Will foi o garoto mais gentil do mundo quando a deixou na porta de casa no horário combinado. Conversou com o pai e a mãe de Ane e depois se despediu deles e Ane o acompanhou até o carro.

- Obrigada, Will – disse Ane. – Foi tudo... Ótimo. Diverti-me muito.

- Que isso – disse ele. – Eu também adorei essa noite. De verdade.
Ane sorriu para ele, que retribuiu o sorriso. Will foi até a ela e a segurou pela cintura. Ela
sorriu.

- Boa noite – disse ele e depois lhe deu um beijo.

- Boa noite – a menina sorriu. Ele entrou no carro e Ane esperou ele desaparecer no final da rua.

Ane rodopiou e entrou em casa flutuando.

- Bela noite, não? – perguntou a menina subindo as escadas para ir ao seu quarto. Sua mãe parou na escada, esperando ela contar tudo.

- Amanhã, mamãe. Amanhã – disse Ane.

Ane entrou em seu quarto e se jogou na cama. Ela não conseguia parar de sorrir e de fechar os olhos e lembrar-se de tudo que acontecera. O encontro, o passeio na praia e do beijo. Como ela poderia estar tão doida por um garoto que ela conheceu há uma semana?

A garota olhou para os lados e viu o pequeno em cima da mesa do computador. Levantou-se e foi buscá-lo.

Pegou o pequeno caderno e voltou para sua cama e ficou girando-o a mão.

Aquilo tudo era tão estranho e interessante. De repente, Ane se lembrou da grande coisa que vira na floresta perto da praia de La Push. O que era aquilo?

Ane tinha a sensação, que aquele diário que girava em suas mãos, explicaria tudo.

Ela havia feito uma orelhinha aonde tinha parado de ler. Ane olhou para o objeto, mordendo os lábios e o abriu onde havia marcado.

“20 de janeiro.
Querido diário, sabe, ele novamente não veio. Isso está me deixando louca. Não entendo por que ele está tão bravo comigo. Ele nem me conhece para ter ódio de mim. Nem que fedo. É porque ele fez uma careta quando sentei perto dele no primeiro dia de aula. Ele até tentou mudar de turma, por minha causa. Como eu posso saber? Não sei. Simplesmente sei. Bem ele vai ter que me agüentar. Disseram que ele não poderá mudar de classe. Essa será a minha vingança.
Bem, não tenho nada que contar, só que minha mãe me mandou um e-mail nas semanas que se passaram.
Até mais”

Ane virou a página. Queria saber de tudo. Aquilo simplesmente era muito bom. Como se fosse um livro real.

“23 de janeiro.
Querido diário,
Olha que ironia do destino! Ele foi à escola hoje! E você não vai acreditar! Ele falou comigo! Como uma pessoa normal.
Mas ele é tão estranho. Perguntou-me sobre o clima da cidade, me perguntou sobre minha família. Ele parecia muito interessado em saber as coisas sobre mim. E eu pude jurar que, os olhos dele na semana passada, estavam pretos como o breu e hoje na aula estava dourados. Vai entender. Sabe o que mais me deixa intrigada e irritada? É que eu não consigo mentir para ele. Ele me perguntava e eu respondia com sinceridade.
Não sei o que está acontecendo comigo.
Bem, não tenho mais nada de novo para contar. “Até.”

Quem era aquele cara? Edward pensou Ane. Ele era misterioso e fazia com que as pessoas contassem a verdade. Bem, fazia com que Bella contar a verdade.

Edward. Ane se lembrou que essa tal de Bella e Edward, estudara em Forks!

Ane iria descobrir tudo sobre esse cara. Então ela recomeçou a leitura.

“25 de janeiro.
Querido diário.
Hoje foi o dia mais terrível e mais surpreendente.
Todos os garotos que eu conhecia hoje resolveram me convidar para o baile que aconteceria na semana que vem. No início, tudo bem. Mas depois ficou irritante. Nunca me fui de idade irritar, mas hoje, simplesmente os garotos tiraram o dia para me encher.
Então, menti. Falei que ia para Seatlle.
Não sei como, Edward ouviu tudo. No final, parando para o Tyler – que cismou que me devia algo porque havia me atropelado – me convidar para o mesmo baile. Aquilo me irritou profundamente. Então, o Edward, do nada se ofereceu para me levar à Seatlle. Não sei qual era a dele. Um dia ele podia me rejeitar e no outro estar querendo ser meu amigo – o que ele fez um comentário muito estranho sobre isso. Disse que não era bom ser amigo dele. Mas não desmarcou o nosso passei por Seatlle. Estranho, mas eu é que não falaria nada. Ele é tão lindo que eu me esqueço das coisas quando estou com ele.
Bem, já está tarde, e tenho que dormir. “Até mais di.”

Ane não ia esperar até amanhecer para continuar a ler. Bella era uma garota estranha. Se todos os garotos da turma de Ane a convidasse para o baile, ela teria é ficado muito feliz – apesar de ser um pouco tímida. Mas ela pensou que isso só faria isso antigamente. Pois com Will, Ane pensava diferente agora.

Ane queria terminar de ler antes de dormir. Sentia que a parte emocionante estava por vir.

E a partir de amanhã, Ane decidiu que iria ver quem era aquele Edward Cullen.

Notas finais
Não sei se foi grande... Espero que gostem e... Comentem!