Notas iniciais
Valeu pelos comentários, meninas! Vocês são demais.

Will dirigia o próprio carro na rua escura, enquanto Ane estava no banco do carona.

- Me ensina a dirigir um dia? — perguntou a menina.

Will riu.

- Claro, claro — respondeu Will.

Ane riu junto com ele mas depois parou.

- É sério — ela disse.

- Eu sei. — Will respondeu, olhando para frente. — E eu lhe ensinarei.

Ane o olhou boquiaberta. Ela achava que Will ficaria com medo de Ane estragar o seu belo BMW cinza, como todos os garotos provavelmente ficaria. Podia acontecer qualquer coisa: como bater, sofrer um acidente. Ou qualquer coisa parecida.

Mas o garoto permaneceu com a sua expressão tranquila no rosto. Ele estava mesmo falando sério.

- Nossa. — Disse Ane, surpresa.

Will a olhou por um instante, antes de voltar a antençao para a estrada e perguntar:

- O quê?

- Nada — respondeu Ane. — A casa de Mary é bem longe.

Ane olhou para a janela. Já tinham passado de La Push, e agora só viam verde por todo o caminho.

- De acordo com o endereço que você me deu, estaremos lá daqui a pouco. — Disse Will, de olho na estrada.

Ane assentiu. Os dois ficaram em silêncio. Ane pensava na sua vida louca e que fazia algumas semanas que não lia o diário.

Desde a última vez em que Ane o lera, Bella havia conseguido ver Jacob. O que a deixou feliz e irritada. Ela escrevera que Jacob conseguia fazer isso com ela. Descobriu também o que eraimpriting. Uma coisa estranha que os lobos sofriam quando viam a sua parceira ideal. Ane tinha uma estranha impressão que Bella havia sofrido impriting com jacob e o amava. Só não queria admitir.

Will, então, diminuiu a velocidade. Ane olhou — surpresa — para um imenso portão de ferro e uma casa branca e grande nos fundos.

A casa não era feia. Mesmo assim, Ane sentiu um arrepio perpassar por sua coluna. Os dois saíram do carro.

Eles caminharam até o portão de ferro. Pararam para ver se estava trancado.

E não estava.

Ane ia puxar o portão, quando Will a impede, segurando o braço da garota.

Ane o olhou. A experssão de Will não era das melhores. Olhos fixos na casa, postura ereta demais, maxilar trincado. Seu corpo emanava tensão.

- Não acho que seja um boa ideia. — Falou Will.

- É a Mary — disse Ane. — O que tem de errado?

- Talvez, não seja mais a Mary.

Ane o olhou.

- O que quer dizer? — perguntou a garota. — Algumas semanas atrás, você havia me dito que ela só estava doente.

Mas Will não respondeu, apenas deu de ombros.

- Não vou desistir agora. — Falou Ane decidida. — Se você não quiser entrar comigo, tudo bem.

Ane empurrou o portão pesado, sen olhar para trás. Caminhou até a frente da casa, que agora, parecia ser bem maior e assustadora.

Ela assustou-se aou ouvir um suspiro às suas costas. Virou-se e viu que era apenas Will, com a expressão cansada, mas os olhos cheios de um temor que Ane desconhecia.

A garota o abraçou sem hesitar.

- Não vou te deixar entrar aí sozinha — disse ele, pegando a mão de Ane.

Ane sorriu.

Os dois entraram na casa. Estava tudo apagado. Sem nenhuma luz acesa.

Foram até a sala de estar, sala de visitas, a cozinha. Até que, perto da escada que levava para o segundo andar, eles ouviram murmúrios.

- Não gosto disso. Não gosto mesmo — sussurrou Will.

Mesmo que Ane também sentisse que algo estivesse muito errado, ela subiu as escadas.

Passaram por um corredor extenso, todas as portas estavam fechadas, quando chegaram na última porta, onde uma luz tremeluzia lá dentro.

Os dois colocaram o ouvido na porta para poder escutar melhor, quando a porta abriu-se em um rompante. Ane e Will pularam para trás por causa do susto e por aquela, que um dia, fora Mary.

Os cachos de Mary estavam sem vida, seus olhos, desfocados. O que havia acontecido?

- M-Mary? — Ane perguntou, indo em direção da amiga. Mas Will a impede, protegendo-a.

- Acho melhor irmos. — Disse Will num sussurro.

Os olhos de Mary entrarem em foco ao escutar a voz de Will. Ela agora olhava diretamente para ele.

Will encolheu-se, e mais uma vez, seu corpo ficou ereto pela tensão. Ele também olhava para Mary agora.

- Eu sei quem você é. — Disse Mary, sua voz estava rouca e ela apontava para Will.

Ane olhava para os dois, sem entender.

- Vamos embora daqui — pediu Will.

- O que está acontecendo? — perguntou Ane, sem se mover, confusa.

- Eu sei quem você é. E sei que está ficando doente a cada dia que passa — disse Mary para Will, que a encarava.

- Will, quer me explicar o que está acontecendo?

Will, porém, olhava Mary, seus olhos demonstravam que com medo.

E, então, Will se dá conta do que estava acontecendo e agarrou Ane pelo braço, no mesmo tempo em que Mary tenta pegar o braço da garota.

- Foi um erro ter vindo aqui — falou Will.

Mas, antes que esta os alcance, Will estava correndo.

Will colocou Ane dentro do carro e deu partida. Ane estava confusa demais. Só o que ela sabia que Will escondia algo dela. Um segredo que seu lindo namorado guardava. E que não iria compartilhá-lo com Ane.

Will fez a viagem de volta, ambos em silêncio.

Notas finais
Comentem, lindas!