O Diário de Melbourne
2 Capitulo 2
A guerra nos trouxe até aqui,não era pra menos,o mundo já não é o mesmo desde o começo disso. -C
Nossos mundos foram cruzados e um véu insano derrubado,as consequencias disso ainda não sabemos. Diarios de Catherine Melbourne Parte 1.As colinas esverdeadas em volta da mansão eram bonitas na primavera,mas já não posso desfrutar destes prazeres desde que essa guerra silênciosa começou.Lembro-me de meu pai vindo a meu encontro realmente preocupado.–Pai o que houve?Perguntei enquanto o via agitar-se em sua poltrona,era a hora do chá e jogavamos como sempre xadrez,mas ele estava um tanto inquieto.–Não há nada querida,Cath o que acha de uns dias na casa de verão?!Confesso que ri um pouco,ele nunca que mandaria pra casa de verão nessa época a não ser que...Deus,não pode ser.–Pai,por acaso eles nos encontraram?Acho que o medo era aparente em minha voz.Ele me olhou de soslaio suspirou e então confirmou o que eu temia.–Não,mas estão perto querida,muito perto,e eu temo por voce.–Eu fico em casa,não vou a lugar algum,fico aqui,acho mais seguro. Disse com uma certa falha na voz,ele com certeza me mandaria para a casa de verão com minhas irmãs e não acho que lá seja um lugar mais seguro.–Sabe que corre riscos ficando aqui Catherine,não quero expor-la ao perigo,voce não pode ser encontrada e sabe disso,e isto não está em discussão voce vai para casa de verão por um tempo. Disse autoritario.Me levantei sem ao menos esperar sua permissão e me dirigi até a porta não sem antes o ouvir dizer.–São tempor dificeis,voce terá que fazer escolhas filha,sabe que dependendo do que escolher mudará vidas.E eu fui até meu quarto para preparar uma mala e aproveito para avisar as meninas,no corredor as grito.–Genevive e Alissa! Não demora muito para aparecerem em meu quarto.–O que está fazendo?Perguntou Geniveve olhando a mala cheia em minha cama.–Vamos para casa de verão,vão arrumar suas malas.–Não vamos não! Alissa afirma.–Claro que vamos,eu falei com papai a pouco e ele me disse que iriamos...Apenas eu vou não é?! O silêncio de minhas irmãs foi o suficiente pra saber disso,essa jornada era apenas minha.–Voces vão ficar aqui?sem segurança alguma?–Papai tratou disso,voce sabe mais do que ninguém que sua segurança é prioridade. Disse Genevive adentrando meu quarto,eu colocava mais alguns espartilhos em minha mala e ela me passava alguns vestidos.O silêncio dominou meu quarto,as horas se passavam enquanto nuvens carregadas escureciam o céu e traziam um temporal.Ouvi dois toques na porta e depois papai adentrar meu quarto.–A uma carruagem lhe esperando,está na hora de ir. Disse olhando pro chão.–Não faça isso...Ele me olhou...- Não é uma situação boa pra nenhum de nós,sei que está fazendo o certo pai,sabe se mamãe estivesse aqui ela diría que o senhor esta fazendo o certo,não quero ir embora mas é o certo a se fazer,não quero que voces paguem por algo que não lhes diz respeito,essa guerra não é de voces.Ele me olhou espantado por um momento.–Diz isso como se fosse a culpada disso....Se aproximou de mim me fitando.–Não é como se eu não fosse! xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx–Oras não fique assim querida,voce sabe que é o certo. Disse a nana tentando me consolar,mais uma vez. A nana era como uma mãe pra mim,cuidou de nós quando mamãe morreu,mas de todas as filhas de meu pai eu sou a mais próxima dela.Ela é nova até digo jovem e bonita,olhos cinzas iguais aos meus,cabelos ondulados que caem em cascatas por suas costas,o incrivel é que ela nunca deixa seus cabelos soltos e de certo modo não deixa que eu solte os meus,é isso mesmo,a nana não deixa que eu solte meus cabelos,ela diz que isso é impuro,lembro-me de meu aniversário de quinze anos,eu queria solta-los mas ela se sentou atrás de mim enquanto estava em frente ao espelho e começou a pentea-los,ela disse:" -Sabe a pureza de pessoas como nós está na onde tudo começa,nossos cabelos nos representam e assim foi desde o ínicio dos tempos,eles mostram o quão forte somos e mante-los assim do jeito que são naturais é a prova da nossa pureza,claro que a pureza de alma....Suas mãos passeavam com uma escova por meus cabelos e as vezes olhares de relances eram lançados ao espelho a nossa frente. -Voce não deve deixar que o vejam".Depois de dito ela cobriu meus cabelos com uma peruca estranha,era castana longa e lisa.Não que não estivesse desacostumada com isso,nana me disse que eu uso essas perucas desde que me conheço por gente. Voltando ao presente,a chuva não dava trégua e nana havia adormecido e só agora eu percebi,um silêncio seguido de gotas finas de chuva e um breu total tomavam conta da estrada,o que era assustador,mas não ligava muito pra isso,acheiu um tanto estranho não haver nenhum guarda nos seguindo desde que entramos em um tipo de estrada de terra que era cercada por pinheiros,isso quer dizer que ele confiava que esse caminho era seguro.Não poderia dizer se a estrada de pinheiros é interminavel pois estávamos a muito tempo seguindo em linha reta,o que provavelmente queria dizer que aquela estrada era interminavel.
Acho que adormeci por uns instantes mas não o suficiente para não ouvir um barulho ensurdecedor e sentir meu corpo ser jogado ao chão numa força surreal e então tudo escureceu.
Notas finais
Hehe espero que a história esteja interessante......Mas ainda sou novata então não me crucifiquem okay?!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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