O Diário de ártemis
21 Capítulo 21
Notas iniciais
O capítulo é BEM pequeno, mas é porque a fic já ta bem no finalzinho... desculpem-me e espero que gostem :D
POV – Michael
Nate se contorcia quando meu pai e eu entramos no quarto. Apolo correu para o lado dele e rasgou sua blusa, o ferimento fundo no abdômen de Nate “borbulhava” expelindo um líquido amarelado, pus.
- Está infeccionado, ele já começou a perder. Temos menos tempo do que esperávamos.
Eu não consegui falar nada. Se tentasse o desespero tomaria conta, todas as imagens desde o dia que conheci Nate até alguns minutos antes da quimera rodaram em minha mente e uma dor de perda terrível começou a se apoderar de mim.
- Επιστροφή σε λοίμωξη – Apolo sussurrou em grego antigo. Era algo como reverta ou regresse a infecção.
A resposta foi imediata o líquido asqueroso “evaporou” e o a região se tornou mais rosada. Alívio, momentâneo, mas senti alívio.
- Vamos meu pai, temos de nos apressar.
Apolo assentiu. Então ele se levantou e abri o armário do quarto. Não me surpreendi quando vi que ali era quase uma farmácia. Ele pegou uma maleta prateada e abriu, lá dentro havia apenas uma seringa.
- Isso é a única coisa que põem um meio-sangue em coma.
O que se sucedeu parecia ser em câmera lenta. Meu pai chegou perto da cama de meu amigo, se ajoelhou e puxou um dos braços, então injetou o “remédio”.
POV – NATE
Eu não conseguia abrir meus olhos, a sensação era como se o fizesse eles fosse saltar de suas órbitas.
Apesar de toda a dor interna e externa, eu ainda tinha consciência do que acontecia ao meu redor. E o que mais me assustou foi quando Michael e Apolo resolveram me induzir ao coma, eu quis gritar dizer não, mas minha boca não se mexia.
Senti a agulha penetrando minha pele e tudo se apagou.
Quando acordei novamente me sentia meio entorpecido, não compreendia direito o que estava acontecendo. Eu me levanto e escuto um som de um monstro. Um rugido.
Eu corri, mas o monstro atrás de mim era muito rápido, estava muito escuro e não havia coisas que eu conseguia distinguir com clareza, apenas dava pra ver neblina, branca e espessa.
Aos poucos fui percebendo que estava vivendo o meu sonho, o dia de minha morte chegou. Essa percepção fez-me correr mais rápido, mas mesmo assim eu podia sentir o bafo quente e fétido do monstro em minha nuca. Tento, novamente, correr mais rápido, porém meu corpo não responde ao meu esforço, há dor em todos os lugares (Os ferimentos de Equidina). Eu estou cansado.
Então eu tropeço em algo e caio, sinto-me afundando, tento subir, entretanto, eu não consigo. A água entra em meus pulmões... Sem oxigênio.
Eu comecei a me desesperar, mas a imagem do sonho que agora vivia voltou, mas nítida do que nunca, eu não podia me debater. Meus pulmões estavam ardendo por causa da água, mas mesmo assim, nadei para o lado oposto em que estava indo.
Usando todas as minhas forças consegui finalmente após muita luta emergir, eu tusso e cuspo água, melhoro a minha respiração. O ar queima meus pulmões.
Então ouço um barulho de água , alguém ou alguma coisa pulando dentro dela. Outra imagem vem a minha mente — De repente afundo novamente, pois o monstro que me perseguia pulou em cima de mim...-
Sorri, apesar de todas a dificuldades e me coloquei a correr novamente, sabendo que a criatura afundava no lago, mas que iria vir atrás de mim. Sem pensar muito estico minha mão para minhas costas e encontro a flauta.
Finalmente comecei a mudar meu futuro, nada disso ocorria no sonho.
- Anksus!
A flauta se transformou em um arco e flecha dourado. O brilho que ele emitia ali era o suficiente para me localizar. Aquela luz afastou a névoa. Eu estava em um bosque de altas árvores negras.
Parei de correr e me virei para direção do lago. Ajoelhei-me e puxei a corda.
Um rugido, o barulho de passos pesados vindo daquela direção. Coração, eu penso, acertarei o coração.
Minha visão viajou, eu vi a região cardíaca da criatura – Que percebi agora como uma Quimera cinco vezes mais feia e poderosa – a um palmo de distancia praticamente.
Eu soltei a corda e a flecha foi disparada, ouço o grito de agonia da criatura, mas ela continua avançando. Repito o mesmo processo e disparo. Não adiantou, agora fiz a mesma coisa, só que pensando na cabeça, acertei, mas sem sucesso.
A criatura estava só alguns metros de mim quando acertei a segunda flecha em sua cabeça. Então senti um líquido quente e denso caindo em mim.
Sangue eu penso.
Mas, ao contrário do sonho, não era meu e sim do monstro.
Eu sobrevivi. Eu mudei o futuro.
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