Ane não pode terminar de ler o diário. Por ela, Ane leria aquele diário em um dia.
Mas ela tinha a escola, seus pais e Will. É Will. Ane queria contar para ele sobre o diário. Mas não sabia como. Pois é. Ela acreditava que aquele diário escondia algo que ninguém imaginava.
– Oi, Ane – falou Will, sexta – feira na escola.
– Olá, Will – a garota sorriu. Ele era tão cavalheiro.
– Como foi sua noite?
– Ah, interessante e chata – falou ela ainda sorrindo.
– Interessante? – perguntou ele.
– Lembra daquele diário?
– Sim – falou ele.
– Comecei a lê-lo ontem. Devo confessar que é muito interessante.
– Mais interessante para você sair comigo hoje? – perguntou ele com a voz rouca e sedutora. Ane olhou para ele.
Eles tinham passado uma semana ótima. Claro que eles brigaram um pouco, mas parecia que aquilo só aumentava o desejo da garota de dar um beijo em Will.
– Claro – falou ela sorrindo. – Adoraria sair com você hoje Will.
– Bem, te pego as oito, ok?
– Ok – falou Ane. Ele deu um beijo na bochecha da garota.
Sua mãe viera pegá-la alguns minutos depois.
– Como foi seu dia? – ela sempre perguntava isso.
– Ótimo! – falou Ane, que estava vibrando de ansiedade.
– Sério? Que bom, filha. Que aconteceu para você falar que foi ótimo?
– Um garoto me convidou para um encontro – Ane sorriu.
– O Will? – sua mãe sabia dele.
– Ele mesmo. – Sorriu a garota. – Ah, eu posso ir?
– Claro que pode. Você sabe que eu não vou te proibir.
– E o papai?
– Ele vai ficar bem. – Ane riu e sua mãe a acompanhou.
Quando estas chegaram em casa, Ane foi direto para seu quarto.
Ela olhou o relógio: ainda era 17:30, então dava tempo dela tomar banho, se arrumar e ler um pouco daquele diário.
Ane correu para o banheiro. Ela tomou um banho um pouco demorado e saiu de toalha para o seu quarto, fechando a porta ao passar.
Ela foi até seu armário e pegou um vestido preto, não muito curto de mangas compridas – por que em Forks era frio –, uma meia calça e um sapato perto básico. Ela não decidiu se arrumar naquele momento. Ao invés disso, ela pegou o diário e sentou-se na mesa do computador.
“19 de janeiro
Querido diário.
Hoje foi melhor e... pior.
Melhor porque felizmente não está chovendo. Mike e Eric como no dia anterior ficaram tentando me agradar.
Bem já na aula de biologia, o tal do Edward faltou. Que bom! Assim tive a certeira só para mim. Mas não tive a oportunidade de colocar a minha raiva para fora. Falar tudo que eu queria na cara dele. Como ele podia me olhar com puro ódio, se eu não fiz nada para ele. Nem o conheço. Mas eu ainda falo para ele, ainda falo.
Bem eu não tenho nada a mais para desabafar aqui. Então... Até amanhã. Eu to falando com um diário. Só devo estar louca.”
Ane terminou de ler e olhou para o relógio. Já eram 19:30. Isso não era legal. Como as horas passaram rápido! Ela pegou sua roupa e a vestiu.
Depois de pronta, Ane se olhou no espelho. A maquiagem estava leve, a roupa não muito chamativa, seus cabelos lisos estavam em um contraste perfeito com o preto de seu vestido.
Era como se ele adivinhasse que ela estava pronta. Pois a campainha tocou logo em seguida.
Ela desceu as escadas e parou, porque seu estava o interrogando.
– Pai? – falou, descendo os degraus que restavam com mais calma.
– Oi filha – respondeu seu pai.
– Tudo bem? – perguntou Ane.
– Claro – respondeu Michel, seu pai. – Eu só estava... fazendo umas perguntas ao seu amigo.
– Pai, eu seu fazer as suas perguntas sozinha.
– Amor, a deixe ir. O rapaz está a esperando. – Susana falou.
Se não fosse por sua mãe, ela ainda estaria presa ali com ele.
Eu pai fez uma cara nada feliz e a deixou passar.
O Will estava perfeito. Ela não tinha palavra melhor para descrevê-lo.
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