O Diário das Creepypastas - Interativa
36 #36 "Telefonema para você"
Notas iniciais
Quanto mais tempo Slender passava com Elizabeth, mais não conseguia deixar de passar o tempo com ela. A mulher era uma pessoa fácil de apaixonar (Embora ele não colocasse essa palavra para descrever), fazia exatamente o estilo de Slenderman.
Naquele momento estavam no escritório do sem-rosto, conversando como se não houvesse amanhã. Ele não parava de tagarelar o quanto estava desesperado pelo Dick e o como era um pai terrível de não ir atrás do filho. Elizabeth sempre tinha de acalmá-lo, dizendo que provavelmente ele estaria bem e que também estava preocupada. Apesar disso, também pressentia que algo de muito ruim estava acontecendo com o garoto.
– Já enviei meus Proxy’s para procurá-lo, mas até agora nenhum dos três deu sinal de vida – Dizia Slender passando a mão na testa sem parar – Pedi para que Lord Zalgo tentasse localizá-lo, mas quem disse que ele está preocupado com o meu menino? Também tentei implorar para Mr. Creepypasta entrar em contato com Daemon e questionar sobre, mas aquele desgraçado do Daemon também não quer saber de atender. Mandei Offender consertar isso tudo e mesmo assim...
– Calma Slendy – Elizabeth interrompeu-o, puxando-o pela mão para que sentasse ao seu lado no sofá – Você precisa se acalmar. Essa preocupação e desespero todo não levará a nada.
Slenderman respirou profundamente e meneou a cabeça.
– É... Você tem... Razão. Desculpe-me por falar tanto.
– Está tudo bem. – Sorriu consolavelmente, passando sua mão pelas costas dele, tentando fazer com que relaxasse – Tenho quase certeza de que Dick voltará em breve, inteirinho. Mas por enquanto, por que não falamos sobre outra coisa para lhe distrair?
– Tudo bem. – Murmurou, mais para si mesmo do que para ela – Tudo bem.
– Certo, então... Como você... – Tentou formular a pergunta de uma maneira que não voltasse a fazer com que Slender se lembrasse de que Dick estava perdido. Embora a pergunta fosse sobre seu filho, mesmo que indiretamente – Como você conheceu Daemon?
O homem esguio suspirou:
– O Daemon fez uma coisa que não deveria – Começou ele – Engravidou uma humana. Mas como ele é um demônio, o físico da mulher não aguentou. Teve o filho e logo morreu. Acontece que ele era muito parecido com Daemon, muito MESMO. Na verdade não tinha nada de igual à humana. O máximo que eu pensei quando vi aquela criança nos braços de Daemon era que ela poderia se tornar um assassino como a gente. Naquela época eu e ele éramos grandes amigos, mas ele contrariava a minha hipótese. Disse que Dick herdaria características emocionais da mãe e queria matá-lo. Não sei o que me deu na cabeça, porém adotei Dick como meu filho, e para escondermos esse passado dele, Daemon o fez ganhar todas as minhas qualidades, defeitos e características. (Se bem que o Dick ainda tem umas características do Daemon). Depois vem aquela coisa dos dezessete anos e etecetera.
Slender respirou fundo novamente, como se tivesse gastado todo o seu folego para contar a história.
– Vocês eram amigos? – Elizabeth indagou casualmente, fitando o rosto liso e pobre do outro.
– Sim. Éramos. Mas ninguém consegue ser amigo de um demônio, é impossível!
– Te entendo.
Ficaram em silêncio por um instante. Nenhum som, nem mesmo o de uma mosca zunindo.
De repente Elizabeth sorriu, dando um susto em Slender que estava antes cabisbaixo.
– Assuntos do passado só acabam tristes, não é mesmo? – Perguntou ela.
– H- hm... – Nesse instante ela estava próxima demais, de um modo que Slender precisasse se esquivar um pouco para trás, para que ele conseguisse enxergá-la – Lady Elizabeth...
– Pode me chamar apenas de Eliza – Ela o cortou.
– C- claro... Eliza. M- m- mas a senhorita está perto demais... – Elizabeth podia jurar ver a pele pálida dele enrubescendo. Riu, para depois voltar com um sorriso malicioso no rosto.
– Eu poderia te dar um beijo agora, sabia?
– Kh...!
O telefone em cima da escrivaninha de Slender tocou. Aquela coisa nunca tocava, mas o sem-rosto se sentia grato por aquilo. Fora salvo da situação complicada que se metera. Num pulo, Slender estava atendendo, deixando Elizabeth com uma gota e uma sobrancelha saltitante.
– Alô? – Falou Slender para a pessoa do outro lado da linha, após pigarrear para parecer normal.
– Hu, hu – Riu uma voz calma masculina. De certa forma, aquilo fez com que um arrepio passasse pelo sem-rosto – Telefonema para você.
– Masoq...?!
Então a linha ficou muda. Slender deixou o telefone em sua mão cair.
– Está tudo bem? – Elizabeth quis saber, preocupada.
Ele... Já havia ouvido aquela voz antes. Mas onde? Aquele jeito arrepiante e de uma calma tão profunda que chagava a parecer assustadora... O jeito que fazia os ouvintes estremecerem com o tom quase doente... (Doente mesmo. Era fraca como de alguém que estivesse morrendo). Aquilo soou quase como um deja vú. E não era apenas isso. A frase...
“Telefonema para você”.
Era isso mesmo. Era como um “Vá dormir” do Jeff.
Só poderia significar uma coisa: O dono daquela voz queria ver Slender morto. E o homem esguio tinha a sensação de que todos os desejos daquela pessoa se realizariam.
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– Huuuum... Humm...
Resmungava enquanto sentava em diferentes posições na cadeira do palácio de Daemon, procurando uma que mais o agradasse.
– Senhor – Lord chamou, se ajoelhando em frente ao outro – Sinto em lhe informar que...
– Daemon fracassou – Completou ele mesmo. Começou a enrolar uma mecha de cabelo no dedo indicador – Eu sei disso. Parece que você não tem mais um mestre, não é mesmo? – Riu por um breve instante – É fácil demais. Sabia que ele iria morrer pelas mãos do herdeiro de Slender. Tão obvio. Estava escrito nas estrelas.
– O que milorde planeja?
– Ora Lord – Um sorriso jovial estava estampado em seu rosto, que tinha os olhos escondidos pelo cabelo negro –, não acha irônico alguém chamado “Lord” chamar outra pessoa de “milorde”?
O Proxy calou-se, sem saber o que responder.
Quem estava sentado no trono suspirou, desmanchando o sorriso.
– Preciso me vingar?
– É opção sua, senhor. Não é obrigatório.
– Aaaah... Mas esse tédio – Se espreguiçou – Sei que se eu botar meus pés no Casarão Creepypasta todos estão mortos. Francamente, que graça tem quando você é o único que pode derrotar a si mesmo?
– Por favor, não se gabe antes de conhecer Dick Slender. Eles têm Jeff the Killer, Zalgo, Mr. Creepypasta. Não é uma tarefa fácil...
– Está me subestimando?! – Levantou-se irritado – Eu vou acabar com cada alma condenada daquele lugar, ouviu bem?! – Deixou-se cair na cadeira novamente – Pois eu consigo TUDO, Proxy. Tudo...

Um dos melhores cosplays de Creepypasta que eu já vi!
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