– O que você queria?

– Eu queria... pedir desculpas por ter batido você a algumas semanas atrás. – as palavras saíram como uma metralhadora. E meu pai pedindo desculpas? Eu dormi e acordei em algum universo paralelo?

– Eu me lembro muito bem quando nos conhecemos. Você era péssimo com as palavras. – ela sorriu. – E pelo visto continua o mesmo.

Ele levou sua mão ao rosto dela e acariciou o local no canto da boca onde estava sangrando quando eu encontrei mamãe chorando no banheiro. Ela colocou sua mão sobre a dele e seus olhos se encontraram. Meu pai se aproximava mais e mais até seus lábios se encontrarem. Mamãe deixou varinha cair no chão e papai jogou o livro para o lado. Depois ele puxou pela cintura e continuou a beija-la mais intensamente.

Merlin... não acredito que isso que está acontecendo. Não sei se farão as pazes mas definitivamente isso deve ser ótimo para eles. Parei de espiar e me encostei na porta, que se fechou fazendo um ruído.

– Ouviu isso? – escutei papai perguntar. Droga! Estou ferrado.

– Não foi nada. – disse mamãe.

– Severus...

– Tobi... shiiiiu – Tobi? Era assim que se ela chamava ele quando estavam “bem”.

– Ele estava nos espiando! – consegui ouvir o sussurro. – Vou conferir.

Meu Pai do céu! Ele estava vindo! Pensa... pensa... pensa!

Uma luz acendeu na minha mente. Corri para o guarda roupas de duas portas e abri uma delas. Coloquei o pijama azul de volta. E assim que papai abriu a porta me virei fingindo surpresa.

– Papai? – e peguei o pijama novamente.

– O que estava fazendo? – ele me fuzilou com o olhar e mamãe estava do lado dele, me olhando quase que do mesmo modo. – Ouvi um barulho estranho.

– Só estava pegando meu pijama e o barulho... deve ter sido de uma das portas que fechei. –Peguei e fechei a outra porta, que fez um ruído semelhante a do quarto. Que sorte!

– Ah é... é... – ele estava com uma expressão que dizia: “Eu tinha que vir conferir não é?”.

– Vou tomar um banho para tirar esse sangue todo. – Peguei a toalha que estava na cabeceira da cama e passei por eles bem rápido, poupando-lhes o constrangimento. Entrei no banheiro velho e tranquei a porta. Estava feliz que por pelo menos um dia tudo estava bem.

Ainda sentia dor no corpo, mas lentamente tirei a blusa do pijama. Quase surtei quando me vi no espelho.

Meu corpo estava com diversos cortes e com marcas bem vermelhas de algo como tentáculos.

“ As raízes enfeitiçadas.”, pensei.

Como seria possível? A dor e as feridas do sonho se projetarem para a realidade? Como?

Abri a torneira da banheira e joguei um sabonete líquido espumante nela. Depois enchi a pia de agua e com uma toalha pequena, passei nas minhas feridas no abdome, mordendo os lábios para não gritar. Depois que limpei as feridas, a banheira já estava cheia e com muita espuma. Então me despi completamente e entrei com cuidado na banheira para as feridas nas pernas doerem o menos possível.

Passei um bom tempo pensando no sonho, tentando dar ordem as coisas, tentando compreender tudo que ocorrera. Muitos questionamentos vieram a minha cabeça como:

O que era aquele diamante? Por que eu o protegia? Por que a voz maligna queria ele? Por que a voz boa disse que a culpa era minha? O que eu tinha feito? Roubado? E Lily? Ela gritou para que eu voltasse. Será que estou vivo por causa dela?

Não sabia de nada disso, mas estava mais que disposto a descobrir...

Notas finais
Gostaram de tudo isso? Ainda vamos ter muitos misterios que tem haver com o Sonho vindouro de Severus. Comentem ai, digam o que acharam. Não custa nada não é?