O resto do dia foi bem legal. Will apresentou alguns amigos a Ane e Mary – que ficou muito corada – e todos almoçaram junto com a garota.
No final do dia, Ane ficou esperando do lado de fora da escola com Will.
– Sabe, eu não esperava encontrar uma pessoa tão interessante como voce. – Falou Will. Ane sorriu ao ouvir as palavras dele.
– Às vezes encontra. – Falou a menina. Ele sorriu. – Ah, a minha mãe chegou.
– Ah, ainda bem que moramos próximos um do outro. – Ele disse.
– Tchau – falou Ane.
– Tchau, Ane. – Ao ouvir o nome dela, ela se virou para olhá-lo. Ele sorria.
Ela foi para o estacionamento – onde sua mãe buzinava – sorrindo com ela mesma.
Ane entrou no carro e sua mãe imediatamente deu partida.
– Como foi seu dia, querida? – perguntou sua mãe.
– Ah, ótimo! – falou a garota, se lembrando.
– Fez amizade?
– Huhum.
– Que bom! – falou sua mãe, feliz.
Susana estacionou na frente da casa “nova” deles. Ane entrou e viu que tudo fora posto em seu devido lugar. Bem, se tudo estava em seu devido lugar, o quarto dela também estaria arrumado, com sua cama e tudo.
Ane subiu as escadas sem falar com seu pai e nem com sua mãe.
A garota abriu a porta de seu quarto.
Sim! Sua cama, seu armário, sua mesa com seu noot-book estavam lá.
– Ah seu senti tanto a sua falta! – falou a menina, para o seu computador.
– Gostou? – perguntou sua mãe de repente. Ane se virou para olhá-la.
– Muito – respondeu a menina, feliz. – Vou tomar um banho, ok?
– Claro, claro. Seu pai está muito contente coma mudança.
– É? – respondeu a menina, pegando suas roupas já no armário.
– É. O jantar vai sair daqui a duas horas. – Comunicou sua mãe. Ane sabia que ela queria saber de tudo, porque, provavelmente, ela a vira com o Will.
Ane foi para o banheiro tomar seu banho. Terminado tudo, ela vestiu uma blusa de manga e uma calça comprida larga roxa.
A garota saiu do banheiro e foi para o seu quarto, matar a saudade de seu computador.
Ela ligou, ele não era lento, mas a internet sim. Fim de mundo, pensou Ane.
Enquanto a net carregava, ela pegou sua mochila. Aquele diário a estava intrigando desde que ela o pegara na mochila.
Ane estava nervosa e curiosa ao mesmo tempo, aquilo era simplesmente um tipo de livro que ela desejara ter desde que fora lançado na loja.
A garota abriu o diário. Ali, estava escrito com uma caligrafia meia feia:
“Pertence à Bella Swan”
Ane virou as primeiras páginas em branco. Então, ela chegou na parte que interessava.
“17 de janeiro
Querido diário – que tosco escrever aqui, mas minha mãe disse que ajudaria.
Hoje eu cheguei aqui em Forks, meu pai veio me buscar com o carro da polícia – é, eu acabei de mudar para Forks. Uma cidadezinha pequena, sem nada.
Minha mãe se casou de novo – Phill o nome dele – e acabou ficando muito dividida, entre eu e o Phill, então, decidi vir para Forks morar com eu pai.
Claro, eu não queria estar aqui. Não mesmo. Mas eu tinha que fazer alguma coisa e meu pai estava sentindo saudades minha.
Charlie ficara contente em saber que eu viria ficar com ele. Para ser sincera, eu fiquei feliz por ele.
Ah, eu ganhei um carro! Dá para acreditar? Pois é. Charlie disse que comprou de um amigo. Billy Black, acho. Eu não me lembro muito bem dele. Eu fazia de tido para esquecer os verões que passava aqui. Mas lembro da reserva que ele mora.
Tá tudo bem, eu não suporto esse lugar. Fim de mundo, não tem nada para fazer aqui.
Mas vou ficar. Não vou embora.
Bem, acho que botei minha frustração para fora aqui. Minha mãe tinha razão: escrever em um diário ajuda. Mas não vai me impedir de chorar esta noite.
Bem... Até amanhã.”
Ane acabou de ler o primeiro pedaço. Essa tal de Bella era igualzinha a ela. Detestava Forks. Ane virou a para a página seguinte.
“18 de janeiro
Querido diário – ainda dou uma risada sarcástica quando digo isso.
Hoje foi o meu primeiro dia de aula na Forks High School, que tem um número impressionante: 357 – comigo 358 – alunos. Na minha antiga escola tinha mais do que o dobro de alunos do que aqui.
Mas não é isso que está me dando nos nervos.
Conheci um grupo hoje. Mike, Jessica, Ângela e Eric . Mas não são eles que vêm ao caso, e sim, os Cullens.
Eles são estranhos, mas bonitos. Jessica me contou que o Dr. Cullen adotara eles.
Mas o que me intriga neles é que eles são brancos como gizes, são lindos de morrer.
E todos têm um tipo de relação entre si. Sei, eles não são irmãos de verdade, mas mesmo assim é estranho.
Mas o mais interessante, eu deixei para o fim. Edward Cullen.
Ele na hora do intervalo me olhara. Mas não foi uma olhada que dissesse que eu era interessante – como se alguém me achasse interessante. Sou branca e sem sal. A única coisa que tem cor é o meu cabelo escuro.
Voltando ao assunto Edward... Ele é simplesmente a pessoa mais bonita, mais assustadora e misteriosa que eu já vi.
Mas eu nuca senti tanto medo e admiração por uma pessoa. Ele não parece gostar de mim, sabe. Eu nem ao menos sei o porquê. Vou tirar satisfação com ele amanhã.
Bem, mais uma noite nessa cidadezinha sem nada. Voltarei para escrever amanhã. Até lá.”
Ane olhou para aquele diário. Ela tinha razão, quanto mais lia, mais ela queria saber o que ia acontecer.
– Ane! – chamou sua mãe. – Vem jantar!
Ane fez uma orelha no diário para marcar a página em que ela parou e desceu as escadas.
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